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Archive for julho \26\UTC 2018

Sandro Ricci admite que errou como árbitro de vídeo na Copa

Em entrevista ao SporTV na tarde desta quinta-feira (26), o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci admitiu ter errado em lance no jogo da Copa do Mundo entre Inglaterra e Tunísia válido pela fase de grupos da competição. Na ocasião, ele era árbitro de vídeo da partida.

O agora ex-árbitro explicou que deveria ter sido marcado pênalti em um lance dentro da área com o inglês Harry Kane e que mesmo após rever a jogada, não assinalou a penalidade a favor da Inglaterra, o que foi um erro em sua opinião. Apesar do equívoco, a Inglaterra venceu por 2 a 1. “Estou bem à vontade, porque criticar o meu lance é mais fácil. Houve um agarrão do defensor da Tunísia no Kane. A primeira sensação que tive foi de pênalti, aí você busca um melhor ângulo e às vezes não é necessário buscar”.

“Eu deveria ter chamado imediatamente o árbitro (Wilmar Rondán Perez). Quando eu fui ver o lance no jogo entre Inglaterra e Tunísia, em vez de checar o que eu já tinha visto, eu busquei imagem que permitisse que apoiasse a decisão do árbitro. Foi quando encontrei um braço do Kane e foi aquilo que me deu a chance de apoiar o árbitro, mas foi um equívoco, foi um pênalti claro. Foi um dos três erros da primeira fase reconhecido pela Fifa”, afirmou o brasileiro, que participou da equipe de arbitragem da Copa do Mundo na Rússia.

Sandro ainda contou que os árbitros que atuaram como VAR na Copa foram orientados a não se prender a pequenos lances e casos interpretativos, mas, sim, em faltas claras.

“O árbitro de vídeo não deve se ater a pequenos lances, porque senão ele vai revisar tudo. Todo lance de área tem sempre um empurrãozinho. Não pode ter um pênalti fora da bola, mas tem que ser algo muito claro. Na checagem do Kane, eu fui buscar imagens para defender a decisão do árbitro, foi um erro que não deveria ter cometido”, completou.

“A orientação inicial era só pra erros claros. Ninguém aceitava o VAR entrar só pra absurdos, mas aqueles lances de interpretação que também eram claros, o VAR não entrava. Durante o processo, a Fifa começou a mudar pra dar a oportunidade do árbitro de olhar pela segunda vez o lance. E isso aconteceu”, explicou.

O brasileiro ressaltou que a pressão sobre o VAR é muito maior, pelo fato de que os árbitros de vídeo têm a disposição deles todos os ângulos do lance. “O árbitro no campo tem a seu favor o critério da interpretação e o tempo, a necessidade de decidir em apenas um ângulo. O erro do árbitro é compreensível. No vídeo, não tem perdão. Você tem todos os ângulos e não pode errar. A pressão no árbitro de vídeo é muito maior”, disse.

Lance de Miranda contra a Suíça

“Pra mim aquele momento tira o Miranda da jogada, mas se o VAR for entrar sempre que tiver o contato, vamos parar o jogo e não vai acontecer nenhuma jogada. O público também queria dar a oportunidade do árbitro olhar melhor o lance, o próprio pênalti da final, pra mim foi pênalti, principalmente na câmera lenta. A câmera lenta era pra ver o ponto de contato, mas a câmera lenta também é usada pra ver o movimento do jogador, na câmera rápida não se vê um movimento malicioso”.

Lance de Gabriel Jesus contra a Bélgica

Para Sandro, o árbitro de vídeo deveria ter assinalado falta em Gabriel Jesus contra a Bélgica, quando o atacante foi derrubado na área. “Foram 2 intervenções na segunda fase sendo que deveria ter tido uma terceira no lance do Gabriel, no lance do Brasil”.

CBF bancar o árbitro de vídeo no Brasileirão?

“Na Fifa quem banca é a Fifa, na Conmebol, que banca é a Conmebol. Na Espanha é a La Liga, porque é a La Liga que faz a competição. A CBF teve lucro ano passado de R$ 50 milhões e tem no caixa R$ 300 milhões, segundo divulgado na Globo. Eu não entendo por que ter esse lucro e não investir no árbitro de vídeo. Eu acho que ela (CBF) vai fazer no Brasileiro. Se os clubes não têm condições de bancar, que banque a CBF. A CBF tem a missão de promover o futebol e assim se promove o futebol e a justiça”.

Apitar a final da Copa

“Sim (Tinha esperança), a gente nunca sabe. A gente estava entre os candidatos. O trio brasileiro tinha feito bom campeonato, na verdade é um processo de escolha e a Fifa optou pelo argentino”.

Fonte: UOL Esporte

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Sandro Ricci anuncia aposentadoria da arbitragem

O árbitro Sandro Meira Ricci, nosso representante na Copa do Mundo 2018, na Rússia, participou da gravação do programa Altas Horas, da Rede Globo, que vai ao ar na noite do próximo sábado (21/07).

Ricci afirmou no programa que vai se aposentar do apito após a participação no Mundial. O juiz alcançou um grande feito de ter apitado duas Copas do Mundo consecutivas, somando ao todo 6 jogos apitados, o que o coloca apenas atrás de Carlos Simon, com 7 jogos na competição, em 3 edições (2002, 2006 e 2010).

Ainda não é certo qual o futuro de Ricci no meio esportivo. Ele é funcionário público concursado e trabalha para o Ministério de Minas e Energias. Uma das suspeitas é que ele deve entrar para o time de comentaristas de arbitragem da TV Globo, já que Arnaldo Cezar Coelho também anunciou sua aposentadoria no final da Copa, no último dia 15 de julho, e deve trabalhar somente até dezembro, quando acaba seu contrato.

Os três árbitros mencionados nesta reportagem foram biografados no livro “Grandes Árbitros do Futebol Brasileiro“, lançado recentemente.

Sorte ao Sandro, e muito sucesso!

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Árbitro de Senegal é recebido com festa após Copa do Mundo

Veja a festa que o povo senegalês fez para receber o árbitro Malang Diédhiou após retornar para casa da Copa do Mundo da Rússia. Essa alegria deles é contagiante.

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Arnaldo Cezar Coelho anuncia aposentadoria como comentarista de arbitragem

Referência nas transmissões de futebol da Rede Globo, o ex-árbitro Arnaldo Cezar Coelho anunciou neste domingo (15) que a final da Copa do Mundo entre França e Croácia foi seu último jogo como comentarista de arbitragem na televisão. Ao vivo, entre o apito final e a cerimônia de premiação, Arnaldo, de 75 anos, avisou que agora vai se dedicar a outros projetos.

“A vida da gente é feita de fases. Copa do Mundo é grande momento da vida do árbitro. Eu tive momento como árbitro e quero dizer que está chegando ao fim também essa fase. Eu quero me distanciar um pouco, quero me dedicar um pouco à família e aos meus negócios. É uma equipe grandiosa. A Rede Globo me ensinou muita coisa. Uma nova fase vai vir. Agradeço a todos”, disse o comentarista de arbitragem.

Na carreira como árbitro, Arnaldo foi o primeiro não-europeu a apitar uma decisão de Copa, em 1982, quando a Itália ganhou da Alemanha Ocidental. Depois, ainda atuou nos gramados por seis anos até se aposentar em 1988. No ano seguinte, estreou como comentarista de arbitragem da Globo.

Essa foi a oitava Copa do Mundo dele como comentarista, sempre participando da equipe principal, junto com Galvão Bueno. Após o anúncio, ouviu palavras de carinho do colega. “Obrigada, você Arnaldo. Obrigado por todos os conselhos, por tudo que me ensinou. A amizade, isso é importante. Você abriu um caminho para uma nova profissão. Você é um grande profissional. Pode isso, Arnaldo? Pode. Quero te dar um beijo grande. Por todas as Copas, por tudo que me ensinou. Um grande beijo, Arnaldo. Que seja feliz”.

Antes da Copa, Arnaldo chegou a avisar que esse poderia ser o seu último Mundial. Em entrevista para a jornalista Débora Pradella, da Rádio Gaúcha e do jornal Zero Hora, disse que sente a necessidade de aproveitar melhor a vida com a família. Caso pare, ele planeja viajar e aproveitar tudo o que conquistou.

“Eu tô pensando seriamente em parar nessa Copa do Mundo. Eu apitei 25 anos, fui para duas Copas (1978 e 1982). Em 1989, fui convidado para ser comentarista da Globo e desde 1990 fui para todas as Copas. E aí o tempo foi passando, e eu senti agora que já estou numa idade em que eu tenho que aproveitar um pouco mais da vida”, explicou o fiel escudeiro de Galvão Bueno.

Para exemplificar o motivo de pensar na aposentadoria, Arnaldo citou a rotina pesada de trabalho, com jogos quarta-feira e domingo, e que isso sacrifica bastante o convívio com seus familiares.

Vale lembrar que, nesta Copa, Arnaldo Cezar Coelho era o único comentarista de arbitragem que in loco para a cobertura. Os outros contratados da Globo – Leonardo Gaciba, Renato Marsiglia e Paulo César de Oliveira – ficaram no Brasil, onde foi criada uma “central do apito” para tirar dúvidas de lances polêmicos dos outros jogos do Mundial.

Fonte: UOL

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