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Árbitro de vídeo é usado pela primeira vez na Copa da Inglaterra

Leicester City x Fleetwood Town – Árbitro Jonathan Moss aguarda informação do VAR.

Árbitro inglês Jonathan Moss é o primeiro em seu país a aprovar um gol com uso do VAR.

O jogador Kelechi Iheanacho, do Leicester City, garantiu um lugar na história do futebol inglês ao marcar o primeiro gol validado com uso da tecnologia do árbitro de vídeo (VAR) na vitória por 2 a 0 sobre o Fleetwood Town, partida válida pela Copa da Inglaterra, a FA Cup.

O gol havia sido inicialmente invalidado por posição de impedimento do jogador do Leicester, mas o árbitro Jonathan Moss consultou o VAR e o replay mostrou que Iheanacho estava em posição legal no momento do passe. Foi uma diferença milimétrica, praticamente impossível de ser observado no olho humano.

A decisão levou um minuto para ser revista e o árbitro, finalmente, validar o gol marcado.

– Eu não sabia se estava impedido ou não, mas ficou claro que eu estava em posição legal. Ficamos esperando a revisão do lance – comentou Iheanacho para o canal BT Sport.

Monitor do sistema VAR ao lado do campo.

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Mãe xinga juiz após atleta ser expulso e jogo tem briga feia

Imagens mostram agressões e empurrões com arremesso de cadeiras durante partida das quartas de final do Piauiense sub-17 após torcedora protestar contra arbitragem.

O jogo entre Garra e Timon, pelas quartas de final do Campeonato Piauiense sub-17 de futsal foi marcado por uma confusão generalizada entre torcedores, jogadores e a equipe de arbitragem – que acabou em agressões. Imagens registradas pelo celular de um torcedor e replicada em diversos grupos na web mostram troca de empurrões, tapas e até cadeiras sendo arremessadas. A confusão teria sido iniciada após a mãe de um atleta do Garra ter xingado e provocado os juízes de quadra. A torcedora propestou após um jogador da equipe ter levado o cartão vermelho. Ela também teria recebido ofensas.

O departamento jurídico da Federação Piauiense de Futebol de Salão analisa as imagens que podem resultar na suspensão de atletas e a proibição de torcedores entrarem nos ginásios. O coordenador e treinador de futsal do Garra, Marcelo Amorim, repudiou o episódio, classificou as cenas como “isoladas” e que a filosofia do cluve é de respeito e veto a todas as formas de violência.

A súmula da partida também será analisada pela entidade. De acordo com o presidente da federação, Marcos Said, a provocação da mãe torcedora com a arbitragem causou o clima hostil e desencadeou a confusão.

– A mãe de um atleta do Garra passou o tempo todo xingando a arbitragem. Foi para a mesa criticar e ofender com palavras de baixo calão, de uma forma que não dá nem para descrever. Uma árbitra começou a filmar para registrar o fato. Com raiva, o esposo tomou o celular da mão da árbitra. Começou a confusão, que acabou envolvendo os atletas também – narrou o dirigente.

O comportamento das torcidas, dos jogadores e de quem participou da confusão foi reprovado pelo gestor da modalidade.

– Não vai passar em branco e não vamos fechar os olhos, vamos aplicar as medidas disciplinares. Como pode um campeonato sub-17, para revelar talentos e incentivar, a torcida pede para quebrar o seu adversário? Que esporte é esse? Uma mãe ou um pai de família passam o tempo todo xingando? E a educação? Deveriam incentivar, não pedir para o filho dar pancada em quadra. Isso apenas denigre a imagem do futsal, é feio e a gente pede até para não mostrar, mas é grave. Seremos enérgicos – ressaltou Said.

O jogo acabou com a vitória do Garra sobre o Timon por 3 a 2, resultado que colocou o time na semifinal do Piauiense sub-17 de futsal. Contudo, o resultado ainda pode ser revisto pela entidade, que se reúne nesta terça-feira para decidir qual punição a equipe irá receber.

– O time pode ser suspenso por dois a três anos. Seremos rigorosos. Estamos também catalogando os torcedores que não poderão mais entrar nos ginásios. O que posso dizer é que não ficará impune. São cenas que nenhum torcedor, torcedor verdadeiro, merece ver – disse Said.

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Após igualar exigência física, CBF ignora árbitras mulheres na elite

Há dez anos, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) exigiu que as árbitras tivessem o índice dos homens nos testes físicos para apitar jogos da Série A do Brasileiro. Desde então, nenhuma mulher foi escalada para trabalhar na elite do futebol masculino, mesmo estando apta após aprovação nos exames.

Deborah Cecília faz teste físico para apitar jogos masculinos .

Edina Alves Batista, 38, e Deborah Cecília, 32, apontadas como principais árbitras do país, possuem o índice desde 2016. A CBF planeja que eles atuem em partidas da Série A em 2018.

“Faltam detalhes para isso acontecer [mulheres apitarem na Série A]. Elas [Edina Batista e Deborah Cecília] tiveram um progresso grande na parte física e sabem se movimentar bem em campo. Agora, precisam firmar o nome, amadurecer um pouco mais, já que a Série A é muito mais exigente em termos de cobrança em razão da visibilidade. Elas devem apitar mais jogos na Série B e, se corresponderem, devem apitar na primeira divisão”, afirmou o coronel Marcos Marinho, chefe da comissão de arbitragem da CBF.

A última vez que uma árbitra apitou na elite foi em outubro de 2005, quando Silvia Regina, 53, hoje na comissão de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol), dirigiu o duelo entre Fortaleza e Paysandu, pela 32ª rodada.

A exigência que obriga as árbitras a terem os mesmos índices físicos dos homens para apitar partidas masculinas foi feita pela entidade que comanda o futebol brasileiro em 2007 e implantada na temporada seguinte.

No teste físico, as candidatas precisam realizar seis tiros de 40 m abaixo de 6s, correr 75 m em 15 segundos e na sequência caminhar os 25 m restantes da pista em 20s – as duas últimas marcas precisam ser repetidas 40 vezes.

“O primeiro grande desafio da mulher atualmente é o teste físico, o que não acontecia antigamente. Houve uma evolução na preparação dessas árbitras buscando a igualdade com os homens. Não queremos estar à frente e nem atrás, mas ao lado na questão de igualdade. O que é para o masculino é também para o feminino”, disse Ana Paula Oliveira, ex-assistente e desde 2014 coordenadora nacional de instrução da CBF.

Atualmente, oito árbitras possuem o índice masculino: Beatriz Dantas, Katiuscia da Mota, Elaine da Silva Melo, Thayslane de Melo, Rejane Caetano da Silva, Regildenia de Holanda Moura, além de Edina Batista e Deborah Cecília – as quatro últimas possuem o escudo da FIFA, o alto grau da arbitragem.

A CBF registrou um aumento na procura de mulheres para obterem a qualificação. Em 2015, apenas duas árbitras do quadro tentaram fazer o teste para terem o índice exigido em competições masculinas e não conseguiram. No ano seguinte, foram oito tentativas e quatro aprovações. Em 2017, foram oito aprovadas de um total de 11.

O quadro completo feminino da CBF tem 17 árbitras. As nove que não possuem o índice masculino, apitam na categorias de base e em competições femininas. Além das oito mulheres com índice para elite, 42 homens estão aptos. Em 2017, 35 foram escolhidos para trabalhar na Série A.

Já o número de assistentes mulheres com o índice masculino é bem mais representativo. Em 2017, 26 foram aprovadas, mas apenas duas trabalham no Nacional: Neuza Inês Back e Tatiane Sacilotti.

Além de passarem no teste físico, os árbitros e árbitras são avaliados pela entidade por performance em campo, análise técnicas e as condições psicológicas. Aprovados, trabalham como quarto árbitro em competições femininas e de base, até chegarem às divisões inferiores do Brasileiro. Na sequência, exercem as funções nas Séries B e A do Nacional, onde também trabalham como adicional. A partir daí refazem o caminho, mas como árbitros centrais.

Edina e Deborah já estão neste caminho. A primeira apitou dois jogos da Série D, e Figueirense x Paysandu, pela Série B de 2017, além de ter trabalhado no Sul-Americano sub-17 feminino e na Copa Libertadores feminina. Ela também está pré-selecionada para o Mundial Feminino da França em 2019.

Deborah já apitou em três jogos da quarta divisão nacional, dois da terceira e em um jogo pela pela Série B, além de partidas pela Copa Verde e do Campeonato Pernambucano, como o clássico entre Sport x Santa Cruz e na semifinal entre Santa Cruz e Salgueiro.

“Série D, Série C e Série B são difíceis de apitar. No entanto, a Série A tem uma repercussão muito maior, a pressão midiática é quatro, cinco, seis vezes mais do que nas outras divisões. Por isso, trabalhamos com uma psicóloga [Marta Magalhães] para a árbitra lidar com os acertos e os seus equívocos”, completou Ana Paula.

TITE FOI CONTRA

As críticas sobre a participação das mulheres na arbitragem em jogos masculinos já foi muito maior do que é atualmente. Pelo menos essa é a opinião de Ana Paula Oliveira, coordenadora nacional de instrução da CBF.

“O preconceito diminuiu. Não temos mais escutado falar das árbitras. Elas [Edina Alves Batista e Deborah Cecília] apitaram na Séries B, C e D e foram elogiadas. Se o profissional for competente, não importa o sexo”, disse Ana Paula, que já trabalhou como auxiliar entre 1998 e 2008.

No período, foi alvo de ofensas de Tevez em 2005 após um jogo do Brasileiro e de Carlos Augusto Montenegro, ex-vice-presidente de futebol do Botafogo, após partida da Copa do Brasil, em 2007.

“Mulheres não podem apitar um clássico dessa dimensão, dessa rivalidade. Elas podem até apitar, não tenho nada contra mulher, mas não esses jogos”, disse Tevez após um duelo entre São Paulo e Corinthians. Além de Ana Paula, a outra assistente era Maria Eliza Barbosa.

“Ela é totalmente despreparada. Errou dois lances seguidos. Não vejo mulher em Copa do Mundo, não vi mulher na final da Liga dos Campeões, nem nas decisões mais importantes do mundo, mas colocaram uma mulher hoje”, afirmou Montenegro.

Atualmente técnico da seleção brasileira, Tite reclamou da condição física da arbitragem feminina após um clássico entre Corinthians e São Paulo, realizado em 2005, apitado por Silvia Regina.

Ana Paula de Oliveira, Sílvia Regina e Aline Lambert formaram trio feminino em jogo do Paulista, em 2003.

“Não dá para admitir, ainda mais em um clássico, a velocidade com a qual ela acompanhava as jogadas. Em futebol de altíssimo nível, nessa intensidade, não dá para mulheres apitarem”, afirmou Tite, em 2005.

“Vou falar uma coisa como profissional de educação física: a força muscular e a velocidade dela fazem com que ela não possa acompanhar os homens”, afirmou o gaúcho.”Não gostaria que colocassem árbitras nos meus jogos”, completou.

Edina Batista e Deborah Cecília concordam que o preconceito diminuiu, mas fazem ressalvas.

“Ninguém erra porque é mulher. Se há erro da arbitragem feminina, o comentário não é em cima da Maria, da Joana, mas da mulher. Se o homem erra, os nomes são dados. Ninguém generaliza falando que foi erro de um homem”, diz Edina.

EXEMPLO ALEMÃO

Nas principais competições masculinas de futebol do mundo também faltam mulheres apitando. A exceção é a Alemanha.

Em 2017, a Bibiana Steinhaus se tornou a primeira mulher a apitar um jogo masculino da elite entre as principais ligas europeias [Inglaterra, Espanha, Itália e França] e sul-americanas. Ela dirigiu o confronto entre Hertha Berlin x Werder Bremen, pelo Campeonato Alemão.

Fonte: Folha de SP

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Milan bate Inter de Milão com ajudar do vídeo e vai à semifinal na Copa da Itália

O Derby Della Madonnina desta quarta-feira (27) não foi marcado pela técnica, mas emoção é o que não faltou no San Siro. Com a ajuda do árbitro de vídeo, o Milan conseguiu bater a Inter de Milão na prorrogação pelas quartas de final da Copa da Itália por 1 a 0. Patrick Cutrone fez o único gol da partida.

Com a vitória, o Milan vai enfrentar a Lazio na semifinal. A equipe de Roma bateu a Fiorentina por 1 a 0 na última terça-feira (26). Os outros rivais serão definidos dos confrontos entre Juventus e Torino, e Napoli e Atalanta.

Apesar do resultado contrário, a Inter foi a responsável por atacar no início da partida. Aos 24 minutos, a equipe chegou a comemorar um gol, mas por pouco tempo. Ivan Perisic aproveitou uma cobrança de escanteio para tocar a bola para o meio. O goleiro Antonio Donnarumma desviou a bola para dentro do gol e fez contra.

No entanto, o árbitro consultou o árbitro de vídeo e observou que o zagueiro interista Andrea Ranocchia, em impedimento, participou da jogada ao entrar na frente do goleiro rossonero, que é o irmão mais velho de Gianluigi Donnarumma, titular da equipe.

O jogo tomou contornos de muitos erros de passes, mas teve um Milan mais confiante com o passar do tempo. O gol da equipe veio no primeiro tempo da prorrogação. Aos 14 minutos, o espanhol Suso avançou em diagonal e lançou a bola para a área. O atacante Patrick Cutrone apareceu livre para tocar a bola na saída do goleiro Handanovic.

Fonte: UOL

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FIFA divulga escudos da arbitragem para 2018

Os escudos da arbitragem FIFA para a temporada 2018 já estão definidos. A entidade divulgou os escudos que os donos do apito usarão no próximo ano em jogos de futebol, futsal e beach soccer. O Brasil tem 40 representantes, conforme lista anunciada pela Comissão de Arbitragem da CBF na última semana. Confira:

ÁRBITROS
1) Sandro Meira Ricci, 43 anos
2) Wilton Pereira Sampaio, 35 anos
3) Raphael Claus, 38 anos
4) Anderson Daronco, 36 anos
5) Luiz Flavio Oliveira, 40 anos
6) Ricardo Marques Ribeiro, 38 anos
7) Dewson Fernando Freitas da Silva, 36 anos
8) Rodolpho Toski Marques, 30 anos
9) Wagner Nascimento Magalhães, 38 anos
10) Wagner Reway, 37 anos

ÁRBITRAS
11) Edina Alves Batista, 37 anos
12) Regildênia Holanda Moura, 43 anos
13) Deborah Cecilia Cruz Correia, 32 anos
14) Rejane Caetano da Silva, 32 anos

ÁRBITROS ASSISTENTES
15) Emerson Augusto de Carvalho, 45 anos
16) Marcelo Carvalho Van Gasse, 41 anos
17) Guilherme Dias Camilo, 35 anos
18) Alessandro Álvaro Rocha de Matos, 41 anos
19) Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa, 34 anos
20) Kléber Lúcio Gil, 40 anos
21) Bruno Boschilia, 34 anos
22) Bruno Raphael Pires, 32 anos
23) Fabrício Vilarinho da Silva, 37 anos
24) Danilo Ricardo Simon Manis, 36 anos

ÁRBITRAS ASSISTENTES
25) Neuza Inês Back, 33 anos
26) Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, 31 anos
27) Marcia Bezerra Lopes Caetano, 43 anos
28) Daiane Caroline Muniz dos Santos, 29 anos

ÁRBITROS DE FUTSAL
29) Gean Coelho Telles, 42 anos
30) Flávio Marques, 39 anos
31) Henrique Angelo da Silva, 38 anos
32) Ricardo Amaral Messa, 34 anos

ÁRBITRAS DE FUTSAL
33) Giselle Torri, 37 anos
34) Katiucia Meneguzzi Santos, 39 anos
35) Anelize Meire Schulz, 32 anos
36) Aline Santos Nascimento, 28 anos

ÁRBITROS DE BEACH SOCCER
37) Ivo Alexandre Moraes Santos, 40 anos
38) Mayron Frederico Reis Novais, 40 anos
39) Renato Carlos, 45 anos
40) Lucas Estevão, 32 anos

Fonte: CBF

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CBF estuda usar árbitro de vídeo no Brasileiro 2018

A CBF estuda implementar o uso do árbitro de vídeo a partir da primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2018. A possibilidade foi externada pelo chefe da Comissão Nacional de Arbitragem da entidade, o coronel Marcos Marinho, em entrevista à ESPN.

“Há uma possibilidade, sim, de começarmos com o árbitro de vídeo na primeira rodada”, admitiu o Coronel Marinho nesta quarta-feira.

Pelo calendário anunciado pela entidade, o Campeonato Brasileiro de 2018 começa em 15 de abril – mais cedo do que anos anteriores, em razão da paralisação de agenda imposta pela Copa do Mundo.

“Estamos já ajeitando tudo, pronto para fazermos os treinamentos. Só falta mesmo o pontapé inicial”, acrescentou o diretor de arbitragem da CBF.

Ao longo do campeonato de 2017, após uma série de erros que comprometeram resultados, a CBF chegou a especular antecipar o uso do VAR (Video Assistant Referee, em sigla em inglês). No entanto, dificuldades técnicas de implementação e treinamento acabaram adiando a iniciativa para o próximo ano.

Em 2017, o recurso do árbitro de vídeo passou pelos primeiros testes no país, durante as finais do Campeonato Pernambucano, entre Sport e Salgueiro – mas com polêmicas sobre as decisões tomadas.

Fonte: UOL Esportes

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IFAB propões mudanças radicais nas Regras para 2018

Após as grandes mudanças nas regras que o IFAB promoveu em 2016 durante a 130º Assembleia Anual – que incluiu o uso do árbitro de vídeo e alterações na filosofia da interpretação de lances que impedem uma oportunidade clara de gol – a entidade viu como positiva a recepção das novas regras e, em conjunto com a FIFA, agora quer expandir o debate sobre uma nova proposta de mudanças para as Regras do Jogo em 2018 para o desenvolvimento do futebol, em sintonia com o programa Fair Play da FIFA e dentro da estratégia 2017-2022 da entidade.

A ideia é promover uma mudança geral sobre como todos os envolvidos tratam o esporte, desde jogadores, treinadores, árbitros, gestores e torcedores, até os organizadores e entidades do futebol. É a chamada para a nova atitude do Jogo Limpo (ou Fair Play), nas palavras do IFAB, que está fundamentada no respeito às regras, aos árbitros, aos demais participantes e ao jogo em si.

Essa nova atitude está centrada em 3 pilares para desenvolver e usar as regras do jogo:

  • Criar, promover e proteger a legitimidade e integridade
  • Universalidade e inclusão, fazendo o jogo acessível a todos, independente de idade, raça, religião, cultura, gênero, orientação sexual, condição física ou mental e, principalmente, habilidade
  • Uso da tecnologia para beneficar o jogo.

A busca está em tornar o jogo mais justo, interessante e divertido por meio das regras para que tanto o jogo quando os jogadores sirvam de exemplo positivo para a sociedade e futuras gerações.

Como base na estratégia do IFAB, a proposta de mudanças tocam em 3 pontos cruciais que afetam o futebol nos diferentes níveis e em todas as partes do mundo.

  • Melhorar o comportamento dos jogadores e aumentar o respeito
  • Aumento do tempo de bola em jogo
  • Melhorar a legitimidade e o interesse do jogo

O documento oficial publicado pelo IFAB (em inglês) no website do programa (http://www.play-fair.com/) apresenta as propostas que podem ser adotadas em diferentes estágios: imediatamente, pronto para testes e para discussão.

Melhorar o comportamento dos jogadores e aumentar o respeito

O objetivo neste ponto é mudar o comportamento dos jogadores e da comissão técnica, especialmente dos treinadores, de forma positiva, fazendo aumentar o respeito ao espírito e ao texto das regras e aos árbitros das partidas. As propostas para isso incluem:

  • Aumentar a responsabilidade dos capitães das equipes (só eles falariam com o árbitro)
  • Acabar com reclamações de jogadores em cima dos árbitros (usando de punições mais severas a jogadores e ao clube)
  • Cartões amarelo e vermelho para os treinadores e comissão técnica (melhorar a comunicação das punições)
  • Cumprimento (aperto de mão) entre os árbitros e os técnicos das equipes antes das partidas
  • Cartão vermelho para jogador reserva diminui número de substituições da equipe

Aumento do tempo de bola em jogo

Em muitos casos uma partida de 90 minutos tem menos de 60 minutos de bola rolando, ou seja, muito tempo parado ou perdido. A proposta neste ponto é de melhorar esse número com as seguintes iniciativas:

  • Maior rigor controle do tempo adicional (acréscimos) ao fim de cada tempo
  • Arbitragem ser mais rigorosa com os 6 segundos que o goleiro segura a bola
  • Agilizar o processo de substituição
  • Mudar a forma de cronometrar o jogo (exemplo: tempos de 30 minutos com relógio correndo apenas com a bola em jogo)
  • Uso de relógio nos estádios em conexão com o relógio dos árbitros
  • Jogador poder sair jogando sozinho de um tiro livre, tiro de canto ou tiro de meta (permitir o segundo toque)
  • Permitir a cobrança de tiro de meta com a bola rolando
  • Restringir a cobrança do tiro de meta do mesmo lado em que a bola saiu (para evitar perda de tempo quando o jogador quer cobrar do outro lado)

Melhorar a legitimidade e o interesse do jogo

A fim de fazer o jogo mais justo e interessante de assistir, jogar, treinar e apitar, as propostas visam mudar conceitos conhecidos do jogo, como:

  • Alterar a sequência na cobrança nas decisões dos tiros penais
  • Permitir a defesa jogar a bola dentro da área nas cobranças de tiro de meta e tiro livre (dentro da área)
  • Expulsar jogador que marca gol com as mãos; Dar pênalti se o goleiro toca com a mão a bola recuada ou de um lateral seu; e árbitro conceder um gol se a defesa impedir um gol claro com a mão bem próximo à linha de meta
  • Encerrar os tempos de jogo somente quando a bola sair de jogo
  • Na cobrança de pênalti dar tiro de meta caso um gol não tenha sido marcado diretamente

As propostas são muitas, desde simples ações que não requer nenhuma mudanças nas regras, até pontos polêmicos e que mudam a dinâmica do jogo de certa forma.

O que achou?

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