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Posts Etiquetados ‘Silvia Regina’

Silvia Regina é primeira mulher assessora de árbitros da Conmebol

Por mais uma vez em sua carreira, a atual diretora da Escola de Árbitros Flávio Iazzeti, Silvia Regina de Oliveira, inaugura um novo caminho para arbitragem feminina. Silvia será a assessora de árbitros no jogo entre Santos e Internacional de Porto Alegre, pela Copa Libertadores, que será disputado no dia 7 do próximo mês. Pela primeira vez em um jogo masculino da Conmebol, tal função será ocupada por uma representante mulher.

Honrada com a decisão, a diretora revela o significado dessa vitória tanto no nível pessoal, como no profissional. “É mais um trabalho em prol da arbitragem. Mas também é mais um desafio, mais uma conquista e mais um pioneirismo”, declarou Silvia, que já protagonizou várias outras vitórias do gênero no esporte — entre elas, o fato de ter sido a primeira mulher a apitar um jogo do Campeonato Brasileiro da Série A e também a primeira diretora de uma escola de árbitros no Brasil.

Mais que isso, Silvia explica a importância da função que desempenhará para o progresso da arbitragem no futebol. “O assessor fica com a responsabilidade de fazer um relatório sobre a atuação do árbitro na partida, identificando os pontos bons e os ruins. A posterior análise desse relatório, pela equipe de instrutores de arbitragem, possibilita a evolução do árbitro em questão e, consequentemente, da arbitragem em geral”, garante a diretora.

A partida ente Santos e Internacional está marcada para o dia 7 de março, às 19h45, em Santos.

Fonte: FPF
Link: http://www.futebolpaulista.com.br/noticias/%C3%9Altimas/2012/02/28/Silvia+Regina+%C3%A9+primeira+mulher+assessora+de+%C3%A1rbitros+da+Conmebol

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Pelotão de elite paulista faz pré-temporada

Os árbitros pré-selecionados para integrar o pelotão de elite, com vistas para o Paulistão 2012, já estão treinando em ritmo de pré-temporada desde Outubro. Os nomes dos escolhidos para o próximo ano ainda não foi divulgado, mas os trabalhos não param e são bem árduos e todos estão muito motivodos.

Vejam as fotos de alguns árbitros durante a prepação, que está sendo realizada nas dependências do Nacional em São Paulo.

Em pé: Paulo César de Oliveira, Marcelo Aparecido, Aurélio Santana, Leonardo Ferreira, Welton Wonrath, Wilson Seneme, Silvia Regina (instrutora). Agachados: Marcelo Rogério, Márcio Roberto, Luis Flávio Oliveira e Vinicius.

Árbitros assistentes.

Árbitros da FPF.

Árbitros assistentes.

Curso de alto nível para árbitras em Assunção

A Comissão de Árbitros da Conmebol realizará um Curso Teórico-Prático de Alto Nível para Árbitras, entre os dias 31 de agostos e 3 de Setembro, na cidade de Assunção no Paraguai. No mesmo também serão realizados testes físicos FIFA para as participantes.

O curso será patrocinado pela Confederação Sulamericana de Futebol e conta com o apoio do Programa de Desenvolvimento da Arbitragem da FIFA (RAP). O mesmo será dirigido pelas instrutoras Silvia Regina de Oliveira (Brasil – diretora da escola de árbitros da FPF/SP) e Ana Pérez (Peru), com a assistência dos intrutoras do RAP.

Lista das árbitras que assistirão ao seminário:

ARGENTINA
Estela Álvarez de Oliveira (Árbitra)
Salomé Di Iorio (Árbitra)
Maria Laura Fortunato (Árbitra Asistente)

BOLÍVIA
Cándida Colque (Árbitra)
Sirley Cornejo Arana Árbitra)
Liliana Bejarano (Árbitra Asistente)

BRASIL
Simone Xavier de Paula e Silva (Árbitra)
Ana Karina Marques Alves (Árbitra)
Francielli Da Costa Bento (Árbitra)
Eveliny Pereira Da Silva (Árbitra)
María Eliza Barboza (Arbitra Asistente)

CHILE
Carolina Gonzalez Urrutia (Árbitra)
María Belén Carvajal Peña (Árbitra)
Loreto Andrea Toloza (Árbitra Asistente)

COLÔMBIA
Yeimi Martinez Valverde Árbitra)
Viviana Muñoz (Árbitra)
Luz Amalia Ruiz (Árbitra Asistente)

EQUADOR
Juana Delgado (Árbitra)
Betty Tobar Lozada (Árbitra)
Mónica Amboya (Árbitra Asistente)

PARAGUAI
Norma Beatriz Gonzalez (Árbitra)
Cynthia Franco Meza (Árbitra)
Rossana Salinas (Árbitra Asistente)

PERÚ
Silvia Reyes Juarez (Árbitra)
Melany Bermejo Guerra (Árbitra)
Gabriela Moreno (Árbitra Asistente)

URUGUAI
Gabriela Bandeira (Árbitra)
María Alejandra Trucidos (Árbitra)
Claudia Inés Umpierrez (Árbitra)
Luciana E. Mascaraña (Árbitra Asistente)

VENEZUELA
Yercinia Correa Cuadrado (Árbitra)
Yanina Mujica Camacaro (Árbitra)
Isley Delgado (Árbitra Asistente)

Escola de árbitros paulista inicia mais um curso para formar novos talentos

Com 57 anos de existência, a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti da Federação Paulista de Futebol inicia nesta segunda-feira, o curso preparatório para quem procura ingressar nesta carreira. Sílvia Regina de Oliveira, Roberto Perassi e Márcio Brandão serão os instrutores técnicos, com participações em pontos determinantes, de nomes como os de Cleber Wellington Abade e Vicente Romano Neto, além de convidados: Paulo Cesar de Oliveira, Carlos Eugênio Simon e Sálvio Spínola Fagundes Filho.

Aula inaugural do curso aconteceu no Salão Nobre da Federação Paulista de Futebol, que ficou lotado

Com 300 candidatos inscritos, 120 foram selecionados e terão a formação de um ano e meio, grade curricular extensa, exemplificando a regra do jogo e a parte prática.

O curso se dividirá em três módulos divididos por semestre onde o aluno irá aprender as regras do jogo, parte física, além de cumprir todo o teste aplicado pela FIFA e as suas diretrizes.

A diretora da Escola de Árbitros, Sílvia Regina mostrou-se empolgada com o início do curso. “É o primeiro como diretora que pego desde a abertura até o encerramento e espero formar o meu primeiro árbitro FIFA. Quero que os alunos tenham consciência do que é ser um árbitro de futebol, isso é o mais importante. Às vezes as pessoas fazem o curso e acham que irão apitar no Morumbi ou Pacaembu depois que se formarem. Quero que olhem a importância em ser árbitro também no sub 11, sub 15 e campeonatos femininos”, declarou a ex-árbitra.

Segundo pesquisa realizada na Escola de Árbitros a maioria dos inscritos já atuaram em jogos amadores de seus bairros ou cidades e por isso possuem alguma experiência na área, o que deve facilitar no entendimento das aulas.

Sobre a procura do público feminino, a instrutora do curso acredita que seja maior que no ano passado. “Elas se interessaram bastante, espero que a gente forme também árbitras que queiram apitar o jogo efetivamente”, afirmou Sílvia Regina.

Mayra é jovem, faz faculdade de esportes e viu na arbitragem uma possibilidade de seguir carreiraPara a aluna Mayra de Moura, de apenas 21 anos a paixão pelo esporte falou alto na hora de escolher uma área ligada ao futebol. “Tomei um rumo diferente de algumas amigas que é a parte de arbitragem e como faço faculdade de esportes me interessei pelo curso”, contou a postulante a ser árbitra futuramente.

Já Wendel Soares, de 26 anos, o curso é uma grande oportunidade em fincar seu nome no cenário do apito. “A expectativa é grande em fazer um curso legal e poder atuar. Realmente todo brasileiro sonha em ser jogador de futebol, mas compatível com isso, desenvolvi interesse pela arbitragem, tive vontade e curiosidade e tenho que aproveitar esta chance”, afirmou Soares.

Roberto Perassi, um dos instrutores, destacou a importância de ser um árbitro reconhecido e renomado. “Basicamente constitui em um futuro interessante para a arbitragem não só em São Paulo, como no Brasil e na América. Quando iniciamos o curso a visão é de futuro, de gente que venha desenvolver o seu trabalho e que atinja os maiores patamares possíveis”, analisou Perassi.

Segundo ele não existe nada melhor que ver um aluno que ele ministrou aulas se destacando no cenário. “A emoção é gigantesca, porque temos muitos árbitros que passaram por aqui e chegaram a níveis internacionais, por isso espero que agora não seja diferente e no futuro estes jovens cheguem ao estrelato”, contou Perassi.

Autor: Alessandro Yara Rossi
Fonte: Federação Paulista de Futebol
Link: http://www.futebolpaulista.com.br/info_texto.php?cod=49921

Copa do Mundo feminina não terá nenhuma árbitra do Brasil

Ex-árbitras lamentam ausencia de brasileiras na lista das 51 selecionadas, divulgada nesta segunda-feira pela FIFA

A Fifa divulgou nesta segunda-feira a lista das 51 selecionadas para trabalhar na arbitragem da Copa do Mundo de futebol feminino. Não há nenhuma brasileira entre as selecionadas. Na última edição do Mundial, em 2007, a árbitra Sílvia Regina esteve na China.

Aposentada, Silvia trabalhou como monitora do processo de seleção. “A Fifa sempre buscou a excelência e fez um trabalho minucioso de garimpagem até chegar ao quadro final. Assim como é feito com os homens para a Copa do Mundo, as meninas passam por vários testes e o melhor momento de cada uma é que acaba determinando quem vai ser designada”, afirma.

Duas juízas, a argentina Estela Mary Olivera e a peruana Silvia Elizabeth Juarez, e quatro auxiliares sul-americanas estarão na Alemanha em junho na Copa do Mundo. Cleidy Nunes Ribeiro, de Santa Catarina, e Maria Eliza Barbosa, de São Paulo, foram indicadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas acabaram não sendo selecionadas pela FIFA.

“É lamentável. Até vejo que temos uma dificuldade entre as árbitras, até porque as escolhidas são muito boas. Mas entendo que nossas assistentes estão à altura das que foram escolhidas”, afirmou a ex-auxiliar Ana Paula Oliveira, que não chegou a trabalhar em um Mundial, mas esteve nas Olimpíadas de 2004.

Maria Betina Odone, do Uruguai, Yoly Esperanza Colmenares, da Venezuela, Marlene Leyton, do Peru e Maria Eugenia Rocco, da Argentina, serão as assistentes da América do Sul. “Talvez tenha pesado o idioma, o fato delas todas falarem espanhol”, diz Ana Paula.

Quatro brasileiras estão no quadro de árbitros da FIFA: Francielli da Costa, de Minas Gerais, Ana Karina Marques, de Pernambuco e Simone Xavier, do Rio de Janeiro. Nenhuma delas, entretanto, não foi selecionada pela entidade para o Mundial.

Testes físicos e inglês
A Comissão de Árbitros da FIFA elaborou uma lista inicial de 500 árbitras para depois fazer um corte prévio e reduzir este número para 110 no fim de 2010.

Para compor a seleção definitiva, a entidade submeteu as aspirantes às provas regulares para comprovar a forma e as técnicas no campo, além do desempenho do inglês, idioma oficial da arbitragem.

A FIFA anunciou que submeterá todas as escolhidas a um último exame de forma física em Frankfurt, aproximadamente uma semana antes da partida inaugural do mundial, no dia em 26 de junho, no Estádio Olímpico de Berlim.

Fonte: ig
Link: http://esporte.ig.com.br/futebol/copa+do+mundo+feminina+nao+tera+nenhuma+arbitra+do+brasil/n1300083328535.html

As primeiras mulheres no mundo do futebol

Confira o video da reportagem especial da Rede Record

Em grande e merecida homenagem às mulheres, que celebrou o seu dia na data de ontem (8 de março), este video mostra quem são as as personagens femininas que foram as primeiras no mundo do futebol, tido no Brasil como masculino.

O video entrevista a ex-árbitra e atual diretora da escola de árbitros da Federação Paulista de Futebol, Silvia Regina de Oliveira, que foi a primeira mulher a apitar jogos no Brasil. Além dela, outras mulheres notáveis como Marlene Mateus e Patrícia Amorim são destaques.

A primeira árbitra, a primeira bandeirinha, a primeira mulher a dirigir um time e um clube de futebol. Assista ao vídeo e saiba como elas chegaram lá.

Confira o video no site de Esportes do R7 da Rede Record.

Instrutores paulistas na pré-temporada de Sergipe

A temporada 2011 do futebol profissional sergipano começa no dia 06 de feveiro e os árbitros já estão em pleno vapor. O presidente da Comissão de Arbitragem do estado, o Coronel Marcony Cabral, convocou todos os seu árbitros para os trabalhos de preparação para o ano que se iniciou.


A pré-temporada teve início no dia 8 de janeiro com a realização da uma avaliação física, comandada pelos professores Valmir Oliveira e Sérgio Dória, ambos da CEAF/SE, seguindo todo o protocolo do teste FIFA. E não parou por ai.

Instrutor paulista Roberto Perassi

No dia 24 as atividades retornaram com a realização  da abertura oficial, no Hotel Parque dos Coqueiros, com a presença do ilustríssimo presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), senhor Carivaldo Souza. Em seguida houve uma dinâmica de grupo, conduzida pelas psicólogas Rania Knuper, Juliana Passos e Sirlene Teles.

Ainda no mesmo local, no dia 25, houve uma palestra do ex-árbitro CBF, o professor Carlos Roberto Dória, sobre confecção de súmulas e relatórios, seguido da avaliação teórica dos árbitros locais.

Quarta-feira, dia 26, a palestra foi sobre orientações gerais para observadores da CEAF, comandado pelo instrutor Roberto Perassi, de São Paulo, formando pela FIFA. Na parte da tarde hove o treinamento técnico e dinâmica de arbitragem para os árbitros e assistentes recém formados, comandado por Perassi e Márcio Verri Brandão, também de São Paulo. Ambos fazem parte do programa Árbitro Futuro III. O mesmo treinamento foi realizado para a ala feminina, conduzido pela ex-árbitra FIFA e diretora da escola de árbitros da Federação Paulista de Futebol, Silvia Regina de Oliveira.

Durante o período noturno, o promotor de justiça, doutor Deijaniro Jonas, falou sobre as inovações da lei 12.299/2010 – Novo Estatuto de Defesa do Torcedor. E para fechar o dia, o auditor do TJD da FSF, doutor Samuel Daud, palestrou sobre “o que deve saber o árbitro de futebol sobre a justiça desportiva”, suas obrigações e penalidades.

Silvia Regina e Márcio Verri são instrutores de São Paulo

Ontem, dia 27, os instrutores paulistas – Perassi, Verri e Silvia Regina – voltaram com o treinamento técnico e dinâmica de arbitragem para os árbitros e assistentes relacionados para a termporada 2011. E na data de hoje, os instrutores deram o treinamento conjunto para árbitros e assistentes.

No dia 29 de janeiro, sábado às 7hs Hotel Parque das Águas, haverá um trabalho de  preparação física coordenado pelo professor Sérgio Dória, seguido de  avaliação teórica.

O encerramento da pré-temporada está previsto para as 10h30 do sábado 29, com uma palestra de orientações gerais sobre o Campeonato Sergipano da Série A-1, proferida pelo Coronel Marcony Cabral, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem de Futebol.

O sorteio do árbitros da primeira rodade do campeonato deve ocorrer na quinta-feira, dia 3 de fevereiro, no auditório do TJS, na FSF, após uma reunião com os árbitros.

Boa sorte aos árbitros de Sergipe!

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São Paulo, pólo nacional da arbitragem feminina

Em cinco anos, quantidade de árbitras no futebol do estado quase dobrou

O desenvolvimento do futebol feminino ao redor do mundo, além de revelar grandes talentos e representar mais um passo na luta feminista por direitos iguais, abriu caminho para um novo campo de trabalho para as mulheres: a arbitragem. Atualmente, só em São Paulo são 21 mulheres que seguem a carreira. Em 2005, por exemplo, havia apenas 12 árbitras no Estado. Silvia Regina de Oliveira, diretora da escola de árbitros Flávio Iazzeti, passa para as alunas o que aprendeu nos gramados.

Se comparar com o restante do país, o futebol paulista é o que mais conta com profissionais do sexo feminino na arbitragem, quase a metade das 48 árbitras espalhadas por todas as regiões. De acordo com Roberto Perassi, professor da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol, este número só tende a aumentar. “Para a nossa próxima turma da escola, temos mais de dez mulheres inscritas, com certeza daqui alguns anos teremos um número ainda maior”.

A dificuldade encontrada por uma mulher ao seguir os caminhos da arbitragem pode ser ainda maior do que a de um homem. É o que explica o psicólogo dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, Gustavo Korte. “O ser feminino sofre com muitas alterações hormonais, esse ponto deve trabalhado com muito cuidado. Até mesmo o fato da menstruação pode atrapalhar a arbitra durante uma partida, por isso é algo muito sério”, argumentou.

Acostumado a acompanhar o trabalho da arbitragem de perto, Korte relata que algumas experiências marcaram sua carreira. “Na carreira do árbitro de futebol, muitas vezes há a falta do respeito da parte torcedor. Eu já vi algumas mulheres chorando após os jogos. A pressão é muito forte e algumas não aguentam”, explica.

Na década de 90, com o surgimento de campeonatos internacionais oficiais, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) criou um quadro exclusivo para arbitras, fazendo com que o que era profissão exclusiva dos homens, passasse a fazer parte do universo feminino. No entanto, seus trabalhos eram restritos às partidas de futebol feminino.

Marco histórico

No dia 30 de junho de 2003, São Paulo e Guarani se enfrentavam pelo Campeonato Brasileiro. O que era para ser apenas mais um jogo entrou para a história do futebol nacional. Silvia Regina de Oliveira era a dona do apito naquela tarde e se tornava a primeira mulher a trabalhar como árbitra principal de futebol na história do Brasileirão.

“Na época, era apenas mais um jogo, que exigiria concentração, dedicação e trabalho, assim como todos os outros”, lembra Silvia.

No entanto, hoje ela reconhece que o acontecimento foi além de uma simples partida. “Agora que encerrei minha carreira, sei que ser a primeira mulher a apitar jogos da Série A de um campeonato no país do futebol é uma grande honra”, disse.

Atualmente, a ex-árbitra é diretora da Escola de Árbitros Flávio Iazzetti, da Federação Paulista de Futebol, e um dos maiores exemplos para aquelas que querem se aventurar entre as quatro linhas.

Silvia conta que atualmente encara com naturalidade a presença de uma mulher em campo, e que a prática está ficando cada vez mais comum. A questão do preconceito, ela garante que ficou no passado. “Com o tempo provamos que somos capacitadas da mesma forma que qualquer homem”.

Maria Eliza e Aline Lambert são outros exemplos de juizas bem sucedidas no futebol paulista. “É uma satisfação muito grande saber que a mulher está conquistando cada vez mais espaço no futebol, tanto com atletas quanto como árbitras”, disse Maria Eliza.

No entanto, o caminho para se tornar uma árbitra de respeito não é simples, e a responsabilidade é algo que não pode ser deixado de lado. Ana Paula de Oliveira, assistente que marcou época em meados do ano 2000, seguiu um caminho diferente das demais. Após posar para uma revista masculina e participar de um reality show na TV, sequer foi selecionada para exercer sua função em 2010.

Dentro de campo, o respeito por parte dos atletas muitas vezes é esquecido. Mesmo sabendo que estão falando com uma mulher, o palavreado não costuma ser dos mais educados. Contudo, Arthur Oyama, lateral-esquerdo do Santo André, garante que o árbitro sempre é a autoridade, não importa o sexo. “O juiz, independente de ser homem ou mulher tem que ser respeitado dentro de campo. Indisposições e erros durante o jogo acontecem, mas a qualidade do árbitro não depende do sexo”, disse.

Já Maurício Salgado, técnico do time feminino do São Caetano, acredita que ainda há muito machismo. “Por um lado, as mulheres acabam sendo respeitadas em algumas situações simplesmente por serem mulheres. Por outro, há um certo machismo em relação ao fato de ser mulher e alguns erros que homens cometem e até são aceitos, com as mulheres não acontecem o mesmo”.

Entretanto, o treinador também acredita que a situação está melhorando nos gramados brasileiros, principalmente nos grandes centros do esporte. A presença da mulher em vários cenários levou um certo tempo para se consolidar. E no futebol não parece ser diferente. “Como o futebol tem crescido na modalidade feminina, isso também deveria ocorrer em todos os âmbitos, não só dentro de campo, como na arbitragem e em comissões técnicas. Eu acredito no potencial feminino, mas a experiência no meio ainda é recente e precisa se desenvolver”, completa.

Fonte: Univ. Metodista de São Paulo
Autores: Fausto Monteiro, Felipe Pugliese, Lorelay Mendes e Thais Romanelli

http://www.metodista.br/rronline/noticias/esportes/2010/05/sao-paulo-vira-polo-nacional-da-arbitragem-feminina

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