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Árbitro Javier Castrilli vira político na Argentina

Castrilli leva polêmica para política e se lança candidato à prefeitura de Buenos Aires


O árbitro argentino Javier Castrilli já expulsou Diego Maradona e apitou na Copa do Mundo da França em 1998. Mas, no Brasil, é muito lembrado pela polêmica arbitragem no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista de 1998, quando veio apitar a convite da Federação Paulista de Futebol (FPF), no dia 26 de abril.

Após empate de 1 a 1 no primeiro jogo, o Corinthians tinha a vantagem do empate contra a Portuguesa. A Lusa ganhava a partida por 1 a zero, com gol de cabeça de Ailton. No segundo tempo, Castrilli deu um pênalti para o Corinthians e Marcelinho Carioca empatou. Da Silva marcou outro para o time lusitano, até que, aos 89 minutos de jogo, Castrilli marcou outro pênalti a favor do Corinthians, alegando que o zagueiro César tocou a mão na bola dentro da área. As imagens das câmeras desmentiram o fato. Carlinhos e Alex foram expulsos na confusão (César também receberia o vermelho antes do apito final), Rincón cobrou, decretou o 2 a 2 no final e colocou o Corinthians na decisão do estadual.

Ex-árbitro, Castrilli agora é político

“El Sheriff” (apelido ganho pela facilidade em mostra cartões) deixou o apito depois da Copa de 1998, e agora pode assumir a cadeira mais importante da capital argentina. A candidatura, pelo partido “Peronismo Federal”, foi confirmada na última semana.”Vamos trabalhar ao lado do governo nacional, especialmente na solução dos problemas de segurança”, disse o ex-dirigente de arbitragem, em entrevista coletiva.

“Quero uma polícia séria, que cumpra a lei. É uma vergonha que os criminosos que lucrem com tudo. O Estado é o único que tem o monopólio da força e tem cedido isso aos grupos violentos”, afirmou o ex-árbitro, à “Radio 10”, aproveitando também para relembrar o palavreado dos campos de futebol na política. “Temos de atravessar a barreira das críticas à política, mesmo que digam que a política é uma merda. O que me interessa é minha pátria, é meu país, é cidade que estou defendendo.”

Recuperado de um infarto, sofrido em janeiro de 2010, Castrilli parece ter o dom para se envolver em polêmicas. Na recente vitória do Boca sobre o River Plate, dia 15 deste mês, por 2 a 0, ele disparou: “o River foi roubado”. O motivo da indignação foi a escalação do árbitro Patricio Loustau, que havia comandado um jogo do Boca na rodada anterior e tomou decisões discutíveis durante o “Superclássico”.

Campanha: cartão vermelho para propina

Além disso, segundo Castrilli, o regulamento da competição prevê o revezamento, ou seja, um juiz escalado para o jogo do time A não poderá comandar uma partida da mesma equipe na rodada seguinte, o que aconteceu com Loustau. Coincidência ou não, ele apitou quatro confrontos do Boca no Torneio Clausura deste ano, com quatro vitórias do time xeneize.

Azarão nas pesquisas, Castrilli também aposta em uma campanha polêmica para derrotar o favorito, Mauricio Macri, atual prefeito de Buenos Aires e, curiosamente, ex-presidente do Boca (era o mandatário do clube naquela partida de 1996). Cartazes estão espalhados por toda a capital, sempre mostrando um cartão vermelho e uma palavra que deveria ser “expulsa” do cotidiano dos portenhos, em clara alusão ao apelido de “El Sheriff”. Em uma das propagandas, a palavra é “coima”, que pode ser traduzida como suborno (propina) dada a um funcionário público, ou concubina, prostituta.

O novo prefeito de Buenos Aires será conhecido no dia 10 de julho.

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