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Final da Copa do Brasil e a desproporção com a arbitragem

Publicado por: Cosme Rímoli.

Final da Copa do Brasil. Mais de R$ 4,8 milhões de arrecadação. Folha salarial do Palmeiras, R$ 5,5 milhões. Do Santos, R$ 3 milhões. Quem vencer garante milhões na Libertadores de 2016. Por tanta responsabilidade, o juiz Héber Roberto ganhará apenas R$ 4,8 mil. Desproporcional demais.

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“Para a maioria do povo brasileiro é muito grana, mas para a responsabilidade de arbitrar uma partida final, recheada de provocações e polêmicas, além da renda que deve passar da casa dos milhões, R$ 4,8 milhões é troco e muito pouco. Pois essa será a quantia que o árbitro Héber Roberto Lopes receberá para apitar a final da Copa do Brasil 2015, entre Palmeiras x Santos.

“A taxa de arbitragem (final) para um árbitro do quilate do Héber, que é FIFA, é de R$ 4.300,00 (Quatro mil e trezentos reais), além da diária de R$ 500,00 (Quinhentos reais), a que tem direito quem for se deslocar por mais de 900 km (SC para SP).

“Em um rápido levantamento, apenas em dois jogos recentes do Palmeiras, as duas rendas ultrapassaram a casa dos milhões de reais:

02/08 – Palmeiras x Cruzeiro – Público: 38.794 pagantes Renda: R$ 3.325.090,00

28/6 – Palmeiras x São Paulo – Público: 29.233 Renda: R$ 1.989.100,00

“Logo, a taxa de arbitragem é pífia, representa quase nada, perto dessa imensidão financeira, se olharmos a importância de cada profissional diretamente envolvida em uma partida de futebol.”

Nota que acaba de ser publicada no site do meu amigo e jornalista esportivo catarinense, Polidoro Júnior.

Héber Roberto Lopes é paranaense. Mas apita pela Federação de Santa Catarina.

Vale a pena o destaque dado ao valor que ele receberá por tanta responsabilidade. Mostra o quanto é amadora e frágil a posição do árbitro no cenário de uma decisão no Brasil.

O campeão da Copa do Brasil deverá ficar com R$ 7 milhões. E o vice, R$ 5 milhões.

Fora que a conquista vale a classificação para a Libertadores. E a perspectiva de mais milhões de reais, patrocinadores fortes. Investimento em equipe competitiva.

Entre luvas e salários, Lucas Barrios embolsa R$ 700 mil.

Ricardo Oliveira ganha R$ 400 mil mensais.

A folha salarial do Palmeiras é de R$ 5,5 milhões.

A do Santos, R$ 3 milhões.

A arrecadação da final na arena palmeirense passará dos R$ 4,8 milhões.

Os dois times já são rivais tradicionais. O clima de competição entre os dois só aumentou por terem disputado a final do Paulista. Na primeira partida na Vila Belmiro, quase houve briga após o final do jogo. Há a certeza de muita discussão e tensão no jogo final.

Para conduzir essa decisão, Heber receberá R$ 4,8 mil.

É justo?

É profissional?

Seja qual for o juiz.

Esta desproporção é assustadora…

Fonte: Blog do Cosme Rímoli

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