Arquivo

Archive for setembro \30\UTC 2013

Árbitro relata garrafada em assistente no Brasileirão

Raphael-ClausO árbitro Raphael Claus relatou na súmula a garrafada sofrida pelo seu assistente número 2, Bruno Salgado Rizzo, durante o duelo entre Portuguesa e Corinthians, e o Timão pode receber nova punição no STJD e perder até dez mandos de campo.

“Aos 8 minutos do 2º tempo, foi atirado uma garrafa plástica de água contendo líquido em seu interior, atingindo a cabeça do Árbitro Assistente nº 2, Sr. Bruno Salgado Rizo. A mesma foi atirada do local onde se encontrava a torcida do S.C.Corinthians Paulista. Informo que o Assistente não necessitou de atendimento médico”, relatou o juiz na súmula da partida.

O UOL Esporte entrou em contato com Paulo Schmitt, procurador do STJD, que disse que o Corinthians e a Portuguesa (por ser mandante do jogo) serão denunciados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala também de arremessos de objetos no gramado e prevê de um a 10 jogos de punição, além de multa que pode chegar a R$ 100 mil.

“As imagens foram solicitadas desde ontem [domingo]. O clube vai responder por arremesso de objeto no 213. Não só ele, como o mandante”, explicou o procurador.

O Corinthians já foi obrigado pelo STJD a mandar dois dos seus jogos no Brasileirão longe de seus domínios por causa dos incidentes entre a sua torcida e a do Vasco, pelo primeiro turno, no Mané Garrincha. Os confrontos contra Bahia e Atlético-PR serão disputados em Mogi Mirim.

Paulo Schmitt admitiu que, pelo fato de ser reincidente, o Corinthians tem mais chances de ser novamente punido. “Sem dúvida alguma”.

Na Libertadores, o Corinthians também sofreu punição por causa do seu torcedor. O episódio dos sinalizadores em Oruro-BOL durante o empate com o San Jose, que resultou na morte do torcedor Kevin Espada, também custou ao clube brasileiro a realização de uma partida (contra o Millonarios) com portões fechados.

Fonte: UOL Esportes

Categorias:Notícia Tags:,

Feliz Dia do Árbitro

Uma homenagem justa a todos aqueles profissionais e amadores que contribuem com o esporte.

Feliz Dia do Árbitro – 11 de Setembro.

arbitro

Categorias:Notícia Tags:

No dia do árbitro, Márcio Rezende Freitas lembra histórias da carreira

Ex-árbitro mineiro critica postura das federações e da CBF e conta casos de erros, acertos, risco de morte e confrontos com jogadores.

Ninguém no mundo do futebol sofre mais que o árbitro. Enquanto jogadores e técnicos são idolatrados, os responsáveis pelo andamento das partidas são xingados, alvos das duas torcidas durante os 90 minutos de jogo. É praticamente impossível ver um árbitro de futebol ser elogiado pelas duas equipes após o apito final. Para piorar, a carreira chega ao fim quando completam 45 anos, já que esta é a idade limite permitida pela Fifa. Aposentados, colecionam histórias e mais histórias do mundo da bola, desde torneios mais simples de categorias amadoras até Copas do Mundo. Prova de tudo isso é Márcio Rezende Freitas, que, neste 11 de setembro, dia do árbitro, relembrou o início da carreira, as histórias vividas nos gramados, a politicagem que impede a regulamentação da profissão e a pressão sofrida nos campos. Além disso, fez um balanço de como está a profissão no Brasil.

marcio_rezende_de_freitas

No futebol, a arbitragem não foi a primeira escolha do mineiro, de 52 anos, natural de Coronel Fabriciano. Márcio Rezende Freitas, como a grande maioria dos garotos brasileiros, queria ser jogador profissional. Para isso, tentou a sorte na base de clubes de Minas Gerais e de São Paulo. Zagueiro de estilo clássico, que lembrava o paraguaio Gamarra – como ele mesmo gosta de dizer –, o futuro árbitro começou a carreira no Acesita Esporte Clube, da cidade de Timóteo, interior de Minas. Depois, chegou aos juniores do Atlético-MG. Para jogar no Galo, teve que se mudar para Itaúna, a 100 quilômetros da capital mineira, pois o time havia montado um convênio com a universidade local. Lá, prestou vestibular. Depois, se formou em economia.

Márcio era o capitão e o cobrador oficial de faltas da equipe. Por problemas financeiros, o time acabou. Mas ele não ficou sem clube. Depois de vestir a camisa do Atlético-MG, passou pelo América-MG e pelo Votuporanguense, de São Paulo. Porém, uma lesão no tornozelo o impediu de continuar com o sonho de se tornar jogador profissional. Foi nesse momento que optou por fazer um curso de arbitragem, não para virar um profissional do apito, mas para ter mais informações sobre as regras do esporte.

– Nunca havia pensado em ser árbitro. Mas, quando parei de jogar futebol, no início da década de 1980, fiz um curso de arbitragem, mais por informação. Tinha jogado futebol minha vida inteira, mas não sabia nada de regra, o que era um absurdo. Isso acontece até hoje com os jogadores de futebol, o que é outro absurdo. Em 1981, fiz o curso, mais por informação. Mas só fui começar a apitar futebol mesmo em 1983.

No início, a arbitragem representava um complemento da renda que tinha como funcionário de um banco. Em 1983, depois do curso, Márcio Rezende foi inscrito no DFAC (Departamento de Futebol Amador da Capital), mesmo ano em que começou a atuar na várzea de Belo Horizonte. Ficou durante três anos no futebol amador. Nesse período, apitou “tudo o que se possa imaginar”, mas dois fatos foram marcantes: o primeiro jogo em que foi escalado e que nunca aconteceu, por causa de uma forte chuva, e a final de um torneio, em 1986, que foi o último jogo que o pai o viu apitar.

– Devo tudo o que consegui à várzea de Belo Horizonte. O primeiro jogo em que fui escalado foi no infantil, no domingo pela manhã, entre Santa Cruz e Ferroviária. Choveu tanto em Belo Horizonte, de sábado para domingo, que a trave caiu. Foi uma decepção, o primeiro jogo. Na época, achei que Deus havia me dado um sinal para não mexer com aquilo. Depois, vieram outros jogos. De 1983 a 1986, no amador, apitei tudo o que se possa imaginar.

O profissionalismo

A final do torneio amador de 1986 foi decisiva para o futuro de Márcio Rezende Freitas no futebol. Ao término do confronto, ele deu uma entrevista a uma emissora de rádio e declarou que seria árbitro do quadro da Fifa. Já tinha certeza de que queria aquilo. E os campos da várzea viraram os grandes estádios do Brasil e do mundo. As competições amadoras de Belo Horizonte se tornaram campeonatos estaduais, nacionais e internacionais. Desse período, se lembra de algumas situações perigosas.

A primeira foi em Honduras, em jogo válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. O clima para o confronto decisivo entre os donos da casa e o México estava tenso, pois Hugo Sánchez, jogador mexicano, havia dado uma declaração que ofendeu o povo de Honduras. Depois da partida, os torcedores queriam bater nos jogadores e no trio de arbitragem.

marcio_rezende_de_freitas2

Márcio na época que ainda atuava como árbitro internacional.

– Vejo muito árbitro falar que não, mas você tem que se informar, tem que ler os jornais da cidade, tem que saber de tudo o que acontece. Não dá para ficar alheio. E o Hugo Sánchez havia dito que Honduras era um chiqueiro e questionado como a Fifa permitia um jogo naquele lugar. Em campo, Hugo Sánchez pegava na bola, e todo mundo em cima dele. Ele dizia: “Resende, hay que me proteger”. Eu dizia: “Proteger? Li o jornal e vi o que você disse. Se vira, pede para sair”. Mas era um craque, fez dois gols.

O segundo caso foi em Medelín, na Colômbia. Após expulsar Aristizábal, ídolo do time colombiano, a torcida se revoltou. Só foi possível deixar o gramado com a presença de um veículo blindado do exército colombiano. Assim que chegou ao hotel, pegou um táxi e foi para o aeroporto da cidade. Porém, no meio do caminho, o veículo apresentou problemas e ficou no meio da estrada. Foi o momento em que mais temeu pela vida, já que poderia sofrer algum tipo de represália por ter expulsado o ídolo do Nacional.

– Logo no começo, Aristizábal quis me testar. Eu era menino, tinha 32 para 33 anos. Ele se jogou na área. Dei um amarelo para ele. Tudo o que se pode imaginar de palavrões ele falou comigo. Eu era novo, mas não era burro. Com 55 mil pessoas, se eu o expulsasse naquela hora, com 7 minutos de jogo, estaria morto. Disse a ele: “Você já está expulso, mas quem vai decidir a hora que você vai sair do campo sou eu”. Eles tomaram um gol, partiram para cima e empataram o jogo. No segundo tempo, se jogou na área de novo. Partiu para cima de mim, falou até que era o chefe do cartel e que iria me matar. Só levantei o vermelho.

O profissionalismo trouxe, também, o momento mais marcante da carreira: a Copa do Mundo de 1998, na França. Ele também esteve presente na edição anterior, nos Estados Unidos, mas apenas como stand by. Também foi ao Mundial de 2006, mas como assessor do quadro de árbitros da Fifa. A Copa de 1998 foi especial, não só porque ele atuou, mas por poder estar no jogo que marcou a estreia dos donos da casa da competição.

– Me marcou muito, porque me deu uma tremedeira antes do jogo, coisa que nunca tive. Tremia antes da partida. O pessoal cantava a Marselhesa, e só me vinha a imagem do campo da Ferroviária. Ventava muito na cidade, um vento de quase 70 quilômetros por hora. O vento carregava o som do apito e, às vezes, ninguém ouvia. Tive que correr mais, estar mais próximo. Isso marcou muito, porque fiz uma boa arbitragem.

Naquele jogo, estava Zinedine Zidane, camisa 10 e gênio da França. Porém, para ele, Zidane não foi o jogador mais habilidoso que viu atuar. Na opinião do ex-árbitro, Zico foi melhor.

– O jogador mais habilidoso que vi jogar e que, infelizmente, não apitei nenhum jogo dele, foi Zico. Fiz jogos do Júnior, que foi um craque também, mas Zico era fenomenal. O cara jogava muito, muito mesmo. Zico me marcou muito.

Pressão e cobrança constantes

Quando acertam, escutam que não fizeram mais que a obrigação e são pouco lembrados pelo êxito. Quando erram, passam um bom tempo criticados e cobrados, seja por torcedores ou pela imprensa especializada. Para Márcio Rezende, não há problema em ser criticado. Se houve o erro, a crítica é válida. O problema está na forma como a crítica é feita. Ele lembrou-se do caso ocorrido no Campeonato Brasileiro de 2005, quando, no jogo entre Corinthians e Internacional, no Pacaembu, não marcou um pênalti em Tinga e ainda expulsou o jogador do time gaúcho por entender que ele havia simulado a falta. Para ele, em alguns casos, sempre existe uma coisa a mais na crítica.

– O que dói, às vezes, é a contundência com que as pessoas te atacam, sem te conhecer. O objetivo é não errar. Mas a contundência das pessoas que não gostam de você, na hora que têm a chance, e é no seu erro que têm essa chance, é asquerosa. A crítica tem que existir. Se errou, tem que ser criticado, mas a contundência é muito grande. Você vê que há uma coisa a mais que a crítica.

A vida depois do apito

marcio_rezende_de_freitas3

Atualmente Márcio é comentarista de arbitragem da Rede Globo em MG.

Aos 45 anos, Márcio Rezende Freitas pendurou o apito. Não por vontade própria, mas por determinação da Fifa. E ele concorda que a idade certa para deixar os gramados é essa. O árbitro pode até começar mais cedo, mas 45 anos é o limite para o profissional.

Com as lembranças do passado, Márcio está certo de que a infraestrutura segue como o principal problema enfrentado pelos árbitros. Atualmente, o investimento é maior do que aquele da época em que atuava, mas ainda falta muita coisa para melhorar.

– O árbitro é quase um homem feito por ele mesmo. Na minha época, principalmente, não havia nada. O que os árbitros têm hoje é infinitamente maior do que tínhamos na época, porque não tínhamos nada. Mas eu, como tinha uma visão progressista, já tinha personal trainer contratado. Eu pagava. Me dedicava, tirava parte do meu dia para treinar. Estava às 6h na academia, três vezes por semana. Sempre investi na carreira, com curso de línguas e outras coisas. As federações não querem assumir, a CBF não que assumir, ninguém quer assumir, porque é um ônus, e todo mundo só quer bônus. A arbitragem, enquanto não mexer no cerne da questão, ou seja, dar uma qualidade profissional, buscar uma regulamentação, com boa remuneração, com condições e horas de treinamento, não vai mudar. Se o jogador faz um jogo no domingo, na segunda, faz um regenerativo. O árbitro não tem tempo. Chega ao aeroporto e tem que ir para o trabalho dele, porque tem de trabalhar. Na terça, já recebe a escala e vai apitar na quarta. É jogo em cima de jogo, e não há preparação. Ninguém se preocupa com isso.

Na época em que apitava, foi presidente da Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) por dois mandatos. Nessa época, foi elaborado um projeto para garantir maior infraestrutura aos árbitros brasileiros.

paulocesaroliveira_reu– Briguei com todo mundo. Briguei com a CBF, com o presidente da comissão de árbitros. O projeto já foi aprovado no Senado. Agora, está na Câmara, e já houve uma reunião para discussão da regulamentação desse projeto. Mas já tem 15 anos que isso se arrasta. Não vai ser fácil. Não creio que isso vingue por agora, mas a luta é longa. É um projeto que existe, que foi escrito, desenhado e entregue. Fui a Brasília várias vezes para discutir com deputados e senadores, mas é difícil, porque a própria bancada que ali está não deixa caminhar.

Na opinião de Márcio Rezende, a arbitragem brasileira é razoável. Poderia ser melhor, mas a CBF não tem interesse em investir na área. O problema não é financeiro, trata-se de uma questão política.

– Há um investimento, que não é suficiente, mas já há um investimento, uma preocupação. A CBF tem muito dinheiro para muita coisa, mas não tem dinheiro para a arbitragem. Sempre teve isso. Menos para alocar o recurso necessário naquilo que é para qualificar, capacitar e treinar os árbitros.

Sobre os grandes talentos da arbitragem brasileira, Márcio Rezende é enfático.

O Paulo César de Oliveira é um dos melhores que estão aí. É muito bom árbitro, um cara duro, sério. Um cara rigoroso, que não tem medo, que não se preocupa em ser politicamente correto. A CBF deveria fazer uma parceria com as federações, investir, mas o dinheiro tem que sair carimbado, porque, se não sair, ele some no percurso. Se não fizer isso, daqui dez anos, vamos discutir a mesma coisa.

Fonte: Globo Esporte

Juiz “fortão” malha 4 vezes por semana

Anderson Daronco abandona a carreira de professor de educação física para se dedicar à arbitragem e evita excesso de exposição pela aparência.

A estrutura muscular chama a atenção. Bíceps que chegam a esticar o uniforme amarelo parecem acima do padrão da classe dos árbitros brasileiros. São 12 anos dedicados a rotineiros treinos físicos entre academia e preparação específica para aguentar o tranco de apitar jogos pelo país. Formado em educação física, Anderson Daronco deixou de lecionar em um município próximo a Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para se dedicar exclusivamente à arbitragem devido ao conflito de horários e viagens em sequência. E faz questão de cuidar da imagem.

andersondaronco

– Não quero ser conhecido como o cara forte que apareceu no programa Fantástico ou pelo forte que apitou um ou três jogos, mas pela qualidade do trabalho. Quero mostrar qualidade em campo e conquistar meu espaço pelas atuações.

As atuações dentro de campo exigem força também. Uma força mental que é preparada desde o dia em que decidiu fazer o curso para se tornar juiz de futebol ainda aos 18 anos. Atualmente com 32, mais experiente e já com cabelos brancos, Daronco ouviu poucas e boas. As duas mais recentes foram do diretor executivo do Fluminense, Rodrigo Caetano, e do técnico do Flamengo, Mano Menezes.

No caso do dirigente, relatou na súmula do empate dos cariocas com o Atlético-MG, pela 18 ª rodada, o seguinte:

– Relato que, após o término da partida, o diretor executivo do Fluminense, Sr. Rodrigo Caetano, invadiu o campo de jogo, veio em direção à equipe de arbitragem e proferiu as seguintes palavras: “Eu tenho vergonha de ser do seu estado. Vai lá na área e faz o gol para eles. Vai se f…”. O mesmo teve que ser contido pelo policiamento.

Alguns dias depois, no último domingo, entrou no Mineirão para comandar Cruzeiro x Flamengo. Aí veio uma conversa ríspida que terminou com palavrões do técnico. Nada que abale a parte psicológica.

– O árbitro tem que ter a preparação, saber lidar com esse tipo de situação e manter a calma e respeito com o profissional que está atuando. O futebol deixa atletas e treinadores com a cabeça quente. Mas o árbitro tem que manter o nível de serenidade alto para saber lidar com o respeito que é exigido.

É na base das palavras que ele quer se impor. Garante nunca ter ouvido gracinha dos jogadores e, nas suas palavras, entende que os músculos avantajados não o fazem ser mais respeitado ou não.

Lições do handebol

andersondaronco2A carreira despontou em 2004, quando participou de seu primeiro jogo de times profissionais na Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho – somente em 2011 estreou pela Série A do Brasileiro. Aprendeu a ser competitivo mais cedo, porém. Logo aos 12 anos, iniciou uma tentativa abortada seis anos mais tarde na quadra. Treinado por um técnico russo quando praticava handebol como ponta, começou a participar de atividades rígidas e curiosas.

– Nosso treinamento de handebol era com um treinador russo. Se tu visse… Era um treino físico intenso. É difícil explicar pela especificidade, mas era muito estranho. Isso no início da década de 90 era muito intenso para a gente.

Mas a experiência valeu.

– O handebol é de muito contato, o treinamento envolvia muito contato físico. Pela posição que jogava, era velocidade e pouca recuperação. Isso talvez tenha me dado uma certa facilidade para suportar a demanda dos testes físicos e os treinamentos que venho realizando hoje. Eu jogava de extrema esquerda, mas parei quando comecei a apitar. Tinha medo de me lesionar e tive que abortar uma carreira não muito promissora – brincou.

A intensidade dos treinos aumentou. Quando não é escalado em jogos no fim e meio de semana, costuma se dedicar aos treinos quatro vezes por semana, com período de uma hora e meia na academia, com reforço muscular. Nas oportunidades em que vai para a pista de atletismo simular situações de jogo, o tempo de atividade chega a duas horas e meia.

– Existe preocupação com o trabalho psicológico também. É um treinamento integrado para desempenhar a função com excelência.

Como não pegou nenhum jogo no meio de semana, o planejamento de treinos será seguido à risca. Hora de ir para a academia.

Fonte: Globo Esporte

Categorias:Notícia Tags:

Profissão de árbitro de futebol cada vez mais perto

A regulamentação da profissão de árbitro de futebol está cada vez mais perto de ser alcançada. O projeto de Lei que trata do assunto já pode ser votado pelo plenário do Senado, após a Comissão de Assuntos Sociais desta Casa Legislativa ter aprovado nesta quarta-feira, 4, o relatório do senador Paulo Davim, pela rejeição do Substitutivo da Câmara dos Deputados.

Na primeira vez que foi votado no Senado, o projeto foi aprovado. Depois, seguiu para a Câmara dos Deputados que sugeriu algumas modificações. Agora voltou ao Senado, a quem cabe, em última instância de tramitação, decidir se aprova o substitutivo ou mantém a redação original.

O relator na Comissão de Assuntos Sociais do Senado apontou que a regulamentação dessa profissão, na forma como se encontra no Substitutivo da Câmara dos Deputados, acarretaria violação do direito individual de exercício dessa atividade, malferindo o disposto no inciso XIII, do art. 5º da Constituição Federal. Com isso, Paulo Davim opinou pela rejeição do Substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 294, de 2001.

A diretoria da ANAF, através do presidente Marco Antônio Martins e secretário Arthur Alves Junior, acompanharam a reunião da Comissão de Assuntos Sociais do Senado e destacaram que o relatório foi aprovado por unanimidade, com manifestações públicas em favor da profissionalização da arbitragem das senadoras Ana Amélia Lemos e Vanessa Grazziotin, além de Paulo Davim.

“A profissionalização da arbitragem avançou bastante graças a mobilização da comissão formada pela ANAF e pelos sindicatos”, disse Marco Antônio Martins.

Em Brasília, Arthur Alves Junior e Marco Antônio Martins visitaram o Deputado Federal Renan Filho na tarde de terça-feira para entrega do oficio pedindo apoio ao Projeto de Lei do Senado nº 294 de 2001.

anaf-prof

Fonte: ANAF

Categorias:Notícia

Massagista evita gol e elimina Tupi

Membro da comissão técnica do time goiano salva gol dos mineiros aos 44 do 2º tempo. Jogo fica empatado por 2 a 2 e tem confusão após apito final.

Foi com muita polêmica, emoção e revolta. Tupi-MG e Aparecidense-GO empataram por 2 a 2 na noite deste sábado, pelas oitavas de final da Série D, em Juiz de Fora, placar que classificou o time goiano no critério de gols marcados fora de casa. O primeiro jogo havia terminado empatado em 1 a 1. No entanto, a realidade poderia ser diferente. O lance mais polêmico do jogo aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo. Após chute de Ademilson, a bola ia entrando, no que seria o gol da classificação do Tupi, mas o massagista da Aparecidense, Romildo Fonseca da Silva, conhecido como “Esquerdinha”, invadiu o campo e tirou o gol certo do time da casa.

tupi01

O lance revoltou torcedores, comissão técnica e jogadores da equipe mineira. O jogo ficou paralisado por 20 minutos, mas foi reiniciado pelo árbitro baiano Arilson Bispo da Anunciação. No final, o empate foi favorável aos goianos. A torcida do Tupi-MG ainda fez pressão no fim e chegou a arremessar uma pedra em direção ao ônibus do Aparecidense. A diretoria do Galo Carijó promete recorrer à justiça desportiva para tentar anular o resultado da partida. Caso o placar seja mantido, a equipe goiana, que avançou para as quartas de final, espera o vencedor de Resende e Mixto.

O lance não é novidade no futebol brasileiro. No Campeonato Paranaense de 1981, Colorado (atual Paraná Clube) vencia o Toledo por 1 a 0, na Vila Capanema, em Curitiba. Um empate tiraria a equipe mandante da competição. Aos 43 minutos do segundo tempo, um atacante do Toledo avançou e tocou para o gol. A bola tinha direção certa e balançaria as redes.

No entanto, o preparador físico do Colorado, Luiz Matter, invadiu o campo e tirou o gol do Toledo. O juiz daquela partida, Célio Silva, deu bola ao chão, e o placar foi mantido. Matter chegou a ser suspenso, mas voltou a atuar no futebol e passou por vários clubes paranaenses, além de ter sido auxiliar-técnico de Levir Culpi no Botafogo, em 2002.

Equilíbrio na primeira etapa

Em busca da vaga nas quartas de final, o Tupi começou o jogo pressionando a Aparecidense e, logo no início, aos cinco minutos, Ademilson quase marcou. Aos 17 minutos, outra chance carijó: Núbio Flávio invadiu a grande área, mas Michel chegou atrasado. Depois de fazer um bom jogo em Goiás, o meia foi bem marcado pela defesa visitante.

Enquanto o Tupi não conseguia chegar ao gol, o Aparecidense começou a ganhar espaço e a assustar o Galo Carijó. Aos 26 minutos, Renato chutou e quase marcou para os goianos. Em seguida, nova chance para a Aparecidense: Diego Lira partiu para cima da zaga, mas chutou fraco para a defesa de Victor.

Após insistir, o Aparecidense finalmente conseguiu marcar. Aos 33 minutos, Giovane chutou de fora da área e marcou um belo gol: 1 a 0 para o time de Aparecida de Goiânia, que foi para o intervalo em vantagem.

Invasão e confusão no fim

No segundo tempo, Tupi e Aparecidense voltaram para o campo determinados. Melhor para o Galo Carijó, que com pouco mais de um minuto de jogo da etapa complementar empatou com o artilheiro Ademilson. Foi o décimo gol dele na Série D.

tupi-aparecidense-05

A alegria, no entanto, durou pouco. No lance seguinte, aproveitando distração da defesa do time mineiro, Cleiton colocou a Aparecidense novamente na frente.

O gol dos visitantes acordou o Tupi. Em cobrança de falta, Rafael Estevam chutou, a bola desviou no adversário e traiu o goleiro rival, entrando no canto esquerdo. Tudo igual: 2 a 2.
Dos 30 minutos do segundo tempo em diante a Aparecidense começou a se fechar. O Tupi foi pra cima e quase voltou a ficar à frente no placar. Em cobrança de falta, Rafael Estevam voltou a levar perigo ao gol adversário.

Aos 37 minutos, mais um lance perdido pelo Tupi. Núbio Flávio cortou pelo meio, mas na hora de chutar foi bloqueado pela defesa.

O lance mais polêmico do jogo aconteceu aos 44 do segundo tempo. Ademilson se livrou da marcação e bateu. A bola ia entrando quando o massagista do Aparecidense, conhecido como ‘Esquerdinha’, invadiu o campo e tirou o gol certo do Tupi. Além do protesto pela atitude do membro da comissão técnica, os jogadores do Tupi reclamaram da arbitragem, insistindo que a bola já teria ultrapassado a linha do gol quando foi interceptada.

O lance revoltou torcedores, comissão técnica e jogadores. O jogo ficou paralisado por 20 minutos. Torcedores gritavam “vergonha”, até que os atletas foram orientados a voltar a campo para o reinício do jogo.

O jogo foi reiniciado e o árbitro deu cinco minutos de acréscimo, mas a pressão carijó não teve organização. Soou o apito final. A torcida cercou o portão de saída do estádio. Uma pedra chegou a ser lançada em direção ao ônibus do Aparecidense, mas atingiu outro veículo que estava estacionado no local.

Em declarações à imprensa próximo ao gramado, dirigentes do Tupi prometeram levar o caso à CBF e à Justiça.

Categorias:Notícia

Jogador exagera e abraça árbitra em campo

Um lance inusitado marcou a rodada da Copa Kaiser, o principal torneio do futebol amador de São Paulo, no último domingo. No segundo tempo da vitória do Nápoli/Vila Industrial sobre o Coroado/Guaianases por 2 a 0, a árbitra Regildenia Holanda de Moura foi abraçada e levantada pelo atacante Digão, do Nápoli, durante a comemoração de gol.

A juíza, que faz parte do quadro feminino da Fifa, não se impressionou com a festa: anulou o lance, marcando falta no goleiro Caveira.

O jogo terminou, mesmo, 2 a 0 para o time da Vila Industrial.

comemoracao

Fonte: Papo de Várzea UOL

Categorias:Notícia Tags:
%d blogueiros gostam disto: