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Archive for junho \28\UTC 2012

O homem que expulsou Pelé

Pelé só acompanha o lance, pela ponta. O Santos está sendo atacado pelo Grêmio, no Parque Antártica daquele novembro de 1968. A bola escorrega até a linha de fundo. Tiro de meta, é claro. Pelé aponta para a sua pequena área e já vai trotando rumo ao meio-campo, gesto acompanhado pelos companheiros.

Não, não, corrige Agomar Martins, sinalizando o semicírculo na esquina do campo. É escanteio. Pelé esbraveja. Gesticula e dá meia volta. Mira aquele 1m60cm de bigode mais preto do que graxa de sapato na Praça da Alfândega, impecável dentro de um uniforme que jamais amassava, se aproxima a passos largos e despeja sobre ele o poder natural dos gênios:

– Você não viu que foi tiro de meta?
– Você, não: Senhor.
– O senhor acha que não erra nunca?
– Senhor Edson: o senhor é o rei do futebol, mas o rei do apito sou eu. É escanteio.

Segue o jogo, que terminaria 3 a 1 para o Santos. Minutos depois, Pelé entra por cima da bola – conforme a visão de Agomar, é claro. Ato contínuo, ele o expulsa. As pessoas doidas para ver o 10 eterno em ação, e Agomar Martins o expulsa como se ele fosse um volante qualquer. Pelé não se conforma. Para quem apitou mais Gre-Nais do que qualquer outro, 23 entre as décadas de 1960 e 70, aquela bronca era canção de ninar.

Agomar nem ouve o choro de Pelé. Apenas repete, com a mesma voz bem colocada que hoje arranca aplausos cantando boleros na noite de uma Porto Alegre que o viu nascer há 81 anos, no Quarto Distrito, pertinho do campo do Renner, cidade onde casou-se com Selma e teve dois filhos e cinco netos, cidade na qual tornou-se árbitro apitando preliminares da várzea antes de arriscar dribles nos jogos de fundo, esta Porto Alegre em que se formou em Direito e seguiu a carreira militar até migrar para a reserva como tenente.

Mas voltemos ao dia em que Agomar Martins expulsou Pelé. O Rei resmungava e Agomar repetia, sem mover um músculo do corpo (imagino que talvez só a sobrancelha esquerda se ergueu):

– Senhor Edson: o senhor vai ter que se retirar.
– Não vou sair!
– Então, senhor Edson, eu vou suspender o jogo. Ou o senhor terá que me agredir agora mesmo, pois aqui o senhor não fica mais.

A Polícia Militar recusou-se a entrar em campo para retirar Pelé (os soldados queriam vê-lo em ação). Por fim, ele aceitou as ponderações de Agomar e foi para o chuveiro mais cedo. Encontraram-se depois. Nunca mais tiveram qualquer altercação.

– Sempre chamei os jogadores de senhor e exigia o mesmo tratamento. Não havia motivo para ser diferente com Pelé. Com o tempo, era Seu Agomar para cá, Seu Agomar para lá, que é como deve ser. Não pode dar intimidade – relembra Seu Agomar.

A expulsão de Pelé ou aquele pênalti no Gre-Nal de 1977 passam longe do dia em que a torcida derrubou o alambrado a 11 minutos de jogo. Foi há mais de 40 anos. Não havia transmissão de TV. Ninguém ficava sabendo das barbaridades nos estádios dos confins da América. Agomar era bandeirinha em Oriente Petrolero x LDU, em Santa Cruz de la Sierra. O árbitro deu pênalti contra o time da casa e expulsou dois por reclamação. Na sequência, Agomar marcou um impedimento claro, coisa de 10 metros, mas a fúria já havia cegado os bolivianos, que invadiram o campo:

– Eu era metido, reconheço. A bronca nem era comigo, mas saí batendo. Como ficar quieto numa hora dessas? A polícia acudiu, e eu estou vivo.

Nisso, Nerci Maidana Padilha, o Nito do Bar do Nito, um ex-meia canhoto que jogou Gauchão pelo Grêmio Santoangelense e levou cartão amarelo de Agomar, tira a mão direita ágil do violão e o chama ao palco. Hora de um dos maiores personagens do futebol gaúcho exibir sua faceta quase desconhecida: a de cantor.

Autor: Diogo Olivier
Fonte: No Ataque

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Rodrigo Cintra estreia como comentarista de TV

Apenas 24h depois de comunicar em carta aberta o final de seu ciclo de 17 anos de profissão na arbitragem, o árbitro Rodrigo Martins Cintra estreou como comentarista de arbitragem da TV Bahia, afiliada da Rede Globo de Televisão.

Cintra, um estudioso de arbitragem, palestrante e ex-professor do Curso de Formação de Árbitros da Federação Paulista de Futebol e um dos mais jovens árbitros a atuar no Campeonato Brasileiro em todos os tempos, participou da transmissão ao vivo do jogo Figueirense 1 x 1 Bahia, domingo passado, em Santa Catarina.

“Apesar de ter deixado os gramados oficialmente e esta tomada de decisão ser muito recente, estou consciente das portas que se abrem pela carreira construída e me sinto honrado em receber um convite como esse da Rede Bahia para me tornar um comentarista esportivo”, disse Cintra.

O ex-árbitro conclui ainda dizendo: “Aguardem meu livro que lançarei no final do ano, pois abordarei muito mais do que regras do jogo, mas muitas coisas que as pessoas não sabem e gostariam de saber sobre a arbitragem e os bastidores do próprio futebol”.

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FIFA muda teste físico para árbitros

Elite mundial da arbitragem em dia de teste FIFA.

A FIFA, entidade máxima do futebol, definiu novos critérios para a avaliação física dos árbitros espalhados pelo mundo. O chamado “novo teste físico”, adotado há alguns anos, sofreu alterações significativas este ano, principalmente com relação aos tempos exigidos nas corridas. Também houve uma categorização, de acordo com o nível dos árbitros.

O antigo teste, que consistia basicamente de uma corrida de cooper de 12 minutos e tiros de 50 e 200 metros ficou para trás, por ser considerado obsoleto para os padrão físico atualmente exigido aos árbitros.

Desde então a FIFA adotou um novo conceito de avaliação, que consiste em uma prova de 6 tiros curtos de 40 metros e uma outra prova de 20 tiros de 150 metros, com mais 50 metros de recuperação em caminhada. Os critérios de tempo deste teste eram diferenciados apenas por função (árbitro e assistente) e sexo (masculino e feminino).

Segundo o livro de instruções da FIFA, foram criadas 4 (quatro) diferentes categorias para a prova física.

A prova de tiros curtos (40m) tem os seguintes tempos de referência para os homens:

  • Categoria 1: máximo de 6,2 segundos para árbitros e 6,0 segundos para assistentes
  • Categoria 2: máximo de 6,4 segundos para árbitros e 6,2 segundos para assistentes
  • Categorias 3 e 4: máximo de 6,6 segundos para árbitros e 6,4 segundos para assistentes

A prova de tiros curtos (40m) tem os seguintes tempos de referência para as mulheres:

  • Categoria 1: máximo de 6,6 segundos para árbitras e 6,4 segundos para assistentes
  • Categorias 2, 3 e 4: máximo de 6,8 segundos para árbitras e 6,8 segundos para assistentes

A prova de tiros longos (150m) tem os seguintes tempos de referência para os árbitros homens:

  • Categoria 1: corrida de 150 metros em até 30 segundos e recuperação de 50 metros em 35 segundos
  • Categoria 2: corrida de 150 metros em até 30 segundos e recuperação de 50 metros em 40 segundos
  • Categorias 3 e 4: corrida de 150 metros em até 35 segundos e recuperação de 50 metros em 40 segundos

A prova de tiros longos (150m) tem os seguintes tempos de referência para os assistentes homens:

  • Categoria 1: corrida de 150 metros em até 30 segundos e recuperação de 50 metros em 40 segundos
  • Categoria 2: corrida de 150 metros em até 30 segundos e recuperação de 50 metros em 45 segundos
  • Categorias 3 e 4: corrida de 150 metros em até 35 segundos e recuperação de 50 metros em 45 segundos

A prova de tiros longos (150m) tem os seguintes tempos de referência para as árbitras mulheres:

  • Categoria 1: corrida de 150 metros em até 35 segundos e recuperação de 50 metros em 40 segundos
  • Categorias 2, 3 e 4: corrida de 150 metros em até 35 segundos e recuperação de 50 metros em 45 segundos

A prova de tiros longos (150m) tem os seguintes tempos de referência para as assistentes mulheres:

  • Categoria 1: corrida de 150 metros em até 35 segundos e recuperação de 50 metros em 45 segundos
  • Categorias 2, 3 e 4: corrida de 150 metros em até 35 segundos e recuperação de 50 metros em 50 segundos

A CBF, em seu último teste físico, realizado em Junho, adotou a categoria 1 (um) como critério de avaliação dos seus árbitros, exigindo 24 repetições dos tiros de 150 metros. Já a Federação Paulista de Futebol adotou a categoria 3 (três) na sua avaliação do mesmo mês, mantendo os mesmos 20 tiros exigidos.

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Árbitro chileno apita a primeira partida da final da Libertadores

A Conmebol escalou para a primeira partida da final da Copa Libertadores, entre Boca Juniors (ARG) e Corinthians (BRA), o árbitro chileno Enrique Osses, que apitou empate sem gols entre Corinthians e Tolima no ano passado. A partida acontece hoje à noite no estádio La Bombonera, em Buenos Aires.

A equipe de arbitragem será toda chilena, tendo como árbitros assistentes Francisco Mondria e Carlos Astroza, e como quarto árbitro Patricio Polic.

Osses tem fama de ser um árbitro durão. E não é tão desconhecido pelos brasileiros. O juiz, que iniciou a carreira no apito em 2005. No ano em que iniciou sua carreira, Osses expulsou um total de 21 jogadores em 16 partidas oficiais. Em uma delas, o goleiro Ignacio González, do Unión Española, foi punido com o segundo cartão amarelo e levou o árbitro a nocaute com um soco na cara. O arqueiro foi retido pela polícia por duas horas e punido por 50 partidas. Para se livrar da pena, o jogador se transferiu para a Argentina.

Responsável por 60 partidas internacionais, contando desde amistosos entre seleções até partidas de Libertadores, Sul-Americana e Eliminatórias para a Copa, o chileno mediou jogos memoráveis, lembrados por muitos brasileiros. Foi ele quem apitou o empate em 0 x 0 do Corinthians com o Tolima, na pré-Libertadores do ano passado, em pleno Pacaembu.

Também foi ele o mediador da derrota do Flamengo para o Olimpia por 3 x 2, e na derrota do Santos para o Bolívar, na Bolívia, pelas oitavas de final. Era ele também o árbitro no empate do Boca Juniors com o Fluminense, na semifinal, no Engenhão.

Mas nem sempre os duelos que envolvem um brasileiro mediados por Osses terminam mal para as equipes do país. Este ano, o Corinthians venceu o Nacional, no Pacaembu com o chileno como juiz.

Estatísticas de Osses na Libertadores 2012

Número de jogos: 8
Cartões amarelos: 35 (20 – 15) média de 4,4 por partida
Cartões vermelhos: 2 (1 – 1) média de 0,25 por partida
Faltas marcadas: 197 (103 – 94) média de 24,6 por partida

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Tecnologia é necessidade, diz Blatter após erro na Eurocopa

Presidente da Fifa defendeu prática em sua conta no Twitter

A polêmica sobre uso de tecnologia no futebol ganhou mais um episódio na última terça-feira (19), durante a partida entre Ucrânia e Inglaterra, pela Eurocopa. Quando o placar apontava 1 a 0 para os ingleses, o ucraniano Marko Devic bateu uma bola, que desviou no goleiro Joe Hart e foi afastada pelo zagueiro John Terry. As câmeras de televisão, no entanto, mostraram que ela já havia passado totalmente a linha de gol.

Após o lance, o presidente da Fifa, Joseph Blatter utilizou sua página oficial no Twitter para comentar o assunto e defender o uso da tecnologia.

– Após a partida da última noite (horário local) a tecnologia na linha de gol não é mais uma alternativa, mas uma necessidade.

Se o gol tivesse sido confirmado, a Ucrânia teria empatado a partida e ganhado ânimo para buscar a virada, resultado necessário para que a equipe continuasse na competição. Donos da casa, os ucranianos – desde o técnico Oleg Blokhin até os torcedores – se revoltaram com a decisão do árbitro.

Esta Eurocopa está servindo como teste para a utilização de cinco árbitros – o principal, dois auxiliares e dois juízes que atuam na linha de fundo – a cada partida, como tem acontecido no Campeonato Brasileiro. A Fifa decidirá no dia 5 de julho se esta prática será oficialmente aprovada. No mesmo dia, a entidade também se pronunciará sobre as duas tecnologias de linha de gol que estão sendo testadas na Inglaterra e na Dinamarca.

Blatter estuda a implementação da tecnologia no futebol desde que esta polêmica voltou a ganhar força, em 2010. Naquele ano, durante uma partida entre Inglaterra e Alemanha, pelas oitavas de final Copa do Mundo da África do Sul, Frank Lampard chutou a bola, que bateu no travessão e entrou no gol, quando os alemães venciam por 2 a 1. O árbitro Jorge Larrionda mandou o jogo seguir e os ingleses acabaram derrotados por 4 a 1.

Fonte: R7

Conmebol premia árbitros mais rentáveis com escala nas finais da Libertadores

O chileno Enrique Osse em lance do jogo do Santos no Pacaembu.

Os dois árbitros escalados para apitar as finais entre Corinthians e Boca Juniors estão entre os que mais mostraram cartões nesta Libertadores e, de quebra, os que renderam uma quantia maior de dinheiro à Conmebol, que multa os clubes a cada cartão recebido.

Segundo levantamento da Folha, o juiz chileno Enrique Osses, que apitará o confronto desta quarta-feira, é o quinto na lista dos mais rentáveis do torneio, com 34 amarelos e dois vermelhos. Ele atuou em oito jogos até o momento.

Já Wilmar Roldán, da Colômbia, foi escalado para trabalhar na decisão, marcada para semana que vem, após se tornar o árbitro que mais colaborou com os cofres da entidade sul-americana, com 51 advertências (sendo 47 amarelos e quatro vermelhos).

O Corinthians, no entanto, não sofreu nas mãos destes árbitros. Enrique Osses não penalizou nenhum corintiano na vitória da equipe por 2 a 0 sobre o Nacional-PAR, ainda pela primeira fase.

Diante de Wilmar Roldán, somente o lateral Alessandro foi advertido com um amarelo. O colombiano comandou a arbitragem na estreia do time, quando houve um empate por 1 a 1 com o Deportivo Táchira, na Venezuela.

De acordo com o regulamento da competição, a multa é de US$ 100 para cada punição que os atletas levarem dentro de campo. Caso o jogador seja reincidente, a cobrança sobe para US$ 200.

Até a fase semifinal, a confederação havia arrecadado US$ 102.500 (cerca de R$ 212.298, de acordo com a cotação desta terça-feira) com os 713 cartões mostrados nos gramados. Em 401 oportunidades, a sanção foi a mais branda.

O segundo juiz que mais deu lucro à Conmebol também é colombiano. José Buitrago colocou a mão no bolso 42 vezes, enquanto Roberto Silvera, do Uruguai, é o terceiro, com 41.

Entre os dez primeiros árbitros, apenas um brasileiro. O gaúcho Leandro Pedro Vuaden apitou cinco partidas e mostrou 28 amarelos, quantidade que o coloca na oitava posição da pesquisa.

Colombiano Wilmar Roldán mostra cartão ao volante Leandro Somoza, do Boca Jrs.

BONS PAGADORES

O Libertad é o clube que mais sofreu com as punições dadas aos atletas no torneio. O time do Paraguai levou 36 cartões, que renderam uma multa de US$ 5.800 (cerca de R$ 12 mil).

Finalistas da Libertadores, o Boca Juniors vem logo em seguida com uma penalização de US$ 4.500 (R$ 9 mil), enquanto o Corinthians, com 24 cartões, ocupa a sexta colocação. O clube do Parque São Jorge pagou pouco mais de R$ 7,8 mil.

Já o Santos foi o terceiro principal pagador entre os participantes, com R$ 8,9 mil. Destes, R$ 1.100 foram oriundos dos seis amarelos levados pelo atacante Neymar, um dos mais advertidos da competição.

Autor: Guilherme Yoshida
Fonte Folha / Bol

Rodrigo Cintra anuncia sua aposentadoria

O árbitro Rodrigo Martins Cintra publicou uma carta aberta anunciando sua aposentadoria da arbitragem.

Oriundo do estado do Rio de Janeiro, Cintra atuou por muitos anos no quadro da Federação Paulista, chegando até o quadro nacional da CBF. Autou em muitos estados do país, além de muitas finais e clássicos regionais

Nos últimos anos da carreira, atuou pela Feração Baiana, além de ter trabalho na organização da Copa do Mundo 2014 em Salvador e Natal.

Leia a carta na íntegra:

Prezados,

Venho por meio desta informar que me “aposento” da arbitragem na presente data, no auge dos meus 35 anos de idade, após 17 anos dedicados a arbitragem de futebol em todo país.

Após muito relutar em tomar esta decisão, por ser um aficcionado pela arbitragem e por saber que provavelmente ainda possuiria um grande tempo útil como árbitro de ponta (aproximadamente mais 10 anos), tomo esta difícil decisão, uma das mais difíceis da minha vida.

Assumo esta postura devido ao fato da arbitragem no Brasil não ter pouco ou quase nenhum respaldo profissional, como qualquer outra classe têm e por ter assumido inúmeros compromissos profissionais que neste momento tendem a se incompatibilizar com o prosseguimento no meu trabalho como árbitro de futebol, e ainda por questão de aspiracão, por já ter minha carreira  consolidada em nível nacional  com  mais de 10 anos de primeira divisão, tendo apitado mais de 500 partidas profissionais e mais de 100 jogos de primeira grandeza (competições estaduais e  nacionais), e por ter ficado nos últimos 5 anos sempre entre os árbitros de preferência nas competicões que participei.

Com uma carreira sólida, marcada pelo rigor, pela seriedade, pelo respeito, pelo compromisso em fazer sempre o melhor e por ter ainda atuado em decisões nacionais e estaduais, em diversos cantos do Brasil como: São Paulo, Bahia, Mato Grosso, Distrito Federal, entre outros; que devido a arbitragem no país ser considerada um trabalho dito “voluntário”,  onde o árbitro não possui nenhuma estabilidade de trabalho, garantia de seqüência de jogos, nem plano de carreira por competência; que por não aspirar, nem almejar galgar maiores níveis nesta e por ter ciência de que representei com muito afinco as entidades as quais passei, finalizo  meu ciclo,  na certeza de ter deixado o exemplo para minha família, um legado para os mais novos e para a arbitragem como um todo.

Agradeço aqui a todosa queles que me ajudaram de alguma forma a ser um árbitro respeitado e reconhecido exclusivamente pelo trabalho (não citarei nomes para não esquecer ninguém – aguardem meu livro).

Na certeza de poder de alguma forma colaborar com o futebol e com a arbitragem, me despeço e relembro que foi muito bom fazer parte deste seleto grupo durante todos esses anos.

Atencisamente,

Rodrigo Matrins Cintra

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