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Árbitro de Alagoas é agredido em campo

Júlio César Farias diz que foi agredido por comissão técnica e atletas do Coruripe após partida do Alagoano sub-20: “Chutes, socos e anilha de 5 kg”.

O árbitro Júlio César Farias usou as redes sociais para denunciar agressão sofrida na partida entre Coruripe e Santa Cruz, pelas semifinais do Campeonato Alagoano sub-20. Segundo o juiz, o quarteto, formado por ele, Ana Paula, Francisco Freitas e Márcio Oliveira, foi agredido no vestiário pelos jogadores e comissão técnica do Coruripe, nesse sábado. Ele fez um boletim de ocorrência em Maceió, alegando que não tinha como continuar na cidade do interior, e ameaça abandonar a carreira. O árbitro também relatou que não havia policiamento no Estádio Gerson Amaral, em Coruripe, e criticou a comissão de arbitragem de Alagoas.

Júlio, de 26 anos, contou que os jogadores quebraram vasos sanitários do vestiário, lançaram anilha e partiram para agressão física. O Coruripe venceu a partida por 1 a 0, mas acabou eliminado por ter perdido o primeiro jogo por 2 a 0. No final da partida, os atletas começaram a discutir em campo e o juiz expulsou jogadores do Hulk. A confusão começou aí.

– Foram chutes, socos, anilha de 5kg jogada, vaso sanitário quebrado, entre outras coisas utilizadas para a agressão da arbitragem. Eles entraram no vestiário, quebraram a porta e, covardemente, nos agrediram. O policiamento que tanto cobrei alguns dias atrás hoje mostrou o real motivo e sua importância. O campeonato sub-20 de Alagoas me proporcionou esta cena lamentável que venho compartilhar com vocês – lamentou o árbitro, que também fez fotos e publicou nas redes sociais.

De acordo com o árbitro, ele foi obrigado a iniciar a partida, no Estádio Gerson Amaral, sem a presença dos policiais. Segundo ele, essa não foi a primeira vez que isso aconteceu.

– No dia 27 de julho fui escalado pela Comissão de Arbitragem Alagoana para fazer o jogo entre Sete de Setembro x CSA, pelo campeonato sub-20. “O regulamento da competição diz que a partida para ter início deve ter policiamento”, só que naquele dia não tinha policiamento e por isso resolvi não iniciar o jogo. Recebi ligações do sr. Júnior Beltrão e George Alves Feitosa (vice-presidente da CEAF) para que iniciasse o jogo sem policiamento. Por causa disso, fui convidado para prestar esclarecimento sobre o caso, relatei que não era correto iniciar um jogo sem a mínima segurança. No sábado (19), fui escalado para comandar o jogo de volta da semifinal do campeonato sub-20, entre as equipes do Coruripe x Santa Cruz, e fui obrigado mais uma vez a iniciar a partida sem segurança, autorizado pela comissão de arbitragem.

Vice-presidente da Comissão de Arbitragem, George Alves conversou com o GloboEsporte.com e negou que tenha obrigado o juiz a iniciar o jogo sem o policiamento.

– Sobre a agressão, eu lamento muito o que aconteceu. Nós trabalhamos para fazer cumprir as regras do jogo. Não satisfeita pelo resultado da partida, a equipe do Coruripe agiu de forma covarde contra o quarteto de arbitragem. Foi muito desumano. Tentei contato com ele [Júlio César] para saber da boca dele o que realmente aconteceu e não obtive sucesso. A recomendação é que sempre que acontecer fatos dessa natureza, o árbitro tem que comunicar à direção da Federação Alagoana, ele não fez isso”, declarou George, que também foi incisivo ao rebater o árbitro.

– Para minha estranheza, ele colocou uma nota em sua rede social dizendo que foi obrigado [a iniciar o jogo sem policiamento]. Durante essa semana eu não tive nenhum contato com o Júlio César. O que ele cita, o jogo entre CSA e Sete de Setembro, o presidente da Federação Alagoana [Felipe Feijó] ligou para ele para saber o motivo de ele não querer começar o jogo, e ele disse que não atenderia ninguém. O presidente pediu que eu ligasse para ele para saber o que estava acontecendo, expliquei para ele que nas regras do jogo o árbitro tem o poder de decidir se inicia ou não uma partida de futebol. A gente aqui tem dificuldade em relação à segurança pública, nosso estado é pequeno, com poucos policias, imagine se a cada partida de futebol tiver que ter policiamento. Mas não tem essa de dizer que nós determinamos, acredito que ele foi leviano, não agiu com decência, ele pode em qualquer jogo que for apitar decidir se dá o jogo ou não. Ninguém obriga a um árbitro a dar uma partida. Mas posso dizer que dificilmente em todas as partidas nós temos policiamento, e cabe ao árbitro decidir. Em nenhum momento entrei em contato obrigando ele a dar o jogo.

O juiz alagoano falou também, em entrevista à Rádio Gazeta, que pensa em desistir da carreira. Júlio César é árbitro da Confederação Brasileira de Futebol.

– Isso não pode ficar impune. Estou aqui em casa, meu pé está inchado, estou com a coxa cortada. Vai ficar por isso mesmo? Eu tenho que ser agredido? Isso tem que acabar! Eu penso hoje sinceramente em abandonar a arbitragem, não quero saber se perco o escudo. Ontem foi muito lamentável o que aconteceu, e penso em abandonar sim. Eu quero ficar com minha família, que está muito triste com o que aconteceu.

A diretoria do Coruripe lamentou o que aconteceu em nota oficial.

– A Associação Atlética Coruripe lamenta profundamente os fatos ocorridos na noite deste sábado. A diretoria reitera a sua posição de condenar os episódios ocorridos. No entanto, ao longo deste domingo e nesta segunda-feira os fatos serão devidamente apurados e os responsáveis serão submetidos às normas e regras dispostas no regimento do clube.

Júlio César fez um boletim de ocorrência e deve entregar a súmula do jogo na segunda-feira. O caso vai ser levado ao Tribunal de Justiça Desportiva de Alagoas.

Fonte: Globo Esporte

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Árbitra é agredida no amador no México

A entidade mexicana que representa os árbitros profissionais, chamada La AMA (Associação Mexicana de Árbitros), publicou em seu Twitter uma nota de repúdio sobre a agressão cometida contra uma árbitra em um jogo amador naquele país.

A árbitra Rosa Ángela García, que pertence ao quadro de árbitros amadores, teve ferimentos na cabeça causando sangramente, conforme a foto publicada pela AMA. Ainda não se tem mais informações sobre o que motivou este ato violento e inaceitável, nem como tudo aconteceu.

Esperamos que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis sejam punidos nas esferas desportiva e criminal.

Árbitro encerra partida após brigas e invasão em clássico do DF

Jogadores de Gama e Brasiliense iniciam confusão aos 40 minutos do segundo tempo, briga se estende para as arquibancadas e partida é encerrada com placar de 1 a 1.

Líder e vice-líder do Candangão, Brasiliense e Gama vinham travando um duelo intenso em campo na tarde deste domingo, com de costume nos encontros dos dois times, protagonistas do principal clássico do futebol do Distrito Federal. Porém, a rivalidade passou dos limites na reta final da partida. Aos 40 minutos do segundo tempo, um desentendimento entre o atacante Nunes, do Jacaré, e o lateral-direito Dudu Gago, do Gama, acabou se transformando em briga entre jogadores e membros das comissões técnicas dos dois lados. A confusão rapidamente se estendeu para as arquibancadas, torcedores dos dois times invadiram o gramado e entraram em confronto, que só terminou já fora do estádio. Episódio lamentável, que manchou a rodada mais aguardada da fase de classificação. Com o campo tomado por policiais e muito gás de pimenta, o árbitro Almir Camargo optou por encerrar a partida cinco minutos antes do fim do tempo regulamentar, quando o placar estava empatado em 1 a 1.

A partida já vinha sendo marcada por alguns lances ríspidos em campo, mas, até então, nada fora do normal. Intensidade típicas da rivalidade entre os dois times. A cinco minutos do fim do jogo, com o placar empatado em 1 a 1, o atacante Nunes, do Brasiliense, e o lateral-direito Dudu Gago, do Gama, que já vinham se estranhando desde o primeiro tempo, se envolveram em mais uma jogada dura. Outros jogadores que estavam próximo do lance correram para tirar satisfação e a confusão se transformou em briga generalizada.

A polícia militar entrou em ação para tentar conter as trocas de socos e pontapés entre jogadores e integrantes das comissões técnicas dos dois times. Foi então que alguns torcedores começaram a pular os alambrados e invadir o campo. Quando um representante do Gama arrancou uma faixa da torcida do Brasiliense da grade atrás do gol, os ânimos se exaltaram de vez e houve muita pancadaria, principalmente entre os membros das organizadas dos dois times.

Levou cerca de 10 minutos para a polícia conseguir acalmar a situação em campo. A maior parte dos torcedores que não tinham se envolvido na briga já tinha deixado o estádio, além do campo ter ficado tomado por gás de pimenta. Os dois times foram para os vestiários e o árbitro Almir Camargo deu o jogo como encerrado com o placar em 1 a 1.

Fora do estádio, a polícia continuou tendo trabalho. Parte da torcida organizada do Gama continuou tentando chegar até onde estavam os torcedores do Brasiliense, provocando mais correria e confronto com as forças de segurança.

Jogadores criticam arbitragem e se desculpam

Um dos mais experientes do elenco do Brasiliense, o atacante Reinaldo, ex-Flamengo e São Paulo, que marcou o gol do Jacaré na partida, lamentou bastante o ocorrido. Segundo o camisa 11, todos os envolvidos no jogo têm responsabilidades na confusão. Ele também criticou a arbitragem que, segundo o atacante, não soube conduzir a partida.

– Acho que a culpa é de todo mundo. Primeiramente, tem que partir do árbitro. Ele que é a autoridade em campo. Acho que se soubesse que o jogo ia para a violência, já tinha que ter colocado para fora quem quer que fosse, do Gama ou do Brasiliense. Os jogadores dos dois times também têm culpa, sem dúvida nenhuma. Ficamos muito tristes com esse fato de hoje. A gente torce para que ninguém tenha saído machucado, mas é algo que nos deixa muito tristes. A culpa é de todos, jogadores, arbitragem, e também daqueles torcedores que vêm só para brigar – disse Reinaldo.

O capitão do Gama, o zagueiro Pedrão, reforçou as reclamações da arbitragem.

– É uma mancha no clássico. Mas vai manchar sempre enquanto não tiver um árbitro com pulso para um jogo desses. Ele já tinha apitado outro jogo com confusão – afirmou Pedrão.

Policial fica ferido, mas ninguém é preso

Apesar da cenas de violência presenciadas por quem esteve no estádio, ninguém foi detido. Um policial militar ficou ferido, com um corte no rosto, mas foi socorrido ao hospital e está fora de perigo. Nenhum torcedor deu entrada nos hospitais com ferimentos, mas a equipe de brigadistas que atuou no estádio informou que foram feitos cerca de 30 atendimentos de pessoas que sofreram ataques de hipertensão e mal estar provocados pela correria e as bombas de gás estouradas no campo.

Comandante do efetivo de 180 policiais militares que trabalharam no jogo, o capitão Anderson Pierre acredita que atuação das forças de segurança, a princípio, foi correta. No entanto, será analisado durante a semana se houve alguma falha. O militar ainda lamentou o fato de a confusão ter começado entre os próprios jogadores.

– A operação foi feita dentro da normalidade, mas ainda vamos apurar se houve alguma falha. Senti que talvez possam ter faltados os policiais “pinças” (infiltrados posicionados perto das torcidas para evitar invasão de campo). Infelizmente, começou com o comportamento dos jogadores. Espero que façam valer o Estatuto do Torcedor, que prevê punição para qualquer agressão em campo. Espero que os responsáveis sejam punidos – disse o capitão Pierre.

A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) informou por meio de nota que irá aguardar a súmula do árbitro, além do relato do delegado da partida, para juntamente com o Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal (TJD-DF) analisar os fatos e punir os responsáveis.

Bola fica em segundo plano

Gama e Brasiliense vinham fazendo um bom duelo até a partida ser ofuscada pela confusão. Intenso e com boas oportunidades de gol de ambos os lados, o jogo teve um primeiro tempo um pouco mais amarrado, influenciado também pelo sol escaldante que castigou os dois times. Ainda assim, não faltaram oportunidades de gol nos primeiros 45 minutos: Reinaldo e Souza levaram perigo pelo lado do Brasiliense, enquanto Felipe Assis desperdiçou pelo Gama.

Na volta do intervalo, com a sombra já tomando conta de toda a área do campo, o jogo ficou mais acelerado e o primeiro gol saiu logo aos quatro minutos. Em cobrança de falta da entrada da área, Baiano rolou para Roberto Pitio bater firme no canto direito do goleiro do Brasiliense: 1 a 0 para o Gama.

O Jacaré não se intimidou e foi com tudo para cima dos donos da casa logo na sequência. A recompensa veio aos oito minutos, quando Souza cobrou escanteio e a bola sobrou nos pés de Reinaldo, sozinho, na segunda trave, para empatar: 1 a 1.

Após os gols, a partida continuou aberta, com boas oportunidades dos dois lados. Luquinhas deu trabalho para a defesa do Gama, enquanto Baiano, por pouco, não marcou o segundo do Periquito em cobrança de falta. Conforme o fim ia se aproximando, a tensão entre os jogadores também cresceu, até que começou a confusão a cinco minutos do encerramento.

Próximos jogos

Os dois times agora terão um período de descanso e só voltam a atuar no outro fim de semana.

No sábado, dia 18, o Brasiliense recebe o Brasília, no Abadião, às 16h.

No domingo, dia 19, será a vez de o Gama ir até Paracatu, enfrentar os donos da casa, também às 16h (horários de Brasília).

Fonte: Globo Esporte

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Arbitragem é agredida em jogo da Copinha SP Júnior em Diadema

13/01/2017 3 comentários

Assistente anulou gol, torcedores partiram para cima e árbitro volta atrás na marcação.

copinha-17-netuno-2Água Santa e Juventude faziam jogo bonito na tarde desta sexta-feira (13/01) no Inamar, em Diadema, pela 3ª fase da Copinha, mas um episódio com a arbitragem estragou o espetáculo.

Já no fim da partida, o árbitro Camilo Morais Zarpelão anulou um gol do Netuno, que surgiu em cobrança de escanteio. Após a marcação, torcedores e integrantes da diretoria do clube de Diadema invadiram o campo e partiram para cima do bandeirinha, que havia sinalizado impedimento. Na confusão generalizada, o bandeira acabou sendo agredido.

Rapidamente, o árbitro correu em direção ao bandeira e, com policiais já em campo para controlar a situação, chamou a decisão para si e deu o gol para o Água Santa, que empatou por 2 a 2 naquele instante e levou o duelo para os pênaltis. Com escoriações no rosto, o bandeirinha precisou receber atendimento médico. Nos pênaltis, o Juventude se deu melhor e avançou para as oitavas de final.

Durante o confronto, a torcida se revoltou com a anulação de dois gols do Água Santa, nas duas vezes alegando impedimento, e com a expulsão do lateral-esquerdo Felipe no segundo tempo, com vermelho direto, em lance que o árbitro viu agressão do jogador.

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Zagueiro do Guarani surta e agride juiz após expulsão em final da Série C

Ferreira se envolve em lance com Rodolfo, atacante do Boa, e leva cartão vermelho direito. Na sequência, empurra juiz e também derruba Auremir, companheiro de time.

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Ferreira perdeu a cabeça durante a derrota do Guarani para o Boa Esporte, neste sábado, pela final da Série C do Campeonato Brasileiro. O zagueiro se envolveu em um lance com o atacante Rodolfo, que ficou caído com as mãos no rosto, aos 17 minutos do segundo tempo, e foi expulso pelo árbitro Marcos Mateus Pereira. Inconformado, ele foi para cima do juiz e o derrubou no chão.

A situação quase fugiu ainda mais do controle. Transtornado com o cartão vermelho, que deixou o Bugre com um a menos na metade do segundo tempo, Ferreira precisou ser contido pelos companheiros para não fazer mais escândalo. O zagueiro ainda derrubou Auremir no chão e teve que ser acalmado pelos companheiros na beira do campo.

– Eu acho que o que aconteceu aqui dentro foi uma covardia. No primeiro tempo, eu não fiz uma falta. No lance da minha expulsão no segundo tempo, a bola estava comigo, ele (árbitro) foi covarde. A CBF tem que rever isso – disse o zagueiro após o jogo.

Escoltado por Gléguer, o preparador de goleiros bugrino, Ferreira caminhou até o vestiário.ainda muito irritado com a decisão. Ele foi bastante xingado pelos torcedores do Boa, e um mineiro ainda atirou um objeto na direção dele. Não acertou, mas o fato fez o jogador ainda quase voltar para tirar satisfação. O árbitro Marcos Mateus Pereira faria um boletim de ocorrência contra o atleta depois da partida, enquanto o zagueiro disse não temer uma punição por conta do episódio.

– (A punição) Não me preocupa porque não tenho sangue de barata. Não entendi o que aconteceu, eu estava de costas, ganhei a bola. Eu acho que tinha que colocar um juiz de qualidade para apitar o jogo, manchou a final do campeonato, só tenho a lamentar por isso – completou o zagueiro.

O lance aconteceu em um momento que o Guarani já tinha grandes dificuldades de sair de Varginha como campeão. O Bugre sofreu dois gols com menos de 15 minutos no primeiro tempo e ficou em situação difícil (seria preciso empatar para conquistar o título). Com um jogador a mais, ficou ainda mais complicado reagir. O técnico Marcelo Chamusca disse que nada justifica uma agressão.

– Nossa equipe foi uma equipe que menos tomou cartões, hoje o Ferreira perdeu um pouco do equilíbrio e cometeu um equívoco. O árbitro foi muito rigoroso, mas nada justifica uma agressão – falou o treinador bugrino ainda no gramado do Melão.

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Fonte: Globo Esporte

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Heber empurra jogador Dudu do Palmeiras em clássico e vinga Ceretta

Por essa o jogador Dudu do Palmeiras não esperava. No clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado na Arena Itaquera em São Paulo, válido pela vigésima-sexta rodada do Brasileirão 2016, o árbitro Héber Roberto Lopes, em um momento intempestivo logo aos 9 minutos de jogo, empurrou o capitão alviverde quando o atacante se dirigia em sua direção reclamando da marcação de uma falta. Héber, árbitro caricato e de feições peculiares, disparou sua cara brava em um gesto agressivo que deixou Dudu acuado, saindo de fininho e assustado com a atitude inesperada.

O lance inusitado lembrou um triste fato na final do Campeonato Paulista de 2015, onde o mesmo Dudu, após ser expulso por Guilherme Ceretta de Lima, correu em sua direção aplicando um empurrão covarde pelas costas. Dudu foi denunciado por agressão contra o árbitro e o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da FPF condenou Dudu a uma pena de 180 dias de suspensão em primeira instância, mas, infelizmente, parece que tudo não passou de um teatro armado, pois na sequência o Tribunal fez um acordo e reduziu a pena para 6 jogos de suspensão e uma multa de 50 mil reais. Mais uma vergonha para o esporte nacional. No entanto, Dudu foi condenado na justiça comum a pagar uma reparação por dano moral de 25 mil reais para Ceretta. Cabe recurso na decisão.

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Após tiros, várzea registra três casos de agressão contra árbitros

Mesmo juiz foi vítima de violência duas vezes no domingo, em campo de Mauá.

O campo do São João, em Mauá, testemunhou no domingo (12/06) uma das cenas mais tristes da história do futebol amador do ABCD. O árbitro Eraldo Holanda foi espancado em jogo que abriu a rodada tripla e ainda levou um pontapé na partida de fundo, o que apenas confirmou que a violência não está controlada na várzea local. Há cerca de um mês, o ABCD MAIOR relatou disparo de tiros em duelo pela Divisão Especial, entre Colônia e Vera Cruz. Para completar o domingo infeliz para os homens do apito, só que em Santo André, um colega de trabalho de Eraldo caiu no chão depois de ser vítima de um soco no confronto Lua Nova e Mocidade, pela 1ª Divisão.

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Pela Especial de Mauá, Santa Rosa e Pedreirinha jogaram pelas oitavas de final. O empate era do Santa Rosa e o placar apontava o 1 a 1. Eraldo Holanda deu seis minutos de acréscimo no segundo tempo, mas logo no primeiro minuto Beto fez o gol da classificação do Pedreirinha. Inconformados, os jogadores e o técnico do Santa, Diego, partiram para cima do árbitro, sem piedade. Foram socos, pontapés e “voadoras”, conforme o juiz relatou na súmula. A violência física só parou quando o elenco do Pedreirinha protegeu o agredido, levando-o para perto de sua torcida.

Eraldo Holanda na delegacia.

Eraldo Holanda na delegacia.

Nesta segunda-feira (13/06), Eraldo fez um B.O. citando cinco atletas do Santa Rosa, entre eles o goleiro Padre, e Diego. Com o caso indo para a esfera civil, os suspeitos vão responder por agressão. Com dores no corpo, Eraldo Holanda passou no IML (Instituto Médico Legal).

Como se não bastasse, a rodada tripla no São João continuou normalmente e seria finalizada com o jogo entre São João e Guapituba, pela Série Ouro – divisão de acesso da cidade. Mas, aos 37 minutos do primeiro tempo, o treinador do São João, conhecido como Lírio, desferiu pontapé contra o mesmo Eraldo, que imediatamente finalizou a partida.

Procurado pela reportagem, o presidente da Liga Mauaense de Futebol Amador, Aparecido Vicente Dias, o Tchaca, disse que a entidade divulgará uma posição nesta terça-feira (14/06). Em nota, o Santa Rosa, um dos envolvidos, pediu desculpas pelo ocorrido.

HISTÓRICO

A Liga e o próprio Tchaca sofrem grande pressão pela impunidade com os agressores, vide o caso Colônia e Vera Cruz. Depois de briga dentro de campo, a confusão foi para o lado de fora e até tiros acabaram sendo disparados. Porém, o tribunal desportivo da Liga puniu os infratores apenas com uma multa, causando a ira de muitos.

Entre as pessoas que militam na várzea de Mauá, o sentimento é que a violência aumentou desde a absolvição do Dínamo, depois de o presidente Marcelo Araújo, o Topeira, perder a cabeça e agredir o árbitro. A Liga Mauaense rebaixou a equipe em 2015, mas o TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) reverteu a decisão.

“As diretorias têm que fazer um trabalho de conscientização, como vamos ser responsáveis por um técnico que chuta o árbitro quando o jogo está 0 a 0?”, resigna-se Tchaca. “Fomos orientados pela Federação para não fazer a eliminação direta e levar a julgamento, para dar direito ao contraditório”, completou o dirigente, justificando o caso recente – dos tiros. Para ele, a legislação esportiva dá brechas e não permite à Liga dar punição mais forte aos times.

SANTO ANDRÉ

Pela 1ª Divisão de Santo André, Mocidade e Lua Nova faziam partida tranquila no campo do Humaitá, mas um lance isolado deixou uma marca negativa. No fim do primeiro tempo, Willian Almeida agrediu o juiz Alexandre Bigai após ser expulso. Flagra do fotógrafo Fernando Rafael, do Diário da Várzea, mostra o árbitro ajoelhado no chão. O jogador pode ser suspenso por até 720 dias.

Também em Santo André, não sobrou para o árbitro, mas houve briga generalizada no clássico entre Vila Sá e Guaraciaba no Nacional, com torcedores entrando em confronto.

*com informações de Marcelo Mendez

Fonte: ABCD Maior

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