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Fifa acompanhou o primeiro experimento ao vivo do árbitro de vídeo na história

Chico Grajeda, árbitro da PRO nos EUA, esteve presente para ajudar nos testes.

Chico Grajeda, árbitro da PRO nos EUA, esteve presente para ajudar nos testes.

Na última quarta-feira (20/07), na Red Bull Arena – em New York nos Estados Unidos – um grupo de jovens atletas participaram de um jogo amistoso sob os olhares de um árbitro Fifa.

Apesar dos gols, o foco não era o resultado ou o desempenho tático das equipes. Pelo contrário, as equipes foram orientadas a criar situações de difícil decisão para o árbitro, e puderam jogar sem a marcação de impedimento, ou mesmo continuando com o jogo quando a bola saísse pelas linhas do campo.

O jogo foi organizado pela Ifab, organização que administra as regras do futebol, como um dos 5 testes do sistema de vídeo replay para auxiliar as decisões da arbitragem nas partidas de futebol.

Em março, o Ifab aprovou, em princípio, as regras para os experimentos do vídeo replay. Na mesma ocasião foi anunciado que 6 torneios nacionals haviam se voluntariado para participar dos experimentos, inclundo a MLS (EUA). Os outros torneios são da Alemanha, Austrália, Brasil, Portugal e Holanda.

Lukas Brud, secretário do Ifab, disse que o interesse nos testes cresceu para 20 competições de 15 diferentes países, embora não tenha comentado quais foram os países que se interessaram. David Elleray, ex-árbitro da Premier League da Inglaterra e agora diretor técnico da Ifab, mencionou que se tratam das maiores competições do mundo.

Os testes em curso emprega o uso dos chamados VAR, da sigla em inglês que quer dizer Árbitros Assistentes de Vídeo, que auxiliam os árbitros de campo nas decisões importantes. Porém, apenas um conjunto limitado de situações de jogo poderá ser analisado pelo VAR em uma cabine especial, e comunicar com o árbitro central por meio de um rádio transmissor para assisti-lo nas decisões.

Elleray deiixou claro que o vídeo replay será limitado para situações claras de gol, pênalti, cartão vermelho direto ou erro de identificação de jogadores em punições disciplinares.

– Não é para termos a certeza de que todas as decisões na partida foram corretas. É para garantir que as situações importantes não foram claramente erradas – disse o diretor técnico.

Os testes na Red Bull Arena produziram resultados diversos já esperados. Algumas situação foram levantadas e resolvidas em menos de 30 segundos, sem que o árbitro, Ismail Elfath, tenha deixado o campo de jogo.

O árbitro Ismail Elfath atua pela PRO na MLS.

O árbitro Ismail Elfath atua pela PRO na MLS.

Outras situações levaram mais tempo e até exigiram que o árbitro se dirigisse até a linha lateral para rever diversos ângulos do lance em um grande tablet com as imagens de vídeo. Em cada caso, o árbitro teve uma breve discussão com o VAR por meio do rádio comunicador, confirmando ou mudando sua decisão na partida.

No entanto, a decisão final sempre foi do árbitro. Apenas o árbitro pode iniciar um pedido formal de revisão do lance sob o protocolo atual, reiterou Elleray, e apenas o VAR pode recomendar uma decisão.

– O árbitro ainda pode dizer: “Não, eu vi tudo claramente, não precisamos revisar a jogada no vídeo” – complementou Elleray.

A regra não prevê o desafio por parte dos treinadores, a exemplo do que ocorre no Futebol Americano na NFL. Jogadores e treinadores que foram entrevistados na fase de pesquisa do novo experimento, foram contra o desafio, pois poderia ser usado pelas equipes para intencionalmente paralizar a partida e ganhar tempo com isso. Não existe um limite de tempo para a revisão dos lances.

Os fãs de futebol não devem esperar o uso do vídeo replay tão cedo nas partidas. O Ifab não autorizou o experimento em competições até 2017. Embora o vice-presidente de competições da MLS, Todd Durbin, tenha dito que eles tenham grande interesse em usar a tecnologia na liga nacional. A MLS tem usado seus próprios experimentos de vídeo há anos.

Apesar de apenas dois dias de testes na última semana, Elleray e os demais avaliadores viram progresso nos testes. A demora dos pedidos de revisão caiu e a comunicação entre os árbitros melhorou, segundo ele.

– A comunicação gestual dos árbitros foi clara, deixando todos cientes de algo estava sob revisão. Houve uma signicativa melhora, o que deve melhorar o treinamento, particularmente em estágios iniciais.

Brud comentou que a infraestrutura não é uma grande preocupação. Pessoas do Ifab e da Fifa visitaram a NFL e a NBA, que tem usado o vídeo replay por anos, para estudar seus sistemas e protocolos. Eles estão confiantes que a tecnologia pode ser adaptada para o futebol com o treinamento adequado.

– Ninguém irá se beneficiar se tentarmos apressar as coisas, embora muitos acreditam que o VAR significa apenas ter alguém sentado e olhando um monitor com replay dos lances e dizendo ao árbitro se a decisão foi certa ou não.

– Hoje os fãs no mundo todo tem acesso instantâneo a replays em alta definição e em diferentes ângulos. O único que precisa disso [o árbitro], não tem – finalizou Brud.

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