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FIFA treina árbitros da Copa para identificarem e punirem simulações

O cenário é o estádio do Arsenal, em Londres, março de 2011. Neymar fez os dois gols na vitória da seleção brasileira sobre a Escócia, mas o que ficou na lembrança do atacante foi a vaia que levou.

A torcida, na maioria escocesa, não perdoou o que pensou ter sido uma encenação de lesão no primeiro tempo.

O cenário agora é Zurique, setembro de 2012, num campo de treinos da Fifa. Os 52 árbitros pré-selecionados para a Copa-14 participaram de um treinamento para identificar simulações dos atletas.

Os juízes tinham de saber se juniores do suíço Grasshopper se jogavam para cavar o pênalti ou se eram de fato derrubados. Havia reclamações, gestos de negação e até lesões imaginárias.

O “fair play”, termo que a Fifa usa para ressaltar a importância do jogo limpo e ao qual concede até prêmio, tem agora um inimigo número 1.

“O jogo limpo é fundamental para o futebol. O árbitro tem que saber identificar jogadas que não são feitas dessa forma”, disse Massimo Busacca, chefe do departamento de arbitragem da Fifa.

Busacca orientava o treinamento antissimulação na Suíça. Para jogadas identificadas como dissimuladas, a ordem era clara e deverá ser seguida à risca na Copa das Confederações-2013 e no Mundial-2014: punição com cartão amarelo e, na reincidência, a expulsão.

Na Inglaterra, casos recentes, a maioria envolvendo atletas sul-americanos, geraram enxurrada de protestos de treinadores e jornalistas.

O brasileiro Oscar foi acusado pelo técnico do Stoke City, Tony Pulis, de tentar cavar um pênalti no empate por 2 a 2. O brasileiro se defendeu: “não foi falta, mas não me joguei. Houve o contato e caí”.

Pulis se tornou o porta-voz contra o que chamou de “malabarismo do futebol”. Em jogo de seu time contra o Liverpool, afirmou que deveria haver punição, com suspensão, para atletas que simulassem faltas. Ele se referia ao uruguaio Luis Suárez.

Neymar voltou à Inglaterra para disputar a Olimpíada e foi vaiado por supostamente tentar enganar o árbitro simulando faltas. No Brasil, é criticado por cair demais.

“Ele está maduro. O convívio na seleção com os brasileiros que atuam na Europa fez com que entendesse a importância de estar de pé”, diz Wagner Ribeiro, seu agente.

A fama de “cai-cai” é algo tratado com cuidado pelo estafe do atacante porque pode atrapalhar contratos publicitários. Mas uma alusão de Neymar a um graveto, criada pelo pai do atleta, é usada por pessoas próximas sempre que o assunto é tratado.

A teoria diz que um graveto, se fincado na terra e chutado, quebra facilmente.

Mas se ele é jogado para cima e atingido, não se despedaça. Por isso a ordem para Neymar é apanhar, mas sem estar com o pé no chão.

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