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Juiz que marcou polêmico pênalti para o Real é colocado sob proteção policial

Desde o pênalti que interferiu na classificação do Real às semis da Champions, Michael Oliver e a esposa Lucy se tornaram alvos de ameaças nas redes sociais.

O árbitro do jogo de volta das quartas de final da Champions entre Real Madrid e Juventus, Michael Oliver, foi colocado sob proteção policial após ser alvo de ameaças nas redes sociais, informou a polícia inglesa nesta segunda-feira. Ele revoltou jogadores e torcedores da Velha Senhora ao marcar um pênalti nos acréscimos a favor do time espanhol – que acabou decisivo para a classificação merengue.

Desde o pênalti polêmico no apagar das luzes na decisão em Madri, Michael Oliver e a esposa Lucy se tornaram alvos de ameaças nas redes sociais. O pênalti havia sido duramente criticado pelo goleiro da Juventus Gianluigi Buffon, que acabou expulso por reclamação após o lance.

O lendário goleiro italiano chegou a declarar após a partida que Oliver, 33 anos, tinha “um saco de lixo no lugar do coração”. No momento em que o árbitro assinalou o pênalti, a Juventus, derrotada em Turim no jogo de ida por 3 a 0, devolvia o mesmo placar em Madri, resultado que levaria o jogo à prorrogação.

Desde então, Oliver e a família vêm sofrendo ameaças e o número de celular da esposa foi publicado nas redes sociais, o que levou a uma enxurrada de mensagens insultantes e agressivas.

Fonte: Globo Esporte

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Deputado propõe lei que obriga árbitros de futebol a revelarem time do coração

Palmeirense, Capitão Augusto (PR-SP) garante que proposta já estava ‘rascunhada’ antes da confusão no dérbi.

O deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) apresentou na última terça-feira o Projeto de Lei 9983/2018, que obriga árbitros de futebol e seus auxiliares a declarem por escrito a equipe para a qual torcem. Eles ficariam impedidos de atuar nos jogos dos times do coração, “sob pena de nulidade da partida”, diz texto da proposta.

O projeto altera a Lei 10.671 (Estatuto do Torcedor) em seu artigo 30, que dispõe sobre a relação do torcedor com a arbitragem esportiva. Além de não poderem trabalhar em duelos envolvendo os times declarados como os de sua preferência, os homens do apito ainda ficariam impedidos de atuar em jogos com equipes sediadas no mesmo Estado onde eles morem ou tenham nascido. Ou seja, um árbitro paulista não poderia trabalhar no… Campeonato Paulista!

Capitão Augusto, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante sessão em 2015 Foto: ANDRÉ DUSEK / ESTADÃO

Isto iria justamente na contramão do padrão adotado atualmente. A arbitragem nos estaduais é formada por integrantes da federação correspondente e, em clássicos regionais dentro do Campeonato Brasileiro, por exemplo, normalmente são escalados profissionais do Estado a que pertencem os clubes.

Em contato com a reportagem do Estado, o deputado justificou a proposta alegando que ela trará mais transparência às decisões da arbitragem.

“Em Copa do Mundo, nenhum juiz do Brasil apita jogo do Brasil. Por que não são profissionais? Não. Mas porque parece não ser honesto colocar alguém para apitar jogo do próprio time”, afirmou Capitão Augusto.

Palmeirense, o deputado apresentou o projeto dois dias depois da polêmica envolvendo Palmeiras e Corinthians na decisão do Campeonato Paulista, em caso que ainda será analisado pelo TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo) devido à suspeita levantada pelo lado alviverde de interferência externa na arbitragem do jogo. Mas garantiu que o ocorrido não foi determinante para a proposta vir à tona agora.

“Eu já tinha esse projeto rascunhado. Não basta ser honesto, tem que parecer. Se há a opção de pegar alguém que não torce para o time do jogo que vai apitar, casa haja erro, não fica parecendo que foi intencional”, argumentou o deputado.

Questionado se a medida não constrangeria a arbitragem, ele negou: “Pelo contrário, até isentaria o árbitro”.

O projeto agora vai passar pela Comissão do Esporte da Câmara.

DECLARAÇÃO

Questionado a respeito da proposta do Capitão Augusto, o chefe da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marcos Marinho, enviou à reportagem um documento de preenchimento obrigatório para todos os árbitros no início de cada temporada.

A Declaração de Integridade, reproduzida na imagem abaixo, apresenta oito condições a que todo oficial de arbitragem precisa se submeter para pertencer ao quadro. Declarar o time do coração não é uma delas. “Quem iria revelar? Não há como”, falou Marinho.

Fonte: Estadão

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Testosterona (por André Kfouri)

A condenação da arbitragem após partidas tumultuadas por quem deveria estar preocupado em jogá-las representa, além de um raciocínio equivocado, a busca por culpados convenientes. É um expediente perverso que não só diminui a perspectiva de solução, como também fermenta o problema que deveria ser combatido. Enquanto árbitros forem responsabilizados por permitir que encontros se descontrolem no aspecto disciplinar, os jogadores que de fato conturbam partidas seguirão à vontade para manter esse comportamento danoso ao futebol. O pior é que o cartão vermelho já se provou ineficiente no contexto mais importante: a ausência de uma ou outra figura exagerada não impede a manutenção do método, pois, mais do que de regras, essa é uma questão de respeito. Ao jogo, aos adversários ocasionais que são colegas de profissão, aos componentes da arbitragem e, acima de tudo, ao público.

Em relação ao público, embora seja desanimador, é preciso dar uma espécie de salto de fé, pois o espetáculo de testosterona que se percebe em jogos mais importantes ou em que há maior rivalidade pode ser precisamente o que se deseja. Como se o espírito intolerante que exige que o “inimigo” seja eliminado, e não apenas vencido, tenha migrado dos setores mais violentos das arquibancadas e se apoderado do gramado, onde se prefere a briga ao jogo. Reclama-se que a conversão do futebolista em profissional do entretenimento o afastou de quem o sustenta, mas as redes antissociais podem ter provocado o caminho inverso: estão mais próximos do que nunca, mais semelhantes em conduta do que jamais foram, pois as fronteiras – de território e modo de vida – não resistem à interação que evidencia um senso de pertencimento que só considera o valor da vitória por qualquer via.

É impossível ser árbitro neste ambiente. O temor de um erro técnico determinante está presente como algo a ser evitado do primeiro ao último apito, exacerbado pelos ângulos da televisão, que exibem o que olhos humanos não são capazes de enxergar. Como tarefa adicional, há que se conter a temperatura de uma arena em que a maioria dos atores não está disposta a colaborar. Ao contrário, condicionar a arbitragem é parte da estratégia de diversas equipes, motivo pelo qual há jogadores que não fazem outra coisa além de pedir cartões amarelos para oponentes. A pressão continua depois do jogo: o árbitro de pouca tolerância que expulsa cedo é rotulado por um caráter policialesco; o paciente, que prefere mediar, é frouxo. Em campo, não há o menor sinal de cooperação. Fora, falta compreensão. Quando se decide que a partida foi corrompida, é mais fácil responsabilizar quem tem de atuar como disciplinador do que notar que o bom andamento das coisas não está nos planos de ninguém.

Isto não é uma defesa intransigente dos árbitros, mas uma censura a essa postura desrespeitosa, geralmente aceita e até aplaudida como resultante do desejo de vencer. Jogadores que não se alistam na guerra são criticados por falta de empenho, numa visão do jogo de futebol como uma luta governada pela noção de que ir ao limite do que é permitido é a obrigação de todos. Mas impor esse limite é a obrigação de um só. A diferença é observada quando as equipes demonstram a intenção primordial de disputar um jogo e vencê-lo pelo balanço de virtudes e defeitos, como Botafogo e Vasco fizeram ontem. O trabalho do árbitro se torna uma anotação ao pé da página, não a manchete sensacionalista que faz dele o réu por não controlar o incontrolável.

SALIVA

Não se perde a chance de deixar o pé mais alto em qualquer dividida, o cotovelo em todas as disputas pelo alto. Nos lances em que se aposta corrida para chegar primeiro, próximos às linhas, o plano quase sempre é jogar o adversário para longe. Mais do que vibrar e babar com esse campeonato de virilidade, há quem ache que futebol é isso.

Fonte: Lance!
Autor: André Kfouri

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Goleiro é expulso após fazer xixi em campo e pega gancho de três jogos

O goleiro Armando Prisco, do Messina, urinou no gramado, foi flagrado pelo juiz e acabou expulso. O lance aconteceu no último domingo, na partida contra o IgeaVirtus, pela quarta divisão do Campeonato Italiano. Segundo o jogador — que entrou no intervalo, devido a uma lesão do goleiro titular —, ele bebeu muita água antes de entrar em campo e não conseguiu se segurar.

“Bebi água quando entrámos no estádio, antes do aquecimento, no vestiário… Não aguentei. Estava me contorcendo como um louco e simulei que alongava atrás de uma placa publicitária”, afirmou o jogador.

“Ninguém reparou, exceto o árbitro. Pedi desculpa de imediato e nem protestei. Eu sei que o juiz cumpriu a regra, mas quero deixar claro que não fiz nada de obsceno”, acrescentou.

Prisco foi expulso aos 40 do segundo tempo e pegou três jogos de gancho pela atitude. O técnico do Messina ainda teve que mandar um jogador de linha para o gol nos minutos finais, pois já havia feito as três substituições. Mesmo assim, o duelo terminou empatado em 0 a 0.

Fonte: UOL Esporte

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Árbitro expulsa jogador por causa do apelido

Num jogo da quinta divisão inglesa, Sanchez Watt recebeu cartão vermelho porque o árbitro pensou que estava sendo desrespeitado.

Acontece de tudo no futebol. Desta vez, foi num jogo da quinta divisão inglesa, a National League, quando o time do Hemel Hempstead Town enfrentou o East Thurrock, que o árbitro Dean Hulme decidiu expulsar o jogador Sanchez Watt por achar que estava sendo zoado. What?

Vamos ao fatos. Sanchez Watt recebeu um cartão amarelo e o árbitro dirigiu-se a ele e perguntou o seu nome para que pudesse anotar no cartão. O jogador, de forma inocente, respondeu Watt. Dean Hulme voltou a perguntar seu nome e a resposta saiu igual Watt, a cena se repetiu. O problema é que Watt pronuncia-se da mesma forma que “What”, que em português quer dizer “O quê”.

O árbitro perdeu a paciência e, pensando que estava sendo desrespeitado, puxou do cartão vermelho e deu ordem de expulsão ao pobre Watt. É então que surge o capitão do Hemel Hempstead Town para desfazer o equívoco. Depois de tudo esclarecido Dean Hulme acabou por retirar o vermelho e Watt pode continuar em campo.

“Foi um engano e o árbitro foi homem o suficiente para o retificar. No final todo mundo acabou achando engraçado, incluindo o árbitro”, disse Dave Boggins, presidente do clube, à BBC.

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Justiça condena goleiro que agrediu árbitro em Limeira

Vítima sofreu um corte no lábio e teve um dente quebrado após ser acertada por soco em dezembro de 2016. Confusão começou após uma expulsão.

Justiça condenou a dois anos de reclusão em regime aberto o goleiro Janderson Arnaldo, que agrediu um árbitro durante a final do Campeonato de Futsal de Limeira (SP), em dezembro de 2016. A sentença desta segunda-feira (19) determinou ainda a prestação de serviços à comunidade. O advogado do réu afirmou que irá recorrer.

O árbitro levou um soco que o deixou com um corte no lábio superior e um dente quebrado. A briga começou após a expulsão de um companheiro do goleiro, jogador do time Brutus, que disputava a final da competição amadora com o H2S. Aos sete minutos do segundo tempo, o juiz deu um cartão amarelo ao atleta e, em seguida, mostrou o vermelho. O H2S vencia por 3 a 2.

Segundo as testemunhas que prestaram depoimento, após a expulsão, o técnico do Brutus entrou em quadra para reclamar que o jogador não tinha recebido dois cartões amarelos e, portanto, não poderia ser expulso. Com a invasão, todos os jogadores do Brutus cercaram o árbitro e o goleiro acertou um soco no rosto dele. A agressão foi registrada em vídeo (assista aqui).

Ouvido pela Justiça, Arnaldo confirmou que deu um soco no árbitro. Segundo ele, o juiz empurrou o técnico do seu time e isso fez o goleiro entender que ele “queria briga”. O goleiro alegou ainda que o árbitro estava invertendo faltas e laterais e que o estopim para a confusão foi a expulsão do companheiro.

Tanto Arnaldo quanto o jogador que foi expulso afirmaram à Justiça que o juiz não deu dois cartões amarelos antes do vermelho. Já o árbitro, o segundo árbitro e o cronometrista da partida disseram que o jogador já tinha um amarelo. Segundo o cronometrista e o segundo árbitro, a vítima chegou a confirmar a informação com o mesário do jogo.

Após a confusão, o Brutus foi eliminado do torneio e o H2S considerado campeão.

Punição

O réu trabalha como restaurador e afirmou à Justiça que tem renda de R$ 2 mil. Ele mora com a esposa, uma filha e uma enteada, segundo a sentença, e se disse arrependido.

O laudo do exame de corpo de delito apontou que a vítima sofreu lesões corporais de natureza gravíssima “pela deformidade estética permanente”, já que teve um dente quebrado. Além disso, o juiz da 3ª Vara Criminal de Limeira afirma que o árbitro não iniciou a agressão.

O magistrado também afirma que o crime foi cometido por motivo fútil (possível erro de arbitragem). “De outro lado, incide a atenuante de confissão, razão pela qual mantenho nesta fase a pena aplicada na fase anterior”, decidiu o juiz.

Se o recurso for negado, Arnaldo cumprirá os dois anos em regime aberto, o que significa que poderá deixar a casa onde vive apenas durante o dia. Ele não será preso. Além disso, no primeiro ano de pena, terá que cumprir um serviço à comunidade que ainda será definido pela Vara de Execuções Penais.

O advogado do goleiro, José Roberto Souza Melo, afirmou que irá recorrer da decisão e que espera a publicação da sentença em diário oficial.

O G1 tentou falar com o time Brutus, mas não encontrou um telefone da equipe. Um e-mail foi enviado ao contato que consta na página da equipe em uma rede social, mas o endereço foi desativado e a mensagem retornou.

Fonte: Globo

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Sandro Ricci muda novamente de federação estadual

Árbitro brasileiro na Copa do Mundo de 2018, Sandro Meira Ricci está de federação nova desde fevereiro. Ele deixou a Federação Catarinense e agora apita pela Federação Paranaense.

O motivo da mudança foi a transferência de residência do árbitro, que também já apitou em outros estados anteriormente, como, por exemplo, pelo Distrito Federal e por Pernambuco.

O presidente da Federação Paranaense, Hélio Cury, comemorou a “contratação” de Sandro, que está na reta final de preparação para o Mundial.

– Soma bastante. É mais um árbitro do quadro da Fifa aqui. Já temos o Rodolfo Toski. Ele não terá privilégios, receberá o mesmo tratamento que os outros – disse Cury.

O dirigente paranaense garantiu que o trânsito com os vizinhos catarinenses segue tranquilo e que uma conversa com o presidente da Federação Catarinense, Rubens Angelotti, aconteceu há 15 dias.

Fonte: O Globo

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