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Avaliação da CBF aponta só 8% de arbitragens ruins no Brasileiro

Clubes se reuniram na CBF nesta quinta-feira para discutir medidas para melhorar a arbitragem: houve sugestão de uso de tecnologia, profissionalização, mudanças na escalas. Mas a avaliação comissão de arbitragem da CBF indica um número reduzido de jogos afetados pelos juízes. Seu chefe Sergio Corrêa diz que falhas de árbitros afetam tanto a tabela quanto atacantes que perdem gols.

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Nesta semana, antes da rodada do meio de semana, a CBF soltou a avaliação da arbitragem nacional: apenas 8,45% dos jogos da Série A tiveram notas ruins para os juízes. São notas abaixo de sete, na qual se encaixam, por exemplo, partidas em que houve falhas que comprometeram o resultado do jogo. Outros 83% das notas tiveram bom ou ótimo. O restante foi de excelente.

O número é inferior a 2014, quando houve 13,46% de jogos ruins, e a 2013, com 17,99%. Teoricamente, isso indica uma melhora do atual Brasileiro. A avaliação é feita por observadores com a ajuda de vídeos.

Mas times reclamaram duro com os juízes até com acusações de interferência na tabela e mancha ao campeonato, feitas pelo Atlético-MG. E houve seguidos protestos de outros clubes até levar a essa reunião da comissão de clubes já que a maioria está insatisfeita.

“Quando o jogador erra o gol também interfere na tabela”, rebateu o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sério Corrêa, em conversa na quinta-feira. “Diminuíram os erros. Estamos em 8%. É que os erros acontecem em rodadas seguidas e todo mundo fala mais.”

Segundo Corrêa, o critério de medição da CBF é ainda mais rigoroso do que o da Fifa. Pela federação internacional, não se pode dar nota acima de 7,5 para um árbitro que comete um erro que interfere no jogo. Na confederação, os classificados com notas até 5,9 são classificados como ruins. Depois, há um ajuste para a nota do final da temporada.

Sobre as medidas para melhoria dos árbitros, Sérgio Corrêa vê o excesso de juízes como um empecilho para a profissionalização. “São 600 árbitros, como vamos fazer? Se colocar só 20 (profissionais), por exemplo, como será feito quando um árbitro como Ricardo Marques Ribeiro, que foi o melhor do último Brasileiro, errar como no jogo do Flamengo? Tira ele e põe quem?”, analisou.

O uso de tecnologia é defendido por Corrêa, mas esbarra na necessidade de autorização da Fifa. Até agora, o presidente da comissão de arbitragem disse ter recebido em torno de 20 representações de clubes por erros de juízes. Segundo ele, um número menor do que em 2014. “O árbitro é humano: erra”, disse Corrêa.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos (UOL)

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