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FIFA anuncia árbitros que permanecem para as fases finais da Copa 2014

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O presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA, Jim Boyce, divulgou a lista de árbitros que estarão disponíveis para atender os últimos 4 jogos da Copa do Mundo FIFA 2014. No total, 15 dos 25 trios de arbitragem permanecem no Brasil e podem ser selecionados para as partidas da semi-final e da final. A Comissão definiu a lista após uma criteriosa monitoração de todos os árbitros e assistentes, diariamente, juntamente com o corpo técnico do departamento. A qualidade dos árbitros foi o critério mais importante da avaliação, seguido das condições físicas, médicas e aspectos técnicos.

O chefe dos árbitros, o suiço Massimo Busacca, aproveitou a oportunidade para agradecer todo o time de arbitragem antes da despedida de parte da delegação, nesta segunda-feira.

“Com o fim da competição se aproximando, eu gostaria de agradecer a todos os árbitros e assistentes – os 25 trios e as 8 duplas de apoio – por sua contribuição. Considerando o que está em jogo em cada jogo da Copa do Mundo, com os olhos de milhões de pessoas assistindo, eu quero elogiar toda a equipe pela maneira que eles se conduziram seus trabalhos como profissionais. No geral estou satisfeito com o desempenho e o esforço que tiveram. Nós também estamos olhando para os principais aprendizados, como parte das conversas com os árbitros e análise completa dos treinamentos e jogos “, disse Massimo Busacca, chefe de arbitragem da FIFA.

O brasileiro Sandro Meira Ricci e seus assistentes Emerson Carvalho e Marcelo Van Gasse continuam na competição e podem inclusive chegar na final, caso o Brasil não vença o duelo contra a Alemanha amanhã.

Permanecem no país até o fim da competição os seguintes árbitros:

Conmebol: Sandro Ricci (Brasil), Enrique Osses (Chile), Carlos Vera (Equador)

Concacaf: Marcos Rodrigues (México), Mark Geiger (EUA)

UEFA: Cüneyt Çakir (Turquia), Jonas Eriksson (Suécia), Pedro Proença (Portugal), Nicola Rizzoli (Itália), Carlos Velasco Carballo (Espanha), Howard Webb (Inglaterra)

CAF: Noumandiez Doue (Costa do Marfim), Djamel Haimoudi (Argélia)

AFC: Ravshan Irmatov (Usbequistão), Yuichi Nishimura (Japão)

A lista oficial publicada pela FIFA pode ser vista neste link.

Árbitros pré-selecionados para Copa 2014 visitam Zico

Cinquenta e dois profissionais escolhidos pela Fifa participam de preparação física e técnica no clube do ex-camisa 10 do Flamengo.

Participando de um seminário de preparação, 52 árbitros pré-selecionados para a Copa do Mundo de 2014 visitaram, nesta segunda-feira, o Centro de Treinamentos do CFZ, clube do ex-jogador Zico, no Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na cidade, onde permanecem até sexta-feira, eles passarão por testes físicos, técnicos e acompanharão seminários de arbitragem.

No CFZ, eles encontraram Zico e posaram para fotos com o ex-craque do Flamengo.

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– Não tive muitos problemas com árbitros ao longo da minha carreira. Quando fui punido, foi porque mereci (risos). É uma honra recebe-los no CFZ – disse Zico.

Dentre os 52 árbitros pré-selecionados para a Copa, dois são brasileiros: o brasiliense Sandro Meira Ricci e o gaúcho Héber Roberto Lopes. Árbitro da decisão da última Copa do Mundo e figurinha carimbada dos grandes jogos do futebol europeu, o inglês Howard Webb também está no Rio de Janeiro. O ex-árbitro italiano Massimo Busacca é o orientador.

A Fifa não divulgou a relação dos 52 árbitros que estão no Brasil, mas confirmou que eles vêm de 46 países diferentes. Ainda não há uma data para a confirmação dos escolhidos. Não há um número exato de vagas, mas a entidade trabalha com algo entorno de 30 nomes, assim como foi na África do Sul, em 2010.

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Fonte: Globo Esporte

FIFA divulga lista de árbitros para Olimpiadas 2012

O Comitê de Arbitragem da FIFA, presidido por Ángel María Villar Llona, confirmou os nomes de 84 árbitros de 36 países para apitar os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Para a competição masculina, são 16 árbitros e 32 assistentes selecionados das seis confederações. Para a competição feminina são 12 árbitras e 24 assistentes.

Para os homens, Londres 2012 represente o primeiro passo rumo à Copa do Mundo 2014 no Brasil. Massimo Busacca, presidente da Comissão de Árbitros da FIFA, explicou o conceito por trás da seleção dos árbitros. Busacca tem em seu currículo duas Copas do Mundo, Euro 2008 e uma final da UEFA Champions League.

– “Os árbitros FIFA trabalham como uma seleção de jogadores, e nós somos os técnicos”, disse Busacca. “Além disso, um time de instrutores técnicos – antigos árbitros internacionais – instrutores da parte física, fisioterapeutas e cientistas do esporte irão, regularmente, rever os melhores árbitros antes de selecionar os melhores possíveis para as próximas competições da FIFA”.

Embora a lista de árbitros seja grande, nenhum brasileiro foi selecionado para a competição.

Confira os nomes selecionados: MASCULINOFEMININO.

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Massimo Busacca: “Estamos investindo”

Massimo Busacca exerceu a profissão de árbitro durante 22 anos e apitou mais de cem partidas internacionais de alto nível, entre as quais se destaca a final da Liga dos Campeões da UEFA em 2009. Aos 42 anos, ele encerrou a carreira nos gramados e assumiu a chefia do Departamento de Arbitragem da FIFA. Conversamos com Busacca sobre o ano que passou e tudo o que se refere à arbitragem.

FIFA.com: Neste ano você trocou de lado: de árbitro internacional a chefe do Departamento de Arbitragem da FIFA. Quais os principais motivos para a mudança?
Massimo Busacca: A minha atuação em campo durante muitos anos me dá boas chances de repetir o mesmo também fora de campo. É uma excelente oportunidade de transmitir tudo o que aprendi aos futuros árbitros de elite, que vão apitar os jogos das nossas principais competições. Não chega a ser uma mudança: continuo vivendo e respirando futebol todos os dias, só que agora de uma perspectiva mais externa do que interna.

Sente falta dos gramados?
Busacca: Ah, sim, claro que sinto. É como quando um jogador pendura as chuteiras. Sinto muita falta, mas por outro lado é bom, pois permaneço envolvido e animado. Assim, consigo explicar melhor aos árbitros o que eles têm de fazer.

“Minha prioridade é criar um grupo de árbitros de elite, trabalhando de modo profissional. Queremos aprimorá-los, a exemplo dos jogadores que se aprimoram dia após dia, treinamento após treinamento”.

Como foram os primeiros meses na condição de dirigente da FIFA? Em que consistem as suas funções?
Busacca: A FIFA representa aos árbitros o que as seleções representam aos jogadores. E eu quero ser o treinador desta seleção nacional. Temos de atuar como uma equipe de futebol; temos de viver e respirar futebol todos os dias. A minha prioridade é criar um grupo de árbitros de elite, trabalhando de modo profissional. Queremos aprimorá-los, a exemplo dos jogadores que se aprimoram dia após dia, treinamento após treinamento. Assim como os jogadores atuam nos seus clubes, os árbitros apitam as partidas dos respectivos campeonatos nacionais. Então os jogadores são convocados para a seleção, e algo semelhante acontece com os árbitros chamados para apitarem torneios da FIFA. Para isso, obviamente é necessária uma estrutura de âmbito mundial, motivo pelo qual criamos um grupo de instrutores. Fornecemos uma mensagem clara de como eles devem acompanhar os árbitros e assegurar a qualidade. Cabe ao grupo indicar os melhores árbitros para as nossas competições.

Os melhores árbitros estarão na Copa do Mundo da FIFA 2014, no Brasil. Como ocorre o processo de seleção e treinamento? Ele já começou?
Busacca: O pontapé inicial foi a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, no Japão. Escolhemos alguns árbitros para podermos observar as qualidades deles e analisar se estão prontos para serem candidatos para 2014. O ano que vem será fundamental. Vamos criar uma lista de árbitros de elite, mas ela vai permanecer aberta até o fim. Ou seja, o árbitro entra na lista, mas sai dela caso não se adeque ou não trabalhe de modo apropriado. Essa mensagem será transmitida a todos os árbitros de todas as confederações.

O presidente da FIFA comentou que os árbitros da Copa do Mundo da FIFA 2014 serão todos profissionais. Você considera a profissionalização essencial à arbitragem?
Busacca: Como os jogadores, os árbitros precisam treinar diariamente. Não se pode mais aceitar que as federações não forneçam estrutura e oportunidades iguais para a preparação dos árbitros. Eles precisam de treinador e de preparador físico durante a semana. Precisamos ter certeza de que estão trabalhando corretamente, que vivem e respiram futebol todos os dias. Caso contrário, o desempenho acaba dependendo da sorte. É necessário proporcionar aos árbitros tudo de que eles precisam para a preparação. Em outras palavras: profissionalismo. Não tem a ver só com salário. Quantos clubes investem muito dinheiro e não conquistam títulos? As federações são responsáveis pelos seus árbitros e devem fazer muito em prol deles. Quando eles se apresentam para atuarem em nossos torneios, não conseguimos mudá-los em cursos de uma semana.

Já ouvimos falar muito do Programa de Auxílio à Arbitragem. Como esse programa ajudará os árbitros a serem mais eficientes?
Busacca: Estamos investindo muito dinheiro na formação dos árbitros. Quase todos os dias são ministrados cursos mundo afora. Tudo o que fazemos na formação, nós vamos fazer durante as competições. É fundamental. É preciso que as nossas estruturas em âmbito mundial trabalhem de acordo com as nossas diretrizes.

Na Alemanha, o árbitro Babak Rafati tentou se suicidar e alegou uma pressão crescente sobre a categoria. Como ajudar os árbitros a suportarem essa pressão?
Busacca: Existe pressão em toda e qualquer atividade. Hoje em dia, se você atinge altos patamares em seja qual for o trabalho, você enfrenta pressão. Claro que na arbitragem a pressão é maior, afinal há muito dinheiro envolvido, e uma decisão equivocada muda tudo. Mas temos de conviver com isso. Em retrospectiva, analisando a minha própria carreira, eu me sentia mal quando tomava decisões erradas. Mas sempre tentava esquecer logo e ficar pronto para o jogo seguinte. Eu me solidarizo com Rafati. Imagino o que aconteceu. Talvez a temporada dele não tenha sido boa, e ele tenha depositado na arbitragem todas as prioridades. Às vezes, isso é um engano. Se as coisas não dão certo, você questiona a sua postura.

Junto com Peter Mikelsen, você compõe a Força-Tarefa 2014 e apresenta os pontos de vista dos árbitros. Entre os tópicos discutidos está a “tripla punição”: pênalti, cartão vermelho e suspensão. Quais as últimas novidades sobre esse assunto?
Busacca: O grupo concorda que a punição tripla é exagerada. Queremos entrar em um acordo lógico. Apenas quando houver mão na bola de modo escancarado em cima da linha do gol, ou uma falta em situação clara de gol, então será pênalti com cartão vermelho. Caso contrário, será pênalti com cartão amarelo. A proposta ainda vai passar pela International Board.

Outro tópico controverso é o uso da tecnologia de vídeo. Qual é a sua posição sobre o assunto?
Busacca: Craques cometem erros. Não ganham replay nem nova oportunidade de fazer o gol. E no meu ponto de vista o mesmo deve acontecer com os árbitros. Não é o caso de se parar tudo e se assistir ao que aconteceu. Por isso sou contra replays de vídeo. Mas, quanto à tecnologia da linha de gol, estamos quase lá, e estou convencido de que muito em breve algo vai surgir para reduzir ou até eliminar o problema de detectar se a bola ultrapassou ou não a linha. A decisão final continua sendo humana. É importante permitir que os árbitros cometam enganos, como os jogadores também cometem. Temos de mudar a mentalidade. Até mesmo com árbitros profissionais não vamos eliminar completamente os erros.

“O principal é trabalhar de modo tático e entender de futebol. Não desejamos criar robôs. Circunstâncias e decisões têm a ver com a intuição”.

Outra abordagem vem sendo testada pela UEFA: cinco árbitros nas competições europeias. Você mesmo participou desse experimento…
Busacca: Isso vem sendo feito há coisa de dois ou três anos, mas não é o momento de chegar a conclusões. O essencial é testar em competições importantes como a Euro 2012. A abordagem é boa, mas ainda falta algo. Precisamos de árbitros de qualidade. Não adianta achar que dois árbitros auxiliares adicionais posicionados na linha de fundo serão capazes de ajudar o árbitro e os bandeirinhas, se não houver qualidade. Eles precisam ter nível igual ao do árbitro. Em questão de segundos, você tem de tomar várias decisões importantes em uma partida de relevo. No próximo ano, vamos conferir se os árbitros extras estão preparados para ajudarem o árbitro em jogos de peso.

Você apitou partidas de alto nível, inclusive a final da Liga dos Campeões da UEFA e uma semifinal da Copa das Confederações da FIFA, na África do Sul, em 2009. Como levar essa experiência ao desenvolvimento dos árbitros?
Busacca: Tenho certeza de que vou dividir a minha experiência. Tive oportunidade na Copa do Mundo de Clubes no Japão, onde tentei ser o treinador. Quero dividir com eles a minha experiência de 22 anos de arbitragem e 12 competições internacionais. O principal é trabalhar de modo tático e entender de futebol. Não desejamos criar robôs. Circunstâncias e decisões têm a ver com a intuição. Temos de conhecer as regras do esporte, mas a interpretação é importante, pois reflete a personalidade. Queremos que o árbitro mantenha a própria personalidade.

Se pudesse fazer um pedido de Natal relativo à arbitragem, qual seria?
Busacca: É essencial que haja mais respeito, não só na arbitragem, mas também na sociedade como um todo. Qualquer um está sujeito a cometer equívocos. Respeito é importante. Respeito a si mesmo e aos outros.

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Árbitro habilidoso

O ex-árbitro italiano Mássimo Bussacca, atual mandatário da arbitragem mundial da FIFA, mostrou habilidade inusitada em um lance curioso na Europa. Veja o video:

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Entrevista com o novo chefe do Departamento de Arbitragem da FIFA

26/07/2011 1 comentário

Massimo Busacca foi nomeado para ser o novo chefe do Departamento de Arbitragem da FIFA.

O árbitro suíço prometeu preparar profissionalmente seus colegas assim como os jogadores se preparam para os campeonatos.

“O lance de Busacca”, “A partida do número 1”, “Busacca surpreende com a mudança”, “Busacca muda de lado”, “Busacca revoluciona carreira”: essas são algumas das manchetes publicadas logo depois da decisão do melhor árbitro suíço de aceitar o convite da organização desportiva.

Em entrevista à swissinfo.ch, o suíço de 42 anos levanta a perspectiva de incluir mais dois árbitros adicionais aos jogos durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

No entanto, a solução do quinto e sexto árbitro precisa ainda ser testada na Eurocopa de 2012 na Polónia e na Ucrânia. Busacca só consegue imaginar a utilização de câmaras nas linhas do gol.

swissinfo.ch: Abandonar o posto de árbitro atuante surpreendeu e causou irritação. O recém-saído chefe de árbitros Urs Meier chegou a declarar-se chocado. Você se surpreendeu com essas reações?
Massimo Busacca: Não muito, mas é uma honra para mim escutar que o Busacca era importante ou que o Busacca tinha qualidade. Se não fosse isso, a surpresa seria seguramente menor.

As pessoas perguntam-se a razão por abandonar a minha carreira três anos antes de concluí-la. Eu decidi aceitar esse cargo de chefe dos árbitros na FIFA, pois ele me dá grandes possibilidades. Assim posso continuar atuando na área de arbitragem, que eu sempre amei. Sobretudo posso assim transmitir minha experiência de 22 anos de carreira aos outros árbitros. Não é uma despedida, mas sim apenas um simples adeus.

Tenho de agradecer a Deus e à minha mulher pela minha carreira, ao qual me sacrifiquei por todos esses anos. Também agradeço ao meu empregador, que sempre dizia “Massimo, pegue o dia livre, você pode ir”. Mas exatamente agora no final não era sempre fácil conjugar o emprego com a atuação de árbitro.

swissinfo.ch: Você defende a ideia de árbitros profissionais na Suíça, como o chefe dos árbitros, Urs Meier, já reivindicou?
M.B.: Na minha cabeça eu sempre fui um profissional, mesmo sem o apoio profissional da federação. Meu lema era: “Se você quer alcançar algo, é preciso se sacrificar e então vêm os resultados”.

Eu só pude dar esse desempenho e qualidade, pois sempre submeti a minha vida às exigências do trabalho de árbitro. Durante todos esses anos eu reduzi a minha carga de trabalho para poder me preparar seriamente aos jogos.

Minha decisão, que foi bastante pensada, não tem nenhuma relação com a saída de Urs Meier. Eu me distancio da polémica. Prefiro continuar dando uma contribuição positiva. Por isso aceitei essa nova tarefa.

swissinfo.ch: A partir de agosto, como chefe dos árbitros da FIFA, você será o mais importante árbitro do mundo. Qual será realmente o seu trabalho?
M.B.: Assim como o treinador de uma equipe de futebol, eu serei o treinador dos árbitros. Eu terei de analisar juntamente com essa equipe o que podemos melhorar.

swissinfo.ch: Os jogos ficam cada vez mais rápidos. Árbitros na linha do gol já atuam na Liga dos Campeões depois de terem participado do campeonato europeu. A Copa do Mundo de 2014 no Brasil também terá o quinto e sexto árbitro?
M.B.: Ainda é muito cedo para dar uma resposta, mas nós iremos fazer tudo para que, em 2014, os espectadores de todo o mundo possam ter um fantástico campeonato.

A tentativa com os árbitros de linha de gol não foi das melhores no início. Porém, na Liga dos Campeões neste ano, a atuação dos dois árbitros adicionais foi um grande sucesso. Por isso esses testes irão continuar.

Na Eurocopa de 2012 na Polónia e na Ucrânia iremos ver, pela primeira vez, como os seis árbitros saem em um grande campeonato. Se a avaliação dos testes for positiva, iremos utilizar os árbitros de linha de golo na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

swissinfo.ch: Depois de várias decisões polémicas de árbitros durante a Copa do Mundo na África do Sul há um ano, aumentaram as exigências de provas de vídeo. Qual a sua opinião sobre o tema?
M.B.: Eu sou contra. Nós falamos do quinto e sexto árbitro. Eu estou convencido que essa é uma boa solução para avaliar melhor uma situação.

Existem duas discussões: nós precisamos ter 100% de confianças nas pessoas. Nós temos confiança nos grandes jogadores, que fazem de tudo pelo sucesso das suas equipes e, por isso, ganham muito dinheiro. Mas também as estrelas cometem erros e nós aceitamos isso.

Porém não queremos aceitar que um árbitro, que em cada jogo precisa tomar inúmeras decisões, cometa erros. E para diminuí-los, temos hoje o apoio adicional de um árbitro de linha de gol e até de uma câmara na trave. Em relação a outras situações do jogo, sou estritamente contrário à utilização de câmaras.

Assim como os jogadores, também os árbitros têm de lidar diariamente com futebol, sejam eles profissionais ou não. No papel alguém pode ser um profissional, mas apitar ruim.

A profissionalização está focada, em primeira linha, na qualidade. Para os árbitros, isso significa que eles recebem muito mais tempo para se preparar. Isso inclui o estudo das análises de vídeo, assim como do intercâmbio contínuo com a equipe de árbitros.

Mas precisamos abandonar a exigência de um árbitro que não cometa erros. Para descartar as falhas, precisamos trocá-lo por uma máquina programada. Mas eu estou convencido que essa possibilidade significaria o fim imediato do futebol.

swissinfo.ch: A idade limite dos árbitros é de 45 anos. Não seria melhor ter mais flexibilidade para manter os mais capazes?
M.B.: Um efeito do bom trabalho: os árbitros poderiam ser cada vez mais exemplo para os jovens. É como na equação: “Quando melhor qualidade no topo, melhor qualidade vem da base”.

Fonte: Refereetip / Arbitragem Algarvia / swissinfo.ch

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Massimo Busacca assume departamento de arbitragem da FIFA


A FIFA tem o prazer de anunciar a nomeação de Massimo Busacca como novo chefe do seu Departamento de Arbitragem. Tendo recentemente encerrado a carreira nos gramados, o ex-árbitro suíço passará a integrar o time da entidade máxima do futebol a partir do dia 1º de agosto de 2011.

“Como já disse em diversas ocasiões, a arbitragem é uma das minhas grandes prioridades”, comentou o Presidente da FIFA, Joseph S. Blatter. “A experiência de Massimo Busacca será muito útil à nossa missão e aos nossos esforços de levar adiante o trabalho de base que temos realizado com as confederações e as federações afiliadas nesta área particularmente importante”, acrescentou.

Durante os mais de 20 anos de carreira como árbitro, incluindo 12 no cenário internacional, Massimo Busacca apitou duas edições da Copa do Mundo da FIFA, em 2006 e 2010, além da Eurocopa 2008. Ele também comandou a final da Liga dos Campeões da UEFA em 2009, a decisão da Copa da UEFA em 2007 e a Supercopa da UEFA em 2010. Somam-se a isso mais de 250 partidas do Campeonato Suíço.

Busacca, que tem 42 anos, é casado, fala cinco idiomas (italiano, inglês, francês, alemão e espanhol) e é membro da Task Force Football 2014 da FIFA, presidida por Franz Beckenbauer.

“Aprendi muito durante os anos que dediquei à arbitragem”, afirmou o novo chefe do Departamento de Arbitragem da FIFA. “Agora, pretendo passar esse conhecimento aos meus colegas de profissão para garantir uma arbitragem cada vez melhor e ajudar a prepará-la para o futuro. É um ofício pelo qual sou apaixonado, e um papel que aceitei com grande orgulho e satisfação. Gostaria de agradecer a confiança que a FIFA depositou em mim.”

Fonte: FIFA.com
Link: http://pt.fifa.com/aboutfifa/footballdevelopment/news/newsid=1474453/index.html

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