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Archive for janeiro \28\UTC 2016

Jovens dizem porque querem virar árbitro de futebol hoje

Eles são julgados por milhares, às vezes milhões, de pessoas ao redor do planeta. Ameaçados por jogadores, torcedores e dirigentes. Responsabilizados por erros que nem a mais moderna tecnologia consegue detectar com precisão, e suas decisões são capazes de enfurecer gerações por décadas. Com tantos fatores pesando contra, por que, então, há quem queira virar árbitro? O UOL Esporte fez essa pergunta para quatro alunos do curso de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol).

Em andamento, o curso é um primeiro passo para que, um dia, Amanda, Matheus, Gabriel e Karina venham a integrar o quadro oficial de árbitros da entidade e, quem sabe, chegar à categoria “Fifa”. Até lá, porém, eles precisarão suportar as cornetadas, e provarem que são de confiança, em jogos de equipes sub-11, sub-15, sub-17, juniores e de divisões inferiores.

Amanda Pestana Ramos

amandaFormada em Educação Física e professora de musculação, Amanda Pestana Ramos vive em Santos, no litoral paulista. Queria ser jogadora de futebol e até começou a trilhar esse caminho: já jogava aos 13 anos e chegou a fazer parte, por um ano, das Sereias da Vila, o time de futebol feminino do Santos. “Mas percebi que a coisa não iria para frente”, conta Amanda, hoje com 24 anos. A ideia de se tornar árbitra foi, então, uma maneira de não abandonar o mundo do futebol. Mesmo que, para isso, Amanda precise aguentar um universo ainda “masculino e machista”.

“Eu admiro muito quem decide se tornar árbitro. São pessoas julgadas o tempo todo, e que ainda precisam ter o mesmo preparo físico de um atleta”, diz Amanda. Uma das alunas das duas turmas do curso de arbitragem da FPF, ela atua como assistente em jogos amadores. Inclusive de várzea.

Falando em interpretação, e a tal história de bola na mão ou mão na bola? Amanda explica que, se os árbitros aparentam estar confusos sobre a regra, na sala de aula ela é bem clara. “O que passam pra gente é que você tem que interpretar a intenção do jogador”.

Além do preparo físico e psicológico, um candidato a árbitro de elite precisa também aprender a deixar certas paixões de lado. No caso de Amanda, isso significou sublimar o que sentia pelo Santos. “Hoje, por exemplo, eu consigo assistir a um jogo do Corinthians só pelo prazer de ver futebol”.

Matheus Delgado

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Com apenas 17 anos, Matheus Delgado, de Osasco (Grande SP), já fez um curso no sindicato dos árbitros e se inspira no pai, também árbitro. Foi um amigo, porém, que o incentivou a tentar a sorte no apito. Matheus atua em jogos amadores e diz que já aprendeu a “levar na boa” os xingamentos.

“Sempre vai ter (gente xingando o árbitro)”, diz Matheus. Até por isso, ele considera o “preparo psicológico” extremamente importante para o árbitro. Seu estilo, ele diz, é o de tentar resolver as coisas dentro de campo na base da conversa. “Mas depende do jogo, né? Tem hora que não dá”, diz Matheus, para quem o jogador às vezes é “muito malandro”.

Gabriel Pozzer

gabrielLevar cuspida, cervejada e já ter passado medo de apanhar não foi o bastante para fazer o paulistano Gabriel Pozzer, de 21 anos, desistir da carreira na arbitragem. Depois da licenciatura, ele agora cursa o bacharelado em educação física. É outro que tentou começar uma carreira com a bola, e não com o apito. Chegou a jogar em categorias inferiores pelo Juventus da Mooca. Como os planos não seguiram exatamente como o esperado, Gabriel pensou: se ele amava tanto o futebol, por que não tentar a arbitragem?

“Sim, bastante gente pergunta se sou louco de querer ser árbitro”, admite Gabriel. Para ele, apitar na várzea é a melhor experiência – uma espécie de estágio – para aprender a suportar a pressão de apitar uma partida. Não que exista, porém, jogo fácil para um árbitro. “Até em jogo sub-11 às vezes tem briga e cara te xingando”, conta Gabriel, que, além da várzea, apita jogos em clubes.

Gabriel cita Anderson Daronco e Thiago Duarte Peixoto como exemplos de árbitros que admira, e revela que sua estreia na várzea cumpriu com a promessa de ser inesquecível. “Na hora H eu fiquei com medo de apanhar e pedi para ser assistente ao invés de apitar”.

Karina Mendes de Souza

“O curioso é que as meninas às vezes são piores que os homens”, diz Karina Mendes de Souza (à esquerda na foto) sobre o modo como a torcida se comporta quando ela está trabalhando como assistente. Para ela, muitas vezes as mulheres pegam mais pesado na baixaria. Já os jogadores, diz Karina, variam o comportamento. “Alguns se seguram na hora de reclamar por eu ser mulher. Já outros fazem o contrário justamente por eu ser mulher, depende”, conta.

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Karina, que é de São Roque (SP), é professora de educação física e também apita jogos de várzea em cidades do interior paulista. Apesar da idade mais avançada em comparação com os colegas de curso – está com 30 anos – ela decidiu que seria uma boa ideia aprimorar seus conhecimentos de arbitragem, e também tem esperanças de um dia vir a integrar o quadro oficial de árbitros da federação. “Você lê uma regra e sua interpretação é diferente daquela de alguém que já apita há anos”, diz Karina sobre a importância das aulas. “Mudei meu posicionamento dentro de campo e comecei a observar melhor os lances”, completa.

Karina recebe entre R$ 50 e R$ 200 por jogo apitado na várzea. E não tem dúvidas sobre qual a melhor maneira de não deixar os jogadores “crescerem” para cima dela. “O começo do jogo é fundamental para controlar a partida. Não pode dar espaço para reclamações”.

A FPF está criando um departamento de desenvolvimento de arbitragem e só deverá abrir inscrições para seu curso novamente em 2017.

Fonte: UOL Esportes

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Paraquedista faz pouso no estádio e interrompe jogo da Copinha

A partida entre Atibaia e Goiânia na Copa São Paulo Junior foi paralisada para retirada do paraquedas do campo.

A Copa São Paulo de Futebol  Junior acabou ontem, mas, como todo ano, deixa um legado de craques e também de situações inusitadas. Um paraquedista roubou a cena na partida entre Atibaia e Goiânia, pela terceira rodada do Grupo 23. Logo ni início do segundo tempo, ele fez um pouso no campo do estádio Salvador Russani, em Atibaia, e interrompeu a partida. O jogo ficou paralisado por alguns minutos até que o paraquedas fosse retirado do gramado. Um torcedor presente nas arquibancadas gravou a cena. Confira!

A cena foi o lance mais empolgante da partida, que terminou empata sem gols.

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Kappa é a nova fornecedora de material esportivo dos árbitros paulistas

25/01/2016 2 comentários

kappa-uniforme-2016-2Como já havia sido anunciado há algumas semanas, o novo fornecedor de material esportivo para os árbitros da Federação Paulista de Futebol para a temporada 2016 é a marca italiana Kappa, que substitui a Penalty, antiga fornecedora no ano de 2015.

As camisas do uniforme tem 3 modelos de cores: amarelo com preto; preto com laranja; e outra em laranja com preto, todas em tons degradê. O desenho agradou alguns, mas causou descontentamento e estranheza em outros pelo gosto duvidoso.

O novo uniforme teve estreia de gala e foi usado pelo quarteto de arbitragem na final da Copa São Paulo de futebol junior, disputada entre Corinthians e Flamengo, no estádio do Pacaembu na capital paulista, em comemoração ao seu aniversário de 462 anos de fundação. A partida foi televisionada para todo o Brasil pelas principais emissoras e canais por assinatura.

O árbitro novato Rafael Gomes Félix teve uma atuação de bom nível e garantiu sua convocação para integrar o grupo de elite que vai apitar o Paulistão deste ano como estreante. Seus assistentes foram os experientes Danilo Simon Manis e Daniel Paulo Zioli, ambos aspirantes FIFA e com carreira promissora, postulantes ao posto internacional. Thiago Scarascati foi o quarto árbitro e já havia apitado a final do ano anterior.

Com domínio do primeiro tempo do jogo, o Corinthians abriu uma vantagem de 2 a zero, porém o time do Flamengo voltou determinado e empatou a partida logo no início da segunda etapa, mesmo tendo um gol anulado de forma equivocada. A partida terminou empatada e foi para disputa de pênaltis. O Flamengo errou menos e sagrou-se campeão do primeiro torneio da temporada.

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Lesão no pé pode encerrar a carreira do árbitro Marcelo de Lima Henrique

marcelo_de_lima_machucadoUm dos mais experientes árbitros do país, Marcelo de Lima Henrique vive um drama: há três anos recorrendo a infiltrações para aliviar dores no pé esquerdo, descobriu que sofreu uma ruptura no tendão de Aquiles, o que pode antecipar o fim de sua carreira.

– Estou tentando não operar, pois teria de ficar seis meses parado. Aí, acaba a carreira, pois esse é o meu último ano como árbitro – lembra Marcelo, de 45 anos.

Para seguir apitando até o fim da temporada, o árbitro, ligado à Federação Pernambucana, terá de se submeter a um teste no dia 12 de fevereiro.

– Estou tentando treinar e fazer o tratamento com ondas de choque e fisioterapia. Faço um intensivo no tratamento para levar esse ano e operar só ano que vem. Mas está muito difícil. Vida de árbitro… – diz, conformado.

Fonte: Extra

Brasileirão 2016 terá campos com tamanho padrão

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A CBF decidiu adotar uma exigência seguida pelas principais competições pelo mundo, fixando as dimensões dos campos de jogo de forma padronizada em todo país. Um decisão interessante. Neste ano, todos os gramados terão medidas fixas: 105 m X 68 m.

Certamente haverão os reclamões e saudozistas costumazes, principalmente alegando que a padronização tira a vantagem competitiva de certas equipes que estão acostumadas a jogaram em campos maiores ou menores.

Alguns estádios tinham campos com 110 metros de comprimento. Outros eram mais largos ou estreitos. Fato é que, com estas dimensões, menor em alguns casos, permite maior participação dos jogadores na partida, deixando o jogo até mais rápido. Ao final do anos veremos se essas mudanças resultaram em mais gols e tempo de bola rolando.

Nos principais campeonatos nacionais do mundo os campos têm medidas iguais às da Copa do Mundo e a grama segue padrões até na sua milimetragem.

A decisão da CBF de seguir o que acontece na Bundesliga e Premier League e extremamente elogiável.

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Árbitra italiana faz ensaio sensual e polêmico

Cláudia Romani, licenciada para trabalhar como árbitra de futebol na Itália, apareceu com camisa do Milan em fotos.

Uma árbitra de futebol causou uma grande polêmica na Itália após posar para um ensaio sensual. Claudia Romani, de 32 anos, é árbitra de futebol e tem licença para a atuar em jogos das Séries A e B do país.

Porém, ela é mais famosa pelas fotos provocativas que publica em suas páginas nas redes sociais do que pela profissão nos campos de futebol.

Em suas últimas fotos sensuais, ela vestia a camisa do Milan, sugerindo que não seja uma árbitra imparcial.

Tem gente que nem se importou com isso. Veja as fotos.

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FIFA elimina os limites de idade para árbitros internacionais

Por meio da circular 1.497 de julho de 2015, enviada a todas as associações membro, a FIFA confirmou que não mais estabelece limites de idade para os árbitros internacionais.

O documento estabelece que não existe mais idade máxima para um árbitro ingressar pela primeira vez no quadro internacional (atualmente fixada em 38 anos), nem tampouco existe idade para a jubilação obrigatória (atualmente fixada em 45 anos).

A circular ainda especifica que para a relação de 2016, os árbitros devem nascer antes de 1990 e os assistentes devem ter nascido antes de 1992, a fim de garantir um nível mínimo de experiência.

Para os árbitros acima de 45 anos, a FIFA se reserva no direito de exigir que eles se submetam a avaliações técnicas adicionais, bem como avaliações médicas específicas e provas de aptidão, que pode variar de acordo com cada caso.

Deste modo, os requisitos mínimos são:

  1. Idade mínima de 25 anos para árbitros e 23 para assistentes completos no ano de ingresso;
  2. Será feita uma classificação dos árbitros com base em pontuação obtida ao dirigir partidas internacionais nos 12 meses anteriores à sua candidatura como árbitro internacional;
  3. Ter sido aprovado nas provas físicas da FIFA e exames médicos.

A circular 1497 oficial pode ser lida neste link (em espanhol).

 

 

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