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Archive for agosto \27\-03:00 2015

New York Red Bull marca gol após cobrança de escanteio ilegal na MLS

Na última quarta-feira, em partida válida pela Liga Norte Americana de Futebol (MLS), o New York Red Bulls marcou um gol contra o time Chicago Fire, após a cobrança inválida de um tiro de canto.

Aos 4 minutos do segundo tempo, o jogador Lloyd Sam do Red Bulls abandonou a cobrança do tiro, mas antes deu dois toques na bola. O seu companheiro de equipe, Sacha Kljestan conversou algo com o bandeirinha e partiu em direção à área adversária tocando a bola, como se ela estivesse em jogo. Sem reação, os jogadores do Chicago Fire esqueceram de marcar Ronald Zubar.

O camisa 23 do New York Red Bulls, que estava livre, tocou para dentro das redes e empatou o jogo em 2 a 2. Perto do final, o Chicago Fire conseguiu se recuperar e voltou a comandar o placar para vencer o jogo por 3 a 2.

A malandragem da jogada do New York Red Bulls no escanteio gerou polêmica. A contestação do Chicago Fire foram os dois toques de Lloyd Sam, responsável por colocar a bola em jogo, algo ilegal no futebol.

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Árbitro de 65 anos é agredido na Rússia

As agressões aos árbitros são sempre duros golpes contra a integridade física e moral dos homens e mulheres da classe, causadas por pessoas selvagens e desequilibradas. Mas este caso tem um agravante ainda pior.

Na Rússia, ao final da partida entre Porkhov e Gdov, um árbitro de 65 anos, que tentava apaziguar uma confusão entre jogadores de ambas as equipes, foi covardemente agredido com um chute no rosto e posteriormente o soco na cabeça por trás, vindo a cair desmaiado no chão, permanecendo inerte por muito tempo. Apenas um homem ficou no local ajudando, enquanto a confusão continuava entre os presentes.

Segundo relatos, o árbitro foi hospitalizado com queixas de perda de memória, tontura e náuseas. Não tivemos mais informações sobre o estado de saúde deste senhor. Torcemos para que tudo tenha ficado bem.

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CBF estuda acabar com o sorteio de árbitros no Brasileiro

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Em meio à crise de arbitragem, com seguidos erros em jogos decisivos, a CBF estuda acabar com o sorteio para escolha dos juízes do Brasileiro e Copa do Brasil. Utiliza-se de uma brecha da Lei do Profut. A medida seria implantada nesta semana, mas a confederação a adiou para ouvir o governo federal. A ideia é substituir as bolinhas por uma audiência em que os clubes opinariam na definição.

O texto da Lei do Profut estabeleceu alteração no artigo 32 do Estatuto do Torcedor, que trata do sorteio. Pela nova legislação, os árbitros devem ser escolhidos “mediante sorteio, dentre aqueles previamente selecionados, ou audiência pública transmitida ao vivo pela rede mundial (…).”

A CBF entende que, com isso, pode acabar com o sorteio. Durante o sorteio da semana passada, a comissão de arbitragem comunicou os clubes que já não haveria a determinação dos nomes pelas bolinhas para a próxima rodada. “Entenderam que teriam esse poder e avisaram o nosso funcionário. A CBF não tem poder para fazer isso”, afirmou o diretor de futebol do Atlético-MG, Eduardo Maluf, que não gostou da ideia.

O departamento de comunicação da CBF confirmou que havia a intenção de acabar com o sorteio e realizar a escolha de juízes por meio de uma audiência pública. A comissão da confederação definiria um nome, e dois representantes dos clubes diriam se aprovavam o juiz ou não. Só que decidiu adiar o projeto para 2016.

“A intenção era modificar, imediatamente, o sistema. Porém, a CBF avaliou como prudente a manutenção do sorteio até o fim deste ano. Enquanto isso, a entidade vai esclarecer junto à União como funcionaria o modelo de escala por audiência pública”, explicou a CBF.

O sorteio tem como objetivo justamente reduzir o poder da confederação na escala. Sem ele, ficará nas mãos do presidente da comissão, Sério Corrêa, a escolha de todos os juízes. Apesar dos seguidos erros em jogos decisivos no Brasileiro, a diretoria da entidade apoia o responsável pelos juízes.

“A avaliação é de que o trabalho dele é muito bom. Tem imposto disciplina, houve uma melhora da qualidade dos jogos. O balanço é positivo. Esse final de campeonato que é mais tenso”, analisou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Os erros de árbitros têm sido punidos. Temos o máximo de transparência.”

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos

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CBF quer punir árbitro que erra para o fim da “imagem protetora”

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A cúpula da CBF avalia como boa a gestão de Sérgio Corrêa no comando da comissão de arbitragem, mas tem avaliado que há “proteção demais” aos juízes.

A orientação agora é: se errar, punir. Se errar de novo, aumentar a punição.

A impressão na confederação é que um árbitro errar, e na rodada seguinte estar na escala, passa a impressão de que a CBF não pune quando o lance é considerado uma falha. A explicação de que há casos em que a decisão é interpretativa, como nos toques com a mão, não colou com dirigentes da entidade.

Árbitros poderão ficar mais tempo fora da escala, e participar de mais cursos de reciclagem.

Internamente, na CBF se comenta que o problema de punir alguns árbitros com suspensão da escala prejudicaria alguns que já tentam viver da arbitragem, e largaram ou congelaram suas profissões.

De qualquer maneira, a CBF elogia algumas mudanças de conceito que Sérgio Corrêa implementou na comissão, como orientar os árbitros a deixar o jogo seguir mais.

A entidade tem divulgado números de diminuição de faltas no Brasileiro e de aumento do tempo de bola rolando.

Até a 16ª rodada, por exemplo, foram quase mil faltas a menos (5.443 x 4.494). Até o fim do primeiro turno, sempre segundo a entidade, era pouco mais de 52 minutos de bola rolando em 2014, contra 55 em 2015.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Arbitragem é agredida em pancadaria no Feminino do Equador

agressao-equadorAs jogadoras do Esmeraldas e Cotopaxi se envolveram em uma batalha campal durante partida disputada no Equador. O jogo era válido pelo torneio juvenil do país. A briga começou depois que o Cotopaxi conseguiu virar a partida. O time perdia por 2 a 0, mas virou para 3 a 2.

Revoltadas, as atletas do Esmeraldas partiram para cima da arbitragem, agredindo o juiz com chutes. Houve briga na entrada do vestiário. Algumas atletas do Esmeraldas atiraram objetos em direção à arquibancada.

O Ministério da Educação do Equador analisará o incidente e estuda punir as jovens atletas.

Veja o vídeo aqui.

Fonte: UOL

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Brasileiro tem o pior salário entre juízes das grandes ligas do mundo

Árbitro da NFL, da Série A do Brasileiro ou do futebol europeu: quem ganha mais?

Árbitro da NFL, da Série A do Brasileiro ou do futebol europeu: quem ganha mais?

Os protestos antes da rodada de meio de semana do Campeonato Brasileiro recolocaram em pauta a discussão sobre os ganhos dos árbitros. Cobrando o direito a receber 0,5% dos valores de direito de transmissão de TV, os juízes do país ganham de R$ 2,3 mil até R$ 4 mil por jogo na Série A. Muito ou pouco?

Na comparação com outras ligas pelo mundo, ninguém ganha tão mal. No Brasil, um juiz Fifa recebe R$ 3.450 por partida na Série A. Se for CBF 1, nível dos melhores do país que não integram o quadro da entidade máxima do futebol, R$ 2.350. Nos dois casos, há bônus de R$ 500 para jogos apitados fora de seu estado.

Na Copa do Brasil, a tabela é semelhante. A partir das oitavas de final até a semi, são R$ 3.650 para árbitros Fifa e R$ 2.670 para aspirantes. Na decisão, os valores sobem, respectivamente, para R$ 4.300 e R$ 3.000 mil. Nos campeonatos estaduais, cada federação tem uma divisão diferente nos salários de seus filiados.

A grande liga que mais se aproxima do salário por partida de um árbitro do quadro Fifa na Série A do é a NBA. Na elite do basquete norte-americano, também há quem ganhe R$ 3,4 mil por jogo. O valor que é teto no Brasil, porém, é o piso de árbitros novatos por lá – e eles, ainda assim, podem chegar a receber R$ 6,8 mil.

Já na comparação com juízes experientes da NBA, os brasileiros ficam no chinelo: os ganhos desses árbitros variam de R$ 10,4 mil a R$ 15,4 mil por duelo. Como a competição tem muito mais partidas que a Série A, os rendimentos anuais são assombrosos: R$ 696 mil para os mais jovens e até R$ 1,9 milhão para veteranos.

O árbitro mais escalado da Série A em 2014, por exemplo, foi Ricardo Marques Ribeiro, com 24 jogos. Com os valores da tabela de 2015, isso representaria um ganho de R$ 82.800. Fora isso, ele também recebeu por jogos apitados no Mineiro, Série B e Copa do Brasil, mas, com certeza, ficou longe do padrão NBA.

Ainda nos EUA, os juízes da NFL ganham de R$ 8,7 mil a R$ 10,4 mil por jogo. Anualmente, recebem cerca de R$ 602 mil, podendo ser um pouco menos, no caso de um novato (R$ 271,4 mil), ou mais, para veteranos (R$ 713,4 mil). Fora isso, eles já têm garantido aumento para 2019, que elevará a média para R$ 650,7 mil.

No futebol europeu, o salário que mais se aproxima do dos brasileiros é o pago em Portugal, onde os árbitros recebem R$ 4,5 mil por jogo. No Campeonato Inglês, o valor por partida é idêntico, mas os juízes, profissionais, têm direito a um bônus anual que varia de R$ 148,6 mil a R$ 162,1 mil, de acordo com sua experiência.

Em todas as outras grandes ligas, os valores pagos aos homens do apito são muito distantes dos da Série A do Brasileiro. A Espanha é quem melhor remunera seus árbitros, pagando R$ 23,1 mil por jogo. A Alemanha vem na sequência, com R$ 13,8 mil/partida; depois, a Itália, com R$ 13,1 mil; e a França, com R$ 10,6 mil.

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O jogador surdo mudo que já foi expulso por reclamação

desnica-damir-88A arbitragem não está aliviando para ninguém neste Brasileirão. Com a recomendação de coibir reclamações por parte de jogadores e técnicos, os árbitros têm distribuído cartões vermelhos ao menor sinal de cara feia. A situação levou alguns expulsos a dizerem coisas do tipo “querem que a gente seja mudo”. Mas será que isso adiantaria para facilitar a vida da juizada? A história mostra que talvez não…pelo menos por um caso.

Em novembro de 1984, o pequeno clube croata (na época, iugoslavo) HNK, da cidade de Rijeka, entrou em campo contra o poderoso Real Madrid no Santiago Bernabéu. A partida valia pelas oitavas de final da então Copa da Uefa e, surpreendido na partida de ida, o time merengue precisava reverter uma derrota de 3 a 1. Abriu 1 a 0 no placar, mas encontrava grandes dificuldades em furar o bloqueio do HNK. Isso até o juiz dar uma mãozinha e expulsar de campo, por reclamação, o atacante Damir Desnica aos 30 minutos do segundo tempo. Detalhe: ele era surdo. E praticamente mudo. Desnica não fala. Até hoje, é capaz, no máximo, de emitir alguns poucos sons.

Outros dois jogadores do time croata foram expulsos e o Real Madrid acabou se classificando com uma vitória de 3 a 0. A partida entrou para a história como um exemplo das supostas bizarrices que os árbitros de então eram capazes de cometer em benefício do Real Madrid. A história do jogador surdo e mudo expulso por reclamação já foi contada por jornais espanhóis como o “Marca” e o “AS”, sendo que o último entrevistou Desnica em 2011.

Uma das versões sobre o que teria acontecido em 7 de novembro de 1984 é a de que, na realidade, o croata recebeu o segundo cartão amarelo por retardar uma cobrança de escanteio. Porém, de acordo com o “AS”, jornalistas espanhóis relataram à época que a expulsão foi mesmo por Desnica ter “insultado” a arbitragem. Na entrevista concedida ao jornal, o próprio jogador garante que essa é a verdade. E conta que, mesmo antes de chegar ao estádio, já sentia que as coisas não seriam nada fáceis. “Sentíamos que os árbitros sempre favoreciam o Real Madrid, o que não era necessário porque era o melhor time do mundo”, disse o croata.

O croata em sua entrevista para o “AS”

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Desnica é capaz de fazer leitura labial, mas contou sua versão da história ao jornal espanhol com a ajuda de um membro da associação local de surdos, um jornalista local e de um bloco de notas. Ele explicou que normalmente entendia o que a arbitragem marcava pelos gestos dos companheiros e porque eles paravam quando algo era apontado. E, para se ter uma ideia do que sua expulsão significou, Desnica disse que a eliminição do time foi a maior desilusão da carreira dos jogadores do HNK. E engana-se quem pensa que o croata teve uma carreira qualquer.

Nas nove temporadas em que atuou pelo HNK, Desnica ajudou o time em sua época de ouro. Encarando de frente os grandes iugoslavos Estrela Vermelha, Partizan Belgrado, Hajduk Split e Dinamo Zagreb, a equipe venceu a copa local em 1978 e 1979. E Desnica chegou a jogar pela seleção iugoslava, anotando um gol na derrota para a Romênia por 3 a 2 em 1978. Ao todo, Desnica marcou 65 gols em 349 partidas e jogou também pelo KV Kortrijk, da Bélgica, e pelo Pa?inka Pa?in, da Croácia, onde se aposentou em 1993.

O que Desnica diria a uma criança com a mesma deficiência que ele? “Que sim, tudo é possível. De verdade. Com esforço, dá para conseguir as coisas na vida. É preciso aceitar que não se pode escutar, é preciso rir e ser duro”.

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Chefe da Arbitragem diz que árbitro acertou em pênalti para o Corinthians

“Foi extremamente feliz”, diz Sérgio Corrêa, sobre marcação de Luiz Flávio de Oliveira em lance de bola na mão de Rithely, na derrota do Sport por 4 a 3.

Presidente da Comissão da Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa defendeu o árbitro Luiz Flávio de Oliveira das críticas, feitas por parte do Sport, em relação à marcação de um pênalti a favor do Corinthians na vitória por 4 a 3 contra o Leão, na noite de quarta-feira, em Itaquera. Quando o jogo estava 3 a 3, a bola bateu no braço de Rithely aos 39 minutos do segundo tempo, o árbitro assinalou pênalti e Jadson marcou, definindo a vitória alvinegra.

– Ele acertou, foi extremamente feliz. Foi uma grande partida, com um grande público, com duas grandes equipes, um 4 a 3, tudo o que sonhamos. Uma arbitragem qualificada, jogadores disputando futebol sem reclamação. Foi um respeito ao torcedor – afirmou o dirigente.

detalheO que causou grande polêmica dias antes do jogo, porém, foi a escalação de um árbitro paulista para o confronto que envolveu o Corinthians. O procedimento vem sendo adotado pela CBF. Corrêa descarta qualquer conflito de interesses ao adotar este tipo de prática.

– Não é um processo de hoje, foi iniciado no ano passado com árbitros, assistentes e adicionais. Neste ano, já tivemos 17 jogos neste sentido, de confiança ao homem, ao cidadão brasileiro, àquele profissional que, no campo, como os jogadores, é o que menos quer errar. Pois se errar, pode ficar fora das próximas designações, corre esse risco. Depois de um grande trabalho de pesquisa e treinamento, concluímos que eles estão preparados para essa pressão.

Na quinta rodada, o mesmo Luis Flávio ignorou lance muito parecido na vitória do Cruzeiro por 1 a 0 contra o Flamengo, no Mineirão. Na partida, o atacante Alecsandro cruzou e a bola bateu no braço de Pará, da Raposa, dentro da área. O pênalti, porém, não foi marcado. Para Sérgio Corrêa, a mudança de postura não significa uma falta de critério, mas uma evolução.

– Foi pênalti também, na oportunidade conversamos com os instrutores. Não é possível que ele tenha entendido e interpretado corretamente? Houve uma evolução. No jogo anterior, Luiz Flávio se equivocou pelo posicionamento, pela mão estar no lado oposto. Neste lance do Sport ele estava bem posicionado e marcou. Jogador erra, árbitro erra, mas o mais importante é ter boa fé.

Fonte: SporTV

Árbitros fazem protesto antes de jogos contra veto de Dilma

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Descontente com o veto da presidente Dilma Rousseff ao item da Medida Provisória (MP) do futebol que assegurava o direito de arena dos árbitros, a categoria fez um protesto antes dos jogos da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

As manifestações começaram já nos primeiros jogos dessa quarta-feira (12), que começaram às 19h30: Flamengo x Atlético-PR, no Maracanã, e Coritiba x Palmeiras, no Couto Pereira, em Curitiba.

Os árbitros e assistentes fizeram protesto triplo: entraram em campo com uma faixa preta no braço e outra no pulso, atrasaram as partidas em um minuto e levantaram a placa de substituição com os números zero e cinco – em alusão ao valor de 0,5% dos direitos de transmissão que seriam repassados aos juízes e foi vetado por Dilma na MP.

O mesmo roteiro se repetiu um pouco mais tarde, nos jogos das 21h: Santos x Vasco, na Vila Belmiro, e Goiás x Chapecoense, no Serra Dourada.

A Associação dos Árbitros calcula que deixará de receber de R$ 7 milhões a R$ 9 milhões com o veto.

“É a primeira manifestação desta envergadura na história da arbitragem brasileira”, destacou em nota oficial a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf).

“É importante salientar que os atletas (justamente) já possuem o direito de arena de 5% garantido em lei. Aos árbitros seria destinado 0,5%, o que seria suficiente para garantir à categoria melhores condições de trabalho”, acrescenta o comunicado.

Entenda a manifestação

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A entidade havia manifestado intenção de fazer greve nos jogos da rodada do torneio nacional no último fim de semana. Depois, alteraram os planos em virtude do veto da presidente a um dos itens da Medida Provisória 671 (a MP do futebol), sancionada na quarta-feira (transformada em Lei 13.155).

O item vetado se referia ao repasse ao sindicato dos árbitros de 0,5% referente a Direito de Arena, recurso oriundo dos direitos de transmissão.

Os sindicatos de atletas, por exemplo, recebem 5% do Direito de Arena, cujo valor é repassado aos atletas. Os árbitros não recebem a Arena.

Um árbitro de Série A recebe de R$ 2.800 a R$ 3.800 por partida (árbitros Fifa ganham mais em relação aos demais profissionais utilizados pela CBF).

Nesta quinta-feira (13), os sindicatos de arbitragem de todas as regiões do Brasil se reunirão em assembleia geral da Anaf para discutir o veto de Dilma.

O texto inicial da MP do futebol propunha que 0,5% do valor dos direitos de transmissão fosse repassado aos juízes, o que foi rechaçado pelo Palácio do Planalto.

“É muito importante esclarecer à população que a origem dos recursos sairia do valor pago pela empresa detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão, sem qualquer ônus para o Estado Brasileiro”, finaliza o comunicado.

Para a assembleia dessa quinta, a possibilidade de greve não está descartada. Neste caso, a paralisação afetaria as partidas das séries A, B, C e D do futebol brasileiro.

Fonte: UOL

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Sem direito de arena, árbitros serão convocados para discutir greve

Marco Antônio Martins é a favor da greve dos árbitros de futebol (Foto: Daniel Mundim)

Marco Antônio Martins é a favor da greve dos árbitros de futebol (Foto: Daniel Mundim)

Um veto da presidente Dilma Rousseff a um dos itens da Medida Provisória 671, sancionada na quarta-feira e transformada na Lei 13.155, gerou insatisfação aos árbitros. No texto publicado na última quarta-feira no Diário Oficial da União, o parágrafo 1º do artigo 42, que dava direito aos juízes de um repasse de 0,5% dos valores de direito de arena, vindos de transmissão de TV, foi vetado. Em seminário promovido pela CBF para a arbitragem, o presidente da Associação dos Árbitros de Futebol (Anaf), Marco Antônio Martins, mostrou sua revolta com a decisão e disse que vai propor em reunião, possivelmente na tarde desta sexta-feira, a greve da categoria. Mas descartou a paralisação na 17ª rodada do Brasileirão. O árbitro Sandro Meira Ricci já se manifestou contrário ao movimento. Será analisada também a possibilidade de um protesto simbólico neste fim de semana.

– Vamos fazer uma assembleia na semana que vem em cada estado, e a minha proposição é essa (de greve). Não temos outra solução, acho que tem que tomar uma medida drástica. Claro que a greve é a última medida a se tomar, mas acho que é o caso. Lutamos muito por esse direito, e o Poder Executivo, acho que por pressão da bancada da bola, que defende o interesse dos clubes, vetou o artigo. Mas vamos ouvir a categoria, os árbitros – declarou Marco Antônio.

Segundo Marco, o repasse significaria cerca de R$ 9 milhões que poderiam ser distribuídos à classe por campeonato. O cálculo do presidente da Anaf é de que isso renderia por volta de R$ 10 mil por partida para que fosse dividido pelo trio de arbitragem e o quarto árbitro.

– Houve uma perda muito grande de uma batalha que a arbitragem vem tendo há mais de 15 anos para ser reconhecido esse direito de imagem e de arena. Esse item era de convencimento do Senado e da Câmara dos Deputados. Foi uma luta muito grande, e uma decisão monocrática do Poder Executivo retirou mais um direito dos trabalhadores. Não é investimento público, esse direito vem da iniciativa privada.

Atualmente, os árbitros que possuem o escudo Fifa ganham cerca de R$ 4 mil por partida. Um aspirante à Fifa leva por volta de R$ 3,2 mil, e os demais ganham R$ 3 mil, todos em valores brutos. Marco Antônio diz que deve se reunir informalmente com os juízes presentes ao seminário desta sexta-feira para discutir o assunto. Inicialmente, o presidente da Anaf vai propor uma ação judicial para que impeça a divulgação da imagem dos árbitros de futebol.

– Ação para que a gente impeça a veiculação da imagem dos árbitros nas partidas. Já que não querem que a gente receba esse direito que temos, então tudo bem, a imagem do árbitro não deve ser reproduzida. Essa é uma ação que deve ser por parte dos árbitros. O direito de imagem é pessoal. Mas vamos conversar com eles para ver qual direito vamos tomar – explicou Marco, que não soube explicar como a restrição à veiculação das imagens dos árbitros seria feita.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, afirmou que uma greve só poderia ser feita após uma assembleia. Ele defendeu o diálogo com a Anaf, mas deu a entender que não haverá paralisação.

– A Anaf é uma entidade independente, tem seus mecanismos de análise. Talvez seja uma opinião pessoal dele (Marco Antônio Martins). Tudo que você faz nesse sentido, uma convocação, uma deflagração de greve, se convoca uma assembleia. Acho que ainda não deu tempo para discutir isso. Ainda não falei com ele. Temos um diálogo respeitoso, as entidades se respeitam. Nada será feito para trazer prejuízo ao torcedor, ao espetáculo, à competição. São pessoas responsáveis e não farão nada sem autorização de suas assembleias, algo que possa colocar em risco uma competição que está tendo números expressivos, uma evolução tremenda. Mas temos que respeitar a indignação – afirmou Sérgio Corrêa.

Sandro Meira Ricci é contra a greve

O árbitro Sandro Meira Ricci é contra o movimento (Foto: Daniel Mundim)

O árbitro Sandro Meira Ricci é contra o movimento (Foto: Daniel Mundim)

Um dos principais árbitros brasileiros na atualidade, Sandro Meira Ricci também não escondeu sua insatisfação com o veto da presidente Dilma, mas acha que a paralisação das atividades não seria a melhor medida.

– Eu soube só agora sobre isso (possibilidade de greve), ninguém havia me falado sobre isso. Obviamente que não ficamos felizes com o veto, porque tínhamos uma expectativa muito grande de ter um reconhecimento maior para a categoria através desse 0,5%, mas acho que em toda categoria a greve tem que ser o último recurso. Acho que nem o primeiro recurso foi gasto. Está muito cedo, muito mesmo, para começar a falar em greve. Temos outras alternativas a serem adotadas – opinou o árbitro, que foi o único brasileiro na última Copa do Mundo e é economista.

Segundo Ricci, a melhor medida seria a negociação política. Com os vetos, o processo normal é que o texto retorne ao Congresso para discussão dos itens retirados pela presidente. O árbitro espera que a Anaf e os árbitros tentem convencer deputados e senadores a incluírem o item novamente na lei e que o texto seja aprovado por Dilma Rousseff.

– Agora é trabalhar junto ao Congresso para resgatar a legislação que a gente queria e eliminar o veto presidencial. A gente deveria estar falando nisso. Esse é o primeiro passo, não a greve. É importante que nós e todos os outros estejamos concentrados em apoiar a Anaf nesse trabalho com o Congresso Nacional – declarou Sandro.

A principal referência para os árbitros no Congresso é o ex-juiz Evandro Rogério Roman, que é deputado federal pelo PSD-PR. Ele foi um dos responsáveis pela articulação política para a inclusão do item que dá aos árbitros 0,5% do direito de arena. Apesar da insatisfação, a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro nas próximas rodadas, ao menos por enquanto, está descartada.

– É uma atitude que tem que ser tomada em acordo com a CBF. Tenho certeza que a CBF tem interesse que nós tivéssemos esse direito. Não tem por que prejudicar o campeonato de quem é nosso parceiro – avalia Ricci.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique também acha improvável que aconteça a greve.

– Acho muito difícil, porque a Anaf sempre esteve alinhada à CBF, com os árbitros, com os clubes, com o poder público e com o futebol para fazer o melhor. Com um calendário apertado como um nosso, você acaba com um ano se você paralisar por uma, duas rodadas o campeonato. Atrasa todas as competições. Falo por mim, não é pela Anaf. A impressão que tenho é que a Anaf sempre quer o consenso, e o consenso hoje é conversar – afirmou.

Por isso, Marco Antônio acredita que a greve, se acontecer, não será nas próximas rodadas.

– Ainda vamos ouvir os árbitros, os sindicatos de cada estado, não acho que as rodadas estejam ameaçadas. Mas, na minha opinião, a situação pede isso (greve) – declara Marco Antônio.

Fonte: Globo Esporte

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