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Árbitro austríaco atua em campos do DF

Wolfgang Theis, de 42 anos, natural da pequena cidade de Linz na Áustria, emigrou  para o Brasil no início deste ano em definitivo. Theis foi árbitro de jogos profissionais e amadores pela associação de futebol de seu país, a Österreichische Fußball-Bundesliga, além de atuar por anos como professor universitário e pesquisador na área de filosofia. Atualmente vivendo em Brasília, atua como árbitro de futebol na capital federal, além de manter seu trabalho regular como professor de inglês. 

wolfgang

Após atuar por 23 anos como árbitro na Europa, chegando a atuar em jogos de primeira linha na região norte da Áustria, Wolfgang não podia simplesmente abandonar sua grande paixão e então se inscreveu no associação de árbitros de Brasília.

– “Fui recebido de braços abertos”, diz Theis, que foi o primeiro árbitro estrangeiro habilitado a apitar jogos do Campeonato Estadual de Brasília. Para ser aceito na federação do Distrito Federal ele apresentou seu distintivo de árbitro da Áustria e uma carta de recomendação da sua associação de árbitros de sua origem. Isso foi o suficiente para ser aceito.

As maiores diferenças entre Brasil e Áustria?

– “O nível técnico do futebol no Brasil é certamente muito maior, o mesmo se aplica aos requisitos de segurança também. Cenas como a de árbitros serem ameaçados no campo de jogo não acontecem por aqui” – destaca Theis.

Morar em um país estrangeiro tem seu lado bom, mas a adaptação, porém, nem sempre é tão fácil: “pontualidade é uma palavra estranha por aqui, o caos é a forma normal de organização dos brasileiros, por isso eles são campeões do mundo em improviso”. Os austríacos são considerados um dos povos mais organizados e pontuais do planeta.

Jogo sem polícia

– “Nas competições oficiais, a presença da polícia e a existência de alambrados nos campos são obrigatórios em todos os jogos. Se não há policiamento não realizamos a partida e relatamos os fatosMe sinto seguro no campo aqui. Jogos amadores nas periferias de São Paulo ou Rio de Janeiro são de alto risco e eu não encararia. Bandidos armados não são raridade por lá”.

Carreira no Brasil

Em solo brasileiro, seu maior destaque até o momento foi apitar uma partida no grandioso estádio Mané Garrincha, palco de jogos da Copa do Mundo de 2014 e com capacidade para 70  mil torcedores.

– “Infelizmente apenas 200 torcedores compareceram, foi um jogo fantasma” – brincou o árbitro com seu bom humor.

Quando está apitando partidas amadoras as pessoas ficam curiosas e perguntam porque um Europeu escolheu se mudar para o Brasil voluntariamente.

– “A vida é bem diferente aqui, mas é boa”.

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