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Archive for setembro \30\UTC 2016

O dia em que a moeda caiu em pé

Como manda a regra, antes da partida o árbitro deve lançar uma moeda para decidir o lados das equipes e qual delas inicia com a bola. É o famoso “cara ou coroa” ou “toss”.

Matematicamente, a chance de acertar um dos lados é de 50%, certo? Não quando a prática prova diferente e a moeda cai em pé. Sim, nem cara, nem coroa, mas em pé.

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Foi o que aconteceu em um jogo da Copa América Centenário 2016 entre Paraguai e Colômbia, com o árbitro brasileiro Heber Roberto Lopes. Nem ele mesmo acreditou e ficou até sem graça, e o lance inusitado fez os capitães James Rodriguez e Justo Villar darem uma risada. Logo depois, Heber teve que jogar novamente a moedinha e o Paraguai acabou ganhando a disputa.

Lenda da moeda no futebol

Dentre as infinitas lendas do futebol brasileiro, há uma em especial que dizia sobre a moeda que cai em pé.

Nos anos 40, o São Paulo FC lutava para reconquistar o posto de grande potência no futebol paulista. A contratação de Leônidas, em 1942, foi o primeiro passo, e junto com om ele vieram Luizinho, King e outros grandes jogadores, o São Paulo passou a ser visto como favorito ao certame. Mas não na opinião de todos.

Reza a lenda que na reunião do conselho arbitral que definiria o regulamento do Campeonato Paulista de 1943, os presidentes dos times debateram as normas e detalhes quando, encerrada a discussão, um dirigente ou repórter teria afirmado que tudo aquilo não seria necessário, que bastaria jogar ao ar uma moeda para definir o vencedor daquele ano. Se ao cair desse cara, o campeão seria o candidato alvinegro (Santos), se desse coroa, o postulante alviverde (Palmeiras) – até então os tradicionais favoritos.

– “Mas e o São Paulo?” – levando a dúvida ao representante do Tricolor paulista, Décio Pedroso, presidente do clube.

Um dos cartolas rivais teria afirmado: “Só se a moeda cair em pé!”.

No dia 3 de outubro de 1943, após uma bela campanha e um empate em 0 x 0 com o Palmeiras, pois bem, a moeda caiu em pé e o São Paulo sagrou-se pela segunda vez campeão paulista em sua história.

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Coronel Marinho terá auxílios de Alício Pena Jr., Ana Paula e Cerdeira na CBF

Secretário-geral da CBF, Walter Feldman afirma que saída de Sérgio Corrêa da Comissão de Arbitragem foi um pedido dele mesmo: “Reconhecemos seu cansaço”.

coronel_marinhoNesta terça, a CBF anunciou mudanças na composição da Comissão de Arbitragem da entidade. Sai o então presidente Sérgio Corrêa e assume o Coronel Marinho, comandante da arbitragem no futebol paulista até este ano, e que trabalhou com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, quando este presidia a Federação Paulista de Futebol. Em entrevista ao Tá na Área, o secretário-geral da entidade, Walter Feldman, afirmou que a decisão partiu de um pedido feito pelo próprio Sérgio Corrêa, que apontou para um acúmulo de funções na entidade. Agora, ele passa a se dedicar ao programa de árbitro de vídeo.

– Sérgio Corrêa pediu nesta tarde para reduzir o seu encargo da Comissão Nacional de Arbitragem mais o comando do programa de árbitro de vídeo, todas suas tarefas, inclusive as relacionadas à Escola de Arbitragem. O presidente Marco Polo Del Nero atendeu ao seu apelo e imediatamente indicou o Marcos Cabral Marinho de Moura (Coronel Marinho), que vai a partir de hoje começar a organizar o seu programa para o comando da Comissão Nacional de Arbitragem do futebol brasileiro.

Feldman ainda confirmou Alício Pena Júnior como vice-presidente da comissão, que terá ainda as participações do ex-árbitro Cláudio Cerdeira e da ex-assistente Ana Paula Oliveira.

– Serão os quatro que comandarão a partir de agora a Comissão Nacional (de Arbitragem) – disse Feldman.

O dirigente ainda garantiu que a saída de Sérgio Corrêa em nada deve-se à pressão de clubes, como Atlético-MG e Fluminense, que já pediram a saída do então comandante da arbitragem nacional.

Ana Paula Oliveira era secretária da Escola Nacional de Arbitragem (Foto: Quésia Melo)

Ana Paula Oliveira era secretária da Escola Nacional de Arbitragem (Foto: Quésia Melo)

– Sérgio Corrêa é de absoluta confiança do ponto de vista do comando da arbitragem nacional. Nós acreditamos na sua qualificação técnica, na sua seriedade, na sua correção, mas há um desgaste natural pelo tempo. Ele é o mais longevo, o mais antigo coordenador dessa área no futebol brasileiro. Portanto, nós reconhecemos seu cansaço, essa sobrecarga, mas ele não sai por nenhum outro motivo a não ser a divisão nossa de tarefas na CBF.

Corrêa agora se dedicará única e exclusivamente ao projeto do árbitro de vídeo, afirmou Feldman.

– Dada a importância desse programa e o papel que ele teve no desenvolvimento dessa ideia, na possível implementação e na articulação internacional, consideramos que seria uma sobrecarga muito grande. Então, ele vai se dedicar exclusivamente a esse programa a partir de agora.

Sérgio Corrêa passa a se dedicar exclusivamente a programa de árbitro de vídeo (Foto: Reprodução SporTV)

Sérgio Corrêa passa a se dedicar exclusivamente a programa de árbitro de vídeo (Foto: Reprodução SporTV)

Fonte: SporTV

Paixão pela arbitragem que ultrapassa gerações

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É comum o filho enxergar o pai como modelo a ser seguido. Por vezes, essa admiração ultrapassa o campo emocional e adentra o profissional. Filhos que seguem o mesmo caminho dos pais. Dentro das quatro linhas do futebol acontece o mesmo. Com a bandeira e o apito de arbitragem, também.

“Eu gostava muito de futebol, segui na área de educação física e fiz o curso quando surgiu a oportunidade. Arbitragem é algo que apaixona rápido. Desde criança acompanho o meio”, disse Bruno Vieira, atualmente árbitro assistente da CBF. A fascinação de Bruno desde a infância tem uma explicação: ele é filho de Neilson Santos, que apitou partidas de futebol durante vinte anos.

Em 2011, Bruno concluiu a formação de árbitro. O pai não esconde o orgulho de ver o filho exercendo a profissão. “Eu não imaginava que ele fosse seguir. Nunca fiquei nervoso para apitar, mas fico a partir do momento em que vejo Bruno trabalhando, principalmente por causa de lances polêmicos. Mas dá satisfação, pois é difícil você criar filhos e ter um de boa índole dentro de uma profissão convivendo com os amigos que conviveram que você, no mesmo ambiente de trabalho”, destaca Neilson.

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Pai e filho (foto de arquivo pessoal).

Como todo árbitro, os dois sabem o que é ser alvo de críticas e xingamentos dos torcedores apaixonados. Contudo, Bruno assegura que não se incomoda e que não há motivo para preocupação com ele ou com o pai. “Sou tranquilo, pois futebol mexe com muitas emoções das pessoas, mas depois passa e a razão chega”, minimiza. Neilson destaca que o profissionalismo do filho faz com que ele não seja um ponto de ofensas das torcidas. “Felizmente, o pessoal não pega no pé dele, pois é uma sensação que a gente não gosta, quer blindar, preservar. Ninguém quer ver alguém que você ama exposto”, ressalta.

Bruno Vieira é o profissional mais jovem do quadro de arbitragem da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), aos 24 anos. Por isso, já teve a oportunidade trabalhar em partidas junto ao pai, pois Neilson Santos encerrou a carreira com o apito em 2015, aos 45 anos. “Já trabalhamos tanto apitando quanto bandeirando e na final do Pernambucano de 2013 fomos os reservas”, relembra o pai.

“Sensação incrível” é como conta o filho. Ele ainda destaca que a situação envolvendo um árbitro tão jovem e um tão experiente pode ser descrita como inusitada. Para Bruno, a confiança que ele tem em Neilson é um pilar fundamental na relação profissional dos dois. “Não que não exista (confiança) com outros companheiros, mas com o pai tem uma ligação de família e isso é diferente”, explica.

E, como todo pai, Neilson se viu como mentor do filho no início da caminhada profissional de Bruno. “Ele estava recém saído do curso de árbitro e tentei passar alguma coisa, contribuir com a formação dele. Me senti professor. Depois, ele já estava um pouco mais experiente”, diz o pai coruja. O veterano garante: é o torcedor número um de Bruno Vieira.

Fonte: Blog do Torcedor

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Marca de chocolates faz homenagem aos árbitros

Uma famosa marca de chocolates do Reino Unido, a Cadbury Roses, decidiu fazer uma campanha publicitária agradecendo aos árbitros de futebol pelo seu importante trabalho, embora muitos setores da sociedade, do esporte e principalmente da mídia façam questão de ignorar a classe.

A homenagem, feita através da campanha chamada “quando um árbitro vira o melhor em campo” (em tradução livre do inglês “when the referee becomes the man of the match“), passa uma importante mensagem de empatia e compaixão com estes profissionais. O filme, que até então tem quase 2 milhões de visualizações, traz algumas mensagens de apoio e logo no início do vídeo diz:

“É hora de agradecer a pessoa menos respeitada em campo”.

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O personagem central nas gravações é o árbitro amador Mick Breen, que é surpreendido pelas frases de agradecimento de um dos garotos que disputou a partida e em seguida é homenageado por uma multidão de pessoas e jogado ao alto.

“Acho que as pessoas não dizem, mas os árbitros realmente se esforçam e precisamos reconhecer isso” – testemunha o garoto.

“Muito obrigado por ser um grande árbitro. E tudo isso é para você”.

O ato é singelo e, mesmo que seja combinado, humaniza o árbitro e faz as pessoas pararem para pensar em sua vida, seu significado e importância, não apenas no esporte.

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Chefe de árbitros cai após metade dos times do Brasileiro reclamar à CBF

A saída do presidente da comissão de arbitragem Sérgio Corrêa ocorre após metade dos clubes da Série A reclamarem de juízes neste Brasileiro. A diretoria diz que o próprio diretor pediu para sair, mas admite que pode ter havido desgaste dele. Clubes que criticaram o diretor estavam satisfeitos com a troca por Marcos Marinho.

Sérgio Correa deixou o cargo de presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Sérgio Correa deixou o cargo de presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Levantamento do blog mostra que 10 clubes informaram ter feito protestos formais à CBF contra a arbitragem neste Nacional. São eles: Fluminense, Flamengo, Santos, São Paulo, Palmeiras, Cruzeiro, América-MG, Grêmio, Atlético-PR e Figueirense. Não foram consideradas reclamações de vestiário ou de técnicos e jogadores.

Um dos mais incisivos foi o presidente santista, Modesto Roma Jr., que pediu a queda de Sérgio Corrêa após a expulsão do meia Lucas Lima no jogo contra o Internacional. Ele aprovou a troca no comando da arbitragem.

”O presidente da CBF fez o certo. Ele (Marinho) quando assumiu a Paulista vinha de um escândalo de arbitragem com o Edílson (caso de manipulação de arbitragem). Ele melhorou a arbitragem de São Paulo”, afirmou Modesto. ”Os árbitros de São Paulo são muito bons, assim como os gaúchos.”

Ao justificar a escolha de Marinho, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, citou os elogios dos times paulistas, incluindo Modesto. O presidente santista, no entanto, disse não ter indicado o novo chefe da arbitragem. ”O presidente da CBF não precisa de indicação. Marinho é um bom nome. Seneme (Wilson, atualmente na Conmebol) é outro. Sálvio (Spínola, comentarista de tv) é outro.”

Coronel Marcos Marinho assume hoje a presidência da arbiragem na CBF.

Coronel Marcos Marinho assume hoje a presidência da arbiragem na CBF.

Outro crítico da arbitragem da CBF é o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, que fez seguidas reclamações formais por erros contra o time. ”Espero que seja para melhor. Não conheço o novo titular, mas tive boas informações dele vindas dos presidentes dos clubes paulistas”, analisou. Ele não se mostrou preocupado com mais um paulista na comissão.”Se ele for bom mesmo, não vai se sujeitar a pressões de ninguém.”

Feldman afirmou que a arbitragem é sempre ”o elo frágil” pelas críticas dos clubes, e que a própria comissão reconhecia alguns dos erros cometidos. A CBF instalou um grupo independente para avaliar o trabalho da comissão de arbitragem a pedido dos clubes. Até agora, todos os relatórios dessa comissão foram de elogios às atuações de alguns trios por rodada, enquanto os clubes continuam a reclamar.

Uma das apostas da confederação é o árbitro de vídeo, que está em fase final de testes pela Fifa e pode entrar em vigor em 2017. O ex-presidente da comissão Sérgio Corrêa vai cuidar justamente desse projeto.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos

Antes, durante e após o jogo: como funciona o trabalho da equipe de arbitragem

Você sabe como funciona o trabalho da equipe de arbitragem? Não?! Então, esse é o vídeo certo para você.

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O reporter José Renato Ambrósio e o ex-árbitro e comentarista Sálvio Spinola, amboas da ESPN, acompanharam o quarteto que apitou a final da Copa do Brasil sub-20 na semana passada e mostram, em detalhes, todo o fluxo. Confira a reportagem neste link.

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Cara ou coroa já era! Árbitros personalizam moedas e dão brinde aos atletas

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A imagem é clássica: o árbitro de futebol chama os dois capitães para o meio do gramado e decide o lado do campo em um “cara ou coroa”, presente no futebol desde a criação de suas primeiras regras, em 1863.

A curiosidade, no entanto, fica justamente pela personagem principal dessa sequência: a moeda. Há tempos os homens do apito deixaram de lado os artefatos tradicionais e passaram a usar artigos personalizados.

moeda-daronco“Eu não uso moeda de dinheiro, uso uma personalizada que eu mando fazer com meu nome. Ela tem a cor amarela com meu nome de um lado e a cor cinza do outro”, afirmou Anderson Daronco, árbitro Fifa de 35 anos.

No caso de Marcelo Aparecido Ribeiro, a moeda utilizada não é uma personalizada por ele, mas pela Fifa. O árbitro de 43 anos faz uso de um artigo da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

“Eu ganhei a moeda da Fifa de um amigo que esteve na Copa do Mundo de 2014. Ela tem de um lado a marca do fair-play e o logo da Fifa de outro. Essa é a moeda que eu uso. Tem alguns árbitros que mandam fazer moedas personalizadas, mas não é meu caso”.

Moeda vira disputa no início do jogo

A personalização das moedas fez com que Leandro Pedro Vuaden, de 41 anos, passasse a usá-las como uma maneira de presentear os jogadores. Antes de cada jogo, o árbitro entrega o artigo para o capitão vencedor do sorteio.

moeda-vuaden“Em 2008, antes da partida entre Palmeiras e Fluminense, um dos meus assistentes sugeriu que eu desse a moeda do sorteio para o capitão que vencesse o cara ou coroa. Desde então, eu mando confeccionar as moedas personalizadas e dou para o capitão vencedor”.

A “disputa” de Vuaden é famosa no meio do futebol e, de acordo com ele, já rendeu reclamação de um dos capitães. “Teve uma vez que a remessa de moedas atrasou e eu fiz o jogo com uma de 5 centavos. E o capitão que ganhou o sorteio falou: ‘quando eu ganho, não tem moeda, você vem com essa desculpa”.

Mesmo sem revelar quem seria o jogador que ficou sem a moeda, Vuaden afirmou que tempos depois reencontrou o atleta e, enfim, entregou o artigo para ele. “Ele perdeu o sorteio e quando ia indo embora, eu pedi para ele esperar e tirei uma moeda do meu bolso: ‘a tua está aqui, eu estava te devendo'”.

Emerson Almeida no tradicional "toss".

Emerson Almeida no tradicional “toss”.

Fonte: UOL

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