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Jamir Carlos Garcez assume presidência da ANAF

jamir2-226x300O ex-árbitro e atual presidente do Sindicato dos Árbitros do Distrito Federal, Jamir Carlos Garcez, assumiu a presidência da ANAF. O presidente Marco Antônio Martins licenciou-se do cargo para disputar a eleição como candidato a Vereador pelo PCdoB em Florianópolis (SC).

Jamir reuniu-se com o diretor da ANAF, Carlos Alberto Nunes Castro (RS), avaliando o prosseguimento das ações da diretoria para o fortalecimento da entidade.

Jamir Carlos Garcez participa da ANAF desde 1994 e na atual gestão ocupa a Vice-Presidência da Região Centro-Oeste. Nascido em 4 de dezembro de 1961, em Luiziânia (Goias), trabalha desde 1998 na Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal como coordenador do Programa Esporte a Meia Noite, um projeto que objetiva tirar jovens das drogas, em uma idade vulnerável, oferecendo atividades como basquete, futebol, e a meia-noite um lanche para os participantes.

Também é gerente de esportes da Associação dos Empregados da Companha energética de Brasilia.

Formado em educação física pela Faculdade Dom Bosco, com pós graduação em treinamento esportivo e fisiologia do esforço pela Universidade Gama Filho do Rio.

Presidente pelo segundo mandato do sindicato dos árbitros do DF.

No esporte olímpico, representou o Brasil em competições internacionais de atletismo, como meio fundista. Ingressou na arbitragem em 1988 e foi arbitro da CBF de 97 a 2006, apitando jogos importantes no Brasil e no exterior.

É instrutor físico e técnico, inspetor, delegado especial e assessor de árbitros da CBF no Distrito Federal.

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Fonte: ANAF

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ANAF cobra exploração da imagem dos árbitros

24/09/2015 2 comentários

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) entrou com uma ação na Justiça para que a imagem dos árbitros não seja mais mostrada nas partidas de futebol, enquanto os direitos de imagens não são definidos. De acordo com o presidente da entidade, Marco Antônio Martins, a situação é semelhante a de pessoas que aparecem em pegadinhas.

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“Todos sabem que está previsto na constituição o direito de imagem, que ele é pessoal. Tanto que nestas pegadinhas nas ruas o cara tem que autorizar a imagem dele, ela é pessoal. Por exemplo, a CBF não pode negociar o direito de imagem do árbitro. A gente vem pedindo um tempão direito de imagem, a gente vem discutindo, já mandamos para vários lugares e não conseguimos legalmente”, disse Martins.

“Fomos à Rede Globo, conversamos e ela disse o seguinte: ‘Entendo que vocês têm direito, só que preciso ser notificada ou via judicial ou via CBF. Ou os clubes têm que falar que eu (Rede Globo) tenho que dar o dinheiro a vocês. Eu pago, compro o produto, para quem distribuo o dinheiro pouco importa. Vai reduzir das cotas dos clubes, e aí estamos falando de R$ 1,6 bilhão, e viria uma parte para o direito dos árbitros’. Mas não chegamos a um acordo”, completou.

Segundo Martins, após não conseguir negociar diretamente com a emissora, os árbitros decidiram procurar a Justiça para que as imagens não sejam exibidas até chegarem a uma resolução sobre os direitos.

“Agora, em vez da gente entrar com a ação pleiteando o direito de imagem, entramos com a liminar para que não mostre a nossa imagem. Aí fica por conta da parte técnica da TV Globo, eles vão chegar a uma conclusão. É impossível transmitir futebol sem o árbitro? É impossível? Então tudo bem, vamos sentar e conversar”, afirmou.

O presidente da ANAF ainda falou sobre a exibição de patrocínios nas camisas dos árbitros e reclamou da falta de pagamento de uma porcentagem dos valores aos juízes.

“A situação está demais, mostra o árbitro, vende o patrocínio da camisa e não dão nada para nós. A cobrança é extremamente profissional e as condições dadas são extremamente amadoras, é um contrassenso”, finalizou.

Consultado pelo UOL Esporte, o especialista em direito de arena Leonardo Laporta afirmou que as reclamações da ANAF procedem. Porém, não acredita que o melhor caminho seja proibir a veiculação de imagem do árbitro, mas sim o pagamento de uma indenização.

“Acredito que eles têm o direito a uma indenização pela utilização irregular da imagem porque, mesmo não sendo o artista principal do espetáculo, a imagem dele (árbitro) está sendo utilizada diretamente pois pertence ao espetáculo.

A nomenclatura correta seria indenização pelo uso de imagem. Entendo que não teriam condições e nem o direito de tentar desvincular o árbitro na imagem. Vai colocar um borrão preto na filmagem?”, explicou Laporta. “O direito de arena está previsto na lei apenas para os atletas”.

A arbitragem chegou a protestar durante esse Campeonato Brasileiro depois que a presidente Dilma Rousseff vetou um item da Medida Provisória 671 que repassaria 0,5% do direito de arena para os árbitros.

Fonte: UOL

Arbitragem aciona Globo na Justiça para não ter imagem exibida na TV

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A Associação Nacional dos Árbitros (Anaf) entrou na Justiça contra a Rede Globo para que não tenha mais a imagem dos juízes exibida durante os jogos. O processo foi registrado na 19ª Vara Cível de Pernambuco. A Anaf alega que os árbitros não recebem Direito de Arena, recurso oriundo dos direitos de transmissão.

A associação dos árbitros quer que o veto à imagem das câmeras tenha validade para todos torneios exibidos pela emissora carioca, inclusive o Brasileirão. O processo foi assinado por 250 árbitros.

Em agosto, a presidente Dilma Rousseff retirou item da Medida Provisória 671 que repassaria ao sindicato dos árbitros 0,5% do Direito de Arena recolhido. A MP foi sancionada transformada em Lei 13.155, sem o item que ajudaria financeiramente os árbitros.

A Anaf argumenta que a arbitragem também está inserida no espetáculo vendido às TVs e, portanto, teria direito a uma parte da Arena. “Os árbitros são impedidos de se profissionalizar e não têm direito ao direito de Arena. Não há qualquer interesse em melhorar nossas condições. Como não temos direito por nossa exibição, o certo é que nossa imagem não seja exibida”, declarou Marco Antônio Martins, presidente da Anaf.

A categoria cogitou paralisar o Brasileirão em agosto, mas desistiu de fazer greve.

Processo movido na Justiça de Pernambuco pela associação dos árbitros contra a Globo.

Processo movido na Justiça de Pernambuco pela associação dos árbitros contra a Globo.

Deputados mantiveram veto a 0,5% para arbitragem 

A arbitragem nacional sofreu nova derrota em Brasília. Em votação realizada no Congresso Nacional na noite de terça-feira, foi mantido o veto do Direito de Arena aos árbitros. Por 233 votos a 161, ficou decidido que a arbitragem não terá direito a 0,5% dos recursos oriundos dos contratos televisivos.

 

Fonte: UOL

Sem direito de arena, árbitros serão convocados para discutir greve

Marco Antônio Martins é a favor da greve dos árbitros de futebol (Foto: Daniel Mundim)

Marco Antônio Martins é a favor da greve dos árbitros de futebol (Foto: Daniel Mundim)

Um veto da presidente Dilma Rousseff a um dos itens da Medida Provisória 671, sancionada na quarta-feira e transformada na Lei 13.155, gerou insatisfação aos árbitros. No texto publicado na última quarta-feira no Diário Oficial da União, o parágrafo 1º do artigo 42, que dava direito aos juízes de um repasse de 0,5% dos valores de direito de arena, vindos de transmissão de TV, foi vetado. Em seminário promovido pela CBF para a arbitragem, o presidente da Associação dos Árbitros de Futebol (Anaf), Marco Antônio Martins, mostrou sua revolta com a decisão e disse que vai propor em reunião, possivelmente na tarde desta sexta-feira, a greve da categoria. Mas descartou a paralisação na 17ª rodada do Brasileirão. O árbitro Sandro Meira Ricci já se manifestou contrário ao movimento. Será analisada também a possibilidade de um protesto simbólico neste fim de semana.

– Vamos fazer uma assembleia na semana que vem em cada estado, e a minha proposição é essa (de greve). Não temos outra solução, acho que tem que tomar uma medida drástica. Claro que a greve é a última medida a se tomar, mas acho que é o caso. Lutamos muito por esse direito, e o Poder Executivo, acho que por pressão da bancada da bola, que defende o interesse dos clubes, vetou o artigo. Mas vamos ouvir a categoria, os árbitros – declarou Marco Antônio.

Segundo Marco, o repasse significaria cerca de R$ 9 milhões que poderiam ser distribuídos à classe por campeonato. O cálculo do presidente da Anaf é de que isso renderia por volta de R$ 10 mil por partida para que fosse dividido pelo trio de arbitragem e o quarto árbitro.

– Houve uma perda muito grande de uma batalha que a arbitragem vem tendo há mais de 15 anos para ser reconhecido esse direito de imagem e de arena. Esse item era de convencimento do Senado e da Câmara dos Deputados. Foi uma luta muito grande, e uma decisão monocrática do Poder Executivo retirou mais um direito dos trabalhadores. Não é investimento público, esse direito vem da iniciativa privada.

Atualmente, os árbitros que possuem o escudo Fifa ganham cerca de R$ 4 mil por partida. Um aspirante à Fifa leva por volta de R$ 3,2 mil, e os demais ganham R$ 3 mil, todos em valores brutos. Marco Antônio diz que deve se reunir informalmente com os juízes presentes ao seminário desta sexta-feira para discutir o assunto. Inicialmente, o presidente da Anaf vai propor uma ação judicial para que impeça a divulgação da imagem dos árbitros de futebol.

– Ação para que a gente impeça a veiculação da imagem dos árbitros nas partidas. Já que não querem que a gente receba esse direito que temos, então tudo bem, a imagem do árbitro não deve ser reproduzida. Essa é uma ação que deve ser por parte dos árbitros. O direito de imagem é pessoal. Mas vamos conversar com eles para ver qual direito vamos tomar – explicou Marco, que não soube explicar como a restrição à veiculação das imagens dos árbitros seria feita.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, afirmou que uma greve só poderia ser feita após uma assembleia. Ele defendeu o diálogo com a Anaf, mas deu a entender que não haverá paralisação.

– A Anaf é uma entidade independente, tem seus mecanismos de análise. Talvez seja uma opinião pessoal dele (Marco Antônio Martins). Tudo que você faz nesse sentido, uma convocação, uma deflagração de greve, se convoca uma assembleia. Acho que ainda não deu tempo para discutir isso. Ainda não falei com ele. Temos um diálogo respeitoso, as entidades se respeitam. Nada será feito para trazer prejuízo ao torcedor, ao espetáculo, à competição. São pessoas responsáveis e não farão nada sem autorização de suas assembleias, algo que possa colocar em risco uma competição que está tendo números expressivos, uma evolução tremenda. Mas temos que respeitar a indignação – afirmou Sérgio Corrêa.

Sandro Meira Ricci é contra a greve

O árbitro Sandro Meira Ricci é contra o movimento (Foto: Daniel Mundim)

O árbitro Sandro Meira Ricci é contra o movimento (Foto: Daniel Mundim)

Um dos principais árbitros brasileiros na atualidade, Sandro Meira Ricci também não escondeu sua insatisfação com o veto da presidente Dilma, mas acha que a paralisação das atividades não seria a melhor medida.

– Eu soube só agora sobre isso (possibilidade de greve), ninguém havia me falado sobre isso. Obviamente que não ficamos felizes com o veto, porque tínhamos uma expectativa muito grande de ter um reconhecimento maior para a categoria através desse 0,5%, mas acho que em toda categoria a greve tem que ser o último recurso. Acho que nem o primeiro recurso foi gasto. Está muito cedo, muito mesmo, para começar a falar em greve. Temos outras alternativas a serem adotadas – opinou o árbitro, que foi o único brasileiro na última Copa do Mundo e é economista.

Segundo Ricci, a melhor medida seria a negociação política. Com os vetos, o processo normal é que o texto retorne ao Congresso para discussão dos itens retirados pela presidente. O árbitro espera que a Anaf e os árbitros tentem convencer deputados e senadores a incluírem o item novamente na lei e que o texto seja aprovado por Dilma Rousseff.

– Agora é trabalhar junto ao Congresso para resgatar a legislação que a gente queria e eliminar o veto presidencial. A gente deveria estar falando nisso. Esse é o primeiro passo, não a greve. É importante que nós e todos os outros estejamos concentrados em apoiar a Anaf nesse trabalho com o Congresso Nacional – declarou Sandro.

A principal referência para os árbitros no Congresso é o ex-juiz Evandro Rogério Roman, que é deputado federal pelo PSD-PR. Ele foi um dos responsáveis pela articulação política para a inclusão do item que dá aos árbitros 0,5% do direito de arena. Apesar da insatisfação, a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro nas próximas rodadas, ao menos por enquanto, está descartada.

– É uma atitude que tem que ser tomada em acordo com a CBF. Tenho certeza que a CBF tem interesse que nós tivéssemos esse direito. Não tem por que prejudicar o campeonato de quem é nosso parceiro – avalia Ricci.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique também acha improvável que aconteça a greve.

– Acho muito difícil, porque a Anaf sempre esteve alinhada à CBF, com os árbitros, com os clubes, com o poder público e com o futebol para fazer o melhor. Com um calendário apertado como um nosso, você acaba com um ano se você paralisar por uma, duas rodadas o campeonato. Atrasa todas as competições. Falo por mim, não é pela Anaf. A impressão que tenho é que a Anaf sempre quer o consenso, e o consenso hoje é conversar – afirmou.

Por isso, Marco Antônio acredita que a greve, se acontecer, não será nas próximas rodadas.

– Ainda vamos ouvir os árbitros, os sindicatos de cada estado, não acho que as rodadas estejam ameaçadas. Mas, na minha opinião, a situação pede isso (greve) – declara Marco Antônio.

Fonte: Globo Esporte

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Árbitros pedem fim de sorteios e direito de imagem em MP do Futebol

Em audiência pública no Congresso Nacional, Sandro Ricci defende repasse de recursos para a categoria: “Fundamental para garantir melhores condições de trabalho”.

Sandro Ricci e Marco Martins em audiência em Brasília (Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado)

Sandro Ricci e Marco Martins em audiência em Brasília (Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado)

Convidada a participar das reuniões de discussão da MP do Futebol no Congresso Nacional, a Associação Nacional dos Árbitros (Anaf) defendeu nesta terça-feira que o texto inclua o pagamento de direitos de imagem aos profissionais da categoria. A instituição também pediu o fim dos sorteios de árbitros para as partidas, previsto na Lei Pelé.

Representante da arbitragem brasileira na última Copa do Mundo, Sandro Meira Ricci foi um dos participantes da audiência realizada em Brasília. Ao lado do presidente da Anaf, Marco Antônio Martins, ele afirmou que a destinação de parte dos direitos de transmissão dos jogos aos árbitros ajudaria a tornar mais profissional o trabalho.

– Acredito que isso seria fundamental para a gente profissionalizar e garantir melhores condições de trabalho para todos os árbitros. A gente tem os exemplos dos países da Europa, onde os árbitros recebem atualmente uma taxa de arbitragem mas também uma remuneração anual fixa. Então, acho que essa medida ajudaria que o árbitro de futebol no Brasil também receba essa remuneração adicional para se dedicar apenas à arbitragem. Seria um recurso para sua preparação, para seu sustento, para que pudesse pagar uma previdência privada, por exemplo, e não precisasse ter que se dividir com outras atividades. Hoje, a maioria dos nossos árbitros não consegue viver apenas da arbitragem – afirmou Ricci.

A ideia está proposta em uma emenda à MP apresentada pelo deputado Evandro Rogério Roman (PSD/PR), ex-árbitro de futebol. De acordo com o texto, seria repassado 5% do valor total arrecadado com os direitos de transmissão dos jogos para a entidade responsável por designar os árbitros, que distribuiria o montante igualmente entre os profissionais que atuassem no evento.

O presidente da Anaf, Marco Antônio Martins, ampliou a discussão e disse aos parlamentares que é preciso uma nova legislação que trouxesse independência para a arbitragem, seguindo o modelo vigente em boa parte dos países europeus. Atualmente, as comissões de árbitros no Brasil são vinculadas às federações e confederações.

– A arbitragem brasileira evoluiu, mas precisamos de um novo modelo. Um exemplo que temos está no futebol italiano, onde há uma entidade independente que escala os árbitros para o campeonato – afirmou Martins.

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Outro pedido dos árbitros aos parlamentares foi pela inclusão no texto da MP do Futebol de um artigo que acabasse com a necessidade de sorteio de árbitros para os eventos esportivos. Segundo a Anaf, o mecanismo de seleção dos profissionais para cada evento deveria ser estritamente técnico.

– A gente defende que o árbitro seja escalado por mérito. Assim como os jogadores são escalados por mérito pelos técnicos, a gente defende que com os árbitros também seja assim. Que a comissão de arbitragem ou o ente responsável tenha a liberdade para escolher os melhores árbitros para as partidas. Isso, hoje, infelizmente não acontece em razão da regra do sorteio – completou Sandro Ricci.

Na próxima semana, a comissão mista formada por deputados e senadores continuará a agenda de debates sobre a Medida Provisória. Ainda devem ser ouvidos representantes dos clubes das séries A, B, C e D, da CBF, do movimento Bom Senso. A comissão deve aprovar um relatório no fim de maio, que será encaminhado para votações nos plenários da Câmara e do Senado.

Fonte: Globo Esporte

Juiz profissional: alto custo, lei, risco de “chinelinho” e taxas são obstáculos

Cartolas debatem profissionalização. Conaf teme acomodação com contratação e tecnologia: “Árbitro é massacrado porque é amador. Se for profissional, será fuzilado”.

Bico ou profissão? O dilema da arbitragem brasileira coloca na mesma balança árbitros que ganham mais de R$ 100 mil em um Campeonato Brasileiro, outros que sequer entram no sorteio para as competições nacionais e uma realidade de atrasos e pagamentos abaixo de um salário mínimo. O tema é complexo e a discussão, antiga. Desde outubro de 2013, por decreto da presidente Dilma Rousseff, há um reconhecimento da profissão, mas, na prática, pouco mudou. O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Sérgio Corrêa, não vê chance de profissionalização sem a inclusão da tecnologia e avalia risco de surgimento dos “chinelinhos do apito” com salários para árbitros e assistentes. O presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) questiona o vínculo dos juízes com as comissões de arbitragem e Jorge Rabello, representante do Rio de Janeiro, fala em “utopia de profissionalização” enquanto a Lei Pelé não for aplicada às Consolidações das Leis Trabalhistas (CLT).

A reportagem que debate a profissionalização é mais uma da série de reportagens do GloboEsporte.com sobre a arbitragem brasileira. No primeiro dia, as altas notas das atuações dos árbitros na Série A do Brasileiro em relatório produzido anualmente pela Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol (Conaf) foram o assunto. No segundo dia, o tema foi a CBF ter ligado o alerta contra a manipulação de jogos no Brasil nove anos após o escândalo conhecido como “Máfia do Apito”, em que jogos foram anulados devido à venda de resultados pelo ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho, em 2005. Depois, a eficiência na marcação de impedimentos e os erros dos bandeirinhas foi outro tema abordado.

Um dos chavões mais antigos quando se debate a qualidade dos árbitros brasileiros, a cobrança pela profissionalização dos juízes e bandeirinhas está na boca de treinadores, jogadores, jornalistas e torcedores a cada rodada e cada erro nas partidas. A realidade, no entanto, mostra que há parcela representativa da classe que vive sim dos vencimentos do futebol. Em média, um juiz do quadro da Fifa ou da CBF apita de 15 a 20 jogos por ano no Brasileiro da Série A. A taxa nesses jogos pode chegar a quase R$ 4 mil por partida (veja o quadro com a comparação das taxas da arbitragem abaixo) e há finais de campeonato – o Carioca é um exemplo – que pagam até R$ 8 mil ao juiz.

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O presidente da Associação Nacional dos Árbitros, Marco Antônio Martins, lembra que a maioria dos árbitros e assistentes que trabalham com futebol são professores de instituições públicas ou funcionários do estado, o que lhes garante, inclusive por lei federal, o direito a se ausentar do ofício para atuar nas partidas sem prejuízo ao seu ofício convencional.

– Se o cara tem que apitar quarta e ele é obrigado a sair um dia antes, sai na terça e volta na quinta. Como vai ter emprego fixo? Isso é uma falácia. O que mais temos hoje é um grande número de árbitros que são funcionários públicos e que se beneficiam justamente da lei federal. Ela (a lei) os protege para a saída deles para apitar jogo. Então, ele é personal trainer, é professor de educação física em colégio do estado, militar, da marinha, do exército – enumera Martins.

Em realidade semelhante à de jogadores de futebol no país, se há uma elite que pode receber bem por algumas horas de trabalho, há um cenário desolador de falta de pagamento, de juízes e assistentes que bancam passagens e combustível e penam para receber reembolso e um crescente número de problemas levados até ao Ministério do Trabalho.

– A diferença das taxas é gritante. Em São Paulo, às vezes, o árbitro ganha até mais do que no Brasileiro. E em Teresina, em Brasília, tem juiz que ganha R$ 300 por jogo. Imagina o auxiliar, que ganha metade? Temos casos em Rondônia, Roraima, Acre de taxas atrasadas, coisas que não são cumpridas, como por exemplo o que diz no estatuto do torcedor. Lá está escrito claramente: o juiz deve ser remunerado previamente na partida. Agora, temos conhecimento de juiz que paga R$ 4 mil, R$ 5 mil de passagem e depois fica a ver navios. Então está longe de estar tudo às mil maravilhas – contesta Martins, reconhecendo, no entanto, os avanços na gestão de Sérgio Corrêa.

Sérgio Corrêa considera inevitável o surgimento do "chinelinho do apito" com profissionalização (Foto: Vicente Seda).

Sérgio Corrêa considera inevitável o surgimento do “chinelinho do apito” com profissionalização (Foto: Vicente Seda).

Quem paga a conta?

Corrêa e Martins estão em lados opostos quando se discute os custos da profissionalização. Para o presidente da Conaf, “não tem federação que consiga bancar”, por exemplo, além de eventuais salários e passagens, centros de treinamento para capacitação dos árbitros e assistentes. Outra questão problemática para ele seria a logística para agrupar os árbitros de futebol.

– Mais de 80% da Europa dá para colocar aqui dentro. Onde vamos treinar esses árbitros? Por exemplo, temos no Tocantins um árbitro internacional, em Rondônia outro, como vamos montar essa logística? Vou trazer os árbitros para o Rio, vão morar aqui com a família? Vão deixar seus empregos? Se eles tiverem temporada ruim, vão ser demitidos e vão trabalhar onde depois? No Brasil, a dimensão atrapalha bastante, mas na estrutura hoje temos uma tranquilidade maior para trabalhar – avalia Corrêa.

O representante da associação dos árbitros discorda citando as altas cifras pagas em direitos de transmissão pela TV. Sérgio Corrêa estima gastos de R$ 6 milhões mensais, calculando salário-base de R$ 15 mil para 200 juízes. O presidente da Conaf ainda apresenta uma abordagem polêmica com essa possibilidade de remuneração fixa para o quadro de árbitros brasileiros.

– Só de salário fica um custo alto, sem falar no entorno, que é pagar preparador físico, academia… Mas, imagina, você é meu empregado, vai ficar em casa, vai treinar, vai ter responsabilidade e vai ganhar R$ 15 mil por mês… Rapaz, aí vai chegar no jogo, um cara vai e pede dispensa. Vai aparecer o chinelinho do apito. Não é que o medo seja esse, mas é inevitável – aposta o presidente da Conaf.

O presidente da Anaf rebate e afirma que a relação da produção do árbitro com uma carreira profissional seria igual à qualquer outra.
– Não vai ser criado nenhum chinelinho. Estamos falando de contrato de trabalho, de prestação de serviço. Você é jornalista, se você não produzir, você não vai embora? E outra: não falta dinheiro. O quadro da CBF é composto por 600 árbitros. Há necessidade disso tudo?

Temos árbitros que nunca apitaram jogo da Série A, só estão no quadro para ganhar a camisa com o escudo da CBF. Por que não deixam a arbitragem cuidar da arbitragem? Por que não tem a independência das comissões de arbitragem? Acho que é uma questão de poder. Quem tem o poder não quer perder o controle das coisas – critica Martins, que pede o direito efetivo da classe se fazer representar em discussões como esta.

Jorge Rabello questiona legislação que reconheceu profissão de árbitro (Foto: Reprodução SporTV).

Jorge Rabello questiona legislação que reconheceu profissão de árbitro (Foto: Reprodução SporTV).

O presidente da Coaf-RJ, Jorge Rabello, levanta outra questão: a legislação. Ele explica que, apesar do reconhecimento da profissão pelo decreto da presidente Dilma, não houve mudanças na prática. Ele acredita que a profissionalização só será possível a partir do momento em que os árbitros tiverem os mesmos direitos trabalhistas que os atletas.

– A primeira coisa a ser analisada é a seguinte: os árbitros já são profissionais. A Dilma regulamentou por decreto. Já é profissão. Mudou o quê? Nada. Por que não mudou? Porque não basta profissionalizar, tem de criar estrutura e regulamentar a profissão. Se profissionalizasse, a CBF não gastaria nada, ela não tem quadro de árbitro. Os quadros são das federações, o primeiro custo seria das federações, aí está o X do problema. Então a profissionalização esbarra em uma coisa muito simples: quem vai pagar a conta? Os árbitros, pelo decreto, estão automaticamente vinculados à Lei Pelé, mas com uma diferença, apenas nos artigos inerentes à arbitragem. Os atletas são vinculados à Lei Pelé concomitantemente à CLT. Aí os clubes têm de assinar carteira, depositar FGTS, na profissionalização dos árbitros caparam isso. Se fosse da mesma forma que os atletas, aí sim o processo iria começar. O resumo dessa profissionalização é isso: só existe uma possibilidade no Brasil, fazer da mesma forma como foi com os atletas. Aí não haveria saída. Fora isso, não tem profissionalização, é utopia.

“Com tecnologia não precisa de profissional”

A questão da tecnologia para proteger os árbitros das críticas implacáveis auxiliadas pelas dezenas de câmeras espalhadas por cada arena é considerada fundamental quando se discute profissionalização para Corrêa. Isso porque avalia que as críticas já são duras sem os árbitros terem o rótulo de profissionais. Quando tiverem, crê que pressão sobre os árbitros aumentará ainda mais. A tecnologia, portanto, seria um escudo na visão do presidente da Conaf. Por outro lado, analisa também que, com a tecnologia, “não precisaria nem de profissional”.

– O árbitro é amador, é massacrado porque é amador, se for profissional, nesses termos, ele vai ser fuzilado. Você não aceita o erro de um amador, imagina aceitar erro de um profissional. As palavras vão ser demissão… Só com tecnologia, com tecnologia não precisa de profissional. Se fosse fácil, já tinha sido feito. Ninguém quer ficar toda segunda-feira apanhando de vocês (imprensa). Não sou masoquista. Vai melhorar com profissionalismo? Sim, claro, óbvio que melhora a parte física, psicológica, não tenha dúvida que o cara estar num hotel, numa casa… Tiro por base a Copa do Mundo. São três anos de preparação, vão para os melhores hotéis, quarto isolado, carro à disposição, massagem, luxo, mas erram, p… – desabafou.

Durante a Copa do Mundo de 2014, a Fifa utilizou a Tecnologia da Linha do Gol com um sistema de câmeras – sete em cada baliza – para apontar com precisão quando a bola passou ou não da linha do gol. A entidade internacional deixou o aparato como legado, mas acabou não sendo aproveitado pela CBF por não estar disponível em todos os estádios dos campeonatos.

– Teria que ter em todos os estádios, se tivesse teríamos a igualdade de condição, não podemos ter num jogo no Morumbi, outro na Arena Corinthians, no Rio, no Engenhão, outro no Mineirão, no Independência. São situações diferentes. Se acontece só em arenas que têm a tecnologia vamos ter condições de saber (se a bola entrou ou não). Se acontecer nos que não têm, não vamos ter condições de saber. Então é melhor que fique na falha humana. Se deixar na tecnologia em tese é zero erro, não tem discussão. Mas seria desigualdade na mesma competição – explicou Corrêa.

O presidente da Conaf mantém uma posição contrária à tecnologia por acreditar que fará diminuir o interesse pelo futebol e se defende de alegações de que, com isso, seria a favor do erro. Considera que o erro de o árbitro faz parte do imponderável do futebol, bem como um erro de um atacante que perde uma chance clara de gol.

– Eu acho o seguinte, se o árbitro tiver a tecnologia, eu acho, acompanho há muitos anos, vai ter redução no interesse pelo futebol. Eu falo isso e dizem: “Ele é a favor do erro!”. Não, não sou a favor. Sou a favor de mais trabalho, mais treinamento, fica como é o jogador. Jogador não tem interesse de chutar a bola para fora, assim como arbitro não tem interesse em errar. Tudo que fica na falha humana, é jogo de erros, se todos atacantes fizessem gols era uma goleada em cima da outra, se todos goleiros defendessem os chutes era zero a zero. Habilidade ou falha, sempre existe.

Adicionais fazem juízes correrem menos

Uma notícia já anunciada pela CBF também foi abordada com os presidentes da Conaf e da Anaf: o fim dos dois assistentes extras posicionados na linha de fundo. Sérgio Corrêa citou, entre as justificativas, uma estatística mostrando que os árbitros principais passaram a correr menos com a inclusão dos assistentes. Marco Antônio Martins rebate afirmando que foi justamente essa a orientação passada pelos instrutores.

– Uma das razões (para o fim dos assistentes extras) é a parte física do árbitro. Como tem dois ali, ele meio que desacelerou. Temos um trabalho que está sendo feito com um professor em Santa Catarina, trabalho científico, ele está monitorando Série A e Série B. Ele comprovou que na Europa eles (árbitros) estão correndo 12km por jogo, no Brasil era 10km e caiu para 8km. Então o árbitro brasileiro, inclusive, ganhou um pouquinho de peso, porque não se exige muito fisicamente dele. Tem vantagens, que ele está mais descansado para tomar decisões, mas tem desvantagens, que ele meio que se acomoda. E as decisões que aquela pessoa toma, nem sempre ele segue, porque ele tem visão muito clara da situação de campo. É como aquele cozinheiro, quando dois mexem na panela ou falta sal ou sobra sal – analisa Corrêa.

Na visão do presidente da Anaf, os assistentes extras são válidos.

– Não foi árbitro que correu menos. É justamente a orientação dos instrutores que foi nessa linha: a de que deixasse uma parte do campo para os adicionais. E te pergunto: o último jogo do Palmeiras, o pênalti dado foi pelo adicional. Se o Palmeiras tivesse caído sem esse pênalti, já valia a pena ter o adicional? Se perguntar para o Sport, Chapecoense, que o adicional viu bola dentro do gol e fora do gol, esses clubes achariam que não era necessário? Acho que isso passa muito pela questão financeira. Sempre se quer economizar em cima do árbitro. É mais questão financeira do que técnica. Adicional é fundamental, é necessário, não temos tecnologia, um monte de câmera contra a gente, então quanto mais árbitros tiver em campo é melhor. Claro que vão ter erros, isso faz parte da arbitragem.

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Fonte: Globo Esporte

ANAF realiza XXX Congresso Brasileiro de Arbitragem

Começa na sexta-feira (18/11), em Florianópolis, o XXX Congresso Brasileiro das Entidades e dos Árbitros de Futebol, promovido pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF). O encontro tem início às 14:30, no Hotel Praiatur, na praia de Ingleses, com a primeira plenária dos presidentes dos Sindicatos.

A abertura oficial do congresso está marcada para às 20:30, seguida de homenagens da ANAF e Sindicato dos Árbitros de Santa Catarina (SINAFESC) a Marcio Rezende de Freitas e Sergio Correa da Silva, que receberão a Medalha 25 de outubro, pela contribuição à arbitragem nacional. Encerrando o primeiro dia do evento, uma palestra com o éx-arbitro FIFA e atual comentarista da Rede Globo, Arnaldo Cezar Coelho.

No sábado (19/11) os trabalhos convergem para questões administrativas e de organização da categoria, com a realização de duas planárias com presidentes de sindicatos.

De acordo com o presidente da ANAF, Marco Antonio Martins, o Congresso e a assembléia geral da entidade, que congrega 27 sindicatos estaduais e que possui cerca de 500 árbitros associados, acontece no momento em que se discute, no Congresso Nacional, a profissionalização da arbitragem, que no Brasil não é uma atividade reconhecida por Lei. Outro tema é o veemente protesto da ANAF contra a recente agressão a árbitros.

O edital publicado pela ANAF convocou seus associados para Assembleia Geral Extraordinária e Ordinária, em conformidade com o estatuto. Constam da ordem do dia a leitura e aprovação da ata da assembleia anterior, reformulação estatutária e apresentação da situação administrativa. Também serão feitas explanações sobre a participação da ANAF na audiência pública da Câmara dos Deputados que tratou sobre a arbitragem. A diretoria da ANAF apresentará ainda o relatório de apoio da entidade nas avaliações e treinamentos da arbitragem, bem como as propostas e metas para arbitragem brasileira para 2012. Em Florianópolis será definida a cidade do Congresso Nacional da Associação dos Árbitros de Futebol 2012. A assembleia também é destinada a aprovação da previsão orçamentaria 2012 e aprovação das contas até agosto de 2011.

Palestrante

Arnaldo Cezar Coelho Iniciou a carreira de árbitro no início dos anos 60, apitando futebol de praia. Em 1965, começou a atuar profissionalmente e, em 1968, entrou para os quadros da FIFA. Arnaldo apitou inúmeros jogos importantes, entre eles, duas Copas do Mundo: Argentina, em 1978, e Espanha, em 1982. Foi o primeiro árbitro não-europeu a apitar uma decisão, a partida final da Copa do Mundo de 1982, entre as seleções da Itália e Alemanha, cujo resultado foi 3 x 1 para a Itália. É o brasileiro com maior número de atuações em Copas do Mundo. Atuou sete vezes, sendo quatro como árbitro principal e as restantes como auxiliar. Atualmente, Arnaldo trabalha na Rede Globo, como comentarista de arbitragem, e no canal de SporTV, onde participa do programa Bem Amigos, ao lado do amigo de longa data Galvão Bueno, onde comenta lances polêmicos do futebol (polêmicos em relação à arbitragem, é claro). É bastante conhecido pelo seu bordão: “A regra é clara”. Também é proprietário da TV Rio Sul, afiliada da Globo na cidade de Resende (RJ) (fonte Wikipedia)

Programação

Dia 18/11/2011(Sexta-feira)
14:30 às 18:30 – Plenária Presidentes de Sindicatos
20:30 – Abertura do XXX Congresso Brasileiro das Entidades de Classe e dos Árbitros de Futebol
21:00 – Homenagens da ANAF/SINAFESC (Medalha 25 de outubro)

– Sr. Marcio Rezende de Freitas
– Sr. Sergio Correa da Silva

21:30h – Palestra Arnaldo Cezar Coelho (Comentarista da Rede Globo)
22:00h – Coquetel

DIA 19/11/2011(Sábado)

07:30 às 09:00 – Café da Manhã (HoteI)
09:30 às 13:00 – Plenária Presidentes de sindicatos
15:00 às 19:00 – Plenária Presidentes de sindicatos

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ANAF – Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, através de seu presidente Marco Antônio Martins convoca seus associados para a re Assembleia alização da Geral Extraordinária e Ordinária em conformidade com o Estatuto, que será realizada nos dias 18 e 19 de novembro de 2011, com início no dia 18, às 14 horas em primeira convocação e às 14h30min em segunda e última convocação, com qualquer número de presentes, e com continuidade no dia 19, iniciando às 9h30min, no auditório do Hotel Praiatur, sito à Rua Dom João Becker, Praia dos Ingleses, Florianópolis – Santa Catarina – Brasil.

ORDEM DO DIA

a) Leitura e aprovação da ata da Assembleia Geral Extraordinária anterior.
b) Reformulação estatutária.
c) Apresentação da situação de contratos.
d) Explanação da participação da ANAF na Câmara dos Deputados, em Brasília.
e) Explanação da situação administrativa da entidade.
f) Apresentação do Relatório de apoio da ANAF nas avaliações e treinamentos da arbitragem.
g) Profissionalização da arbitragem.
h) Apresentação de propostas e metas para arbitragem brasileira para 2012.
i) Definição da cidade do Congresso Nacional da Associação dos Árbitros de Futebol 2012.
j) Outros assuntos.

A Assembleia Geral Extraordinária será realizada 30 (trinta) minutos após o término da AGE, com a seguinte ordem do dia: a) Aprovação da previsão orçamentaria 2012. b) Aprovação das contas até agosto de 2011. c) Outros assuntos.

Florianópolis, 17/10/2011
Marco Antônio Martins – presidente

Fonte: ANAF

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