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Gaciba divulga os árbitros pré-selecionados para Copa 2014

Publicado no blog de Leonardo Gaciba:

Após termos informado neste espaço os árbitros da Conmebol, é hora de presenteá-los com os nomes de todos os indicados pelas confederações nesta pré-lista para o Mundial de 2014, no Brasil.

Daqui sairão os nomes que ajudarão a construir a história da 20ª edição da etapa final da Copa do Mundo Fifa.

Poucas surpresas, algumas revelações, muita renovação. Assunto que posteriomente discutiremos com mais calma e com a atenção que merece.

São sete árbitros da Ásia, o mesmo número da África e da Concacaf; a Conmebol indicou dez nomes, a Oceania, dois; e a poderosa Uefa 19.

Pela Europa; Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália (todos campeões mundiais) são os países que estão indicando dois nomes cada. Fora da Europa, somente o México e sua tradição possibilitou a indicação de dois árbitros.

Caso os mesmos critérios de 2010 sejam respeitados, daqui sairão três equipes de arbitragem asiáticas (+1 reserva), 3 africanas, 3 (+1 reserva) da Concacaf; cinco da Conmebol (mais uma reserva), dois times da Oceania e dez europeias.

A lista completa é formada por 52 árbitros centrais pré-selecionados. Com significativa renovação, já que apenas onze destes nomes estiveram dirigindo em 2010 na África do Sul. América do Sul e África chegam a 100% de mudanças.

Eis a lista com os nomes (marcados em verde os Mundialistas de 2010):

Fonte: Blog do Leonardo Gaciba
Link: http://sportv.globo.com/platb/blog-do-gaciba/2012/04/16/os-arbitros-de-2014/

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Bibiana Steinhaus apita a final da Copa do Mundo Feminina

A final da Copa do Mundo Feminina 2011 na Alemanha, que será disputada entre Japão e os Estados Unidos no próximo domingo, 17 de julho, vai ter o comando da bela árbitra alemã Bibiana Steinhause. A loira terá a assistência de suas compatriotas Marina Wozniak e Katrin Rafalski. A quarta árbitra será Jenny Palmqvist (Suécia) e a quinta árbitra será Maria Luisa Gutierrez (Espanha).

Bibi, como é carinhosamente chamada, atua nas competições profissionais da segunda divisão da Bundesliga na Alemanha e é do quadro da FIFA desde 2005. Ela atuou em duas partidas desta Copa do Mundo Feminina – EUA x Coréia do Norte e Guiné Equatorial x Brasil.

Já a partida para definir o terceiro e quarto colocados, entre Suécia e França será arbitrada pela norteamericana Kari Seitz, juntamente com as assistentes Veronica Perez e Marlene Duffy, com a quarta árbitra Quetzalli Alvarado (México).

Nenhuma árbitra ou assistente brasileira foi convocada para a competição, o que mostra que algo tem de ser feito em nível nacional para que as nossas profissionais voltem a ter prestígio nas competições internacionais, perdido desde a saída de Silvia Regina de Oliveira e Ana Paula Oliveira, ambas paulistas que ostentavam o escudo FIFA.

Confira a lista completa das árbitras e assistentes deste mundial:

Árbitras estão espalhadas pelo mundo - Brasil ficou de fora

Ásia – AFC

  • Sung Mi Cha – Coréia do Sul
  • Etsuko Fukano – Japão
  • Jacqui Melksham – Austrália

Árbitras assistentes:

  • Allyson Flynn – Austrália
  • Sarah Ho – Austrália
  • Kyoung Min Kim – Coréia do Sul
  • Widiya Habibah Shamsuri – Malásia
  • Saori Takahashi – Japão
  • Lingling Zhang – China

África – CAF

  • Therese Raissa Neguel – Camarões

Árbitras assistentes:

  • Tempa Ndah Francois – Benin
  • Lidwine Pelagie Rakotozafinoro – Madagascar

América do Norte e Central – CONCACAF

  • Quetzalli Alvarado Godinez – México
  • Carol Anne Chenard – Canadá
  • Kari Seitz – Estados Unidos

Árbitras assistentes:

  • Emperatriz Ivonne Ayala Lopez – El Salvador
  • Mayte Ivonne Chavez Garcia – México
  • Rita Munoz – México
  • Marlene Duffy – Estados Unidos
  • Veronica Perez – Estados Unidos
  • Cindy Mohammed – Trinidad e Tobago

América do Sul – CONMEBOL

  • Estela Mary Alvarez De Olivera – Argentina
  • Silvia Elizabeth Reyes Juarez – Peru

Árbitras assistentes:

  • Mariana Betina Corbo Odone – Uruguai
  • Yoly Esperanza Garcia Colmenares – Venezuela
  • Marlene Leyton – Peru
  • Maria Eugenia Rocco – Argentina

Oceania – OFC

  • Finau Vulivuli – Fiji

Árbitras assistentes:

  • Jacqueline Stephenson – Nova Zelândia
  • Lata I Sia Tuifutuna – Tonga

Europa – UEFA

  • Dagmar Damkova – República Tcheca
  • Gyongyi Gaal – Hungria
  • Kirsi Heikkinen – Finlândia
  • Jenny Palmqvist – Suécia
  • Christina Pedersen – Noruega
  • Bibiana Steinhaus – Alemanha

Árbitras assistentes:

  • Cristina Cini – Itália
  • Anu Jokela – Finlândia
  • Tonja Paavola - Finlândia
  • Helen Karo – Suécia
  • Anna Nyström - Suécia
  • Yolanda Parga Rodriguez – Espanha
  • Maria Luisa Villa Gutierrez - Espanha
  • Kathrin Rafalski - Alemanha
  • Marina Wozniak - Alemanha
  • Lada Rojc – Croácia
  • Hege Steinlund – Noruega

Árbitras suplentes:

  • Thalia Mitsi – Grécia
  • Kateryna Monzul – Ucrânia
  • Esther Staubl – Suíça

A nata da arbitragem a serviço da Copa 2014

José Mocellin foi um dos principais árbitros brasileiros no início da década 90. Carlos Eugênio Simon foi o árbitro brasileiro recordista de participações em Copas do Mundo da FIFA. Hoje, estão juntos em um grande projeto: a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Eles exercem funções administrativas nos grupos de trabalho do município de Porto Alegre e do estado do Rio Grande do Sul, respectivamente.

Mocellin é o que tem a maior experiência em organização de eventos. Hoje secretário adjunto da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA, órgão da Prefeitura de Porto Alegre, ele já participou da coordenação de diversos torneios municipais de futebol amador, além de ser um dos instrutores de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Funcionário Público de longa data, reconhece que trabalhar em um evento como este traz uma responsabilidade muito maior.

“As exigências são máximas em um evento como este, mas tudo se torna bem mais fácil com a estrutura oferecida pela FIFA”, explica o ex-árbitro, reconhecendo também que a cidade tem uma grande oportunidade para investir em obras de mobilidade urbana e deixar um grande legado para a população.

Pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul está Carlos Eugênio Simon. Jornalista de formação, ele passou a exercer a função de coordenador executivo do comitê gestor gaúcho em abril. Garante que está se adaptando bem e afirma que não imaginava o nível de detalhamento de uma competição deste porte.

“Eu já conhecia o padrão FIFA quando eu era árbitro. Quando chegávamos a um local, estava tudo pronto, tudo funcionando. Mas eu não imaginava todo o trabalho que é feito nos bastidores para ser oferecida esta estrutura”, diz Simon.

O ex-árbitro, que representou a arbitragem brasileira nas Copas do Mundo da FIFA de 2002, 2006 e 2010, participou recentemente de um seminário de gramados da Copa do Mundo da FIFA, em Fortaleza. Mostrou desembaraço e vontade de aprender em sua nova função. Por sinal, ele elogia a FIFA por se preocupar com os detalhes do jogo.

“Um jogador corre cerca de 13km em uma partida. Há um desgaste de tendões e articulações. O árbitro também sofre com isso. Imagine jogar em uma mesa de bilhar, em um estádio com tudo funcionando? É muito mais fácil, já que os campos não tem buracos, a jogada é limpa”, analisa.

Fonte: FIFA.com
Link: http://pt.fifa.com/worldcup/news/newsid=1469179/?cid=share_gigyasocialize

Recorde de reprovações no teste físico da Copa do Mundo Sub-17

Um número recorde de 18 árbitros foram reprovados no teste físico para a Copa do Mundo Sub-17 no México, segundo o jornal Observer da Jamaica. Um dos árbitros reprovados é o assistente jamaicano Stephen Brown.

Recentemente a FIFA passou a trabalhar com equipes de trios de arbitragem e, se um dos componentes do trio falha nos testes, todo o time é mandado de volta pra casa.

Ainda não foi definido o que vai acontecer com os reprovados, haja vista que, pelo alto número de ocorrências, seria muito difícil substituir os trios. Três equipes de arbitragem foram apontadas como reservas oficiais quando anunciaram os escolhidos, no mês passado.

A competição ocorrerá de 18 de Junho a 10 de Julho no México. Nenhum árbitro brasileiro foi convocado para o torneio.

Árbitros convodados:

  • Diego Abal – Argentina – 39 anos
  • Ali Al Badwawi – Emirados Árabes Unidos – 38 anos
  • Néant Alioum – Camarões – 28 anos
  • Raymond Bogle – Jamaica – 39 anos
  • Víctor Carrillo – Peru – 35 anos
  • Tony Chapron – França – 39 anos
  • Roberto García – México – 36 anos
  • Norbert Hauata – Taiti – 32 anos
  • Pavel Kralovec – República Tcheca – 33 anos
  • Helder Martins – Angola – 34 anos
  • Svein Moen – Noruega – 32 anos
  • Bas Nijhuis – Holanda – 34 anos
  • Aleksey Nikolaev – Rússia – 39 anos
  • Omar Ponce – Equador – 34 anos
  • Nawaf Shukralla – Barein – 34 anos
  • Stéphan Studer – Suíça – 35 anos

Árbitros assistentes convocados:

  • Yaser Khalil Abdulla Tulefat – Barein
  • Khaled Al Allan – Barein
  • Hamad Sulaiman Marhoon Al Mayahi – Omã
  • Frank Andås – Noruega
  • Anton Averyanov – Rússia
  • Alejandro Ayala – México
  • Emmanuel Boisdenghien – França
  • Angelo Boonman – Holanda
  • Jhonny Bossio – Peru
  • Stephen Brown – Jamaica
  • Víctor Calderón – México
  • Djibril Camara – Senegal
  • Alejo Castany – Argentina
  • David Charles – Papua Nova Guiné
  • César Escano – Peru
  • Gustavo Esquivel – Argentina
  • Kim Haglund – Noruega
  • Fredji Harchay – França
  • Carlos Herrera – Equador
  • Felicien Kabanda – Ruanda
  • Tikhon Kalugin – Rússia
  • Christian Lescano – Equador
  • Aden Marwa – Quênia
  • Dion Neil – Trinidad e Tobago
  • Sandro Pozzi – Suíça
  • Mark Rule – Nova Zelândia
  • Zakhele Thusi Siwela – África do Sul
  • Reza Sokhandan – Irã
  • Martin Wilczek – República Tcheca
  • Raffael Zeder – Suíça
  • Erwin Zeinstra – Holanda
  • Miroslav Zlamal – República Tcheca

Árbitros “reservas” convocados:

  • Elmer Bonilla – El Salvador
  • Keytzell Corrales – Nicaragua
  • Octavio Jara – Costa Rica
  • Paul Delgadillo – México
  • Marcos Quintero – México
  • Salvador Rodriguez – México
  • Jafeth Perea Amador – Panamá
  • Ricardo Daniel Ake – Belize
  • Juan Antonio Rodas – Honduras

Carlos Simon assume coordenação da Copa 2014 no RS

14/04/2011 1 comentário

Depois de encerrar a carreira como árbitro em 2010, Carlos Eugênio Simon assume nova responsabilidade no mundo do futebol: trabalhará como coordenador-geral do Comitê Executivo do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul para a Copa de 2014. O próprio Simon confirmou via Twitter após encontro com o governador Tarso Genro.

Como havia antecipado o colunista de Zero Hora Luiz Zini Pires há 15 dias, Carlos Simon vai ajudar a implantar no Estado o “espírito da Copa do Mundo”. Ele tentará, entre outras ações, mostrar que a Copa do Mundo é um grande e bom negócio para o Brasil. Sua imagem pública será usada em nome do Mundial de 2014. Simon trabalhará ao lado do secretário de Esportes e Lazer, Kalil Sehbe.

— Recebi e aceitei o convite com muito orgulho. Já sou consultor da Fifa desde janeiro e quero aproveitar essa minha experiência de três Copas do Mundo (2002, 2006 e 2010) para ajudar o Rio Grande — disse Simon ao clicEsportes.

Ao ex-árbitro, serão atribuídas funções relativas ao Estado, à exceção da infraestrutura da Capital. Como Porto Alegre será cidade-sede, as questões sobre o Mundial são chefiadas pelo secretário extraordinário para a Copa, João Bosco Vaz.

Fonte: Click Esportes
Link: http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/noticias/futebol-copa2014,3274828,Carlos-Simon-assume-coordenacao-da-Copa-2014-no-Estado.html

http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/noticias/futebol-copa2014,3274828,Carlos-Simon-assume-coordenacao-da-Copa-2014-no-Estado.html

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Romualdo Arppi Filho, o árbitro da final da Copa de 86

Brasileiro defende chip na bola, mas é contra arbitragem eletrônica

Romualdo (ao centro) foi eleito o melhor árbitro do mundo em 1987.

A história de Romualdo Arppi Filho se confunde com a história da arbitragem brasileira. Com ele, o país foi representado em pelo menos cinco eventos internacionais de peso. No maior deles, o ex-árbitro apitou a final da Copa de 1986, no estádio Azteca, no México, no momento mais brilhante de sua carreira de 32 anos (entre 1958 e 1990). No mesmo Mundial, esteve em campo na partida França e União Soviética (1 a 1) e na vitória mexicana sobre a Bulgária (2 a 0). “Eu estava bem preparado, minha mente estava sã”.

Antes, já havia apitado em três Olimpíadas (68, 80 e 84), além da final do Mundial Interclubes de 1984, em Tóquio. No Brasil, dirigiu as finais dos Brasileiros de 84 e 85, no Maracanã e dos Paulistas de 76 e 79. Aposentado, Romualdo Arppi Filho optou por trocar Santos por Caldas Novas (GO). Nesta entrevista ao Portal 2014, ele fala sobre o uso da tecnologia no futebol, dos erros de arbitragem em Copas e conta histórias que fazem parte do futebol brasileiro.

Você é a favor do uso da tecnologia no futebol?
Não, sou contra. O futebol sempre foi assim. Se colocarmos a tecnologia no futebol, vai mudar tudo. Será igual ao futebol americano, parando toda hora. No final, ao invés de 90 minutos, serão duas horas de jogo. Dúvidas fazem parte do futebol. A única coisa boa seria colocar um chip dentro da bola, para saber se, por exemplo, uma bola entrou ou não. Como aconteceu na partida entre Alemanha e Inglaterra pela segunda vez em Copas, e poderia ter mudado o resultado do jogo de 2010. Os telões mostrarão para o público um possível erro do árbitro. A partida poderá ficar mais tensa e aí sim os erros aumentarem.

E os dois árbitros atrás dos gols?
Depois de tantos lances duvidosos na Copa, a Fifa está tentando implantar outra coisa sem mudar as regras e sem colocar outro juiz dentro de campo. Já foi testado dois árbitros e não deu certo, porque o critério muda de um para o outro. Como será a comunicação entre os assistentes do lado do campo e o juiz? Os assistentes de hoje são covardes, não querem se intrometer, parecem que querem prejudicar os juízes.

Você apitou finais no Maracanã e no Morumbi. As áreas internas dos estádios brasileiros ficavam aquém de estádios internacionais?
Não, não tinha problema nenhum. Os vestiários eram iguais e o caminho do ônibus para lá e de lá para o gramado era o mesmo. As equipes também percorriam o mesmo trajeto. A gente só se encontrava lá no campo.

Qual estádio é o melhor para ser palco dos jogos da Copa em São Paulo?
Hoje seria o Morumbi. Mas os gastos são enormes e a questão é política e não técnica. O Palestra Itália depois da reforma será uma boa opção também. Até o Pacaembu. Como um estádio que cabiam 70 mil pessoas, só tem capacidade para 38 mil hoje? É muito estranho. A única coisa que não pode acontecer é a construção de outro estádio. É colocar um elefante branco na cidade.

A diminuição da capacidade dos estádios, na adequação aos padrões da Fifa, muda muita coisa para o árbitro (na final de 86, 115 mil pessoas lotaram o estádio Azteca)?
O árbitro quando chega para dirigir uma Copa já passou por várias situações e está preparado técnica, física e mentalmente. Seja para estádios vazios, com grandes ou pequenas capacidades. Nunca tive problemas com grandes públicos, no sentido de ficar nervoso. Para o árbitro tanto faz.

Como foi o início da sua carreira?
Eu apitava na Liga de Futebol Amador de Santos e a federação fez um curso de árbitro em 58. O primeiro desafio foi em 1961, no Torneio no Uruguai. Depois apitei a semifinal da Taça Brasil, entre Palmeiras e Fluminense. Em 68, fui à Olímpiada no México.

Como recebeu a notícia que você estaria na Copa do Mundo?
Eu estava em férias em Itajaí-SC. Depois da preparação no Brasil, fui ao México com 10 dias de antecedência, com todos os árbitros. Depois teve a preparação física, que foi difícil pois tinha a altitude. Creio que 80% do desempenho é o preparo físico do árbitro. Se ele tiver bem, ele vai bem até o fim. Em 86, eu estava bem preparado, minha mente estava sã. Se você está cansado, os reflexos são mais lentos e até levar o apito à boca o lance já passou.

Romualdo apita o fim de jogo na final da Copa de 86 no estádio Azteca.

Quando a Alemanha empatou o jogo em 2 a 2 houve receio de uma eventual prorrogação?
Não, eu estava bem. Àquela altura a Alemanha saiu com tudo depois que levou o segundo gol, o jogo ficou corrido, mas a Argentina já fez 3 a 2 e foi tranquilo.

Você teve contato com o árbitro tunisiano Ali Benaceaur, que validou o gol de mão do Maradona contra a Inglaterra em 86?
Não o vi depois e não se comentou isso depois entre nós. As reuniões com as comissões eram fechadas. Ele estava apitando bem, em cima dos lances. O erro foi do auxiliar, que estava de frente para a jogada. O Beneceaur veio de trás, com muita gente na frente dele.

Esse lance aumentou a pressão na final Argentina e Alemanha?
Eu estava preparado para uma final de Copa do Mundo. Estava tranquilo na aparência, por dentro um pouco nervoso. Até começar o jogo, naquela sequência até o apito inicial. Depois você entra no ritmo da partida e esquece o nervosismo.

E o cartão amarelo para o Maradona, como foi?
O Brown, central argentino, cometeu uma falta e quase fez pênalti. Eu montei a barreira e na hora que eu autorizei a cobrança, o Maradona saiu da barreira e correu para frente. Eu apitei, mandei voltar e dei o amarelo. Mas nunca tive problema com ele, craque nunca cria problemas. O Platini também. Não deu problema quando apitei França e União Soviética.

A final do Mundial Interclubes de 84 foi mais tranquila que a final da Copa?
Cada jogo tem a sua história. Um gol logo de cara do Independiente da Argentina aos cinco minutos, e depois o Liverpool atacou e não conseguiu marcar. Uma coisa é esse jogo, outra é uma final entre seleções, muito mais importante.

Por que você não foi à Copa antes de 86?
Aqui no Brasil tinha grandes árbitros. Tinha o Aragão, o Arnaldo, o Armando, o Valuci (da década de 60), o Scolfaro (Oscar Scolfaro, apitou a final do Brasileiro de 82), o Favile (José Faville Neto, apitou a final do Brasileiro de 79). Eram grandes árbitros, o Brasil nunca teve uma safra tão boa, era difícil.

Qual era o jogador que dava mais trabalho dentro de campo?
Tinha um monte. O Dudu (ex-Palmeiras), o Zito (ex-Santos), o Chicão (ex-São Paulo). O Serginho (Chulapa) expulsei três vezes. Nunca tive problema com ele. Ele fazia, eu expulsava e ele saia quieto.

Qual o melhor árbitro brasileiro hoje?
O Heber Roberto Lopes. O Paulo César Oliveira também é, mas passou por alguns problemas e estava muito ansioso. O mesmo aconteceu com o Simon antes do Mundial. Ele estava ansioso pois ia à terceira Copa e isso nunca tinha acontecido no Brasil antes.

Fonte: Portal 2014
Autor: Diego Salgado

http://www.copa2014.org.br/noticias/4804/ENTREVISTA+ROMUALDO+ARPPI+FILHO+O+ARBITRO+DA+FINAL+DA+COPA+DE+86.html

Relatório do Mundial-2010 da FIFA elogia a arbitragem

O relatório técnico do Mundial-2010 da FIFA, publicado nesta quinta-feira, elogia a arbitragem no torneio. Sem especificar, o autor do documento no que toca aos árbitros, o espanhol José María Garcia-Aranda Encinar, explica que dos 145 gols do torneio, 142 foram corretamente assinalados.

O texto continua e diz que “houve 13 gols anulados por impedimento (100% de exatidão) e que mais dois deviam ter sido validados, ou seja, “96,88% das decisões foram, no geral, corretas”.

A análise prossegue: “Dos 663 chutes a gol,  apenas cinco causaram polêmica. Destes, quatro foram bem julgados, um não”. Mesmo sem o dizer, a FIFA parece reconhecer que o lance de Lampard, no encontro entre Alemanha e Inglaterra devia ter sido gol.

Pênaltis, bem ou mal?

A FIFA relata que houve 65 incidentes na área de penalti nos 64 jogos do Mundial-2010. “Em 45 deles, foi correto não assinalar a penalidade e, em cinco, marcar pênalti teria sido a decisão acertada”, refere o documento.

Desse modo, o relatória técnico conclui que “houve 15 pênaltis assinalados, todos eles decisões corretas”.

Já a quantidade de cartões baixou do Mundial da Alemanha, em 2006, para o sul-africano. Houve 3,82 cartões amarelos por jogo e 0,27 vermelhos, contra 4,80 e 0,44 na Copa do Mundo de 2006.

Por fim, o documento refere que “é claro que ocorreram erros, alguns deles sérios, nas centenas de decisões tomadas, muitas delas difíceis, ao longo dos 64 jogos, mas estes não estão encobertos ou justificados, mas são sim analisados de forma meticulosa, para se aprender com eles e melhorar planos futuros de treino”.

Fonte: Referee Tip

http://refereetip.blogspot.com/2010/09/relatorio-do-mundial-2010-da-fifa.html

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