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Anderson Daronco, o juiz que não gosta de medir os músculos

Por trás do muque valente e da autoridade do apito, bate com esperança um coração cansado da pecha de fortão, grandão, sarado, bravo. Famoso por seus bíceps inflados, o árbitro Anderson Daronco, de 36 anos, diminuiu. Ninguém notou. E ele, autoridade máxima, prefere assim.

— Acabei diminuindo de tamanho. Em torno de uns três ou quatro quilos, do início do ano para cá. Visualmente, é bastante. Está bom assim — disse Daronco, ou melhor, escreveu, pois preferiu conceder a entrevista por WhatsApp, por não se sentir confortável com o tema.

Árbitro do quadro da Fifa desde 2015, Anderson Daronco mede 1,88m, pesa 90kg, é gaúcho de Santa Maria, come churrasco, evita sushis. Cada quilo perdido foi friamente calculado, por recomendação de quem lhe deseja vida longa na arbitragem e, até, uma aposentadoria feliz, indolor.

— Segui orientações de minhas comissões e instrutores físicos. Tenho que pensar a carreira a longo prazo, e obviamente o peso extra que eu acabava carregando me exigia muito esforço nos jogos, e isso podia acabar impactando no meu rendimento, sem falar que seus efeitos cumulativos, a longo prazo, poderiam favorecer o aparecimento de lesões, além de desgaste físico cada vez maior.

Dos 10 aos 21 anos, Daronco jogou handebol. Há dez, deixou de lado a carreira de professor de Educação Física para se dedicar exclusivamente à arbitragem. Os bíceps, jamais medidos — ele jura —, são resultado da soma desse amor pelo esporte, e, nunca, da vontade de ser grande. Não, ele nunca quis ser grande. E nunca quis intimidar jogador, treinador ou dirigente:

— Não gosto desse negócio de ficar me medindo. O respeito vem da forma como trato os jogadores e todos os envolvidos. E pelo nível de acerto nas decisões tomadas. Não costumo acompanhar muito o que falam a respeito de mim neste sentido. Mas o apelido de que tive mais conhecimento foi juiz fortão.

Maior do que o muque é a saudade dos alunos de Educação Física mortos em 2013 no incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, onde nasceu e mora até hoje. Capaz de correr 40 metros abaixo de 6 segundos, o juiz tenta, com seu povo, pular o obstáculo em forma de dor que ainda atravessa a cidade.

— A cidade nunca vai superar a dor, mas teve que aprender a conviver com ela. E a cada sensação de impunidade, a dor dos familiares sempre comove aqueles sensíveis à tragédia.

O árbitro foca na carreira, com um treinamento pesado, mas insuficiente para torná-lo um super-herói.

— Minhas maiores virtudes como árbitro são a regularidade nas atuações aliadas ao controle disciplinar da partida. Meu treinamento é praticamente diário. Sou a favor de todo tipo de tecnologia que torne as decisões mais justas e que não prejudiquem o trabalho de ninguém.

Fonte: O Globo

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Arbitragem brasileira no Sul-Americano Sub-20

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O árbitro gaúcho Anderson Daronco e os auxiliares Rodrigo Correa e Guilherme Dias Camilo serão os representantes do Brasil no Sul-Americano Sub-20, que será realizado de 18 de janeiro a 11 de fevereiro de 2017, no Equador.

Os árbitros convocados se apresentam no dia 11 de janeiro para o Treinamento Teórico e Prático.

O Campeonato Sul-Americano de Futebol Sub-20 de 2017 será 28ª edição da competição organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) para jogadores com até 20 anos de idade.

Desde 1954 é o torneio que reúne as jovens promessas do continente. É disputado a cada dois anos e classifica os quatro primeiros ao Mundial da categoria organizado pela FIFA.

Fonte: ANAF

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Cara ou coroa já era! Árbitros personalizam moedas e dão brinde aos atletas

28/09/2016 1 comentário

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A imagem é clássica: o árbitro de futebol chama os dois capitães para o meio do gramado e decide o lado do campo em um “cara ou coroa”, presente no futebol desde a criação de suas primeiras regras, em 1863.

A curiosidade, no entanto, fica justamente pela personagem principal dessa sequência: a moeda. Há tempos os homens do apito deixaram de lado os artefatos tradicionais e passaram a usar artigos personalizados.

moeda-daronco“Eu não uso moeda de dinheiro, uso uma personalizada que eu mando fazer com meu nome. Ela tem a cor amarela com meu nome de um lado e a cor cinza do outro”, afirmou Anderson Daronco, árbitro Fifa de 35 anos.

No caso de Marcelo Aparecido Ribeiro, a moeda utilizada não é uma personalizada por ele, mas pela Fifa. O árbitro de 43 anos faz uso de um artigo da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

“Eu ganhei a moeda da Fifa de um amigo que esteve na Copa do Mundo de 2014. Ela tem de um lado a marca do fair-play e o logo da Fifa de outro. Essa é a moeda que eu uso. Tem alguns árbitros que mandam fazer moedas personalizadas, mas não é meu caso”.

Moeda vira disputa no início do jogo

A personalização das moedas fez com que Leandro Pedro Vuaden, de 41 anos, passasse a usá-las como uma maneira de presentear os jogadores. Antes de cada jogo, o árbitro entrega o artigo para o capitão vencedor do sorteio.

moeda-vuaden“Em 2008, antes da partida entre Palmeiras e Fluminense, um dos meus assistentes sugeriu que eu desse a moeda do sorteio para o capitão que vencesse o cara ou coroa. Desde então, eu mando confeccionar as moedas personalizadas e dou para o capitão vencedor”.

A “disputa” de Vuaden é famosa no meio do futebol e, de acordo com ele, já rendeu reclamação de um dos capitães. “Teve uma vez que a remessa de moedas atrasou e eu fiz o jogo com uma de 5 centavos. E o capitão que ganhou o sorteio falou: ‘quando eu ganho, não tem moeda, você vem com essa desculpa”.

Mesmo sem revelar quem seria o jogador que ficou sem a moeda, Vuaden afirmou que tempos depois reencontrou o atleta e, enfim, entregou o artigo para ele. “Ele perdeu o sorteio e quando ia indo embora, eu pedi para ele esperar e tirei uma moeda do meu bolso: ‘a tua está aqui, eu estava te devendo'”.

Emerson Almeida no tradicional "toss".

Emerson Almeida no tradicional “toss”.

Fonte: UOL

Daronco é escolhido o melhor árbitro do Brasileirão 2015

Daronco apitou 28 partidas na Série A do Brasileiro. Os assistentes Guilherme Dias Camilo e Alessandro Rocha Matos foram eleitos os melhores da competição.

O árbitro gaúcho Anderson Daronco foi escolhido como o melhor árbitro do Campeonato Brasileiro 2015. Na noite da última segunda-feira (07/12) aconteceu a premiação, no programa “Bem, Amigos!”, do canal Sportv.

Além do árbitro, os assistentes Alessandro Rocha Matos (Fifa-BA) e Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) foram eleitos os melhores em suas respectivas funções. Os três marcaram presença no “Bem, Amigos!” para levarem o troféu para casa.

Camilo, Daronco e Matos - os melhores de 2015.

Gil, Daronco e Matos – os melhores de 2015.

Com 34 anos, Daronco foi o árbitro mais escalado nesta temporada. Apenas no Campeonato Brasileiro foram 28 partidas na Série A e duas na Série B, além de três na Copa do Brasil. Na cerimônia de premiação, o árbitro gaúcho aproveitou para citar a “cruzada” da arbitragem contra as reclamações.

– “Quero parabenizar os outros árbitros do Campeonato Brasileiro que não foram nominados aqui, os outros árbitros assistentes que também contribuíram muito para que nós pudéssemos chegar aqui. Foi um primeiro avanço no que diz respeito à cruzada pelo respeito, foi uma iniciativa da CBF e da nossa comissão de arbitragem no intuito de terminar com as reclamações excessivas, aquela perda de tempo em virtude das rodinhas e protestos em todas as tomadas de decisões. Creio que estamos num processo de evolução ainda, que nos próximos anos a gente consiga ajustar da maneira melhor isso. Prova disso é que os números mostram que as faltas diminuíram, o tempo de bola em jogo aumentou e isso acaba trazendo uma qualidade melhor para o espetáculo” – afirmou Daronco.

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Daronco já percorreu em campo o equivalente a duas voltas ao mundo

Jornalista acompanhou a maratona do árbitro mais escalado na temporada 2015, o gaúcho Anderson Daronco. Só este ano, ele apitou 33 partidas na América do Sul.

Ser árbitro de futebol não é um trabalho para fracos. Anderson Daronco, 34 anos, ficou conhecido por ser o árbitro dos braços fortes, mas se revelou um andarilho que só em 2015 viajou o equivalente a duas voltas ao mundo para trabalhar. Em 14 dias, foi escalado para cinco jogos, por três competições diferentes, em cinco cidades diferentes: Santos, Buenos Aires, Chapecó, São Paulo e Belo Horizonte. A rotina é pesada para quem mora em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul.

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– São raras as vezes que consigo sair de Santa Maria e ir pra Porto Alegre com voo. Saio de casa, vou com meu carro até Porto Alegre, deixo no aeroporto, pego o voo, vou pra cidade da partida, retorno. Isso acaba por fazer com que eu tenha de adaptar o treinamento e o descanso à rotina de viagem. Fico muito feliz, embora seja desgastante a rotina, ela é muito prazerosa, porque apitar futebol é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, todo jogo é uma alegria intensa. A viagem para o jogo é sempre com a maior motivação possível, é a alegria de estar escalado e o retorno já é pensando numa próxima escala – conta o árbitro.

Não dá para negar que a tensão é inerente ao seu trabalho. E é reforçada pelo vai e vem imposto pela rotina corrida. Daronco se esforça para, durante o tempo que está em casa, esquecer as preocupações da estrada. Casado com Luciane e pai de Arthur e Heitor, Daronco dedica a eles todo tempo que sobra. E não esconde como é um homem muito apaixonado pela família.

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– É uma mensagem que sempre deixo pra minha esposa quando vou viajar. Às vezes acabo saindo muito cedo de casa e ela e meus filhos estão dormindo. Então, acaba se tornando uma surpresinha quando ela acorda e chega no banheiro. Ajuda também a suprir um pouco essa ausência, né? E demonstra meu afeto e amor por ela.

Daronco foi o árbitro mais escalado no Brasil este ano. Foram 28 partidas na Série A, duas na série B e três na Copa do Brasil. Nas últimas nove rodadas do Campeonato Brasileiro, as mais tensas e decisivas deste ano, foram regidas por ele. O gaúcho, que começou a apitar só para poder arcar com as despesas da faculdade de educação física, hoje se revela um conhecedor do futebol.

– Hoje em dia, pela velocidade que o futebol acaba acontecendo, eu preciso saber quando a bola cai no pé do jogador A, preciso saber se ele vai jogar de lado ou se tem característica de fazer um lançamento. Eu tenho que antecipar as atitudes pro caso de fazer o lançamento, eu já tenho que estar lá na frente pegando a jogada futura, estando bem posicionado pra tomar uma decisão – conta Daronco.

Somando campeonato gaúcho, Brasileirão, Copa do Brasil. Libertadores e Sul-americana, ele pode chegar a 60 escalações. Daronco apitou o jogo mais dramático da última rodada do Brasileirão 2015: Coritiba e Vasco. De fato, ser árbitro de futebol não é um trabalho para os fracos.

Fonte: Globo Esporte

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Alvo das crianças, Daronco dá brindes personalizados

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O gaúcho Anderson Daronco, 34, é árbitro da Fifa. Natural de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul, tem como ídolos Carlos Eugênio Simon e Leonardo Gaciba, hoje comentaristas de arbitragem. É professor de educação física, mas se dedica exclusivamente ao ofício dos gramados. Reconhece que a vida de árbitro não é fácil, mas diz que na rua, as mensagens de carinho do público são surpreendentes.

Para atender aos fãs, principalmente as crianças, preparou até alguns brindes personalizados, como chaveiros com cartões amarelo e vermelhos, além moedas personalizadas, as mesmas que utiliza no sorteio dos jogos.

Para ele, no Brasil, o trabalho do árbitro não é entendido em sua essência.

“É preciso que as pessoas não se prendam apenas naquela questão passional do momento do jogo. Nem sempre ela é racional, mas sim de paixão. Isso acaba ‘criminalizando’ a figura do árbitro. Nós queremos acertar, acima de tudo. Uma hora ou outra cometemos falhas”, diz ele.

Daronco admite que os árbitros entram em campo pressionados. Ele explica que não diretamente por parte do comando da arbitragem, mas sim pelo contexto em que o futebol está inserido.

“A minha escala depende da minha boa atuação. Se for uma atuação ruim, o meu nome acaba exposto de maneira negativa. Não quero ficar marcado por prejudicar o trabalho de alguém, mesmo que seja de forma involuntária. É uma pressão involuntária, até inconsciente, que muitas vezes nós mesmos colocamos sobre nós próprios”.

O juiz se diz fã da arbitragem brasileira e diz que nenhum campeonato do mundo submete o juiz ao tipo de cobrança que existe no Brasil. “Minha opinião vai parecer corporativista, mas eu sou fã da arbitragem brasileira. Existe uma diferença cultural. No Brasil, o árbitro tem de cuidar de 500 coisas além de apitar o jogo dentro das quatro linhas”.

Extra-campo

Ele explica: “tem de estar preocupado com o comportamento dos maqueiros, do banco de suplentes, tem que se preocupar com o comportamento da conduta antidesportiva dos gandulas, coisas assim. Eu estou citando situações que a gente não deveria estar preocupado. O jogador sul-americano, em vez de tentar vencer uma jogada, prefere cair, buscar o cai-cai, um agarra-agarra dentro da área. Tem a questão da simulação. Reclamações sucessivas para atormentar os árbitros para daqui a pouco ter uma situação favorável no lance seguinte”.

Na sua opinião, isso não se percebe por exemplo em campeonatos europeus.

“Você vai perceber isso em uma ou outra partida. É claro que os caras não são santos. Eles aprontam lá também. Mas a nossa arbitragem é preparada para lidar com tudo isso. Na Europa, o árbitro pode viver exclusivamente da arbitragem. A gente ouve de dirigentes, de treinadores, que precisamos mudar. Mas a gente sabe que isso é só da boca para fora. Eles não movem uma palha para fazer essa mudança”.

Daronco explica que o ideal seria se os árbitros pudessem viver exclusivamente do ofício. “Com essa segurança, se eu sou designado para uma partida daqui a uma semana, vou estudar esse jogo. Vou estudar os jogadores, o sistema tático das equipes. Vou ter a oportunidade de visualizar dois, três jogos destas equipes para saber como ela se comportou taticamente, como os jogadores se comportaram no aspecto disciplinar”, afirma.

Porém, na prática, a situação é bastante diferente. “Tem árbitro que apita um jogo no domingo e na segunda-feira de manhã, às 8h, tem de estar no serviço dele. Tem de cumprir 8 horas diárias. Então é difícil. Por isso é que eu falo que sou fã da arbitragem brasileira. Se colocar um árbitro lá na Premier League (liga inglesa), por exemplo, o cara vai chegar e apitar o jogo tranquilamente. Agora se trouxer um de lá sem avisar ninguém e colocá-lo para apitar um jogo daqui, ele não vai conseguir terminar os jogos. Aqui é preciso matar um leão por jogo”.

Fonte: UOL

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Com Daronco, Brasileiro tem pouco cartão e reclamação e muitos gols

Nenhum outro árbitro apita tanto na Série A do Campeonato Brasileiro quanto Anderson Daronco. E a presença do juiz, que chama atenção pela forma física, tem sido uma boa notícia para os torcedores dos times envolvidos. Com ele, as partidas têm poucas reclamações e cartões, e muitos gols.

Daronco, que é árbitro Fifa desde 2014 e filiado à Federação Gaúcha de Futebol, foi escalado em 17 partidas até aqui no Brasileiro, mais do que qualquer outro. E, em seus jogos, a média de gols é de 2,94, a maior entre os homens do apito com, ao menos, dez aparições na Série A.

Na proporção oposta, Daronco é um dos juízes que menos mostra cartões amarelos. Sua média de advertência por jogo é de 3,35, a terceira menor de todo campeonato. Os líderes no critério, Emerson de Almeida Ferreira e Rodrigo D’Alonso , contudo, apitaram menos de cinco jogos até aqui.

A estrutur325_7831234b-7c4b-3766-a566-3dbd289c8578a muscular de Daronco também parece impor respeito nos atletas. Em suas 17 partidas, o “árbitro fortão” só deu 11 cartões amarelos por reclamação, média de 0,65 por jogo, pouco mais da metade média geral do Brasileiro. Os dois vermelhos que mostrou também não foram por esse motivo.

Daronco é formado em educação física e deixou de ser professor no Rio Grande do Sul para se dedicar exclusivamente à arbitragem. Ele decidiu fazer o curso para trabalhar no futebol quando tinha 18 anos, em 1999.

Sua primeira partida como árbitro profissional aconteceu em 2004, em duelo da segunda divisão do Campeonato Gaúcho. A estreia em competições da CBF veio sete anos depois, em 2010, na Copa do Brasil. Já o debute na Série A, em 2011, no comando de Coritiba x América-MG.

Fonte: ESPN

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