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Archive for agosto \24\UTC 2012

Armadilhas do cérebro ajudam a explicar erros de arbitragem

No lance mais polêmico da última rodada do Campeonato Brasileiro, o atacante André marcou para o Santos em um lance com três impedimentos que não foram marcados. O assistente que deixou de levantar sua bandeira, Emerson Augusto de Carvalho, foi afastado e os erros deram início a uma mudança no comando da arbitragem. O problema é que a culpa no lance pode não ser exclusiva do assistente, mas do próprio cérebro humano.

O UOL Esporte ouviu um neurologista e um psicólogo especializado no trabalho com o futebol. E os dois concordaram que, em lances como o do segundo gol do Santos na vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians, no último domingo, é possível que profissionais experientes, como o assistente Fifa Emerson Augusto, tenha caído em algumas “armadilhas” do processo cerebral ao interpretar situações complexas.

“O cérebro tem muita capacidade de processamento, mas uma capacidade limitada de observar lances simultâneos. O cérebro não enxerga um filme. Ele enxerga fotos e vai remontando a sequência. Só que, ao observar uma situação que muda muito rapidamente, o cérebro, automaticamente, faz uma interpretação do que aconteceu anteriormente. E essa interpretação pode não ser a correta, mas a pessoa vai acreditar nesses dados”, explica David Schlesinger, neurologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Na prática, funciona assim: o árbitro-assistente até consegue ver o passe e a linha de impedimento, mas quando acontece uma mudança brusca de velocidade do jogador que vai receber a bola, a percepção de onde esse jogador estava, no início do lance, é alterada pelo cérebro de quem está olhando.

“Imagine se o jogador estava impedido, correndo mais lentamente, mas acelerou. Você pode interpretar como se ele tivesse partido de um ponto mais atrás do que realmente partiu. E o contrário também é verdade. Se você enxerga o jogador em um ponto à frente [da linha de impedimento], mas ele estava mais lento, pode interpretar que ele estava à frente quando o lance começou, mas na verdade não estava. Isso já é um problema. Agora, se o passe e a linha [de impedimento] não estão no mesmo campo de visão, você ainda precisa colocar o tempo de virar a cabeça e focar o jogador. Isso aumenta o período de análise e a possibilidade de os atletas terem mudado suas posições. São muitas informações ao mesmo tempo. Uma boa parte dos erros que acontecem no futebol podem ser decorrentes de processos como esse”, analisa o neurologista.

Lances assim são muito comuns. Na última quarta-feira, por exemplo, o Botafogo foi beneficiado por um deles, em duelo da Sul-Americana: contra o Palmeiras, aos 20 minutos do primeiro tempo, Lucas voltava de posição de impedimento quando Andrezinho fez o passe. O lateral, então, mudou rapidamente de trajetória e recebeu o passe. O vídeo mostra que ele estava impedido, mas pela velocidade, a interpretação imediata do lance poderia ser de posição normal.

Uma semana antes, o próprio Palmeiras foi beneficiado: Barcos marcou o gol da vitória contra o Flamengo, em um rebote. No início do lance, o chute de Artur, o atacante palmeirense já estava à frente dos rivais. Quando o goleiro Felipe espalmou, o argentino já estava sozinho, dentro da pequena área.

Na vitória do Grêmio sobre o Bahia, por 3 a 1, pela 14ª rodada, aconteceu o inverso: em uma jogada de pela esquerda, Lulinha entrou na área e chutou. O goleiro Grohe espalmou para frente e Fahel completou para o gol. O meio-campista do Bahia estava em posição legal, mas seu companheiro, Zé Roberto, que não participou do lance, estava impedido.

Segundo Gustavo Korte, que trabalha a preparação psicológica dos árbitros da Federação Paulista de Futebol, explica que o volume de informação em lances como esses são muito grandes e qualquer dúvida pode gerar um erro de interpretação das informações. “Imagine um lance com quatro atacantes, dois impedidos. Você tem um a 10 metros de você, outro a 50. A jogada chega em velocidade e a concentração está na linha do defensor, mas você também tem de estar atento à hora em que a bola vai ser tocada e para quem vai esse passe. Os quatro atacantes podem correr ao mesmo tempo e você tem que saber qual deles vai tocar na bola e se esse estava impedido quando o toque foi feito. Para complicar ainda mais, imagine se a bola vem voando e você também tem de correr para se manter no lance. É tudo muito rápido”, justifica Korte.

Essa armadilha cerebral, porém, não é única dificuldade que os assistentes enfrentam em uma partida. Outra grande preocupação acontece na reprogramação cerebral necessária na mudança do primeiro para o segundo tempo. “Normalmente, os assistentes focam a concentração na linha de defesa, na maior parte na cor dos uniformes. Mas quando ele vai para o vestiário, na volta para o segundo tempo o raciocínio se inverte. E demora um pouco para se fazer essa mudança mentalmente, principalmente se, durante o intervalo, ele não teve o tempo ideal para se preparar para o segundo tempo”, fala Korte.

“Não existem estudos extensos sobre essa área, mas essa explicação é bem possível. Para simplificar situações complexas, nós adotamos alguns marcadores. E as cores são exatamente isso. Você fala em preto e branco para simplificar. E, com a virada de campo, pode demorar um pouco para se acostumar com essa mudança. No basquete você vê isso com muito mais clareza. Jogadores até fazem cestas contra porque estão focados em uma direção de bola, o lado virou, a concentração caiu e ele se viu perdido”, concorda Schlesinger.

O lance de Corinthians e Santos, que abre a matéria, é um exemplo disso: aconteceu justamente aos quatro minutos do segundo tempo. E ainda tem outros atenuantes: no primeiro impedimento, Léo cruza para a área e três santistas estão impedidos. No segundo lance, Bruno Rodrigo passa de cabeça para Durval, também à frente. Durval, então, passa para André, que segue impedido. O assistente teve de julgar três lances diferentes, de interpretação complicada em cada um, em pouco mais de três segundos.

“Especificamente sobre o Emerson, era praticamente impossível para ele cometer três erros em um mesmo lance. Ele é um craque. Mas o que pode ter acontecido é, após o primeiro lance, ele percebeu que errou. Mas passou a pensar nisso e acabou perdendo a concentração para o segundo e para o terceiro lances também”, justifica Korte.

Essa perda de concentração também foi abordada pelo neurologista David Schlesinger: “O nível de atenção de uma pessoa varia muito. Alunos, em sala de aula, sem nenhum esforço físico, ficam sentados por 45 minutos, 1h15 e passam a perder concentração. Imagina durante um jogo de futebol?”

Fonte: UOL

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Série de TV humaniza figura do árbitro e usa bandeirinha bonita e mãe briguenta

Em tempos em que os homens do apito não saem das páginas esportivas em razão de polêmicas atuações, o universo da arbitragem ganha um esforço de humanização através da ficção. A série “FDP” estreia neste domingo no canal pago HBO [às 20h30, de Brasília] com a promessa de desconstruir a mais clássica figura de vilão do futebol, usando como trunfo alguns clichês deste ambiente como a bandeirinha sensual e a mãe de juiz.

Com direção de Adriano Civita, a série da produtora Prodigo Films contará com a primeira temporada de 13 episódios de 30 minutos. A história de “FDP” [uma sigla que até o torcedor menos afeito a arquibancadas vai reconhecer] gira em torno de Juarez Gomes da Silva. Interpretado por Eucir de Souza, o herói em questão é um árbitro correto que batalha seu caminho rumo à Copa do Mundo e precisa lidar com pressão no vestiário e ofertas de suborno. Mas enquanto as coisas caminham bem em campo, com oportunidade em jogo da Libertadores, a vida pessoal do juiz desmorona, graças ao fim de seu casamento.

Neste pacote de descontrole da vida pessoal inclui-se uma separação após traição descoberta, a luta pela guarda do filho e o relacionamento com uma auxiliar de arbitragem, colega de campo.

Bandeirinha musa é um dos destaques de série de TV que retrata universo da arbitragem no país

Neste papel a série escalou a bela atriz Fernanda Franceschetto. Inspirada na experiência do futebol real de Ana Paula Oliveira, a personagem viverá na série a oportunidade de posar nua para uma revista masculina.

A figura da mãe de juiz também não poderia ficar de fora. Juarez Gomes da Silva aparecerá escoltado da genitora, que defenderá o filho de insultos e ainda tumultuará a vida cotidiana do protagonista.

“Trazemos essa veracidade do mundo do árbitro, com temas como a mãe do juiz. Como é ser mãe de juiz, um personagem que é xingado o tempo todo? A gente pensou como tornar a vida dele mais dura. Aí pensamos: ‘e se o namorado novo da mãe fosse argentino? Fica bem pior’. E o desafio era construir todo esse processo sem que você odeie esse cara, algo para simpatizar com a figura do árbitro”, conta o responsável pela série.

O diretor de “FDP” teve a ideia de mergulhar no universo da arbitragem após ouvir relatos de seu personal trainer, um juiz que milita que partidas de divisões inferiores. Para construir o cenário em torno de Juarez Gomes da Silva, Adriano Civita contou com a consultoria técnica do ex-juiz Salvio Spínola. O criador do projeto ainda diz ter se inspirado na série norte-americana Californication, que tem como protagonista outra espécie de anti-herói, um escritor que depois de experimentar o sucesso enfrenta dificuldades criativas e problemas pessoais.

“Ele é um árbitro correto, idôneo, mas que também é um ser humano. Alguém que não controla tudo que está a sua volta, não tem o resultado final sob seu controle”, afirma Civita.

“Meu esforço é esse [de fazer o protagonista cair no gosto da audiência], mas não posso concluir pelo público. Mas acho que todo mundo vai simpatizar com o Juarez. Um homem divorciado, que errou uma vez [traição conjugal], mas isso não o condena. Que pode não ver um lance, mas isso também não o condena. Tentamos entender uma pessoa que é xingada antes mesmo de começar a exercer a sua profissão”, acrescenta o diretor.

Durante os 13 episódios da temporada inicial, “FDP” visitará temas como homossexualidade no futebol, “mala preta” e “mala branca”, doping e ponto eletrônico. Mas os criadores da série prometem balancear a dose de ação futebolística com temas mais pessoais, para tentar cativar o público de perfil “não-boleiro”.

NEYMAR FAZ PONTA, E SÉRIE PODE TER MARADONA NA 2ª TEMPORADA

Uma das atrações especiais na primeira temporada de “FDP” é aparição especial de nomes conhecidos do mundo do futebol, como Neymar, Rivelino, Dentinho, o ex-jogador Rincón, a bandeirinha Ana Paula Oliveira e o jornalista Juca Kfouri.

Para a segunda temporada, em produção ainda sem confirmação, a ideia dos criadores da série é contar com uma ponta do astro argentino Diego Maradona.

“A gente falou com o Maradona, mas não deu, a agenda acabou não batendo. Mas é até bom, porque existe a chance de contar com ele na segunda temporada”, conta o diretor da série.

Além de personagens do mundo boleiro, a série “FDP” apresenta em sua ficha técnica nomes de peso como o escritor José Roberto Torero, como um dos roteiristas, e Katia Lund [da equipe de Cidade de Deus] na codireção.

Outro destaque da série promete ser o espalhafatoso bandeirinha Carvalhosa, interpretado pelo ator Paulo Tiefenthaler. Além de colega de arbitragem, o personagem é amigo de Juarez e divide confusões fora dos gramados com o protagonista.

Fonte: UOL

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CBF troca comissão de arbitragem

A CBF anunciou mudanças na sua Comissão de Arbitragem. Sérgio Corrêa foi substituido no cargo de presidente e assumirá uma função burocrática no Departamento de Arbitragem da entidade. Aristeu Tavares, ex árbitro assistenta FIFA, que até agora estava na ouvidoria de arbitragem, será o novo presidente do órgão que define as escalas dos sorteios dos árbitros que apitam os jogos das competições nacionais.

Corrêa disse em entrevista a o portal UOL que seu novo cargo terá funções mais “burocráticas e administrativas”. “Vou assumir um órgão novo, que vai dar andamento ao trabalho da comissão. Vou estar à disposição deles para fazer o que for preciso. Vamos cuidar da parte burocrática, administrativa, de logística e suporte. Vamos redigir as escalas, as normas. Até digito se for preciso”, afirmou o ex-presidente da Comissão de Arbitragem.

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HBO lança série brasileira sobre árbitros de futebol

Uma nova série deve estrear no canal de TV paga HBO, dia 26 de Agosto (domingo) às 20h30. A série faz parte do pacote de novas produções brasileiras com as quais a HBO pretende atender a lei que determina cota de conteúdo nacional na programação da TV paga e foi produzida pela Pródigo Filmes.

A produção, com o sugestivo nome “FDP”, fala sobre os juízes de futebol – daí a sigla que, na maioria das vezes, substitui o nome e função em campo dos árbitros para os torcedores mais fanáticos. “FDP” contará em 13 episódios a história de Juarez Gomes da Silva, interpretado por Eucir de Souza, um juiz que sonha apitar uma Copa do Mundo. Buscando realizar seus objetivos, ele consegue ser escolhido para atuar em um dos jogos da taça Libertadores da América. Mas enquanto sua carreira segue a passos largos, sua vida pessoal começa a passar por problemas, os quais podem comprometer seu futuro.

Fora das telas, o time escalado também é de craques. O escritor José Roberto Torero é um dos roteiristas e Kátia Lund, codiretora de “Cidade de Deus”, é uma das diretoras, com Caito Ortiz e Adriano Civita. Celebridades da bola fazem participações especiais nos episódios, o crsque Neymar, é claro, está entre eles. Em seu elenco estão os atores Cynthia Falabella (Manuela), Maria Cecília Audi (Rosali), Vitor Moretti (Vini), Paulo Tiefenthaler (Carvalhosa, o bandeirinha), o ator e cantor Saulo Vasconcelos (Serjão), Fernanda Franceschetto (Vitória, a bandeirinha), Adrian Verdaguer (Guzmán), Domingas Person (Paloma) e Chris Couto (Gilda Marques, a comentarista).

Veja o video especial sobre a produção de “FDP”:

Confira o trailer e mais detalhes no site oficial da série. Outros trailers estão disponíveis no Youtube, veja abaixo.

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Collina diz que simulação é o “câncer” do futebol

Pierluigi Collina afirmou que os árbitros têm que adotar um comportamento inflexível com as simulações em campo

Convidado pelo ex-árbitro Mike Riley, que preside a Associação Profissional dos apitos da Inglaterra, para proferir palestra àqueles que irão laborar na Premier League na temporada 2012/2013, Pierluigi Collina, atual diretor de árbitros da UEFFA, afirmou que os homens que dirigem prélios de futebol em todo o planeta têm que adotar um comportamento inflexível contra os atletas, que são uzeiros e vezeiros na “arte” de simular faltas. O árbitro que não tiver personalidade forte para combater este “câncer” está predestinado ao fracasso, disse Collina.

Premiado seis vezes consecutivas como o melhor árbitro de futebol do mundo pela Federação Internacional de História e Estatística de Futebol de Nuremberg, Collina disse aos apitos ingleses que é inaceitável o comportamento de um contingente de árbitros que aceitam passivamente esse tipo de comportamento dos jogadores no campo de jogo. E que está cada vez mais difícil a arbitragem detectar quando um atleta é tocado, agarrado ou cai durante uma partida, ou seja, se foi simulação ou falta. “Os jogadores tornaram-se hábeis em disfarçar suas ações intencionais e, portanto, é difícil diferenciar um desafio justo ou sujo”, afirmou em voz alta aos homens de preto da Liga Inglesa.

Diante das dificuldadas encontradas pelos árbitros neste tipo de lance, Collina enfatizou que a preparação do personagem principal do futebol deve ser de excelência independente da competição que estiver atuando, para punir com exatidão os infratores que denigrem a imagem do futebol e, por extensão, do próprio árbitro.

Autor: Valdir Bicudo
Fonte: Justiça Desportiva

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Juiz apita falta, é agredido e morre

No Rio de Janeiro, um comerciante que atuava como árbitro de futebol em uma quadra society de um clube foi agredido e morreu durante uma partida de futebol. Ele apitava o jogo, e a marcação de uma falta teria sido o motivo de desentendimento entre um atleta e o juiz. O jogador deu um chute na cabeça do árbitro que caiu no chão, teve 3 paradas cardiacas e morreu a caminha do hospital. Agora a polícia vai investigar a morte.

Veja o video da reportagem: TV UOL

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Árbitro apita partida um dia após falecimento de mãe

O árbitro Héber Roberto Lopes (FIFA/PR), um dos melhores em atividade no país, passou por dias bem difíceis na última semana. Não bastasse o fato de ter sido julgado e suspenso por 15 dias pelo STJD, sua mãe faleceu na cidade de Londrina, no Paraná, às vésperas do jogo Fluminense X São Paulo que apitou pelo Campeonato Brasileiro. Héber concedeu 1 minuto de silêncio precedendo o início do jogo em memória de sua própria mãe. O juiz, bravamente optou por apitar a partida, mesmo com o fato doloroso e triste.

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