Arquivo

Archive for outubro \15\UTC 2015

Alvo das crianças, Daronco dá brindes personalizados

anderson-daronco

O gaúcho Anderson Daronco, 34, é árbitro da Fifa. Natural de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, tem como ídolos Carlos Eugênio Simon e Leonardo Gaciba, hoje comentaristas de arbitragem. É professor de educação física, mas se dedica exclusivamente ao ofício dos gramados. Reconhece que a vida de árbitro não é fácil, mas diz que na rua, as mensagens de carinho do público são surpreendentes.

Para atender aos fãs, principalmente as crianças, preparou até alguns brindes personalizados, como chaveiros com cartões amarelo e vermelhos, além moedas personalizadas, as mesmas que utiliza no sorteio dos jogos.

Para ele, no Brasil, o trabalho do árbitro não é entendido em sua essência.

“É preciso que as pessoas não se prendam apenas naquela questão passional do momento do jogo. Nem sempre ela é racional, mas sim de paixão. Isso acaba ‘criminalizando’ a figura do árbitro. Nós queremos acertar, acima de tudo. Uma hora ou outra cometemos falhas”, diz ele.

Daronco admite que os árbitros entram em campo pressionados. Ele explica que não diretamente por parte do comando da arbitragem, mas sim pelo contexto em que o futebol está inserido.

“A minha escala depende da minha boa atuação. Se for uma atuação ruim, o meu nome acaba exposto de maneira negativa. Não quero ficar marcado por prejudicar o trabalho de alguém, mesmo que seja de forma involuntária. É uma pressão involuntária, até inconsciente, que muitas vezes nós mesmos colocamos sobre nós próprios”.

O juiz se diz fã da arbitragem brasileira e diz que nenhum campeonato do mundo submete o juiz ao tipo de cobrança que existe no Brasil. “Minha opinião vai parecer corporativista, mas eu sou fã da arbitragem brasileira. Existe uma diferença cultural. No Brasil, o árbitro tem de cuidar de 500 coisas além de apitar o jogo dentro das quatro linhas”.

Extra-campo

Ele explica: “tem de estar preocupado com o comportamento dos maqueiros, do banco de suplentes, tem que se preocupar com o comportamento da conduta antidesportiva dos gandulas, coisas assim. Eu estou citando situações que a gente não deveria estar preocupado. O jogador sul-americano, em vez de tentar vencer uma jogada, prefere cair, buscar o cai-cai, um agarra-agarra dentro da área. Tem a questão da simulação. Reclamações sucessivas para atormentar os árbitros para daqui a pouco ter uma situação favorável no lance seguinte”.

Na sua opinião, isso não se percebe por exemplo em campeonatos europeus.

“Você vai perceber isso em uma ou outra partida. É claro que os caras não são santos. Eles aprontam lá também. Mas a nossa arbitragem é preparada para lidar com tudo isso. Na Europa, o árbitro pode viver exclusivamente da arbitragem. A gente ouve de dirigentes, de treinadores, que precisamos mudar. Mas a gente sabe que isso é só da boca para fora. Eles não movem uma palha para fazer essa mudança”.

Daronco explica que o ideal seria se os árbitros pudessem viver exclusivamente do ofício. “Com essa segurança, se eu sou designado para uma partida daqui a uma semana, vou estudar esse jogo. Vou estudar os jogadores, o sistema tático das equipes. Vou ter a oportunidade de visualizar dois, três jogos destas equipes para saber como ela se comportou taticamente, como os jogadores se comportaram no aspecto disciplinar”, afirma.

Porém, na prática, a situação é bastante diferente. “Tem árbitro que apita um jogo no domingo e na segunda-feira de manhã, às 8h, tem de estar no serviço dele. Tem de cumprir 8 horas diárias. Então é difícil. Por isso é que eu falo que sou fã da arbitragem brasileira. Se colocar um árbitro lá na Premier League (liga inglesa), por exemplo, o cara vai chegar e apitar o jogo tranquilamente. Agora se trouxer um de lá sem avisar ninguém e colocá-lo para apitar um jogo daqui, ele não vai conseguir terminar os jogos. Aqui é preciso matar um leão por jogo”.

Fonte: UOL

Categorias:Notícia Tags:

Aprovada inclusão de árbitros em divulgação do direito de arena

09/10/2015 1 comentário

evandro-roman-07-10-2015

A Comissão de Esportes (CESPO) aprovou, na quarta-feira (7), substitutivo do deputado Evandro Roman (PR) ao Projeto de Lei 1.968/15, do Senado Federal, que prevê a divulgação dos nomes de atletas que efetivamente atuarem nas disputas desportivas e fizerem jus ao direito de arena. A alteração proposta pelo parlamentar inclui os árbitros nas listas de nomes que devem receber a remuneração.

O direito de arena é o valor que as entidades envolvidas na realização dos jogos, como times, associações e federações, recebem pelas transmissões e direitos audiovisuais das competições. Segundo a Lei Pelé (Lei 9.615/98), os atletas têm direito a um mínimo de 5% do total do valor negociado.

Para Roman, os árbitros, muitas vezes, têm tanto ou mais destaque que os atletas participantes de uma competição. “Apesar de estar presente na maioria dos lances, eventualmente ser xingado ou aplaudido e ter sua imagem mostrada em close, o árbitro não recebe nenhuma verba adicional por aparecer em rede nacional ou internacional de TV.”

A proposta prevê que as entidades de prática desportiva devem divulgar, em seus sites na internet, a lista completa de todos os atletas escolhidos para as competições, no prazo de até 48 horas após a realização do evento, para dar maior transparência à distribuição do direito de arena devido.

A divulgação deve incluir também os nomes dos árbitros, para o repasse de 0,5% da receita do direito de arena às entidades representativas, em âmbito nacional ou regional, de acordo com a competição.

A matéria está sujeita à apreciação conclusiva pelas comissões e tramita em regime prioritário, seguindo para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Fonte: ANAF
Autor: Demétrius Crispim

Árbitro dá pênalti inexistente e jogador chuta pra fora

Na partida entre Inter Baku 0x2 Qarabag, pelo Campeonato Azeri, no Azerbaijão, o árbitro marcou um pênalti inexistente. Muita contestação do time prejudicado e, na hora da cobrança, o batedor demonstra Fair Play e chuta propositalmente para fora. O detalhe é que a cobrança era em favor do time que perdia o jogo.

Veja o lance:

Categorias:Notícia

“Se for fazer ‘cena’, vai jogar futebol” – diz árbitro de rugbi

rugbi

Na partida entre Escócia e África do Sul pelo Mundial de Rugby 2015 aconteceu um diálogo divertido e curioso entre um árbitro e um atleta.

Um jogador escocês chutou a bola e um rival, que bloqueou a jogada, caiu sobre ele, ocasionando um leve contato. O escocês exagerou e ficou no chão, tentando provocar uma advertência ao oponente (cartão amarelo por atingir o adversário renderia 10 minutos de exclusão da partida e daria superioridade numérica para o time da Escócia nesse período).

Porém, o árbitro não caiu na cena do jogador e o chamou apontando o dedo, dizendo: “Vi o que aconteceu. Pulou para bloquear e não teve nada de errado. Se vai fazer cena assim, volta pra jogar daqui duas semana. Hoje não”.

As “duas semanas” faz referência ao jogo de futebol que aconteceria naquele mesmo estádio 15 dias depois. A cara do jogador na TV diz tudo.

Categorias:Notícia

Até o tira-teima pode errar

O ex-arbitro Fifa Savio Spinola, que em 22 anos de carreira apitou quase 900 partidas, entre elas uma final de Copa América, uma de Copa do Brasil e 26 decisões estaduais, mostrou na ESPN que até mesmo os computadores podem errar, quando mal programados, na virtualização de imagens exibidas na televisão, para dirimir dúvidas em lances polêmicos de arbitragem.

Um lance de impedimento, na partida Corinthians x Ponte Preta, foi analisado pelo tira-teima que simulou uma linha não paralela a marcação de fundo – a mesma da linha da grande área. É visível que a linha virtual não está correta.

Desta forma, conclui-se que se a tecnologia erra, quanto mais o olho humano, que comprovadamente através de pesquisas científicas, muitas vezes é enganado por fenômenos que envolvem este sentido.

linha-torta-2

Fonte: ANAF

Categorias:Notícia

Árbitro para entrevista coletiva, pede desculpas e se aposenta

Deniz Coban era duramente criticado pelo técnico do Rizespor, quando reconheceu erro, após pênalti aos 50 do segundo tempo. Nesta quarta, anunciou a aposentadoria.

A atitude de um árbitro chamou a atenção na partida entre o Rizespor e Kasimpasa, na Turquia. Após cometer erros considerados graves na partida, inclusive um pênalti bastante contestado no último minuto do segundo tempo, o árbitro Deniz Coban interrompeu a entrevista do técnico Riza Calimbay, do Kasimpasa, e pediu desculpas pelo erro. O treinador criticava duramente o árbitro quando ele entrou em cena e disse que viu as imagens (assista ao vídeo acima). Nesta quarta-feira, o juiz anunciou sua aposentadoria do futebol.

– Ele é um dos melhores árbitros e eu realmente respeito ele, mas ele não pode errar assim. É uma vergonha, ele não podia ter feito aquilo – dizia Riza Calimbay, no momento em que o árbitro apareceu.

desculpasO árbitro admitiu que a postura não era comum, mas quis se desculpar após ter visto as imagens e percebido que havia errado. O lance mais reclamado aconteceu nos acréscimos do segundo tempo, quando o Rizespor, e o árbitro marcou um pênalti inexistente a favor do adversário. Após a cobrança e o empate do Kasimpasa, ele apitou o final da partida.

– Eu provavelmente estou fazendo algo que não devia vindo aqui falar. Revi os lances assim que entrei no vestiário e fico profundamente entristecido pelos erros contra o Rizespor e Kasimpasa. Eu reconheço que cometi um erro horrível. Peço desculpas ao presidente da Federação e ao diretor e membros do Conselho de Arbitragem. Sinto muito e penso que preciso tomar uma decisão a meu respeito o mais rápido possível – disse.

Desta vez, foi o técnico quem interrompeu a entrevista, pedindo que o árbitro não tomasse uma atitude tão drástica como encerrar a carreira.

– Não vamos tão longe. Não precisa tanto, todo mundo erra. Nós já vimos vários erros – disse, aceitando o pedido de desculpas.

O árbitro, no entanto, insistiu a respeito da gravidade dos erros e voltou a pedir desculpas.

– Assim que cheguei ao vestiário eu revi as jogadas. Peço desculpas aos dois times. Tenho compreensão que cometi erros que um árbitro não pode cometer. Eu sinto muito e sei que vocês também sentem – afirmou.

Além do pênalti marcado aos 50 minutos do segundo tempo, o Rizespor ainda teve dois jogadores expulsos (o zagueiro Viera e o meia Altinay). A equipe de Riza Calimbay ocupa a quinta posição na tabela, com 10 pontos. Se tivesse vencido estaria em terceiro lugar. O Kasimpasa, do brasileiro Titi (ex-Inter, Vasco e Bahia), é o quinto lugar, também com 10 pontos.

Fonte: SporTV

Categorias:Notícia
%d blogueiros gostam disto: