Arquivo

Archive for dezembro \30\UTC 2011

Gaciba divulga lista de árbitros FIFA 2012

30/12/2011 1 comentário

O éx-árbitro Leonardo Gaciba, atual comentarista de arbitragem na SporTV e Rede Globo, divulgou em seu blog a análise sobre a provável lista de árbitros FIFA para o ano de 2012. Confira!

Texto do blog do Gaciba:

De forma oficiosa confira as mudanças que deverão ocorrer no quadro Brasileiro da FIFA para a temporada de 2012.

No quadro de árbitros assistentes masculino a troca de Erich Bandeira (alcançou o limite de idade de 45 anos) deverá ser pelo competente assistente Goiano Fabricio Vilarinho da Silva que já vinha “beliscando” a vaga há algumas temporadas.

No quadro masculino de árbitros nenhuma troca por “idade limite”!

A primeira vaga é a de Sálvio Spinola Fagundes Filho que foi retirado da lista por não possuir idade para concorrer a uma vaga na Copa do Mundo no Brasil (mesmo tendo idade para permanecer no quadro Internacional por mais dois anos e sendo o número um do ranking da CBF). Preferindo encerrar sua carreira “no topo” Sálvio decidiu parar ao invés de permanecer por dois anos no quadro especial (ex-FIFA). Para o seu lugar a CBF propõe o nome do alagoano Francisco Carlos Nascimento, o Chicão, dando pela primeira vez na história um escudo da FIFA para um árbitro daquele estado.

A segunda e disputada troca é o retorno do árbitro do Rio de Janeiro Péricles Bassols Cortez que, após ter permanecido um ano fora da FIFA como árbitro especial retorna ao quadro. O interessante é que em Janeiro de 2011, Péricles “cedeu” a vaga ao seu conterrâneo Gutemberg de Paula Fonseca que, após uma temporada onde não conseguiu “firmar” seu nome no quadro, dia primeiro irá “devolver” o escudo.

Oficialmente a confirmação se dá no dia 1º de Janeiro, mas se tudo correr conforme o proposto pela CBF estes deverão ser os nomes do quadro Brasileiro:

Destacados em verde os “novos” nomes do quadro:

Já no quadro feminino, uma revolução! Entram 5, ficam 3!

Priorizando a forma física (já que o Brasil teve vária árbitras e assistentes “devolvidas” em competições e cursos internacionais por não obterem êxito nos testes físicos) o quadro será formado por 8 árbitras (essa é a proposta!). Restando apenas uma confirmação, confira o nome das 4 centrais e 4 assistentes do Brasil para 2012.

Árbitras que ficaram: Ana Karina Marques Alves (PE) e Simone Xavier de Paula e Silva (RJ).

Árbitras que ingressam: Daniela Coutinho (BA) e Regildênia de Holanda Moura (SP).

Assistente que ficou: Katiuscia Mayer Berger Mendonça (ES).

Assistentes que ingressam: Janette Mara Arcanjo (MG), Lilian da Silva F. Bruno (RJ) e Tatiana J. de Freitas (RS).

Relembro que oficialmente só no dia primeiro, mas dificilmente a FIFA irá revogar o desejo da CBF!

Abraços e sorte para os que entram! Que possam representar a arbitragem Brasileira de forma honrosa!

Fonte: Blog do Gaciba
Link: http://sportv.globo.com/platb/blog-do-gaciba

Seneme é candidato a ser o “dono do apito” no futebol brasileiro

27/12/2011 4 comentários

Se a participação em jogos importantes fora do País é o maior termômetro para a Copa de 2014, o paulista Wilson Seneme saiu à frente na briga para ser o substituto de Carlos Eugênio Simon. Nesta temporada, o paulista de 41 anos foi um dos principais representantes da arbitragem brasileira na América do Sul, apitando no Mundial Sub-20, nas quartas de final da Libertadores e na decisão da Copa Sul-Americana – outro paulista, Sálvio Spínola, foi escolhido para apitar a final da Copa América na Argentina, mas anunciou a aposentadoria pouco depois.

Seneme admite que se empolga com a chance de representar o País na Copa de 2014, mas nega que exista a possibilidade de apenas um árbitro assumir o posto de número 1 no futebol brasileiro. Para ele, após nomes como Armando Marques, Arnaldo Cézar Coelho e Romualdo Arppi Filho, Simon foi o último “dono do apito” na arbitragem nacional.

Como avalia sua participação em jogos internacionais em 2011?
Seneme: Foi a melhor temporada da minha carreira até aqui. Pude mostrar meu trabalho em muitos jogos importantes. Em termos profissionais, foi um ano excelente para mim.

Você foi escolhido pela Fifa para um curso preparatório, em janeiro. Acha que está à frente para representar o País em 2014?
Seneme: Não tem como negar, estar entre os três escolhidos pela Fifa mostra isso. Se faço parte dessa lista, vou fazer de tudo para me manter. É, sim, o primeiro passo para ir ao Mundial em 2014.

O árbitro mais qualificado é aquele que participa de mais decisões e jogos importantes?
Seneme: Não vai existir mais apenas um, porque tem se modificado a arbitragem no País. Temos visto os mais jovens apitando clássicos decisivos. Talvez o Simon tenha sido a última grande referência da arbitragem no País. Hoje há divisão maior de responsabilidade, não se joga a carga total sobre um ou dois principais.

Acha possível surgir um juiz que, como Armando Marques e Arnaldo Cézar fizeram em outras décadas, represente esta geração?
Seneme: Sinceramente, não acho legal que o árbitro se torne famoso. Ele está ali no campo apenas para fazer o papel dele. Quem tem de estar em evidência ali são os jogadores. Onde antes havia 10 ou 15, hoje existem 40 árbitros. Posso listar uns 15 em alto nível para apitar. A ideia é melhorar a média geral, e não ficar na dependência de grandes árbitros.

Isto ocorre só no País?
Seneme: É uma tendência mundial, pois, se for pensar, os principais nomes da arbitragem internacional estão se aposentando e não tem surgido apenas um grupo de novos árbitros. A Fifa tem optado por descentralizar a arbitragem e elevar o nível como um todo, em diversos países.

Como vê as críticas aos juízes no último Brasileiro?
Seneme: Se você for na Argentina ou no Uruguai, você vê que eles valorizam o que eles têm. Aqui no País não se valoriza nada, dizem que o campeonato tem baixo nível, que a arbitragem é fraca… Se for ver, nenhum erro foi decisivo para definir os rebaixados ou os times na parte de cima. O campeão foi legítimo, ganhou o título dentro de campo.

Como você posiciona os juízes do País no cenário mundial?
Seneme: Na América do Sul, estamos entre os melhores, mas não participamos muito porque os clubes brasileiros e nossa seleção estão sempre envolvidos nos principais jogos. É complicado fazer uma comparação com outros continentes.

Estamos no mesmo nível dos árbitros da Europa?
Seneme: Seria preciso que os europeus apitassem jogos da Libertadores, pois são partidas mais difíceis. Exigem que o árbitro se imponha e saiba controlar melhor a partida.

Fonte: Estadão
Link: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,seneme-e-candidato-a-ser-o-dono-do-apito-no-futebol-brasileiro,814989,0.htm

Categorias:Notícia Tags:

Fox Sports contrata Carlos Simon

O canal Fox Sports, que estreia no Brasil em 5 de fevereiro, aos poucos está montando a sua equipe para as transmissões da Libertadores da América. E segundo o jornal Folha de São Paulo, o primeiro nome já confirmado é o do ex-árbitro Carlos Eugênio Simon, que será comentarista de arbitragem.

A Fox segue com sua intensiva sondagem ao casting da concorrência. O grupo americano tenta montar uma equipe de estrelas para a sua estreia. Após fechar com Eduardo Elias, ex-ESPN e atualmente na MTV, o grupo deve acertar com o ex-jogador Ricardo Rocha, o xerife, nos próximos dias. As negociações caminham para a fase final.

Nivaldo Prieto e Rafinha Bastos, ambos da Band, também interessam aos americanos. O Fox Sports chega ao Brasil para disputar terreno com os canais SporTV, da Globosat.

Categorias:Notícia Tags:,

Massimo Busacca: “Estamos investindo”

Massimo Busacca exerceu a profissão de árbitro durante 22 anos e apitou mais de cem partidas internacionais de alto nível, entre as quais se destaca a final da Liga dos Campeões da UEFA em 2009. Aos 42 anos, ele encerrou a carreira nos gramados e assumiu a chefia do Departamento de Arbitragem da FIFA. Conversamos com Busacca sobre o ano que passou e tudo o que se refere à arbitragem.

FIFA.com: Neste ano você trocou de lado: de árbitro internacional a chefe do Departamento de Arbitragem da FIFA. Quais os principais motivos para a mudança?
Massimo Busacca: A minha atuação em campo durante muitos anos me dá boas chances de repetir o mesmo também fora de campo. É uma excelente oportunidade de transmitir tudo o que aprendi aos futuros árbitros de elite, que vão apitar os jogos das nossas principais competições. Não chega a ser uma mudança: continuo vivendo e respirando futebol todos os dias, só que agora de uma perspectiva mais externa do que interna.

Sente falta dos gramados?
Busacca: Ah, sim, claro que sinto. É como quando um jogador pendura as chuteiras. Sinto muita falta, mas por outro lado é bom, pois permaneço envolvido e animado. Assim, consigo explicar melhor aos árbitros o que eles têm de fazer.

“Minha prioridade é criar um grupo de árbitros de elite, trabalhando de modo profissional. Queremos aprimorá-los, a exemplo dos jogadores que se aprimoram dia após dia, treinamento após treinamento”.

Como foram os primeiros meses na condição de dirigente da FIFA? Em que consistem as suas funções?
Busacca: A FIFA representa aos árbitros o que as seleções representam aos jogadores. E eu quero ser o treinador desta seleção nacional. Temos de atuar como uma equipe de futebol; temos de viver e respirar futebol todos os dias. A minha prioridade é criar um grupo de árbitros de elite, trabalhando de modo profissional. Queremos aprimorá-los, a exemplo dos jogadores que se aprimoram dia após dia, treinamento após treinamento. Assim como os jogadores atuam nos seus clubes, os árbitros apitam as partidas dos respectivos campeonatos nacionais. Então os jogadores são convocados para a seleção, e algo semelhante acontece com os árbitros chamados para apitarem torneios da FIFA. Para isso, obviamente é necessária uma estrutura de âmbito mundial, motivo pelo qual criamos um grupo de instrutores. Fornecemos uma mensagem clara de como eles devem acompanhar os árbitros e assegurar a qualidade. Cabe ao grupo indicar os melhores árbitros para as nossas competições.

Os melhores árbitros estarão na Copa do Mundo da FIFA 2014, no Brasil. Como ocorre o processo de seleção e treinamento? Ele já começou?
Busacca: O pontapé inicial foi a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, no Japão. Escolhemos alguns árbitros para podermos observar as qualidades deles e analisar se estão prontos para serem candidatos para 2014. O ano que vem será fundamental. Vamos criar uma lista de árbitros de elite, mas ela vai permanecer aberta até o fim. Ou seja, o árbitro entra na lista, mas sai dela caso não se adeque ou não trabalhe de modo apropriado. Essa mensagem será transmitida a todos os árbitros de todas as confederações.

O presidente da FIFA comentou que os árbitros da Copa do Mundo da FIFA 2014 serão todos profissionais. Você considera a profissionalização essencial à arbitragem?
Busacca: Como os jogadores, os árbitros precisam treinar diariamente. Não se pode mais aceitar que as federações não forneçam estrutura e oportunidades iguais para a preparação dos árbitros. Eles precisam de treinador e de preparador físico durante a semana. Precisamos ter certeza de que estão trabalhando corretamente, que vivem e respiram futebol todos os dias. Caso contrário, o desempenho acaba dependendo da sorte. É necessário proporcionar aos árbitros tudo de que eles precisam para a preparação. Em outras palavras: profissionalismo. Não tem a ver só com salário. Quantos clubes investem muito dinheiro e não conquistam títulos? As federações são responsáveis pelos seus árbitros e devem fazer muito em prol deles. Quando eles se apresentam para atuarem em nossos torneios, não conseguimos mudá-los em cursos de uma semana.

Já ouvimos falar muito do Programa de Auxílio à Arbitragem. Como esse programa ajudará os árbitros a serem mais eficientes?
Busacca: Estamos investindo muito dinheiro na formação dos árbitros. Quase todos os dias são ministrados cursos mundo afora. Tudo o que fazemos na formação, nós vamos fazer durante as competições. É fundamental. É preciso que as nossas estruturas em âmbito mundial trabalhem de acordo com as nossas diretrizes.

Na Alemanha, o árbitro Babak Rafati tentou se suicidar e alegou uma pressão crescente sobre a categoria. Como ajudar os árbitros a suportarem essa pressão?
Busacca: Existe pressão em toda e qualquer atividade. Hoje em dia, se você atinge altos patamares em seja qual for o trabalho, você enfrenta pressão. Claro que na arbitragem a pressão é maior, afinal há muito dinheiro envolvido, e uma decisão equivocada muda tudo. Mas temos de conviver com isso. Em retrospectiva, analisando a minha própria carreira, eu me sentia mal quando tomava decisões erradas. Mas sempre tentava esquecer logo e ficar pronto para o jogo seguinte. Eu me solidarizo com Rafati. Imagino o que aconteceu. Talvez a temporada dele não tenha sido boa, e ele tenha depositado na arbitragem todas as prioridades. Às vezes, isso é um engano. Se as coisas não dão certo, você questiona a sua postura.

Junto com Peter Mikelsen, você compõe a Força-Tarefa 2014 e apresenta os pontos de vista dos árbitros. Entre os tópicos discutidos está a “tripla punição”: pênalti, cartão vermelho e suspensão. Quais as últimas novidades sobre esse assunto?
Busacca: O grupo concorda que a punição tripla é exagerada. Queremos entrar em um acordo lógico. Apenas quando houver mão na bola de modo escancarado em cima da linha do gol, ou uma falta em situação clara de gol, então será pênalti com cartão vermelho. Caso contrário, será pênalti com cartão amarelo. A proposta ainda vai passar pela International Board.

Outro tópico controverso é o uso da tecnologia de vídeo. Qual é a sua posição sobre o assunto?
Busacca: Craques cometem erros. Não ganham replay nem nova oportunidade de fazer o gol. E no meu ponto de vista o mesmo deve acontecer com os árbitros. Não é o caso de se parar tudo e se assistir ao que aconteceu. Por isso sou contra replays de vídeo. Mas, quanto à tecnologia da linha de gol, estamos quase lá, e estou convencido de que muito em breve algo vai surgir para reduzir ou até eliminar o problema de detectar se a bola ultrapassou ou não a linha. A decisão final continua sendo humana. É importante permitir que os árbitros cometam enganos, como os jogadores também cometem. Temos de mudar a mentalidade. Até mesmo com árbitros profissionais não vamos eliminar completamente os erros.

“O principal é trabalhar de modo tático e entender de futebol. Não desejamos criar robôs. Circunstâncias e decisões têm a ver com a intuição”.

Outra abordagem vem sendo testada pela UEFA: cinco árbitros nas competições europeias. Você mesmo participou desse experimento…
Busacca: Isso vem sendo feito há coisa de dois ou três anos, mas não é o momento de chegar a conclusões. O essencial é testar em competições importantes como a Euro 2012. A abordagem é boa, mas ainda falta algo. Precisamos de árbitros de qualidade. Não adianta achar que dois árbitros auxiliares adicionais posicionados na linha de fundo serão capazes de ajudar o árbitro e os bandeirinhas, se não houver qualidade. Eles precisam ter nível igual ao do árbitro. Em questão de segundos, você tem de tomar várias decisões importantes em uma partida de relevo. No próximo ano, vamos conferir se os árbitros extras estão preparados para ajudarem o árbitro em jogos de peso.

Você apitou partidas de alto nível, inclusive a final da Liga dos Campeões da UEFA e uma semifinal da Copa das Confederações da FIFA, na África do Sul, em 2009. Como levar essa experiência ao desenvolvimento dos árbitros?
Busacca: Tenho certeza de que vou dividir a minha experiência. Tive oportunidade na Copa do Mundo de Clubes no Japão, onde tentei ser o treinador. Quero dividir com eles a minha experiência de 22 anos de arbitragem e 12 competições internacionais. O principal é trabalhar de modo tático e entender de futebol. Não desejamos criar robôs. Circunstâncias e decisões têm a ver com a intuição. Temos de conhecer as regras do esporte, mas a interpretação é importante, pois reflete a personalidade. Queremos que o árbitro mantenha a própria personalidade.

Se pudesse fazer um pedido de Natal relativo à arbitragem, qual seria?
Busacca: É essencial que haja mais respeito, não só na arbitragem, mas também na sociedade como um todo. Qualquer um está sujeito a cometer equívocos. Respeito é importante. Respeito a si mesmo e aos outros.

Categorias:Notícia Tags:,

Da final da Copa ao Rio – Webb compara juízes de Brasil e Inglaterra

Howard Webb

Alguns árbitros já estiveram na final da Copa do Mundo ou da Liga dos Campeões da Europa. No entanto, no mesmo ano, só Howard Webb. Inglês, 40 anos, foi ele quem deu o apito final para o título europeu da Inter de Milão e para o primeiro mundial da Espanha, ambos em 2010. Um dado curricular e ocasional, é verdade, mas que deixa clara a reputação e a capacidade de fugir das polêmicas dentro e fora de campo.

Em visita ao Rio de Janeiro neste fim de ano, Webb participou de discussões sobre a relação de ingleses e brasileiros pelo futebol. Entre os inventores do esporte bretão, segundo o árbitro, a paixão é ainda menor em relação ao único país pentacampeão do mundo.

Ele explica isso e dá outras opiniões sobre a arbitragem em entrevista exclusiva ao Terra. “67% dos brasileiros consideram o futebol muito importante nas suas vidas”, conta. Webb ainda mostra sobre os critérios entre árbitros de diferentes países, sem considerar o estilo inglês superior ou inferior aos demais.

Confira a entrevista exclusiva com Webb na íntegra:

Terra – Você acompanha os árbitros brasileiros?
Howard Webb – Claro que sim. Na última Copa, estive trabalhando com (Carlos Eugênio) Simon. Ele se aposentou agora porque completou 45 anos, e isso é uma perda. Se trata de um árbitro de grande caráter e personalidade. Ele tinha um grande nível.

Terra – Por tudo que você já acompanhou: é difícil arbitrar no Brasil?
Webb – O futebol no Brasil envolve muito as pessoas, é muito importante na vida das pessoas. Uma pesquisa mostra que 67% dos brasileiros consideram o futebol muito importante em suas vidas. Na Inglaterra, esse número é de 41%. Por isso, o nível do futebol é alto no Brasil e o da arbitragem também.

Terra – Há uma diferença grande em critérios da arbitragem brasileira em relação aos ingleses. Como você vê essa situação?
Webb – A maior mensagem na Copa da África do Sul é que todos os árbitros foram consistentes. Os árbitros treinaram juntos. Seja da África, da Ásia, da América do Sul ou da Europa, e entregamos decisões iguais em situações iguais. O futebol tem diferenças culturais pelo mundo, é algo normal, e isso depende da personalidade das pessoas que participam do jogo.

Terra – É possível ter critérios iguais entre os países?
Webb – É difícil comparar as ligas domésticas, mas em nível internacional as decisões e as interpretações são parecidas. Na Copa, são os tops, temos os maiores jogadores e também os maiores árbitros em ação. Nas ligas domésticas, você tem árbitros jovens que ainda estão se desenvolvendo, aprendendo. Seja na Inglaterra ou no Brasil. Também é assim com os jogadores. São nove meses de futebol na televisão e todos os lances são vistos, qualquer erro é notado.

Terra – No Brasil, há uma discussão grande sobre a profissionalização da arbitragem. Você acha possível?
Webb – Na Inglaterra, somos profissionais há 10 anos e isso traz muitas vantagens. Você pode se preparar física e mentalmente de uma forma melhor. Quando é possível, é uma grande ideia, mas há o lado financeiro. Cada país tem sua realidade e é difícil pagar um árbitro como se paga um advogado, um professor ou um policial. Entendo que profissionalizar é a melhor ideia, mas não são todos os lugares do mundo onde pode se fazer isso.

Terra – Ainda no âmbito das discussões, qual sua opinião sobre a utilização da tecnologia para elucidar dúvidas da arbitragem?
Webb – O futebol é algo de sucesso. As coisas estão indo bem e basta ver o que eu disse: é muito importante para 67% dos brasileiros. A tecnologia pode ajudar, claro, mas com cuidados. O futebol já é algo de sucesso.

Fonte: Terra Esportes / Apito do Bicudo

Árbitro assistente e atleta resolvem disputa sobre alegação de racismo

O meio-campista do Auxerre, Kamel Chafni, e o árbitro assistente Johann Perruaux resolveram uma disputa que tiveram sob a acusão de racismo, alegada pelo assistente, em um jogo pela Ligue 1 da França.

“Eles tiveram uma conversa por telefone. O sr. Perruaux confirmou que, depois de o sr. Chafni ter contestado sua decisão, lhe disse: ‘Vai se danar’. O atleta lamentou sua  reação. E disse que o assistente não o ofendeu de maneira racista (…) “, segundo uma declaração conjunta de Chafni e Perruaux publicada no site do Auxerre (www.aja.fr).

“O senhor Chafni aceitou considerar essa afirmação como verdadeira.”

No domingo, a Liga Francesa (LFP) abriu uma investigação sobre o assunto.

O jogador marroquino Chafni alegou que o assistente Perruaux disse: ‘vai se danar, árabe “. Chafni relatou o fato ao árbitro Tony Chapron, mas foi advertido e depois expulso de campo.

Categorias:Notícia

Árbitro mais famoso da China admite caso de suborno

O árbitro chinês Lu Jun, o mais famoso do país e o primeiro que apitou partidas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, admitiu ter recebido propina para arranjar resultados de disputas da liga chinesa. A confissão ocorreu durante seu primeiro comparecimento diante dos tribunais que nesta semana começaram a julgar o assunto, em Pequim.

Lu, apelidado na China de “assobio de ouro” –referente a seu prestígio antes do escândalo–, confessou ter recebido 810 mil iuanes (US$ 127,7 mil) para manipular os resultados de pelo menos sete jogos do campeonato em 2003, entre eles um no qual o ganhador da temporada, o Shanghai Shenhua, venceu por 4 a 1.

O árbitro relatou que, nessa partida, o suborno foi entregue pelo então diretor do comitê de árbitros, Zhang Jianqiang, outro dos principais envolvidos no escândalo.

Lu começou a depor na quarta-feira, dia no qual também compareceu diante dos juízes o ex-vice-presidente da Associação Chinesa de Futebol, Yang Yimin, que segundo a imprensa chinesa chorou ao ser informado das acusações de corrupção dos quais é alvo.

No dia anterior, foi divulgado que outro árbitro implicado, Huang Junjie, admitiu ter sido subornado para manipular jogos, entre eles um amistoso disputado pelo Manchester United na China.

Em 19 de dezembro, começaram os julgamentos contra autoridades da Federação Chinesa de Futebol e seu colégio arbitral, acusados de compra e venda de jogos e apostas ilegais, em um escândalo que desprestigiou o futebol do país asiático.

Mais de 30 responsáveis do futebol chinês deverão comparecer aos tribunais ao longo desta campanha, lançada em 2009, pouco depois que o presidente da China, Hu Jintao, afirmou que o jogo sujo no esporte com mais torcedores no país tinha que terminar.

Fonte: Folha de SP
Link: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1025021-arbitro-mais-famoso-da-china-tambem-admite-caso-de-suborno.shtml

Categorias:Notícia Tags:,
%d blogueiros gostam disto: