Arquivos

Posts Tagged ‘FERJ’

Melhores árbitros do Carioca 2012

A festa de encerramento do Campeonato Carioca 2012 premiou os melhores do ano, dentre eles os árbitros que atuaram na competição estadual. O árbitro FIFA Marcelo de Lima Henrique, que apitou a grande final da competição, foi eleito o melhor árbitro.

Confira os premiados.

Árbitro:
1º Marcelo de Lima Henrique
2º Luis Antonio Silva Santos
3º Wagner Nascimento Magalhães

Assistentes:
1º Wagner de Almeida Santos
2º Luiz Antônio Muniz
3º Rodrigo Figueiredo

Árbitro Revelação:
Grazianni Maciel

Marcelo de Lima Henrique devolve bola para Rafael Moura

O árbitro Marcelo de Lima Henrique venceu na última segunda-feira, em festa promovida no Vivo Rio, o prêmio de melhor árbitro do Campeonato Carioca. Após receber o troféu, Marcelo de Lima, que não permitiu que Rafael Moura, autor do gol na vitória sobre o Botafogo, levasse a bola para casa, devolveu a pelota ao jogador. Como o atacante não esteve presente na festa, o presidente do Fluminense Peter Siemsen recebeu o objeto de desejo do atacante tricolor:

“Já fiz cerca de quinze finais pelo Brasil, sete no Rio, e pela primeira vez vi um atleta querer a bola do jogo. Talvez seja nosso jeito militarizado de dizer que a bola é minha (dos árbitros). Mas o Rafael Moura pediu a bola e me comoveu. Ele merece a bola”, disse Marcelo.

Assessoria de Imprensa: Agência FERJ

Árbitro da final do Carioca 2012 leva a bola do jogo

O árbitro Marcelo de Lima Henrique não se contentou em vencer Rafael Moura na disputa pela bola do jogo Botafogo x Fluminense, neste domingo, no Engenhão. Autor do gol da vitória (1 a 0) do Tricolor, o atacante queria levar a bola para casa como recordação do título carioca, mas foi impedido pelo árbitro que, além de ter ficado com a lembrança, ainda postou no Facebook uma foto do objeto de desejo e uma provocação: “Essa é minha. Kkkkkkk”.

Entre os 60 comentários de seu post, Marcelo de Lima Henrique deixou também um esclarecimento: “Amigos, nunca iria zoar nenhum atleta, foi só uma atitude para garantir meu troféu, fiquei até tentando depois conseguir uma bola pra ele, pois fez o gol da vitória e merecia também uma bola”, escreveu.

Para o árbitro, o desfecho do episódio foi considerado mesmo uma vitória. Tanto que no seu perfil no Facebook, sob o título “O Troféu do Árbitro”, Marcelo de Lima Henrique fez questão de postar também um vídeo no qual Rafael Moura lhe pedia a bola e ele, autoritário, mostrava quem mandava no pedaço: “É minha”.

Com a tão disputada bola rolando, Marcelo de Lima Henrique optou por não marcar dois pênaltis, um para cada lado, em lances polêmicos. Nesta segunda-feira, ele disputa a eleição de melhor árbitro do Campeonato Estadual, na festa de premiação da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, no Vivo Rio.

Fonte: Extra

Amaldiçoados nos estádios, juízes de futebol têm que driblar a falta de regulamentação profissional

No calor da emoção de uma partida de futebol ou na iminência da derrota, não importa se o treinador não preparou direito o time ou se os jogadores mal tocaram na bola: é o juiz quem paga o pato, mesmo sem cometer qualquer deslize. Mas os xingamentos, que invariavelmente envolvem a mãe, coitada, estão longe de ser a única pedra no sapato de árbitros e assistentes. Profissão não regulamentada, forte competição e avaliações físicas constantes são alguns obstáculos que levam muitos a abandonarem os gramados. Só que, com a aproximação de Copa do Mundo e Olimpíadas, esse movimento tem sido compensado por outro: o aumento do interesse dos jovens. Estimulados pela paixão pelo esporte, eles encaram a carreira como forma de complementar a renda e, de quebra, conhecer o mundo.

Deputado Bonifácio de Andrada

Discussões sobre a situação da categoria vieram à tona, recentemente, depois que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que apenas árbitros profissionais apitarão a Copa, em 2014. Declaração que desceu quadrada tanto para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quanto para federações e clubes estaduais: como isso será possível, se, no país, a atividade não é reconhecida? A saída passa pela aprovação do projeto de lei 6.405/02, do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que regulamenta o exercício da profissão e aguarda votação no Plenário. Mas falta dinheiro e vontade política para tirá-lo do papel.

- É uma reivindicação antiga da categoria, mas com poucas chances de sair. Ninguém quer se responsabilizar e pagar essa conta, que inclui impostos e encargos trabalhistas – diz Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol do Estado do Rio (COAF).

Quem deseja seguir a carreira de árbitro ou assistente precisa, inclusive, comprovar anualmente vínculo empregatício para não depender da atividade. Isso significa que os 327 juízes e auxiliares cadastrados hoje na COAF, ligada à Federação de Futebol do Estado do Rio (FERJ) – inclusive os 40 cariocas que integram o quadro da CBF -, conciliam a intensa rotina de campeonatos país afora com outros trabalhos.

A maioria é militar ou formada em educação física, mas há também engenheiros, advogados e médicos. Agora, não é raro deparar-se com histórias de árbitros que foram obrigados a pendurar as chuteiras antes dos 45 anos (idade limite na função, tanto para homens como para mulheres). Os motivos, quase sempre, estão ligados à falta de apoio do chefe ou de jogo de cintura para driblar tanta correria.

É o caso de Marcelo Duarte, ex-árbitro assistente da CBF. Professor de educação física da UniverCidade, o profissional encerrou a carreira nos campos aos 40 porque ficou cada vez mais difícil combinar as constantes viagens para apitar – muitas delas no meio da semana – com as aulas que dá na faculdade. Mas ele garante que não se sente frustrado. Hoje o profissional compensa a saudade do futebol preparando futuros árbitros e auxiliares na Escola de Arbitragem da Ferj, onde trabalha como secretário-geral.

- Com a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas, cresceu muito o interesse dos jovens pela arbitragem. A prova é que, há cinco anos, a turma tinha cerca de 30 alunos, enquanto hoje temos o dobro e mais uma lista de espera enorme. O número de meninas também aumentou bastante – comemora Duarte, para quem árbitro tem que ser atleta. – Um juiz faz cerca de 250 marcações e corre de 12 a 14 quilômetros por partida. É um trabalho difícil, que exige muito, dentro e fora de campo. Além de boa preparação física e conhecimento das regras, é preciso ter cuidado redobrado com a imagem: não dá para revelar o time de coração nem sob tortura.

Com duração de 11 meses, o curso preparatório conta, às terças e quintas, com aulas teóricas das regras de futebol, redação da súmula da partida, português e espanhol, entre outras disciplinas. Aos sábados, é a vez dos treinamentos físicos e de técnicas de arbitragem. O pré-requisito para obter uma vaga é ter de 17 a 25 anos, além de ensino médio completo. Para avaliar o aluno, a escola aplica três testes de velocidade e resistência ao longo do ano, intercalados por provas parciais, no Estádio de Atletismo Célio de Barros, anexo ao Maracanã. A mensalidade, atualmente de R$ 400, deve aumentar, no ano que vem, para R$ 500.

- Durante o curso o aluno pode apitar competições das categorias de base, o que ajuda a colocar conhecimentos em prática e a pagar as despesas – explica o presidente da Coaf.

Enquanto um aspirante a juiz recebe cerca de R$ 200 para apitar um jogo amador no início da carreira, um árbitro da CBF chega a embolsar R$ 2.100 por partida durante o Brasileirão. Juízes da FIFA, por sua vez, podem ganhar até R$ 3.150. Mas para chegar a esse patamar, ressalta Rabello, a trajetória não é nada fácil:

- Uma pessoa leva de quatro a cinco anos para chegar às competições profissionais, nas quais tem de começar apitando jogos da terceira e segunda divisão no seu estado. Só após dois anos fazendo um bom trabalho no profissional, é possível concorrer a uma vaga no quadro da CBF e, a partir daí, no da Fifa. É um caminho longo e disputadíssimo, onde nem sempre só talento basta. Como indicação tem um peso importante, é preciso cultivar bons relacionamentos – acentua Rabello.

Para Arnaldo Cezar Coelho, ex-árbitro da FIFA e comentarista da Rede Globo, apitar jogos amadores é uma boa alternativa para ganhar experiência, complementar a renda e não ficar parado:

- Tem gente em São Paulo que vive disso, se dividindo entre três ou quatro cooperativas que atuam só em jogos particulares. É um caminho diante da falta de regulamentação e da dificuldade de ascensão na carreira – diz Coelho, que foi promovido a juiz da FIFA em 1969, apenas cinco anos depois de se tornar federado pelo Rio. – Apitei duas Copas e duas Olimpíadas, conheci o mundo e fiz bons negócios. Mas na minha época era diferente. Quem se destacava era pescado logo.

De R$ 2.500 a R$ 3.500 por mês para apitar peladas

Uma saída para driblar a concorrência acirrada do universo oficial da arbitragem e, ao mesmo tempo, ganhar experiência no ramo, é apitar jogos amadores promovidos por empresas e condomínios. Criada há seis anos, a Cia da Arbitragem trabalha com o aluguel de árbitros para torneios e peladas em todo o estado. Além de 20 juízes e auxiliares fixos, a empresa conta com mais 30 que atuam como freelancers, segundo a demanda.

A ideia surgiu entre os amigos Marino Najaime, Marcello Costa e Rodrigo Carvalhaes, que se conheceram no curso preparatório da Escola de Arbitragem da Ferj (EAFERJ). Apaixonados por futebol, pensaram em uma solução para melhorar o nível das peladas de fim de semana que participavam.

- Como sempre fomos peladeiros, identificamos a necessite de profissionalizar mais a arbitragem. A cada jogo a gente esbarrava em problemas como desorganização, falta de critério e impontualidade, por exemplo. O objetivo é colocar um fim nisso – afirma Najaime, árbitro há 17 anos.

Trio de arbitragem: Líliam Fernandes (esq.), Simone Xavier e Andréa Sá

O profissional, que trabalha com informática, chegou a apitar jogos da segunda divisão como assistente da FERJ. Mas como muitos colegas federados, não conseguiu conciliar o emprego com a rotina dos campeonatos oficiais. Hoje presta serviço para empresas que os torneios internos, como Amil, Coca-Cola e Nestlé.

- Um árbitro da nossa equipe pode chegar a ganhar entre R$ 2.500 e R$ 3.500 por mês, caso participe ativamente do calendário. Temos uma escalação diferente, sem sorteios, que segue critérios como comprometimento, disciplina, postura e avaliação do cliente – explica Najaime, ressaltando que, para fazer parte do grupo, não é preciso ser registrado na COAF e nem comprovar vínculo empregatício. – Qualquer pessoa pode se candidatar, mas terá de passar por uma avaliação rigorosa, que inclui análises técnicas e testes em campo.

Para se preparar para os testes periódicos da FERJ, a carioca e assistente de arbitragem Patrícia Silveira, de 25 anos, treina corrida todo dia no Célio de Barros. Professora de educação física, a moradora de Vila Isabel entrou no curso de arbitragem em 2009, por insistência de uma amiga. Hoje, namora um árbitro e atua principalmente em torneios estaduais femininos.

- Se eu não passar em um teste, tenho que ficar afastada até o próximo. E é difícil: a prova não faz distinção por sexo. Mas até agora nunca fui reprovada – comemora ela, que tira de letra os percalços de ser mulher num universo predominantemente masculino. – Uma vez um jogador me xingou, e pedi a expulsão dele ao árbitro. A gente tem de saber se impor.

Representante feminina do Rio no quadro da FIFA, Simone Xavier, de 36 anos, também segue uma rotina puxada: quando não está trabalhando como professora de educação física da rede de pública de ensino, bate ponto no Célio de Barros.

- Ainda faço cursos de arbitragem e estudo espanhol e inglês. Não dá tempo nem de arranjar namorado – brinca.

Apesar de o caminho para se destacar não ser fácil, Jorge Rabello, da COAF, garante que a arbitragem é uma excelente oportunidade de carreira para os jovens. E que a burocracia necessária não é tão rígida assim:

- O árbitro deve declarar seus rendimentos todo ano, mas se ficar desempregado, não deixará de apitar.

Fonte: O Globo
Autora: Paula Dias
Link: http://oglobo.globo.com/economia/boachance/mat/2011/07/14/amaldicoados-nos-estadios-juizes-de-futebol-tem-que-driblar-falta-de-regulamentacao-profissional-924911604.asp

Casal de árbitros atuou junto no Campeonato Carioca

Namorados há 16 anos, casados há cinco, Rodrigo Nunes de Sá e Andreia Isaura de Sá atuaram pela primeira vez juntos como integrantes do trio de arbitragem da partida entre Flamengo e Cabofriense, do dia 20 de março, no Moacyrzão – ele é o árbitro e ela, uma bandeirinha. E esta foi a primeira vez que um casal apitou um jogo na Série A do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

- É inédito no Rio de Janeiro, no Brasil. Quem sabe no mundo – disse o presidente da Comissão de Arbitragem do Rio de Janeiro, Jorge Rabello.


- Na verdade, é até melhor trabalhar com ela pela afinidade. A gente se entende pelo olhar, basta uma troca de olhares. Evitamos até falar muito. Facilita em campo – diz Rodrigo Nunes de Sá.

O casal garante estar preparado para tudo. Rodrigo diz que sempre apoiou a mulher na escolha de integrar o quadro de arbitragem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Ela, ex-jogadora de futebol e atualmente pedagoga da Prefeitura de Mesquita, atua desde 2007. Uma relação amorosa que envolve bola, apito, cartões, súmulas….

- É a realização de um sonho nosso. É o nosso primeiro jogo na Primeira Divisão – diz Andreia.

Tudo obviamente tem o lado B. Acostumados à responsabilidade de não poder errar e ter os atos minuciosamente apurados pelo rigoroso e preciso tira-teima da TV, Rodrigo e Andreia serão submetidos à avaliação popular. Isto é: sob risco de xingamento, tendo a reputação atacada. Ao marido, diante dos coros impublicáveis, resta agarrar-se ao profissionalismo.

- É normal. A gente sabe separar. O torcedor não está xingando a pessoa, mas o árbitro. Não é o Rodrigo, nem a Andreia – defende Rodrigo. Em apito de marido e mulher é bom não errar por que todo mundo mete a colher.

Fonte: Extra / SAFERGS

Futebol ou polo aquático?

A chuva não deu trégua em Itaperuna e tornou o campo de jogo em uma grande piscina. Era impraticável o estado do gramado do estádio Jair Bittencourt na partida Itaperuna x Aperibeense, no último sábado, válido pela oitava rodada do grupo A da Série B Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, na vitória do time da casa por 1 a 0.

Mesmo assim, o árbitro Carlos Raphael Sampaio Torres autorizou o início do jogo. Na súmula da partida, o árbitro não fez nenhuma observação sobre as condições do gramado na partida. Ele apenas relatou que o Itaperuna não pagou parte das despesas, a taxa de arbitragem e que o jogo atrasou seu início por sete minutos em função da partida preliminar.

Confira o video:

CategoriasNotícia Tags:,

Com apenas 26 anos, Pathrice Maia apitou seu primeiro clássico

Com apenas 26 anos de idade, o árbitro Pathrice Maia enfrentou o primeiro grande desafio de sua carreira. Escalado para o Fla-Flu do último domingo, no Engenhão, o árbitro, que também é professor de geografia, estava tranquilo e disse que esperava por esse momento.

Apesar de pertencer ao quadro da CBF, Pathrice Maia jamais atuou na elite do futebol nacional. Em 2010, conduziu um jogo da Série B. Na Série A, esteve escalado apenas como reserva.

Sem demostrar surpresa com a escalação, o jovem juiz, que participa do Campeonato Carioca desde 2008, afirma que o seu grande objetivo é passar despercebido durante o clássico.

- Na realidade, estava esperando (a escalação). Ainda mais porque perdi o sorteio da semifinal da Taça Guanabara. Sou um dos árbitros que mais apitou nesse estadual e fiquei muito satisfeito pelo reconhecimento do meu trabalho. Todo jogador sonha disputar uma Copa do Mundo. E o árbitro também. O atleta deseja fazer o gol para aparecer. Eu quero passar despercebido. Para o árbitro, não aparecer é aparecer. Vi o jogo do Flamengo contra o Bangu e também o último do Fluminense. É importante saber a característica de cada jogador.

Mesmo sendo seu primeiro clássico, Pathrice Maia diz que está acostumado a comandar jogadores renomados em campo. Para ele, a receita para ter o controle do jogo é tratar todos atletas da mesma maneira.

- “Desses atletas, o único que não apitei um jogo foi o Ronaldo. Não permito indisciplina, e o pessoal já me conhece. É uma satisfação trabalhar em uma partida com grandes jogadores, mas trato todos com o mesmo respeito. O nome não vai interferir na hora de aplicar um cartão vermelho, por exemplo.”

- “Se não fosse um clássico, talvez iria ao cinema. Não tenho muitas manias, mas gosto de me aquecer dentro de campo para receber logo as primeiras vaias. Assim, quando retorno, a torcida já me esqueceu (risos). Gosto do ambiente das arquibancadas. Sou um árbitro realizado e não um jogador frustrado” – garante.

Flamengo x Fluminense
Árbitro: Pathrice Maia
Assistentes: Ricardo Maurício Ferreira de Almeida e Eduardo de Souza Couto

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 344 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: