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Archive for abril \17\UTC 2018

Juiz que marcou polêmico pênalti para o Real é colocado sob proteção policial

Desde o pênalti que interferiu na classificação do Real às semis da Champions, Michael Oliver e a esposa Lucy se tornaram alvos de ameaças nas redes sociais.

O árbitro do jogo de volta das quartas de final da Champions entre Real Madrid e Juventus, Michael Oliver, foi colocado sob proteção policial após ser alvo de ameaças nas redes sociais, informou a polícia inglesa nesta segunda-feira. Ele revoltou jogadores e torcedores da Velha Senhora ao marcar um pênalti nos acréscimos a favor do time espanhol – que acabou decisivo para a classificação merengue.

Desde o pênalti polêmico no apagar das luzes na decisão em Madri, Michael Oliver e a esposa Lucy se tornaram alvos de ameaças nas redes sociais. O pênalti havia sido duramente criticado pelo goleiro da Juventus Gianluigi Buffon, que acabou expulso por reclamação após o lance.

O lendário goleiro italiano chegou a declarar após a partida que Oliver, 33 anos, tinha “um saco de lixo no lugar do coração”. No momento em que o árbitro assinalou o pênalti, a Juventus, derrotada em Turim no jogo de ida por 3 a 0, devolvia o mesmo placar em Madri, resultado que levaria o jogo à prorrogação.

Desde então, Oliver e a família vêm sofrendo ameaças e o número de celular da esposa foi publicado nas redes sociais, o que levou a uma enxurrada de mensagens insultantes e agressivas.

Fonte: Globo Esporte

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Deputado propõe lei que obriga árbitros de futebol a revelarem time do coração

Palmeirense, Capitão Augusto (PR-SP) garante que proposta já estava ‘rascunhada’ antes da confusão no dérbi.

O deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) apresentou na última terça-feira o Projeto de Lei 9983/2018, que obriga árbitros de futebol e seus auxiliares a declarem por escrito a equipe para a qual torcem. Eles ficariam impedidos de atuar nos jogos dos times do coração, “sob pena de nulidade da partida”, diz texto da proposta.

O projeto altera a Lei 10.671 (Estatuto do Torcedor) em seu artigo 30, que dispõe sobre a relação do torcedor com a arbitragem esportiva. Além de não poderem trabalhar em duelos envolvendo os times declarados como os de sua preferência, os homens do apito ainda ficariam impedidos de atuar em jogos com equipes sediadas no mesmo Estado onde eles morem ou tenham nascido. Ou seja, um árbitro paulista não poderia trabalhar no… Campeonato Paulista!

Capitão Augusto, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante sessão em 2015 Foto: ANDRÉ DUSEK / ESTADÃO

Isto iria justamente na contramão do padrão adotado atualmente. A arbitragem nos estaduais é formada por integrantes da federação correspondente e, em clássicos regionais dentro do Campeonato Brasileiro, por exemplo, normalmente são escalados profissionais do Estado a que pertencem os clubes.

Em contato com a reportagem do Estado, o deputado justificou a proposta alegando que ela trará mais transparência às decisões da arbitragem.

“Em Copa do Mundo, nenhum juiz do Brasil apita jogo do Brasil. Por que não são profissionais? Não. Mas porque parece não ser honesto colocar alguém para apitar jogo do próprio time”, afirmou Capitão Augusto.

Palmeirense, o deputado apresentou o projeto dois dias depois da polêmica envolvendo Palmeiras e Corinthians na decisão do Campeonato Paulista, em caso que ainda será analisado pelo TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo) devido à suspeita levantada pelo lado alviverde de interferência externa na arbitragem do jogo. Mas garantiu que o ocorrido não foi determinante para a proposta vir à tona agora.

“Eu já tinha esse projeto rascunhado. Não basta ser honesto, tem que parecer. Se há a opção de pegar alguém que não torce para o time do jogo que vai apitar, casa haja erro, não fica parecendo que foi intencional”, argumentou o deputado.

Questionado se a medida não constrangeria a arbitragem, ele negou: “Pelo contrário, até isentaria o árbitro”.

O projeto agora vai passar pela Comissão do Esporte da Câmara.

DECLARAÇÃO

Questionado a respeito da proposta do Capitão Augusto, o chefe da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marcos Marinho, enviou à reportagem um documento de preenchimento obrigatório para todos os árbitros no início de cada temporada.

A Declaração de Integridade, reproduzida na imagem abaixo, apresenta oito condições a que todo oficial de arbitragem precisa se submeter para pertencer ao quadro. Declarar o time do coração não é uma delas. “Quem iria revelar? Não há como”, falou Marinho.

Fonte: Estadão

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A regra é clara analisa polêmicas de arbitragem em Palmeiras x Corinthians

A regra é clara analisa polêmicas de arbitragem em Palmeiras x Corinthians.

Assista ao video:

http://sportv.globo.com/selecao-sportv/videos/v/a-regra-e-clara-analisa-polemicas-de-arbitragem-em-palmeiras-x-corinthians/6648626/

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Testosterona (por André Kfouri)

A condenação da arbitragem após partidas tumultuadas por quem deveria estar preocupado em jogá-las representa, além de um raciocínio equivocado, a busca por culpados convenientes. É um expediente perverso que não só diminui a perspectiva de solução, como também fermenta o problema que deveria ser combatido. Enquanto árbitros forem responsabilizados por permitir que encontros se descontrolem no aspecto disciplinar, os jogadores que de fato conturbam partidas seguirão à vontade para manter esse comportamento danoso ao futebol. O pior é que o cartão vermelho já se provou ineficiente no contexto mais importante: a ausência de uma ou outra figura exagerada não impede a manutenção do método, pois, mais do que de regras, essa é uma questão de respeito. Ao jogo, aos adversários ocasionais que são colegas de profissão, aos componentes da arbitragem e, acima de tudo, ao público.

Em relação ao público, embora seja desanimador, é preciso dar uma espécie de salto de fé, pois o espetáculo de testosterona que se percebe em jogos mais importantes ou em que há maior rivalidade pode ser precisamente o que se deseja. Como se o espírito intolerante que exige que o “inimigo” seja eliminado, e não apenas vencido, tenha migrado dos setores mais violentos das arquibancadas e se apoderado do gramado, onde se prefere a briga ao jogo. Reclama-se que a conversão do futebolista em profissional do entretenimento o afastou de quem o sustenta, mas as redes antissociais podem ter provocado o caminho inverso: estão mais próximos do que nunca, mais semelhantes em conduta do que jamais foram, pois as fronteiras – de território e modo de vida – não resistem à interação que evidencia um senso de pertencimento que só considera o valor da vitória por qualquer via.

É impossível ser árbitro neste ambiente. O temor de um erro técnico determinante está presente como algo a ser evitado do primeiro ao último apito, exacerbado pelos ângulos da televisão, que exibem o que olhos humanos não são capazes de enxergar. Como tarefa adicional, há que se conter a temperatura de uma arena em que a maioria dos atores não está disposta a colaborar. Ao contrário, condicionar a arbitragem é parte da estratégia de diversas equipes, motivo pelo qual há jogadores que não fazem outra coisa além de pedir cartões amarelos para oponentes. A pressão continua depois do jogo: o árbitro de pouca tolerância que expulsa cedo é rotulado por um caráter policialesco; o paciente, que prefere mediar, é frouxo. Em campo, não há o menor sinal de cooperação. Fora, falta compreensão. Quando se decide que a partida foi corrompida, é mais fácil responsabilizar quem tem de atuar como disciplinador do que notar que o bom andamento das coisas não está nos planos de ninguém.

Isto não é uma defesa intransigente dos árbitros, mas uma censura a essa postura desrespeitosa, geralmente aceita e até aplaudida como resultante do desejo de vencer. Jogadores que não se alistam na guerra são criticados por falta de empenho, numa visão do jogo de futebol como uma luta governada pela noção de que ir ao limite do que é permitido é a obrigação de todos. Mas impor esse limite é a obrigação de um só. A diferença é observada quando as equipes demonstram a intenção primordial de disputar um jogo e vencê-lo pelo balanço de virtudes e defeitos, como Botafogo e Vasco fizeram ontem. O trabalho do árbitro se torna uma anotação ao pé da página, não a manchete sensacionalista que faz dele o réu por não controlar o incontrolável.

SALIVA

Não se perde a chance de deixar o pé mais alto em qualquer dividida, o cotovelo em todas as disputas pelo alto. Nos lances em que se aposta corrida para chegar primeiro, próximos às linhas, o plano quase sempre é jogar o adversário para longe. Mais do que vibrar e babar com esse campeonato de virilidade, há quem ache que futebol é isso.

Fonte: Lance!
Autor: André Kfouri

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