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Archive for abril \26\UTC 2017

Wright diz que vai à justiça por causa de video que circula na internet

Nos últimos dias, um vídeo inusitado tem circulado em redes sociais e chamado a atenção de torcedores de diversos clubes. Afinal, teria o ex-árbitro José Roberto Wright furtado bacalhau em um supermercado?

Nas imagens em questão, o funcionário de uma rede de supermercados aborda um cliente no estacionamento do estabelecimento. Na abordagem, flagra o furto de uma embalagem de bacalhau às vésperas da Páscoa. O abordado resiste, mas cede e admite o furto, devolvendo o pacote.

Entre um compartilhamento e outro, alguém – não se sabe quem – assumiu que o cliente em questão seria o ex-árbitro José Roberto Wright. Mas Wright não gostou de ver sua imagem associada ao furto, e promete: o responsável, seja quem for, vai se dar mal pela brincadeira.

Video do caso do supermercado.

“Vai ficar caro para as pessoas que fizeram essa brincadeira de mau gosto”, disse Wright, membro da Comissão Independente de Arbitragem da CBF, em entrevista por telefone ao UOL Esporte. “Já encaminhei para a Polícia Federal a queixa. Isso vai ficar ruim para quem fez.”

Comentarista de arbitragem da Rede Globo entre 1998 e 2011, Wright inclusive brincou com algumas “falhas” apontadas no registro.

“Os caras (que o identificaram no vídeo) são tão incompetentes que fizeram a filmagem da placa do carro, e a placa é de São Paulo”, disse o ex-árbitro, que mora no Rio de Janeiro. “O cara parece mais com o (ator) Cássio Gabus Mendes (foto) do que eu. É um absurdo isso”, acrescentou, em tom de brincadeira.

Entretanto, mesmo com o tom de brincadeira, Wright deixou claro que não gostou da repercussão.

“Rede social é para tratar de coisa séria”, afirmou. “Vou meter o pau nos caras”, completou, referindo-se aos responsáveis pela disseminação do vídeo com a falsa identidade.

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Mensagem no vestiário intimida árbitos no Rio Grande do Norte

24/04/2017 1 comentário

Árbitros já vivem pressão demais nos campos de jogo. Não bastasse isso alguns times já começam a pressão psicológica ainda nos vestiários a fim de intimidar os homens (e mulheres) de preto.

No primeiro jogo da final do Campeonato Potiguar, realizado no Estádio Barretão, o ABC bateu o Globo FC pelo placar de 1 a zero, mas o que chamou mesmo a atenção foi a mensagem deixada no vestiário da arbitragem antes mesmo dos árbitros chegarem. O árbitro Ítalo Medeiros de Azevedo não gostou nada da intimidação.

 

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Jogadores palmeirenses dão show de chilique no Paulista

No último fim de semana o Palmeira enfrentou a Ponte Preta pela semi-final do Paulistão. A Macaca garantiu a vantagem do primeiro jogo e se classificou para a final. Porém, o ponto negativo ficou com a atitude de alguns jogadores birrentos do Palmeiras.

O jogodar Dudu, famoso não tanto pela habilidade com a bola, mas sim pelas constantes crises de chilique e nervosismo que tem em campo, mostrou mais uma vez sua cara. Não bastasse já ter agredio o árbitro Guilherme Ceretta pelas costas em 2015, agora protagonizou uma cena patética ao fazer birra após ter um gol do seu time anulado. A histeria foi tanta que ele até caiu no chão. Patético!

Outro foi o jogador Mina que simulou ter sido agredido pelo jogador da Ponte, após este ter apenas tirado suas mãos de perto.

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Treino de cérebro e zelo na rede social. Árbitros são moldados contra erros

22/04/2017 1 comentário

Uma infinidade de câmeras de televisão, pressão da torcida e jogadores à beira de um ataque de nervos. Não tem sido fácil a vida dos profissionais de arbitragem no país. E, enquanto os recursos de vídeo ainda não são oficialmente implementados, cabe às novas gerações de juízes encararem uma preparação digna de batalha. Hoje, a Federação Paulista de Futebol aposta em frentes diversas para minimizar a ocorrência de erros, com uma formação que vai além da parte técnica e física

A escola da entidade considera os elementos modernos de pressão para moldar psicologicamente os jovens árbitros. Essa nova preparação contempla treinos mentais, orientação gestual e técnicas de respiração. De quebra, os formadores também sugerem um código de comportamento social – mais especificamente, na vida online.

Em fevereiro deste ano, o árbitro Thiago Duarte Peixoto cometeu um erro grotesco, ao expulsar o corintiano Gabriel no clássico contra o Palmeiras. Na verdade, foi Maycon que cometeu a falta no palmeirense Keno no lance em questão. O equívoco provocou o afastamento do juiz e colocou a categoria em cheque. Evitar este tipo de deslize é um dos objetivos da metodologia da FPF na formação de novos homens do apito.

A reportagem do UOL conversou com dois jovens juízes e com Carlos Augusto Nogueira Júnior, diretor da escola de arbitragem da FPF, para conhecer como se preparam os novos homens (e mulheres) do apito.

Carlos Nogueira Jr, diretor da escola de árbitros da FPF

“O erro é inerente à atividade. Neste aspecto psicológico, a Dra. Marcia Minópole tem trabalhado muito é a questão da atenção, porque tem que estar atento focado e concentrado durante os 90 minutos, o que não é fácil. Tem exercícios que ela passa para os árbitros, e também para os alunos, para que eles busquem a concentração durante a partida. Por exemplo, a respiração no momento em que a bola parou. No momento em que a bola parou, que a bola saiu para escanteio, antes de reiniciar o jogo é o momento que o árbitro tem para respirar, oxigenar e preparar para o cérebro ativar novamente”.

“Hoje em dia uma coisa que a gente está se preocupando muito e vai ser bastante falado no curso é o aspecto pessoal, de mídia sociais, porque eles acabam se tornando pessoas públicas. Desde que saia uma escala futuramente desse aluno, e o nome desse árbitro sai numa escala, acaba se tornando público. Então existem os cuidados que eles têm que ter com a própria imagem, além também dos conhecimentos teóricos”.

“Na televisão muitas pessoas estão observando aquele gesto e analisando aquele árbitro pelo gesto que ele está fazendo. Então se aquilo for uma coisa agressiva ele vai criar um preconceito. Às vezes não só o que ele está mostrando com o corpo pode ser uma coisa que precisa ser trabalhado, tem que entender isso. Hoje a inteligência emocional é tão importante quanto os outros o técnico e o físico”.

“Eu acredito na forma física porque o jogo está exigindo isso, a carreira está exigindo isso. Hoje, um árbitro sem condicionamento físico não apita em alto nível, não atua em alto nível. Hoje, um assistente que não consegue dar tiro de corrida acima de 30 km por hora, por exemplo, não atua num campeonato profissional com qualidade”.

Lucas Bellote, árbitro e personal trainer, 26 anos

“A Federação Paulista nos fornece um pilar mental como suporte, e técnico também. Eu realizo um trabalho mental e individualizado em Piracicaba, semanalmente, e isso dá um total suporte para que a gente venha a experimentar novos desafios na arbitragem: jogos com imprensa, jogos com time grande, clássicos, jogos que tenha torcida. A gente vai tendo a experimentações desses desafios gradativamente. Então a FPF vai colocando desde o sub-11, depois o sub-13, sub-15 pra que a gente vá se ambientando em cada competição e vá ganhando cancha, vai ganhando experiência para que se junte todas essas informações como suporte técnico, físico e mental”.

“Este ano eu estreei no jogo na Arena Corinthians, Corinthians x Santo André, e acabou culminando nos 2 a 0 para o Santo André, a única derrota do Corinthians. Eu estava como quarto árbitro, foi um jogo com uma experiência bem bacana devido a esses desafios que eu falei: estádio grande, com torcida de um time grande. Mas eu acredito que foi a semifinal da Copa São Paulo deste ano que eu acabei arbitrando, foi uma experiência bem legal, diante de 18 mil pessoas, transmissão do SporTV, minha família me assistindo. Então esse foi o grande desafio que eu tive até o momento na carreira, o jogo entre Batatais e Paulista”.

Daniel Serrano, árbitro e educador físico, 30 anos

“Vamos contar que eu trabalhe um jogo por semana pela Federação Paulista. Eu vou treinar mais três vezes na semana pelo menos. Não tenho problema nenhum, pelo contrário, sou muito bem preparado fisicamente, é um dos pontos fortes da minha arbitragem. O controle emocional é outra coisa importante que eles falam desde a época de escola, porque o árbitro sofre pressão. Para mim, a maior pressão que o árbitro sofre é dos jogadores, então tem que saber lidar com a pressão dos jogadores, saber lidar de forma educada. O segundo tipo de pressão que o árbitro sofre hoje em dia é da mídia, por conta da cobertura, muitas câmeras. Para isso eu faço um preparo psicológico. Fiz pós-graduação em psicologia do esporte, e além disso a gente tem o aporte da psicóloga da FPF. Converso bastante com ela, faço treinamentos mentais antes das partidas, além do estudo do jogo”.

“Estou no processo de mudança de sair de jogos que antes ninguém via e agora muitas pessoas veem. Tenho feito trabalho psicológico para eu conseguir me controlar, penso que está dando certo. Além da preparação para o jogo também tem o preparo mental pós-jogo, porque dependendo de como foi a minha atuação eu vou ficar de um jeito, daí eu vou me cobrar”.

Como virar um árbitro em São Paulo

Tudo começa com uma pré-seleção, quando a FPF abre inscrições com um edital em seu site oficial, através do pagamento de uma taxa de R$ 100. Em seguida, os candidatos fazem uma prova de triagem, com perguntas sobre conhecimentos gerais, língua portuguesa e conhecimentos a respeito de futebol (não exatamente regras de jogo). A partir daí 110 aspirantes a juízes são selecionados para cumprir o curso, que tem duração de aproximadamente um ano.

“Este ano, em torno de 370 candidatos fizeram a pré-inscrição, mas apenas 170 pagaram efetivamente para fazer a prova. Só que nós temos 110 vagas, então nós vamos divulgar esta listagem completa e, teoricamente, os 110 primeiros têm o direito a se matricular”, conta Carlos Augusto Nogueira Júnior, da escola da Federação Paulista.

Fonte: UOL Esportes

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Árbitro cancela cartão amarelo a Jô após Rodrigo Caio assumir a culpa em clássico

Luiz Flávio de Oliveira tinha punido o atacante do Corinthians com um amarelo, mas verdadeiro autor de pisão em goleiro tricolor foi o volante do São Paulo.

Um lance incomum aconteceu aos 39 minutos do primeiro tempo do clássico entre São Paulo e Corinthians, no Morumbi: após o juiz ter dado um cartão amarelo ao alvinegro Jô por causa de um pisão em Renan Ribeiro, ele foi avisado pelo tricolor Rodrigo Caio, verdadeiro autor do choque involuntário no goleiro, de que a punição tinha sido injusta.

 

Então, Luiz Flávio de Oliveira voltou atrás na aplicação do cartão, que seria o terceiro amarelo de Jô e tiraria o atacante no jogo de volta das semifinais do Campeonato Paulista, no próximo domingo, na arena de Itaquera. O juiz chegou a agradecer a ajuda do zagueiro do São Paulo: “Obrigado, Rodrigo”.

– Não fiz nada demais, fiz só o que deveria fazer – disse Rodrigo Caio, ao fim do jogo, chateado com a derrota por 2 a 0 para o Corinthians.

– Parabéns para o Rodrigo Caio, que teve atitude de homem – disse Jô.

Roberto de Andrade, presidente do Corinthians, também elogiou a atitude:

– Excelente. Acho que isso enaltece o caráter. A gente sabia do caráter dele, não precisava disso para saber. O futebol se engrandece com essas atitudes. E não podemos esquecer do árbitro, que teve a humildade de voltar atrás e retirar o cartão amarelo do Jô. Parabéns aos dois.

Fonte: Globo Esporte

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CBF estrutura processo de análise de desempenho dos árbitros

A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol segue na busca pela formação de uma identidade para a arbitragem brasileira. Durante toda a última segunda-feira (27), membros do órgão estiveram reunidos na sede da entidade para acertar a estruturação do novo processo de análise de desempenho dos árbitros, que incluirá a avaliação por meio de analistas de TV e de campo.

A CBF vai iniciar a utilização de uma nova plataforma, com dados estatísticos e imagens, para avaliar os árbitros do seu quadro. Para garantir a lisura, o novo sistema será auditado e vai analisar as qualidades e aspectos a melhorar de cada árbitro e assistente. Em um banco de dados, haverá o perfil para cada profissional, com gráficos para cada item e informações objetivas e rápidas, que contribuirão para a evolução. O mecanismo vai gerar dados individuais e globais para a Comissão de Arbitragem.

O Centro de Pesquisa e Análise de Desempenho da Arbitragem receberá informações técnicas e disciplinares definidas pelos analistas selecionados. Os dados fornecidos pelos analistas e TV irão ao encontro às referências passadas pelos analistas de campo. Estas informações serão recebidas pela Comissão de Arbitragem e, após avaliação dos instrutores do Centro de Pesquisa, nos moldes do que tem sido utilizado pelo Departamento de Seleções, resultarão em relatórios, em texto e vídeo, para os árbitros e assistentes avaliarem as respectivas atuações. Tudo isto será entregue aos profissionais em um prazo de no máximo 48 horas após o último jogo do qual tenha atuado.

O presidente da Comissão de Arbitragem, Marcos Marinho, destacou a evolução que será feita com esta novidade. Para ele, a ferramenta será importante e fundamental para a Comissão e os próprios árbitros.

– A devolução desse trabalho é imediata para os árbitros. Ele vai ter a imagem e o comentário do analista com relação ao erro, ou acerto, mas principalmente em falhas, para que possa, em uma próxima partida, corrigir isso. O objetivo desse trabalho com imagens é a uniformidade do critério. É o que estava falhando dentro do sistema. A cobrança pela mudança de atitude com relação ao árbitro. E você vai ter condição, no final da temporada, de mensurar as características que o árbitro precisa melhorar em termos gerais. Isso vai nos mostrar, através das análises, o que vamos estar atacando no ano seguinte – acrescentou.

Para manter-se no quadro de árbitros da CBF, os profissionais terão de alcançar as metas estabelecidas. Os árbitros poderão acompanhar os quesitos em que estiverem com bom desempenho ou deixando a desejar através da ferramenta. Com este banco de dados, as informações poderão ser compartilhadas com dirigentes de clubes e mídia. A ideia é blindar a arbitragem por meio de imagens e dados estatísticos.

Para isto, a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol – ENAF está realizando treinamentos para utilizar do sistema de análise e do novo formato do relatório de análise de desempenho da arbitragem (RADAR), em três etapas. A segunda será em São Paulo (4 a 8/4) e a última, no Rio de Janeiro (10 a 13/4).

Fonte: CBF

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Assistente Nadine Bastos encerra carreira e recebe homenagem

Após dez anos se dedicando à arbitragem brasileira, Nadine Câmara Bastos (FIFA-SC) anunciou o encerramento de sua carreira como árbitra assistente. A última partida da catarinense foi o amistoso da Seleção Brasileira Feminina contra a Bolívia, no último domingo (9), na Arena da Amazônia.

Uma das homenagens da noite partiu da árbitra Débora Correia (FIFA-PE), que foi até Nadine nos acréscimos finais do amistoso e passou o apito para que a assistente encerrasse o jogo. Surpresa, Nadine não conteve a emoção.

– Estou chorando a semana inteira e hoje (domingo) só aumentou (risos). Eu não acreditei nesse momento. É indescritível. Vou sentir muita falta de estar no campo, mas uma homenagem dessa eu não vou esquecer jamais e fico muito feliz por todo esse carinho – disse a assistente, que também recebeu das mãos da treinadora Emily Lima uma camisa autografada pela Seleção Feminina.

Mesmo longe dos campos, Nadine garante que irá seguir trabalhando em prol do futebol femininio.

– Eu acredito que as mulheres têm muito a se dedicar no futebol e têm um caminho muito bonito pela frente. Quero continuar incentivando o futebol feminino, assim como a arbitragem feminina. Nós somos capazes de ir muito longe – encerrou.

Fonte: CBF

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