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Archive for outubro \21\UTC 2016

Árbitra brasileira está escalada para final do Mundial Feminino Sub-17

Tatiane Sacilotti

Tatiane Sacilotti

Hoje acontecem os jogos finais do Mundial Feminino Sub-17 de futebol realizado em Omã, capital da Jordânia. Estarão em disputa os jogos para definir a equipe terceira colocada e a grande final da competição para consagrar a equipe campeã do torneio.

Duas brasileiras foram convocadas para participar da competição, ambas pertencentes ao quadro de árbitras da Federação Paulista de Futebol. A árbitra Regildênia de Moura Holanda (baiana de nascimento) e a assistente Tatiane Sacilotti. Curiosamente as duas fizeram o curso de arbitragem da FPF no ano de 2014. Regildênia, porém, é a mais antiga no quadro da Fifa. Por outro lado, Tatiane vem atuando na primeira divisão de São Paulo há alguns anos, incluindo algumas finais estaduais.

As duas estiveram em um treinamento realizado pela Fifa em Miami no mês abril deste ano e confirmaram sua participação no mundial após intensivos treinamentos.

Regildênia atuou em 3 partidas durante o torneio: México 5 x 0 Nova Zelândia (reserva); Alemanha 1 x 1 Canadá (árbitra); Espanha 1 x 1 México (reserva).

Tatiane atuou em 2 partidas durante o torneio: Alemanha 1 x 1 Canadá (assistente 1); Espanha 1 x 1 México (assistente 1).

As duas partidas finais contam com a participação de árbitras representantes de vários países e de todos os 5 continentes do planeta.

O destaque fica para a presença de uma brasileira na grande final, feito inédito. Tatiane será a árbitra assistente reserva desta importante partida.

Disputa do Terceiro Lugar

Kate Jacewicz apita a final.

Kate Jacewicz apita a final.

Venezuela X Espanha
Árbitra: Ledya Tafesse (ETIÓPIA)
Assistente 1: Kylie McMullan (ESCÓCIA)
Assistente 2: Lucia Abruzzese (ITÁLIA)
Árbitra Reserva: Ekaterina Koroleva (EUA)
Assistente Reserva: Leslie Vasquez (CHILE)

Grande Final

Coréia do Norte X Japão
Árbitra: Kate Jacewicz (AUSTRÁLIA)
Assistente 1: Renae Coghill (AUSTRÁLIA)
Assistente 2: Uvena Fernandes (INDIA)
Árbitra Reserva: Anastasia Pustovoitova (RÚSSIA)
Assistente Reserva: Tatiane Sacilotti (BRASIL)

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Árbitro austríaco atua em campos do DF

Wolfgang Theis, de 42 anos, natural da pequena cidade de Linz na Áustria, emigrou  para o Brasil no início deste ano em definitivo. Theis foi árbitro de jogos profissionais e amadores pela associação de futebol de seu país, a Österreichische Fußball-Bundesliga, além de atuar por anos como professor universitário e pesquisador na área de filosofia. Atualmente vivendo em Brasília, atua como árbitro de futebol na capital federal, além de manter seu trabalho regular como professor de inglês. 

wolfgang

Após atuar por 23 anos como árbitro na Europa, chegando a atuar em jogos de primeira linha na região norte da Áustria, Wolfgang não podia simplesmente abandonar sua grande paixão e então se inscreveu no associação de árbitros de Brasília.

– “Fui recebido de braços abertos”, diz Theis, que foi o primeiro árbitro estrangeiro habilitado a apitar jogos do Campeonato Estadual de Brasília. Para ser aceito na federação do Distrito Federal ele apresentou seu distintivo de árbitro da Áustria e uma carta de recomendação da sua associação de árbitros de sua origem. Isso foi o suficiente para ser aceito.

As maiores diferenças entre Brasil e Áustria?

– “O nível técnico do futebol no Brasil é certamente muito maior, o mesmo se aplica aos requisitos de segurança também. Cenas como a de árbitros serem ameaçados no campo de jogo não acontecem por aqui” – destaca Theis.

Morar em um país estrangeiro tem seu lado bom, mas a adaptação, porém, nem sempre é tão fácil: “pontualidade é uma palavra estranha por aqui, o caos é a forma normal de organização dos brasileiros, por isso eles são campeões do mundo em improviso”. Os austríacos são considerados um dos povos mais organizados e pontuais do planeta.

Jogo sem polícia

– “Nas competições oficiais, a presença da polícia e a existência de alambrados nos campos são obrigatórios em todos os jogos. Se não há policiamento não realizamos a partida e relatamos os fatosMe sinto seguro no campo aqui. Jogos amadores nas periferias de São Paulo ou Rio de Janeiro são de alto risco e eu não encararia. Bandidos armados não são raridade por lá”.

Carreira no Brasil

Em solo brasileiro, seu maior destaque até o momento foi apitar uma partida no grandioso estádio Mané Garrincha, palco de jogos da Copa do Mundo de 2014 e com capacidade para 70  mil torcedores.

– “Infelizmente apenas 200 torcedores compareceram, foi um jogo fantasma” – brincou o árbitro com seu bom humor.

Quando está apitando partidas amadoras as pessoas ficam curiosas e perguntam porque um Europeu escolheu se mudar para o Brasil voluntariamente.

– “A vida é bem diferente aqui, mas é boa”.

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Coronel Marinho diz que não houve interferência externa no Fla-Flu

Chefe da Comissão de Arbitragem da CBF admite que arbitragem deixou a desejar ao permitir toda a confusão no clássico, mas diz que confia na palavra do trio.

Há menos de um mês no comando da Comissão Nacional de Arbitragem, Coronel Marinho se manifestou sobre o lance polêmico do Fla-Flu da última quinta-feira. Na visão dele, não houve interferência externa no gol anulado do Fluminense, em entrevista à Rádio Globo. Contudo, apenas na segunda-feira ele divulgará qual será o desdobramento do caso.

– Amanhã (segunda-feira) vamos decidir, falamos em equipe, não é arbitro e nem assistente. Vamos avaliar tudo com muita calma. Já discutimos, avaliamos e eles (trio de arbitragem) sabem bem o que vai acontecer – disse.

Coronel Marinho contou que conversou com árbitro Sandro Meira Ricci e o assistente Emerson Augusto de Carvalho. Ele se mostrou convencido com o que ambos relataram sobre o acontecimento do Fla-Flu. A dupla negou que tenha havido interferência externa.

– Não houve interferência, até porque todo mundo falava. Não é o delegado que muda posição de um arbitro ou assistente. O que vale é que assistente e árbitro me confidenciaram. Isso que está valendo. Vamos em frente.

No entanto, Sandro Meira Ricci e Emerson Augusto de Carvalho foram criticados pela forma como conduziram o lance e a demora em tomar uma decisão. A partida ficou praticamente 13 minutos parada.

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– Não é bom, o procedimento não foi o correto, já conversamos com eles. Isso suscita algumas coisas, parece que há complô, coisa arrumada, e não existe isso. Não há interferência que querem falar que teve, paciência. Deu motivo para ter essa polêmica, discussão.

De acordo com uma leitura labial feita pelo programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, o especialista afirma que o inspetor de arbitragem, Sérgio Santos, avisou ao árbitro que Henrique estaria impedido: “A TV sabe. A TV sabe que não foi gol”. O inspetor negou a fala.

– Existe o delegado e o inspetor de confiança da arbitragem. São duas figuras que ficam dentro do campo. O correto é não interferir em nada. E repito: não é o delegado que influenciou, todo mundo estava falando. Conheço o Emerson (auxiliar) há muitos anos, tem uma capacidade fantástica. Queria fazer o melhor e acabou prejudicado – disse Coronel Marinho.

O lance polêmico

Aos 39 minutos do segundo tempo do Fla-Flu de quinta-feira, disputado em Volta Redonda, o Fluminense marcou o que seria o gol de empate com o zagueiro Henrique. Tanto Sandro Meira Ricci quanto Emerson Augusto de Carvalho anularam o gol. Após pressão dos jogadores tricolores, voltaram atrás e validaram o tento. Foi a vez de os flamenguistas reclamarem e uma enorme confusão foi formada, com as duas equipes cercando o trio de arbitragem. No fim, o gol foi anulado novamente.

Fonte: Globo Esporte

Árbitros, o elo mais frágil

Há cenas que são capazes de sintetizar uma crise que, embora se manifeste mundo afora, aqui se apresenta com contornos bem brasileiros. No Fla-Flu de Volta Redonda, juiz e assistentes cercados, acuados, eram a imagem do pânico. Pareciam implorar por ajuda. Sandro Meira Ricci errara terrivelmente, sim. Mas ele e seus auxiliares eram símbolos dos personagens mais fragilizados do futebol atual.

sandro-meira-ricci-lance-flafluVerdade que a confusão desatou quando Ricci, colecionador de atuações comprometedoras, rejeitou a marcação do bandeira, que acertara ao anular o gol tricolor. Mas tudo o que aconteceu a seguir é muito mais significativo do que discutir se, ao fim do tumulto, chegou-se a um desfecho justo ou injusto.

Não há, hoje, figuras mais inseguras num campo do que os árbitros. Em especial num futebol como o brasileiro, em que valores como respeito, compromisso com o espetáculo e boa educação perdem de goleada para a busca do resultado a qualquer preço, incluídos aí a pressão e os desaforos. Vinte e dois jogadores elegem a arbitragem como adversária e tentam vencê-la pela intimidação ou pela simulação. Cabe ao juiz fazer mais do que marcar o que vê. Precisa partir da premissa de que, por vezes, o que vê são cenas de ficção produzidas por dublês de atores, muitos deles canastrões. E, justiça se faça, nem sempre são só os atletas. No Fla-Flu, até médicos e preparadores tomaram parte na disputa da imposição pelo grito.

Com tantas variáveis, o juiz precisa tomar decisões em meio a um jogo cuja velocidade cresce exponencialmente. Mas o olho humano, este permanece sendo um olho humano. Ainda que possa, e deva, ser melhor treinado, preparado.

O árbitro, inacreditavelmente o único elemento do jogo que, ainda em 2016, não tem no futebol seu único sustento, conduz o jogo rezando para que nenhuma das dezenas de câmeras que cercam o campo desminta suas marcações. Tem a tecnologia como adversária. Convenhamos, é desleal.

Proliferam os árbitros à beira de um ataque de nervos, adeptos da ideia de que jogadores são mesmo inimigos. Aplicam cartões como se desferissem um golpe com a arma que lhes resta. Vingam-se através do amarelo e do vermelho. É verdade que não faltam árbitros tecnicamente fracos. Mas sobram também os inseguros, frágeis diante de cenário tão hostil. No Fla-Flu, a pressão os fez ir e vir na hora de decidir.

Hora do vídeo e do bom-senso

O futebol tem uma dinâmica única, sem ciclos predefinidos como o vôlei, em que uma gama bem maior de lances pode ser corrigida pelo vídeo sem alterar o fluxo do jogo. É natural o estudo cuidadoso para implantar a tecnologia, mas a verdade é que o futebol se atrasou, flerta com o anacronismo.

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O futebol precisa mudar, e os árbitros precisam de ajuda: da tecnologia, da profissionalização, da preparação e da gestão da CBF. Ricci e os assistentes, através de suas expressões de medo, imploravam por auxílio em meio à confusão do Fla-Flu. E ele veio, ao que parece, da forma mais inaceitável. De tanto rejeitar ingressar no século XXI, o futebol entrou na zona cinzenta da falta de transparência, da ajuda disfarçada do vídeo que, se valer uma vez sim, outra não, desequilibra campeonatos. É quase um vale-tudo na luta do árbitro pela sobrevivência na selva que se tornou o campo. Um dano irreversível ao jogo, porque pior do que uma arbitragem ruim é não saber quem é, de fato, o árbitro.

Mas precisam mudar também os dirigentes, protagonistas de uma pressão que não termina com o jogo. A sexta-feira foi marcada por uma guerra interestadual de entrevistas coletivas e indignação seletiva, até de quem já viu seu clube se beneficiar da aparente influência disfarçada do vídeo. A rigor, não há propriamente indignação. Há, isto sim, a preparação do ambiente de pressão para a próxima rodada, para que seu clube seja o favorecido.

Rodeados por jogadores, técnicos, preparadores e médicos no Fla-Flu, Ricci e os assistentes claramente já sabiam que o gol de Henrique fora em impedimento. Restavam-lhes duas alternativas: ou morriam abraçados ao erro, ou reviam, outra vez, a decisão, quase que confessando um auxílio de vídeo que, hoje, ainda é ilegal. Àquela altura, não havia mais como o futebol sair ileso.

Por: Carlos Eduardo Mansur
Fonte: O Globo

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Comediante faz vídeo de apoio a árbitros

13/10/2016 1 comentário

O comediante Marco Bianchi fez um vídeo com uma brincadeira, mas que serve de apoio aos árbitros de futebol. Ele brinca que na era da inclusão digital, todos ficam sabendo de tudo que se passa no jogo na velocidade da luz, menos os árbitros, que não tem acesso à tecnologia para reduzir os equívocos nas partidas. Confira.

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Brasileiras estreiaram no Mundial Feminino Sub-17

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A árbitra Regildenia Holanda e a árbitra-assistente Tatiane Camargo são as representantes da arbitragem brasileira na Copa do Mundo Feminina Sub-17, que acontece na Jordânia. A dupla estreou na competição comandando o confronto entre Alemanha e Canadá no último dia 3 de outubro. A partida terminou empatada em 1 a 1.

Regildenia é árbitra FIFA desde 2012. Já Tatiane ingressou no seleto quadro neste ano. No mês de setembro, as duas árbitras participaram do Curso Rap-FIFA para árbitros de Elite promovido pela Escola Nacional da Arbitragem do Futebol da CBF, realizado em Águas de Lindoia, no interior de São Paulo. Na ocasião, elas comentaram sobre a expectativa da participação. Confira:

Fonte: CBF

Clube argentino terá que consertar campo que está “torto” há 30 anos

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O modesto Club Social y Deportivo Liniers, que atua na quinta divisão da Argentina e cujo estádio fica na região metropolitana de Buenos Aires, deverá consertar seu campo, um dos mais peculiares do país. O estádio está fora dos padrões geométricos da Fifa há 30 anos e se tornou um “alçapão” para os times que não se adaptam a sua forma trapezoidal.

Localizado no município de La Matanza, a cerca de 30 quilômetros da capital argentina, o estádio Juan Antonio Arias é a sede de um clube que treina 400 jogadores, desde os das categorias de base até os do departamento profissional, e é também uma saída para muitos jovens das áreas pobres vizinhas.

Há mais de 30 anos, os adversários do Liniers vão ao estádio com certo temor porque as linhas demarcadas no gramado geram confusão.

“Os goleiros, quando tomam como referência o gol do outro lado, notam que sua primeira trave não coincide com a que está na outra meta”, contou, com bom humor, Oscar Aguirre, técnico da equipe principal.

Em entrevista à Agência Efe, o treinador, que dirige a equipe há mais de 15 anos, relatou as estratégias que adaptou à peculiar disposição do campo, que, segundo ele, muda a forma de atacar e defender.

“Se atacamos em direção a este gol – afirmou, apontando para um dos gols -, nossos lançamentos têm que vir da esquerda para a direita porque este setor do campo é muito mais largo do que aquele, e do outro lado é o contrário”, explicou, antes de lamentar que, com a mudança, o clube vai perder uma característica que o transformou em “lendário”.

Os adversários sofrem especialmente nas jogadas de bola parada. “Aconteceram muitos gols olímpicos”, disse.

Segundo Oscar, todos os clubes das divisões inferiores da Argentina conhecem a fama do “campo das traves tortas” do Liniers.

Agora, a Associação de Futebol Argentino (AFA) fechou temporariamente o estádio e deu um prazo de três meses para reconfigurá-lo em um polígono retangular, como estabelece o regulamento.

“Após 30 anos, vamos endireitar o campo torto e tentar endireitar o que acontece em nível nacional”, ironizou o vice-presidente do clube, Miguel Ángel Narváez, em referência às duras condições nas quais vivem os moradores de La Matanza desde a mudança de governo – de Cristina Kirchner para Mauricio Macri, em dezembro do ano passado.

Além de seu campo torto, o Liniers ganhou fama durante todos estes anos por ajudar os jovens dos bairros próximos, imersos na miséria e na violência há décadas.

“Temos futebol feminino, um refeitório… fazemos inclusão social”, contou o dirigente.

Narváez, que se confessa fervoroso ativista social, pôs nas mangas da camisa da equipe o rosto do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) em homenagem, segundo ele, a “todas as coisas boas” que o ex-presidente argentino, já falecido, fez pelos bairros da região.

“Vamos endireitar o campo, mas com a ressalva de que a direita às vezes não soluciona nada”, disse o diretor, que calcula que as obras de remodelação levarão de 20 a 45 dias.

Fonte: UOL

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