O clímax de um jogador de futebol é quando ele disputa pela primeira vez um clássico regional. Na carreira de um árbitro também, e aconteceu com dois novos talentos neste Campeonato Paulista da Série A1: Raphael Claus e Marcelo Aparecido de Souza. O primeiro apitou Corinthians 3 x 1 Santos, válido pela nona rodada, enquanto o segundo comandou São Paulo 1 x 1 Palmeiras na décima rodada da competição. A atuação de ambos foi bastante elogiada e com esta repercussão a chance de atuar em clássicos futuros é grande.

O estreante Raphael Claus
Raphael Claus, de 31 anos é professor de Educação Física e árbitro desde 2002, já apitou em nove partidas nesta edição do Paulistão. Para ele, a oportunidade de fazer o clássico da magnitude de Corinthians e Santos foi algo marcante. “Foi incrível. Um sonho realizado, já que desde quando você faz a inscrição na Escola de Árbitros pensa em apitar grandes jogos. Depois que sortearam meu nome, passou um filme de toda a minha trajetória iniciada no Sub 15. Por isso, sem dúvida, é a partida que ficará marcada para sempre em minha carreira”, destacou Claus.
Já Marcelo Aparecido de Souza, tem 38 anos, é micro empresário e formado em arbitragem desde 1999. Até o momento já apitou oito partidas na Série A1. Na visão dele, a tranquilidade e frieza são fundamentais para encarar um clássico da importância de um São Paulo e Palmeiras. “Estava aguardando uma oportunidade como esta, porque o meu pensamento é realizar uma boa arbitragem, sem erro, já que é um grande teste para a carreira de qualquer árbitro”, analisou Souza.
Para o Presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, Coronel Marinho, diversos fatores contribuem para que novos árbitros, no caso, Marcelo Aparecido de Souza e Raphael Claus ganhem esta oportunidade de apitar partidas especiais. “Desde o início de carreira, no campeonato sub 15, ocorre uma avaliação para analisarmos se o árbitro já demonstra qualidade para atuar em jogos profissionais, além do aspecto físico e técnico”, afirmou Marinho.

Marcelo Ribeiro apitou o clássico em um Morumbi alagado
Ambos receberam elogios e motivações de Marinho. “A atuação do Marcelo e do Raphael nestas partidas, demonstrou que eles agarraram a oportunidade e com muita serenidade, bom senso e o mais importante não influenciaram no resultado destas partidas”, ressaltou o Coronel.
Na hora de impor a regra, ainda mais em um jogo brigado, costumeiro em se tratando de clássicos, os dois homens do apito adotam praticamente a mesma postura. “No começo de um clássico, tem que impor, de acordo com a aplicação da regra, para o jogo fluir com normalidade, sem nenhuma desavença”, afirmou Raphael Claus. “Quando se trata de dois gigantes do futebol, você tem que agir como manda a regra. O jogador precisa fazer a parte dele e deixar o aspecto disciplinar com a gente”, comentou Marcelo Aparecido de Souza.
Isso tem ligação com um fator que virou prioridade na carreira de um árbitro: o lado psicológico, principalmente com relação aos clássicos, que exigem equilíbrio e controle emocional. “Há um ano, trabalhamos com esta parte psicológica, onde o nosso objetivo é que o árbitro mantenha tranquilidade plena em não perder o controle da partida e não deixar os jogadores influenciarem na arbitragem”, concluiu o presidente da comissão de arbitragem.
Fonte: FPF
Link: http://www.futebolpaulista.com.br/info_texto.php?cod=46039
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