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Archive for dezembro \14\UTC 2016

Pênalti é marcado por árbitro de vídeo na semi-final do Mundial de Clubes no Japão

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A surpreendente vitória de 3 a 0 do Kashima Antlers sobre o Atlético Nacional na semifinal do Mundial de Clubes começou com um lance polêmico. Na primeira vez em que foi utilizado em uma competição oficial da Fifa, o árbitro assistente de vídeo (VAR, na sigla em inglês) teve participação decisiva no primeiro gol do campeão japonês. Decisiva e contestável, porque foi marcado pênalti para o Kashima num lance em que um jogador do time japonês estava impedido, o que, portanto, invalidaria a marcação da penalidade máxima.

O VAR não pode ser usado para apontar impedimento. Mas pênalti, sim. Em seu site, a Fifa informa que os árbitros assistentes de vídeo só podem atuar na marcação ou anulação de pênaltis, lances de gol, expulsões diretas ou na identificação de jogadores em infrações (agressões, por exemplo). Lances de impedimento, portanto, não estão na lista de ocorrências.

Outra discussão provocada pelo uso do vídeo no jogo entre Nacional e Kashima foi em relação ao tempo em que o jogo ficou interrompido. O árbitro húngaro Viktor Kassai deixou o jogo correr durante 1m12s, até ser alertado, via áudio, da suposta irregularidade na área do time colombiano. Todo o processo, até a marcação da penalidade, levou 2m17s.

O lance ocorreu no primeiro tempo. Em bola levantada na área do Nacional, o japonês Daigo estava impedido e chegou a dar um tranco no colombiano Mosquera, que, na sequência, derrubou o adversário. Foi ali que os árbitros assistentes de vídeo viram o pênalti e avisaram Kassai sobre a infração. Mas ignoraram o impedimento de Daigo. O meia Doi bateu o pênalti com categoria e abriu o placar para o Kashima.

A infração aconteceu aos 27 minutos e 41 segundos de jogo. Porém, a bola só saiu do gramado aos 28min36s. Aos 28min59s, o árbitro pediu para não ser feita a cobrança de lateral, e somente aos 29min52s o pênalti foi marcado.

Leia a reportagem oficial da Fifa (em inglês).

Fonte: O Globo

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Trio paulista é eleito o melhor da arbitragem do Brasileirão 2016

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Na noite de ontem (12) foi realizada a festa na sede da CBF de encerramento do Brasileirão 2016, premiando os melhores do torneio escolhidos por cerca de mil jornalistas que votaram. O craque deste ano foi o atacante Gabriel Jesus do Palmeiras, enquanto a revelação foi Vitor Bueno do Santos Futebol Clube.

A seleção escolhida do campeonato foi a seguinte: Jaílson (Palmeiras); Jean (Palmeiras), Pedro Geromel (Grêmio), Yerri Mina (Palmeiras) e Jorge (Flamengo); Tchê Tchê (Palmeiras), Moisés (Palmeiras), Diego (Flamengo) e Dudu (Palmeiras); Robinho (Atlético-MG) e Gabriel Jesus (Palmeiras).

Durante a premiação, o melhor trio de árbitros do Brasileirão foi anunciado: Raphael Claus e os assistentes Marcelo Van Gasse e Rogério Pablos Zanardo. Todos são integrantes do quadro da Federação Paulista de Futebol.

Na segunda posição ficou o trio catarinense composto por Bráulio da Silva Machado (Aspirante Fifa), Neuza Inês Back e Alex dos Santos. Completando o pódio com dos 3 melhores trios, que tem direito a prêmio, veio outro trio paulista com Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Márcia Bezerra Caetano e Alex Ang Ribeiro.

As melhores equipes de arbitragem receberão um total de R$ 500 mil em premiação, sendo R$ 300 mil, R$ 150 mil e R$ 50 mil para os três primeiros trios, respectivamente.

O ranking para a premiação dos árbitros é elaborado da seguinte forma: após todos os jogos, um analista de campo e um analista de vídeo dão uma nota para o trio de arbitragem. As notas são processadas por um Comitê formado pelos ex-árbitros Vitor Pereira (português, que apitou em Copas do Mundo), José Roberto Wright e Cláudio Cerdeira. Esse comitê referenda ou reforma as notas dadas pelos analistas.

Com base nessas notas é elaborado o ranking nacional da arbitragem – que em 2016 termina com o trio paulista na liderança.

Confira o ranking com os 10 melhores trios do Brasileirão 2016:

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Árbitros de vídeo serão testados no Mundial de Clubes da FIFA 2016

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Um passo importante na história do futebol será dado no Mundial de Clubes da FIFA 2016 no Japão (realizado de 8 a 18 de Dezembro em Yokohama e Osaka), onde será utilizado o VAR (Video Assistant Referee), ou Árbitro Assistente de Vídeo, que terá auxílio da tecnologia de vídeo para interferir em decisões importantes que podem influenciar no resultado e legitimidade da partida. É a primeira vez que esta tecnologia será usada em uma competição oficial da FIFA.

– “Isso representa um grande passo nos testes da tecnologia”, disse Marco van Basten, diretor de desenvolvimento técnico da FIFA (Chief Officer Technical Development).

– “Estamos bem confiantes após toda a preparação com a ajuda do IFAB, a emissora Dentsu/NTV e da empresa Hawk-Eye – uma das empresas que fornece a tecnologia para o VAR. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que estamos entrando em um território desconhecido, haja vista que vamos usar a tecnologia pela primeira vez (em competição oficial da FIFA). Em último caso, os testes serão muito valiosos para determinar se o processo está bom ou se precisará de algum ajuste fino”.

Este teste envolve a presença de um árbitro assistente de vídeo (VAR) que terá acesso a todas as imagens transmitidas de dentro de uma sala de operações, possibilitando que o árbitro da partida receba informação em campo para corrigir um erro claro em certas situações. Isto inclui incidentes importantes como gols marcados, decisões de pênalti, cartão vermelho direto e identificação de jogadores. O VAR terá um importante papel de apoio assim como os assistentes de linha e o quarto árbitro, mas o árbitro central continuará a ter a primeira decisão e a decisão final no jogo.

– “O sistema VAR foi desenvolvido da mesma maneira que a tecnologia da linha do gol, para prover informação adicional para o árbitro”, comentou o chefe da arbitragem da FIFA, Massimo Busacca.

– “Queremos que o fluxo normal do jogo seja mantido e, como sempre foi, a decisão seja sempre do árbitro principal. É a nossa filosofia e estes princípios e a aplicação prática da tecnologia foram explicados e demonstrados para nossos árbitros como parte do programa de treinamento”.

Como de costume, os árbitros e VARs selecionados para o Mundial de Clubes da FIFA 2016 participaram de treinamentos teóricos e práticos intensivos organizados pelo Departamento de Arbitragem da FIFA durante a semana que antecedeu a competição. Os pontos principais deram ênfase ao entendimento do futebol, leitura do jogo, posicionamento, trabalho em equipe e as diferentes mentalidades no futebol, com o objetivo final de alcançar a consistência e uniformidade das decisões. Os árbitros revisaram vídeos com situações reais de jogo e tiveram sessões práticas em campo com jogadores, que foram filmadas para que os participantes pudessem receber feedback imediato dos instrutores. O passo final antes do primeiro jogo incluiu uma sessão de treinamento com jogadores, algumas câmeras e o sistema VAR da Eye-Hawk no estádio de Yokohama. Isso tudo só foi possível após o sucesso nos testes na realização de amistosos internacionais de jogos da Itália.

Este vai ser um importante teste antes que outras competições adotem a tecnologia VAR a partir de 2017. O árbitro poderá ver um replay da jogada em um monitor ao lado do campo para certas decisões – é um progresso com relação ao testes parciais conduzidos em amistosos internacionais recentes na Itália nas partidas Itália x França em Bari em Setembro e Itália x Alemanha em Milão em Novembro.

Com o apoio da FIFA e do IFAB, associações nacionais de 12 países já confirmaram que participarão do experimento de 2 anos do uso do VAR (Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Catar, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, México, Portugal, República Checa) em suas principais competições.

Para saber mais sobre o programa VAR da FIFA clique no link. Uma página com Perguntas e Respostas também está disponível.

Uniforme da arbitragem da final da Copa do Brasil homenageia Chapecoense

07/12/2016 1 comentário

O uniforme usado pela arbitragem do grande jogo da final da Copa do Brasil 2016, disputada entre Grêmio e Atlético Mineiro em Porto Alegre, faz uma homenagem ao time da Chapecoense, que sofreu uma tragédia aérea na última semana, vitimando 71 pessoas entre jogadores, comissão técnica, diretores, profissionais da imprensa, convidados e tripulação da aeronave.

O uniforme tem a cor verde, a mesma do time catarinense, além de seu escudo adornado com uma faixa de luto.

É a primeira vez na história que se tem notícia de uma equipe de arbitragem ostentando um escudo de clube de futebol no uniforme.

A equipe da arbitragem da final será:

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira – SP (FIFA)
Assistente 1: Marcelo Carvalho Van Gasse – SP (FIFA)
Assistente 2: Kleber Lucio Gil – SC (FIFA)
Quarto Árbitro: Rodolpho Toski Marques – PR (ASP-FIFA)
Quinto Árbitro: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa – SP

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Como o tráfico de drogas influenciou a arbitragem na Copa Libertadores

06/12/2016 1 comentário

Clube que hoje é respeitado no mundo todo pela sua demonstração de humanidade e apoio incondicional às vitimas da tragédia da Chapecoense, o Atlético Nacional já teve episódio manchado por influência do crime organizado.

No ano de 1990, auge da atuação do Cartel de Medelim (Colômbia), comandando pelo narco traficante Pablo Escobar, uma das maneiras que o crime organizado encontrou de lavar dinheiro e de ganhar carisma da população local foi patrocinando equipes de futebol pelo país, como o Independiente de Medellín e o próprio Atlético Nacional.

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Durante a disputa da Copa Libertadores da América no ano de 1990, uma grande suspeita pairou sob a partida da equipe Atlético Nacional contra o Vasco da Gama, vencida pelos colombianos por 3 a 2. O árbitro uruguaio Daniel Cardellino confessou que recebeu ameaças de morte, além de uma oferta de 20 mil dólares para ajudar o Atlético Nacional a vencer a partida de volta das quarta-de-final. Era a famosa tática do “chumbo ou dinheiro” praticada pelos barões das drogas a fim de coagir as pessoas à base do medo, violência e suborno.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em 2014, Eurico Miranda, presidente do Vasco, afirmou que “havia caras com metralhadora no vestiário, tinha cartel de Medellín no meio”.

Após a denúncia, a Conmebol decidiu que a partida deveria ser jogada novamente, porém em solo neutro, para evitar influência no resultado. O jogo foi disputado no Chile e os colombianos voltaram a vencer os cariocas pelo placar de 1 a 0.

O árbitro argentino Juan Bava contou uma história similar em um dos empates em 1989. Ele recebeu uma oferta de um milhão de dólares para favorecer o Atlético Nacional enquanto tinha uma arma apontada para sua cabeça.

Em novembro de 1989, o assistente Álvaro Ortega foi morto a tiros em Medelim. Semanas antes de sua morte, Ortega havia anulado um gol do Independiente de Medelín em um jogo decisivo contra o América de Cáli. A federação local foi pressionada pela Fifa e pela Conmebol e decidiu suspender o Campeonato Colombiano daquele ano, que terminou sem um campeão.

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“Fingi que nem vi”, diz juiz que não puniu brasileiro por homenagem à Chape

O atacante brasileiro Nathan marcou um dos gols da vitória do Vitesse por 3 a 1 sobre o Zwolle, no último sábado (3), pelo Campeonato Holandês. Após balançar as redes, ele tirou a camisa do clube holandês para homenagear a Chapecoense, mas contou com a sensibilidade do árbitro, que não mostrou cartão amarelo como recomenda a regra.

Neste domingo (4), em entrevista ao jornal The Telegraaf, o árbitro Jochem Kamphuis se explicou.

“Eu teria que dar o amarelo nessa circunstância, eu vi que ele tirou a camisa. Estava ciente de tudo que tinha acontecido, que ele perdeu amigos nesse desastre terrível. Então fingi que nem vi”, afirmou o juiz, que se fez de desentendido.

“Decidi me virar e ir para o outro lado do campo. Foi um acontecimento tão terrível, e é tão especial para o jogador que marca um gol poder homenagear seus amigos. Acho que essa foi a melhor decisão que eu pude tomar”, acrescentou Kamphuis, cuja decisão foi elogiada pela Federação Holandesa de Futebol.

No mesmo dia, por exemplo, o atacante uruguaio Cavani recebeu cartão amarelo em jogo do PSG depois que tirou a camisa após marcar um gol para homenagear as vítimas do acidente aéreo com a Chapecoense.

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Fonte: UOL Esporte

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Moeda da Inglaterra que explica impedimento está errada, dizem árbitros

Considerada uma das regras mais complicadas de se explicar para uma pessoa leiga ou pouco familiarizada ao futebol, a lei do impedimento acabou homenageada, em nome da modalidade, pela organização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 em conjunto com a Casa da Moeda britânica nas moedas de 50 centavos de libra. Porém, o jornal The Guardian publicou reportagem mostrando que a figura retratada na moeda remete ao texto da lei antiga da regra e é totalmente confusa aos padrões de quando foi lançada.

Nela, um atleta tem duas opções de passe: a primeira, à esquerda, mostra um triângulo “à frente” do penúltimo zagueiro – o que caracteriza a infração. Já a segunda figura, à direita, tem a representação dos jogadores (um quadrado ao lado de outro triângulo, representando atletas de times distintos) que traz a inscrição “não impedido”.

London 2012 50p piece explaining the offside rule.

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Porém, como explica a reportagem do veículo britânico, a representação mostraria a lei de impedimento que vigorava no futebol até 1995, ano da aplicação do chamado “impedimento passivo” pela International Board – órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol mundial.

O impedimento passivo acontece quando um jogador em situação irregular receba um lançamento em sua direção, mas opte por se omitir da jogada para que um companheiro, em condição legal, possa chegar até a bola e prosseguir com o ataque. A regra do impedimento, na época do lançamento da moeda (2012), dizia que, no momento do lançamento, o jogador do ataque alvo do passe deve estar posicionado, ao menos, na mesma linha do seu penúltimo adversário, postado no campo de defesa.

Como resposta às críticas, a Casa da Moeda britânica alegou que a inscrição gravada na moeda foi feita para “provocar discussão” sobre o tema, argumento prontamente rebatido por Mal Davies, membro da Associação de Árbitros da Inglaterra, que explicou que o uso da informação antiga é “embaraçosa” e pode se tornar uma forma de pressionar os árbitros em partidas, além de fazer a regra ficar ainda mais confusa.

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A polêmica ficou completa com a defesa por parte do designer da moeda, Neil Wolfson, explicando que ela apenas sinaliza uma posição de impedimento e que a falta de espaço não permitiu que a figura tivesse maiores detalhes sobre a regulamentação.

A Casa da Moeda colocou o objeto em circulação na Inglaterra ao lado de outras 29 moedas representando diversas modalidades esportivas. São aproximadamente 500 mil moedas homenageando o futebol, com a inscrição alusiva ao impedimento.

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