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Archive for agosto \13\-03:00 2015

Chefe da Arbitragem diz que árbitro acertou em pênalti para o Corinthians

“Foi extremamente feliz”, diz Sérgio Corrêa, sobre marcação de Luiz Flávio de Oliveira em lance de bola na mão de Rithely, na derrota do Sport por 4 a 3.

Presidente da Comissão da Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa defendeu o árbitro Luiz Flávio de Oliveira das críticas, feitas por parte do Sport, em relação à marcação de um pênalti a favor do Corinthians na vitória por 4 a 3 contra o Leão, na noite de quarta-feira, em Itaquera. Quando o jogo estava 3 a 3, a bola bateu no braço de Rithely aos 39 minutos do segundo tempo, o árbitro assinalou pênalti e Jadson marcou, definindo a vitória alvinegra.

– Ele acertou, foi extremamente feliz. Foi uma grande partida, com um grande público, com duas grandes equipes, um 4 a 3, tudo o que sonhamos. Uma arbitragem qualificada, jogadores disputando futebol sem reclamação. Foi um respeito ao torcedor – afirmou o dirigente.

detalheO que causou grande polêmica dias antes do jogo, porém, foi a escalação de um árbitro paulista para o confronto que envolveu o Corinthians. O procedimento vem sendo adotado pela CBF. Corrêa descarta qualquer conflito de interesses ao adotar este tipo de prática.

– Não é um processo de hoje, foi iniciado no ano passado com árbitros, assistentes e adicionais. Neste ano, já tivemos 17 jogos neste sentido, de confiança ao homem, ao cidadão brasileiro, àquele profissional que, no campo, como os jogadores, é o que menos quer errar. Pois se errar, pode ficar fora das próximas designações, corre esse risco. Depois de um grande trabalho de pesquisa e treinamento, concluímos que eles estão preparados para essa pressão.

Na quinta rodada, o mesmo Luis Flávio ignorou lance muito parecido na vitória do Cruzeiro por 1 a 0 contra o Flamengo, no Mineirão. Na partida, o atacante Alecsandro cruzou e a bola bateu no braço de Pará, da Raposa, dentro da área. O pênalti, porém, não foi marcado. Para Sérgio Corrêa, a mudança de postura não significa uma falta de critério, mas uma evolução.

– Foi pênalti também, na oportunidade conversamos com os instrutores. Não é possível que ele tenha entendido e interpretado corretamente? Houve uma evolução. No jogo anterior, Luiz Flávio se equivocou pelo posicionamento, pela mão estar no lado oposto. Neste lance do Sport ele estava bem posicionado e marcou. Jogador erra, árbitro erra, mas o mais importante é ter boa fé.

Fonte: SporTV

Árbitros fazem protesto antes de jogos contra veto de Dilma

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Descontente com o veto da presidente Dilma Rousseff ao item da Medida Provisória (MP) do futebol que assegurava o direito de arena dos árbitros, a categoria fez um protesto antes dos jogos da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

As manifestações começaram já nos primeiros jogos dessa quarta-feira (12), que começaram às 19h30: Flamengo x Atlético-PR, no Maracanã, e Coritiba x Palmeiras, no Couto Pereira, em Curitiba.

Os árbitros e assistentes fizeram protesto triplo: entraram em campo com uma faixa preta no braço e outra no pulso, atrasaram as partidas em um minuto e levantaram a placa de substituição com os números zero e cinco – em alusão ao valor de 0,5% dos direitos de transmissão que seriam repassados aos juízes e foi vetado por Dilma na MP.

O mesmo roteiro se repetiu um pouco mais tarde, nos jogos das 21h: Santos x Vasco, na Vila Belmiro, e Goiás x Chapecoense, no Serra Dourada.

A Associação dos Árbitros calcula que deixará de receber de R$ 7 milhões a R$ 9 milhões com o veto.

“É a primeira manifestação desta envergadura na história da arbitragem brasileira”, destacou em nota oficial a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf).

“É importante salientar que os atletas (justamente) já possuem o direito de arena de 5% garantido em lei. Aos árbitros seria destinado 0,5%, o que seria suficiente para garantir à categoria melhores condições de trabalho”, acrescenta o comunicado.

Entenda a manifestação

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A entidade havia manifestado intenção de fazer greve nos jogos da rodada do torneio nacional no último fim de semana. Depois, alteraram os planos em virtude do veto da presidente a um dos itens da Medida Provisória 671 (a MP do futebol), sancionada na quarta-feira (transformada em Lei 13.155).

O item vetado se referia ao repasse ao sindicato dos árbitros de 0,5% referente a Direito de Arena, recurso oriundo dos direitos de transmissão.

Os sindicatos de atletas, por exemplo, recebem 5% do Direito de Arena, cujo valor é repassado aos atletas. Os árbitros não recebem a Arena.

Um árbitro de Série A recebe de R$ 2.800 a R$ 3.800 por partida (árbitros Fifa ganham mais em relação aos demais profissionais utilizados pela CBF).

Nesta quinta-feira (13), os sindicatos de arbitragem de todas as regiões do Brasil se reunirão em assembleia geral da Anaf para discutir o veto de Dilma.

O texto inicial da MP do futebol propunha que 0,5% do valor dos direitos de transmissão fosse repassado aos juízes, o que foi rechaçado pelo Palácio do Planalto.

“É muito importante esclarecer à população que a origem dos recursos sairia do valor pago pela empresa detentora dos direitos de transmissão do Brasileirão, sem qualquer ônus para o Estado Brasileiro”, finaliza o comunicado.

Para a assembleia dessa quinta, a possibilidade de greve não está descartada. Neste caso, a paralisação afetaria as partidas das séries A, B, C e D do futebol brasileiro.

Fonte: UOL

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Sem direito de arena, árbitros serão convocados para discutir greve

Marco Antônio Martins é a favor da greve dos árbitros de futebol (Foto: Daniel Mundim)

Marco Antônio Martins é a favor da greve dos árbitros de futebol (Foto: Daniel Mundim)

Um veto da presidente Dilma Rousseff a um dos itens da Medida Provisória 671, sancionada na quarta-feira e transformada na Lei 13.155, gerou insatisfação aos árbitros. No texto publicado na última quarta-feira no Diário Oficial da União, o parágrafo 1º do artigo 42, que dava direito aos juízes de um repasse de 0,5% dos valores de direito de arena, vindos de transmissão de TV, foi vetado. Em seminário promovido pela CBF para a arbitragem, o presidente da Associação dos Árbitros de Futebol (Anaf), Marco Antônio Martins, mostrou sua revolta com a decisão e disse que vai propor em reunião, possivelmente na tarde desta sexta-feira, a greve da categoria. Mas descartou a paralisação na 17ª rodada do Brasileirão. O árbitro Sandro Meira Ricci já se manifestou contrário ao movimento. Será analisada também a possibilidade de um protesto simbólico neste fim de semana.

– Vamos fazer uma assembleia na semana que vem em cada estado, e a minha proposição é essa (de greve). Não temos outra solução, acho que tem que tomar uma medida drástica. Claro que a greve é a última medida a se tomar, mas acho que é o caso. Lutamos muito por esse direito, e o Poder Executivo, acho que por pressão da bancada da bola, que defende o interesse dos clubes, vetou o artigo. Mas vamos ouvir a categoria, os árbitros – declarou Marco Antônio.

Segundo Marco, o repasse significaria cerca de R$ 9 milhões que poderiam ser distribuídos à classe por campeonato. O cálculo do presidente da Anaf é de que isso renderia por volta de R$ 10 mil por partida para que fosse dividido pelo trio de arbitragem e o quarto árbitro.

– Houve uma perda muito grande de uma batalha que a arbitragem vem tendo há mais de 15 anos para ser reconhecido esse direito de imagem e de arena. Esse item era de convencimento do Senado e da Câmara dos Deputados. Foi uma luta muito grande, e uma decisão monocrática do Poder Executivo retirou mais um direito dos trabalhadores. Não é investimento público, esse direito vem da iniciativa privada.

Atualmente, os árbitros que possuem o escudo Fifa ganham cerca de R$ 4 mil por partida. Um aspirante à Fifa leva por volta de R$ 3,2 mil, e os demais ganham R$ 3 mil, todos em valores brutos. Marco Antônio diz que deve se reunir informalmente com os juízes presentes ao seminário desta sexta-feira para discutir o assunto. Inicialmente, o presidente da Anaf vai propor uma ação judicial para que impeça a divulgação da imagem dos árbitros de futebol.

– Ação para que a gente impeça a veiculação da imagem dos árbitros nas partidas. Já que não querem que a gente receba esse direito que temos, então tudo bem, a imagem do árbitro não deve ser reproduzida. Essa é uma ação que deve ser por parte dos árbitros. O direito de imagem é pessoal. Mas vamos conversar com eles para ver qual direito vamos tomar – explicou Marco, que não soube explicar como a restrição à veiculação das imagens dos árbitros seria feita.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, afirmou que uma greve só poderia ser feita após uma assembleia. Ele defendeu o diálogo com a Anaf, mas deu a entender que não haverá paralisação.

– A Anaf é uma entidade independente, tem seus mecanismos de análise. Talvez seja uma opinião pessoal dele (Marco Antônio Martins). Tudo que você faz nesse sentido, uma convocação, uma deflagração de greve, se convoca uma assembleia. Acho que ainda não deu tempo para discutir isso. Ainda não falei com ele. Temos um diálogo respeitoso, as entidades se respeitam. Nada será feito para trazer prejuízo ao torcedor, ao espetáculo, à competição. São pessoas responsáveis e não farão nada sem autorização de suas assembleias, algo que possa colocar em risco uma competição que está tendo números expressivos, uma evolução tremenda. Mas temos que respeitar a indignação – afirmou Sérgio Corrêa.

Sandro Meira Ricci é contra a greve

O árbitro Sandro Meira Ricci é contra o movimento (Foto: Daniel Mundim)

O árbitro Sandro Meira Ricci é contra o movimento (Foto: Daniel Mundim)

Um dos principais árbitros brasileiros na atualidade, Sandro Meira Ricci também não escondeu sua insatisfação com o veto da presidente Dilma, mas acha que a paralisação das atividades não seria a melhor medida.

– Eu soube só agora sobre isso (possibilidade de greve), ninguém havia me falado sobre isso. Obviamente que não ficamos felizes com o veto, porque tínhamos uma expectativa muito grande de ter um reconhecimento maior para a categoria através desse 0,5%, mas acho que em toda categoria a greve tem que ser o último recurso. Acho que nem o primeiro recurso foi gasto. Está muito cedo, muito mesmo, para começar a falar em greve. Temos outras alternativas a serem adotadas – opinou o árbitro, que foi o único brasileiro na última Copa do Mundo e é economista.

Segundo Ricci, a melhor medida seria a negociação política. Com os vetos, o processo normal é que o texto retorne ao Congresso para discussão dos itens retirados pela presidente. O árbitro espera que a Anaf e os árbitros tentem convencer deputados e senadores a incluírem o item novamente na lei e que o texto seja aprovado por Dilma Rousseff.

– Agora é trabalhar junto ao Congresso para resgatar a legislação que a gente queria e eliminar o veto presidencial. A gente deveria estar falando nisso. Esse é o primeiro passo, não a greve. É importante que nós e todos os outros estejamos concentrados em apoiar a Anaf nesse trabalho com o Congresso Nacional – declarou Sandro.

A principal referência para os árbitros no Congresso é o ex-juiz Evandro Rogério Roman, que é deputado federal pelo PSD-PR. Ele foi um dos responsáveis pela articulação política para a inclusão do item que dá aos árbitros 0,5% do direito de arena. Apesar da insatisfação, a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro nas próximas rodadas, ao menos por enquanto, está descartada.

– É uma atitude que tem que ser tomada em acordo com a CBF. Tenho certeza que a CBF tem interesse que nós tivéssemos esse direito. Não tem por que prejudicar o campeonato de quem é nosso parceiro – avalia Ricci.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique também acha improvável que aconteça a greve.

– Acho muito difícil, porque a Anaf sempre esteve alinhada à CBF, com os árbitros, com os clubes, com o poder público e com o futebol para fazer o melhor. Com um calendário apertado como um nosso, você acaba com um ano se você paralisar por uma, duas rodadas o campeonato. Atrasa todas as competições. Falo por mim, não é pela Anaf. A impressão que tenho é que a Anaf sempre quer o consenso, e o consenso hoje é conversar – afirmou.

Por isso, Marco Antônio acredita que a greve, se acontecer, não será nas próximas rodadas.

– Ainda vamos ouvir os árbitros, os sindicatos de cada estado, não acho que as rodadas estejam ameaçadas. Mas, na minha opinião, a situação pede isso (greve) – declara Marco Antônio.

Fonte: Globo Esporte

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Dilma veta Direito de Arena aos árbitros e pode haver greve

07/08/2015 2 comentários

tito

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) promoverá reunião nesta sexta-feira à tarde, no Rio de Janeiro, para discutir a possibilidade de uma greve entre os juízes envolvidos nos campeonatos organizados pela CBF. A ameaça de paralisação ocorre em virtude do veto da presidente Dilma Rousseff a um dos itens da Medida Provisória 671, sancionada na quarta-feira (transformada em Lei 13.155).

A MP 671 (que refinancia dívidas do futebol) teve vetado o item que abordava o repasse do Direito de Arena aos árbitros. O projeto estabelecia que a arbitragem tivesse direito a 0,5% dos valores referentes a Direito de Arena, recurso oriundo dos direitos de transmissão.

“A posição da ANAF é no sentido de fazer a greve, mas para isso precisamos ouvir os árbitros. Quem vai decidir pela greve são eles [árbitros]. Vamos nos reunir para decidir se nossa vontade [de greve] será aprovada. Não dá para continuar do jeito que está”, informou ao UOL Esporte o presidente da ANAF, Marco Antonio Martins.

Todos os árbitros do Campeonato Brasileiro são ligados à ANAF. Para efeito de comparação, os sindicatos de atletas recebem 5% do Direito de Arena, cujo valor é repassado aos atletas. Os árbitros não recebem a Arena.

“Nosso jurídico está estudando entrar com liminar para que nossas imagens não sejam exibidas durante as transmissões, afinal não recebemos para isso. Os jogadores têm direito a 5% da Arena, mas os árbitros não têm. E pensar que 0,5% já era uma porcentagem irrisória. Foi uma longa batalha para convencer deputados e senadores [a aprovar a MP]. E quando pensávamos que a justiça enfim ocorreria, ela [Dilma] barrou”, disse Marco Antonio Martins.

Um árbitro de Série A recebe de R$ 2.800 a R$ 3.800 por partida (árbitros Fifa ganham mais em relação aos demais profissionais utilizados pela CBF).

Fonte: UOL

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