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Archive for janeiro \31\UTC 2017

Grama sintética e linhas extras geram polêmica no Catarinense

Mal o Catarinese começou, e o gramado do estádio Camilo Mussi, em Itajaí, a casa do Almirante Barrosso, recém-promovido à elite em Santa Catarina, já causa discussão entre clubes, jogadores e torcedores. A grama sintética de baixa qualidade e as marcações extras na cor amarela entraram em pauta logo após o empate em 2 a 2 entre o time da casa e o Joinville, pela primeira rodada.

gramado

A explicação para as linhas amarelas é que o clube aluga o campo durante a semana para peladas e jogos amadores. Além da questão estética, que cria dificuldades para jogadores e árbitros, a qualidade do gramado não é de alto padrão – ao contrário da Arena da Baixada, por exemplo, que também tem grama sintética. Após o empate em 2 a 2 neste domingo, o presidente do Joinville, Jony Stassun, explicou que uma reunião nesta segunda-feira vai debater entre os 10 participantes da primeira divisão do Catarinense se o Almirante Barroso deve mandar seus jogos em outro local.

– Aparentemente, pelo que nos foi comentado, parece que não teve acordo para que o Barroso  pudesse atuar no campo do Marcílio Dias. As marcações confundem os atletas, o bandeirinha também, no impedimento. Temos uma reunião na Associação de Clubes (SCClubes) e estamos conversando sobre isso. A partir do momento em que a Federação aprova, é lógico que os clubes têm que acatar e cumprir. Vamos ver isso e qual a avaliação dos outros clubes – disse o mandatário do JEC à rádio Máxima, de Joinville.

Aldair, autor de um gol e uma assistência do Joinville, preferiu não polemizar, mas confirmou que o estilo não agrada aos jogadores.

– Vamos dizer que atrapalha um pouco (a grama sintética). Não estamos acostumados com a marcação, mas o pior é o quique da bola, que fica muito rápida. Estamos acostumados com a grama de verdade, mas não é desculpa, atrapalha a gente e atrapalha eles também – falou ao fim  da partida.

O técnico do Joinville, Fabinho Santos, foi perguntado após a partida sobre qual é a sensação de jogar em gramado sintético. A resposta veio em apenas três palavras:

– Não é boa – resumiu.

Antes do início do Catarinense, a grama do estádio Camilo Mussi era discutida entre os clubes. O Almirante Barroso atuou, em 2016, em toda a Série B do estadual no estádio e com o gramado sintético desta forma – com as marcações amarelas (não perdeu nenhum jogo em casa). Para 2017, a Federação Catarinense de Futebol aprovou e liberou para que o clube atuasse nestas condições.

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De acordo com o presidente do Almirante Barroso, Adriano Cippriano, o clube aluga o gramado para partidas ao longo da semana quando não há treinamento da equipe principal. Desta forma, engorda o caixa do clube. Na festa de lançamento do campeonato, na última segunda-feira, o mandatário defendeu o patrimônio e explicou o motivo da escolha.

– Fizemos um investimento bem alto dentro de um planejamento, pois temos uma região onde é muito complicado por conta de chuvas para se manter os gramados. Não podemos nos comparar, financeiramente, a grandes clubes. Muito clubes do Brasil nem têm estádio para jogar. A gente teve essa preocupação. Na primeira rodada, no domingo, temos as linhas, mas estamos estudando algumas alternativas em relação à imagem. É uma forma de receita para o clube, temos que ter receitas. Estamos estudando outras formas, a princípio vamos jogar com o gramado sintético assim – afirmou Cipriano, na última semana, ao GloboEsporte.com.

Fonte: Globo Esporte

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Árbitro da final da Copa SP de Juniores atuou com câmera da SporTV no uniforme

cleber-paulinoA final da Copinha 2017 entre Corinthians e Batatais trouxe uma novidade tecnológica. O árbitro Cléber Luis Paulino entrou em campo com uma câmera da SporTV acoplada ao seu uniforme que transmitiu imagens 360 graus de dentro do campo para a mesa de transmissão da emissora.

A tecnologia funciona assim: são duas almofadas de dez centímetros cada. Uma carrega uma câmera outra um conjunto de transmissores.  Essas almofadas ficam presas junto ao corpo do árbitro, a câmera fica na parte da frente e os circuitos e transmissores ficam nas costas. O uniforme é vestido por cima e um pequeno furo é feito para passar a lente da câmera que, por sua vez, é presa à camisa por uma rosca. O peso total do equipamento é de 0,385 gramas apenas.

Os transmissores enviam sinais para quatro receptores colocados ao lado do campo e atrás de cada gol. De um laptop à beira do gramado, os técnicos da TV puderam ver todas as tomadas 360 graus que eram repassadas para o caminhão da SporTV, o canal responsável por trazer essa tecnologia espanhola para América Latina.

Idealizada e produzida por um trio de espanhóis, a tecnologia chama-se First Vision – foi rápidamente reconhecida como uma inovação promissora e recebeu investimentos dos craques Iniesta (futebol) e Ibaka (basquete).

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Na véspera do jogo, e equipe de TV foi ao CT do Corinthians e testou a tecnologia com os goleiros, tanto Luan quanto Felipe fizeram testes com bola e aprovaram a novidade. Entretanto, o time do Batatais, optou por não usar o sistema durante a partida e, em nome do “fair play”, somente a câmera do árbitro foi acionada durante o jogo.

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Tanto os executivos da Federação quanto o pessoal da técnica, que faz a montagem em campo, ficaram encantados pelo resultado. Durante a montagem, muitas perguntas e dúvidas “rodavam” em três idiomas, inglês, espanhol e português; ao final todos se entenderam. Alguns até experimentaram as almofadas mas coube a Filipe Cury do SporTV fazer a cobertura oficial.

De fato, a câmera da First Vision/SporTV trouxe novos ângulos e novas imagens que possibilitam aproximar a emoção do jogo para o torcedor da telinha. Esse segmento da inovação do esporte, denominado “engajamento do fã” é um dos mais lucrativos.

Fonte: SporTV

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Em Portugal, árbitro anda para trás, desequilibra e expulsa jogador

No início do ano o Porto foi derrotado, fora de casa, pelo Moreirense, por 1 a 0, e deu adeus à Copa da Liga de Portugal. Na partida, o time visitante teve dois jogadores expulsos. Um deles foi Danilo Pereira, numa cena, no mínimo, inusitada: ele foi desequilibrado pelo árbitro Luis Godinho, que andava para trás, e acabou levando o segundo cartão amarelo.

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Nas redes sociais, o jogador se mostrou inconformado com a expulsão:

‘Já vi a jogada mais de cem vezes e não consigo entender o critério seguido por este senho para tomar a decisão. Já assisti a muitos episódios ridículos no futebol, mas este foi, sem dúvida nenhuma, um dos mais vergonhosos’, escreveu.

Confira a jogada:

Fonte: O Globo

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Neto alemão de ex-árbitro brasileiro nasce dia… 7/1

Nasceu Elias, o primeiro neto do ex-árbitro Renato Marsiglia, 65 anos, comentarista da TV Globo, em Munique, onde mora seu filho, casado com uma alemã. Até aí tudo bem. Só que o neto alemão nasceu no dia… 7/1.

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Presidente da Federação Paulista fala sobre tecnologia e profissionalização

Em entrevista concedida à Folha de SP, o atual presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, comentou sobre assuntos polêmicos referentes à arbitragem de futebol relacionados ao uso da tecnologia e a profissionalização.

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Sobre a adoção e uso da tecnologia nas competições paulistas, o mandatário disse que os custos ainda são fora da realidade do futebol paulista. Ele comentou que a tecnologia vai chegar um dia, mas ainda tem problemas que precisam ser analisados e a própria FIFA admite isso. Há uma preocupação também com a dinâmica do jogo. Existe uma preocupação de o árbitro pedir para parar o jogo a toda hora para analisar os lances polêmicos.

– Mas se limitar as paradas, ele pede três e acontece um lance escandaloso, aí o que faz? Segue com erro.

Segundo Bastos, a solução para arbitragem é ter uma estrutura profissional, assim como os atletas que têm preparação profissional.

– Criamos diretoria na federação com três comissões. Há uma escola de arbitragem, onde precisa estar dois anos. Fizemos um modelo de formação profissional.

Sobre a profissionalização, ele anda comentou sobre as iniciativas da FPF:

– Estamos distantes do árbitro profissional de dedicação exclusiva, com salário fixo. Foi feito um teste na federação, mas não deu certo. Aumentou a dispensa do árbitro. Se ele apitava domingo em Penápolis, o salário era o mesmo do que se não apitava. Logo, surgia um problema em casa, sentia uma dorzinha que virava uma dorzona. Quando ganha por partida, ele quer apitar sempre. Precisa disso. Ele pode ir em festa, encher a cara, mas está no jogo no dia seguinte. Porque ele precisa daquele dinheiro.

Fonte: Folha de SP

Barcelona lamenta erro de arbitragem e pede uso da tecnologia

Comandante do Barcelona deixa claro que os árbitros precisam de ajuda, e atacante Suárez afirma que a bola passou um metro da linha do gol em lance polêmico.

O técnico do Barcelona, Luis Enrique, lamentou o erro de arbitragem contra sua equipe. Neste domingo, no empate em 1 a 1 com o Betis, pelo Campeonato Espanhol, a zaga do time de Sevilha cortou um cruzamento e a bola entrou, para depois ser cortada por Mandi. O árbitro ainda ameaçou apitar o lance, olhou para o auxiliar, mas deixou a partida seguir. O comandante avaliou que os culés foram prejudicados e pediu o auxílio da tecnologia.

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– Não tenho nada o que comentar, mas não me diga que parece, vi a foto (da bola após ultrapassar a linha do gol). A tecnologia pode ajudar, já disse isso. Está claro que os árbitros precisam de ajuda – afirmou Luis Enrique após o tropeço Barcelona.

Autor do gol de empate com o Betis neste domingo, o atacante Suárez foi outro que se manifestou ao ser questionado sobre o gol do Barcelona que o árbitro não deu. O uruguaio afirmou que o lance foi muito claro, lembrando de uma outra jogada no qual a zaga do Betis cortou em cima da linha e também deixou todos em dúvida:

– Na primeira ocasião de gol, a bola entrou um metro. Mas os árbitros também podem se equivocar. Apesar isso, as imagens confirmam que foi gol. Estávamos obrigados a ganhar, agora dependemos da derrota dos outros. Sabíamos que seria muito complicado.

Fonte: Globo Esporte

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Retorno do árbitro de gol e força-tarefa para ‘apagar incêndios’ no Carioca mudam a rotina na pré-temporada dos árbitros do Rio

O Campeonato Carioca deste ano, que começou na última quarta-feira, está diferente. E essas mudanças estão pautando a pré-temporada dos árbitros. Concentrados desde o início da semana no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, no litoral do estado, 71 árbitros e assistentes estão revisando conceitos e aprendendo mais sobre o novo formato do Estadual e a volta de recursos como o árbitro assistente adicional, o famoso árbitro de gol.

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Implantado de forma pioneira pela FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) em 2008, o uso do assistente adicional chegou a ser aprovado pela FIFA e adotado pela CBF. Mas acabou sendo abandonado no Estadual por questões financeiras.

“Como era um recurso oneroso, os times pequenos fizeram pressão e a FERJ abriu mão desses assistentes. Mas como neste ano, a despesa de arbitragem desses clubes será paga pela Federação, conseguimos trazê-los de volta. E a CBF já está planejando fazer a mesma coisa no Campeonato Brasileiro”, diz Jorge Rabello, presidente da COAF-RJ (Comissão de Arbitragem do Futebol do Rio de Janeiro).

“O assistente adicional não serve apenas para verificar se a bola entrou mesmo no gol. Ele também ajuda a flagrar situações como um contato físico próximo à linha da grande área, inibe o agarra-agarra na área pela sua simples presença. Se houvesse um profissional desses naquele jogo em que a França se garantiu na Copa do Mundo de 2010 com o gol feito após um passe de mão do Thierry Henry, esse gol não teria sido validado”, ressalta.

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Esse é o 6º ano em que a FERJ promove a pré-temporada dos árbitros em Saquarema, a um custo de R$ 150 mil. As atividades são desenvolvidas em três turnos, com trabalhos de campo na parte da manhã e da tarde, e análise de vídeos e palestras à noite.

Desta vez, um drone foi utilizado para filmar os trabalhos de campo, gerando material para ser analisado na sequência pelos próprios alunos.

Outra inovação no Carioca deste ano será a atuação do Grupo de Gerenciamento de Problemas. Composta pelo presidente da Comissão de Arbitragem da FERJ, pelo coordenador da Comissão de Ensino, pelos oito integrantes da equipe de instrutores da instituição e pelos departamentos de comunicação e de vídeo da Federação, a equipe promete debater os lances mais polêmicos de cada rodada e apresentar, até 10h da manhã do dia útil seguinte, um posicionamento oficial para a comunidade do futebol.

“Por meio de vídeo, vamos divulgar o que essa comissão entendeu sobre determinado lance polêmico e se considerou que houve erro ou não da arbitragem. Se tiver havido, vamos nos desculpar e encaminhar um ofício às equipes envolvidas reconhecendo esse erro. Não haverá mudanças nos resultados de campo, mas se percebermos, por exemplo, que o árbitro ou o auxiliar não estava posicionado da maneira correta para analisar determinada jogada, ele pode até vir a ser afastado”, garante Rabello.

Outra dificuldade para a arbitragem será a mudança do formato da competição este ano. A fim de enxugar a disputa, a FERJ está promovendo um hexagonal preliminar, com os dois times que subiram da série B na última temporada (Nova Iguaçu e Campos) e os quatro pior colocados no Carioca de 2016 (Tigres, Cabofriense, Portuguesa e Bonsucesso).

Essa preliminar classifica dois clubes, que vão disputar as Taças Guanabara e Rio. Diferente de outros anos, os vencedores da cada um desses títulos garantirá vaga automática na final, e sim na semifinal, que também será disputada pelos dois times de melhor campanha.

Além disso, a renovação dos contratos de televisão injetou mais recursos financeiros nos clubes pequenos, que estão se reforçando com treinadores renomados, como Joel Santana (Boavista), Renê Simões (Macaé) e PC Gusmão (Madureira).

“Esse novo formato pode fazer com que haja até 16 clássicos no Estadual, sendo 10 decisivos”, calcula Rabello.

“Além disso, tudo leva a crer que haverá muito equilíbrio entre os clubes, com partidas muito disputadas, o que representa uma grande dificuldade para a arbitragem na tentativa de não interferir no resultado. Esse ano podemos ter um caso Leicester em função do trabalho que tem sido feito”, completa.

Como em outros anos, a pré-temporada da arbitragem do Carioca contou com um convidado especial. Desta vez, coube a Manoel Serapião Filho, responsável pelo programa de implantação da tecnologia de vídeo da CBF, mostrar aos alunos as mudanças mais recentes nas regras do futebol. Além disso, foi inevitável matar a curiosidade sobre os trabalhos de implementação do árbitro de vídeo no futebol brasileiro.

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“Falamos bastante sobre o polêmico lance na final do último Mundial de Clubes e mostramos quais seriam os limites dos árbitros de vídeo. Não é algo que faça parte da realidade dos campeonatos estaduais, mas como ainda vai impactar muito no futebol, acho que precisamos discutir o tema o máximo possível”, disse Serapião, que se mostrou muito otimista sobre o retorno do árbitro assistente adicional ao Campeonato Brasileiro.

“Teremos que fazer uma cruzada imediata para não incorremos nos mesmos erros de antes. Queremos investir em maior treinamento, priorizar quem já tenha mais experiência com esse tipo de trabalho, reforçar a importância do uso de uma linguagem mais direta e objetiva na comunicação com o juiz e cuidar também do lado psicológico desses assistentes. Assim, poderemos ter um resultado muito positivo”, torceu.

Sobre o polêmico caso envolvendo o assistente adicional Rodrigo Castanheira, que não validou gol marcado pelo Vasco sobre o Flamengo em 2014.

“Até essa partida, a FERJ já tinha usado assistente adicional em nada menos do que 1.060 jogos. E naquele mesmo dia, houve outro lance muito difícil que o adicional acertou. Ou seja, os números mostram o uso desse profissional ajuda muito mais do que atrapalha no trabalho da arbitragem”, diz, ressaltando ainda o trabalho de renovação que vem sendo feito nos quadros de arbitragem da federação.

“Nos últimos anos, a renovação foi de 82%, com a idade média caindo de 40 para 33 anos. E temos três árbitros Fifa, além de cinco aspirantes, resultado do trabalho que vem sendo feito para, no fim das contas, incrementar o futebol como um todo”, salienta.

A pré-temporada dos árbitros terminou na últim sexta-feira. Como o hexagonal preliminar começou na quarta, 12 dos 71 árbitros e assistentes precisaram deixar a concentração no meio da semana. Mas retornaram para participar do encerramento das atividades.

Fonte: ESPN

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