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IFAB propões mudanças radicais nas Regras para 2018

Após as grandes mudanças nas regras que o IFAB promoveu em 2016 durante a 130º Assembleia Anual – que incluiu o uso do árbitro de vídeo e alterações na filosofia da interpretação de lances que impedem uma oportunidade clara de gol – a entidade viu como positiva a recepção das novas regras e, em conjunto com a FIFA, agora quer expandir o debate sobre uma nova proposta de mudanças para as Regras do Jogo em 2018 para o desenvolvimento do futebol, em sintonia com o programa Fair Play da FIFA e dentro da estratégia 2017-2022 da entidade.

A ideia é promover uma mudança geral sobre como todos os envolvidos tratam o esporte, desde jogadores, treinadores, árbitros, gestores e torcedores, até os organizadores e entidades do futebol. É a chamada para a nova atitude do Jogo Limpo (ou Fair Play), nas palavras do IFAB, que está fundamentada no respeito às regras, aos árbitros, aos demais participantes e ao jogo em si.

Essa nova atitude está centrada em 3 pilares para desenvolver e usar as regras do jogo:

  • Criar, promover e proteger a legitimidade e integridade
  • Universalidade e inclusão, fazendo o jogo acessível a todos, independente de idade, raça, religião, cultura, gênero, orientação sexual, condição física ou mental e, principalmente, habilidade
  • Uso da tecnologia para beneficar o jogo.

A busca está em tornar o jogo mais justo, interessante e divertido por meio das regras para que tanto o jogo quando os jogadores sirvam de exemplo positivo para a sociedade e futuras gerações.

Como base na estratégia do IFAB, a proposta de mudanças tocam em 3 pontos cruciais que afetam o futebol nos diferentes níveis e em todas as partes do mundo.

  • Melhorar o comportamento dos jogadores e aumentar o respeito
  • Aumento do tempo de bola em jogo
  • Melhorar a legitimidade e o interesse do jogo

O documento oficial publicado pelo IFAB (em inglês) no website do programa (http://www.play-fair.com/) apresenta as propostas que podem ser adotadas em diferentes estágios: imediatamente, pronto para testes e para discussão.

Melhorar o comportamento dos jogadores e aumentar o respeito

O objetivo neste ponto é mudar o comportamento dos jogadores e da comissão técnica, especialmente dos treinadores, de forma positiva, fazendo aumentar o respeito ao espírito e ao texto das regras e aos árbitros das partidas. As propostas para isso incluem:

  • Aumentar a responsabilidade dos capitães das equipes (só eles falariam com o árbitro)
  • Acabar com reclamações de jogadores em cima dos árbitros (usando de punições mais severas a jogadores e ao clube)
  • Cartões amarelo e vermelho para os treinadores e comissão técnica (melhorar a comunicação das punições)
  • Cumprimento (aperto de mão) entre os árbitros e os técnicos das equipes antes das partidas
  • Cartão vermelho para jogador reserva diminui número de substituições da equipe

Aumento do tempo de bola em jogo

Em muitos casos uma partida de 90 minutos tem menos de 60 minutos de bola rolando, ou seja, muito tempo parado ou perdido. A proposta neste ponto é de melhorar esse número com as seguintes iniciativas:

  • Maior rigor controle do tempo adicional (acréscimos) ao fim de cada tempo
  • Arbitragem ser mais rigorosa com os 6 segundos que o goleiro segura a bola
  • Agilizar o processo de substituição
  • Mudar a forma de cronometrar o jogo (exemplo: tempos de 30 minutos com relógio correndo apenas com a bola em jogo)
  • Uso de relógio nos estádios em conexão com o relógio dos árbitros
  • Jogador poder sair jogando sozinho de um tiro livre, tiro de canto ou tiro de meta (permitir o segundo toque)
  • Permitir a cobrança de tiro de meta com a bola rolando
  • Restringir a cobrança do tiro de meta do mesmo lado em que a bola saiu (para evitar perda de tempo quando o jogador quer cobrar do outro lado)

Melhorar a legitimidade e o interesse do jogo

A fim de fazer o jogo mais justo e interessante de assistir, jogar, treinar e apitar, as propostas visam mudar conceitos conhecidos do jogo, como:

  • Alterar a sequência na cobrança nas decisões dos tiros penais
  • Permitir a defesa jogar a bola dentro da área nas cobranças de tiro de meta e tiro livre (dentro da área)
  • Expulsar jogador que marca gol com as mãos; Dar pênalti se o goleiro toca com a mão a bola recuada ou de um lateral seu; e árbitro conceder um gol se a defesa impedir um gol claro com a mão bem próximo à linha de meta
  • Encerrar os tempos de jogo somente quando a bola sair de jogo
  • Na cobrança de pênalti dar tiro de meta caso um gol não tenha sido marcado diretamente

As propostas são muitas, desde simples ações que não requer nenhuma mudanças nas regras, até pontos polêmicos e que mudam a dinâmica do jogo de certa forma.

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IFAB inicia hoje o quarto workshop sobre árbitro de vídeo na FIFA

O 4º workshop do IFAB sobre os experimentos do árbitro de vídeo (AV) no futebol acontecerá na sede da FIFA em Zurique, na Suíça, entre 30 de maio e 1 de Junho de 2017. Será o último workshop antes dos testes ao vivo dos participantes deste programa, já em seu segundo ano de testes.

A entidade convidou todas as associações e ligas participantes dos experimentos, bem como outros interessados, para participar do evento.

O primeiro dia será dedicado às associações e ligas que estão no estágio inicial do uso do AV. As sessões vão destacar os aspectos fundamentais relacionados ao protocolo de uso do AV, treinamento dos árbitros e árbitros de vídeo, uso da tecnologia e os requisitos para os testes em competições.

Já no segundo e terceiro dias o foco será dados na experiência adquirida nos últimos 10 meses, adquirido em uma dúzia de jogos disputados em diferentes partes do mundo, que foram significantes para aprimorar o protocolo e sua aplicação prática no campo de jogo.

– Este workshop é muito importante para os testes e o sucesso do árbitro de vídeo, pois os organizadores vão nos dar informações importantes sobre o uso do VAR até o momento and vão ajudar a moldar o protocolo final, bem como os procedimentos de implementação do futuro conceito do AV – disse Lukas Brud, secretário do IFAB.

Serão apresentadas análises de situações envolvendo o AV que ocorreram na primeira fase dos testes, com foco especial na comunicação entre o árbitro e o AV e a aplicação do protocolo. O diretor técnico do IFAB, David Elleray, vai explicar os aspectos mais importantes da preparação dos árbitros e demonstrar como o treinamento da arbitragem deve ocorrer para o sucesso do experimento.

Além disso, o departamento de Inovação Tecnológica da FIFA, chefiada por Johannes Holzmüller, vai compartilhar a experiência com o uso da tecnologia e sobre os procedimentos de implementação e configuração dela, bem como a padronização do equipamento, que será um elemento importante na decisão final sobre o uso do AV, que ocorrerá no Assembleia Geral Anual do IFAB em março de 2018.

Durante o evento também será apresentado o relatório sobre um estudo do experimento do AV, conduzido pela universidade KU Leuven (Bélgica) de maneira independente, que tem o foco nas decisões da arbitragem e os impactos nas partidas, além do ponto de vista de diferentes partes interessadas na tecnologia.

O IFAB, em conjunto com a FIFA, supervisionam todos os experimentos ao redor do mundo para garantir sua eficácia. A decisão final deve ser tomada até 2018 ou, no máximo, em 2019.

Os detalhes do workshop podem ser vistos neste link (em inglês).

Alterações das Regras de Futebol 2017/18

Ofício nº 19/CA-CBF/17

Rio de Janeiro, 9 de maio de 2017

Da CA-CBF

Aos Árbitros, Assistentes, Inspetores e Analistas (campo e vídeo) da SENAF 2017.

Assunto: Alteração das Regras de Futebol 2017/18

Prezados Senhores,

A CBF, por meio de sua Comissão de Arbitragem e Diretoria de Competições, comunica a todas as federações, clubes, imprensa, público em geral e aos senhores árbitros, árbitros assistentes, analistas de desempenho de vídeo (ADV) e analistas de desempenho de campo (ADC) que, em todas as competições que coordena e que serão iniciadas a partir de 12/05/2017, já serão aplicadas as alterações introduzidas nas regras de futebol pela International Football Association Board – IFAB, em março de 2017. 

COPA DO BRASIL: A PARTIR DA SEXTA FASE

Não obstante, a CBF esclarece que esta circular conterá apenas as alterações que podem causar impacto imediato no desenvolvimento dos jogos das competições, a saber:

REGRA 3 – OS JOGADORES

As Associações Nacionais podem permitir um máximo de cinco substituições (exceto no nível superior, entende-se profissionais).

  • Redação mais clara para o procedimento de substituição;
  • Uma substituição feita no primeiro (intervalo) tempo sem informar ao árbitro não é uma infração para advertência com cartão amarelo (CA);
  • A substituição de um goleiro no primeiro tempo (intervalo) sem ser informado ao árbitro não é infração para advertência com cartão amarelo (CA);
  • O jogador que entrar no terreno de jogo sem a permissão do árbitro e interferir no jogo deve ser punido com um tiro livre direto (TLD). Se não interferir no jogo dever ser punido com um tiro livre indireto (TLI). Em ambos os casos o jogador dever ser punido com cartão amarelo (CA) – (exceto se impedir uma clara oportunidade de gol ou cometer uma falta de jogo brusco grave, casos em que a punição deve ser cartão vermelho direto (CVD). Não é necessário solicitar ao jogador que saia do campo após ser advertido com cartão amarelo (salvo em caso de sangramento ou irregularidade no equipamento);
  • A equipe que tiver marcado um gol com uma pessoa extra (jogador, jogador substituto, jogador expulso ou um oficial da equipe) no campo, este gol deverá ser anulado e a equipe será punida com um tiro livre direto (TLD), no local em que se encontrava a pessoa extra.

REGRA 4 – O EQUIPAMENTO DOS JOGADORES

  • Não é permitido aos jogadores (incluindo os substitutos, jogadores substituídos e expulsos) usar qualquer forma de equipamento eletrônico ou de comunicação (exceto onde EPTS for permitido). O uso de qualquer forma de comunicação eletrônica por oficiais de equipes não é permitido, exceto quando se relacionar diretamente com o bem-estar ou segurança do jogador;
  • Todo equipamento deve ser de marca que garante um padrão mínimo de segurança.

REGRA 5 – O ÁRBITRO

  • Um médico relacionado por uma equipe e que deve ser punido com expulsão pode permanecer para realizar tratamento em jogadores se não houver outro médico para realizar as funções.

REGRA 7 – A DURAÇÃO DA PARTIDA

  • Será permitida uma interrupção curta para bebidas ao término do primeiro tempo da prorrogação.

REGRA 8 – O INÍCIO E O REINÍCIO DO JOGO

  • Somente o jogador que efetuará o tiro de saída poderá estar na metade do campo adversário.

REGRA 10 – DETERMINAÇÃO DO RESULTADO DE UMA PARTIDA

  • As prorrogações devem ser de dois períodos iguais, no máximo de 15 minutos cada.

   10.1 – TIROS LIVRES DO PONTO PENAL

  • Correção da situação de um goleiro que não pode continuar jogando;
  • Jogador excluído das cobranças para igualar o número de jogadores das duas equipes pode substituir um goleiro que não possa continuar, ainda que sua equipe já tenha realizado todas as substituições permitidas;
  • O executor do tiro penal não pode tocar na bola pela segunda vez;
  • Se um goleiro cometer infração e o tiro penal tiver que ser repetido (não gol), esse goleiro deve ser advertido com cartão amarelo (CA);
  • Se o executor do tiro penal cometer infração, o tiro será considerado perdido;
  • Se o goleiro e o cobrador cometerem infração ao mesmo tempo:

– Se não for marcado gol, a cobrança será repetida e os dois devem ser punidos com cartão amarelos (CA);

– Se for marcado o gol, o jogador cobrador será advertido com cartão amarelo (CA) e tiro penal será considerado como “perdido”.

REGRA 11 – IMPEDIMENTO

  • O Jogador em posição de impedimento deverá ser punido se a bola rebotar ou desviar em um oficial da arbitragem;
  • Definição de defesa deliberada:

– A defesa deliberada ocorre quando um jogador joga a bola que vai em direção de sua meta ou está muito próxima dela, com qualquer parte do corpo, salvo com as mãos, a menos que seja o goleiro em sua própria área penal.

Orientação de impedimento:

  • Jogador em posição de impedimento, que impede um adversário de jogar ou tentar jogar a bola deve ser punido;
  • Se um jogador em posição de impedimento sofrer uma falta ante de cometer uma infração de impedimento (jogo ativo), a falta deverá ser marcada;
  • Um jogador que estiver em posição de impedimento, se movimentar em direção à bola com a intenção de joga-la e sofrer uma falta, antes de jogar ou tentar jogar a bola ou de disputar a bola com um adversário, a falta deve ser marcada, pois ocorreu antes da infração de impedimento (antes do envolvimento em jogo ativo);
  • Um jogador em posição de impedimento que jogar, tentar jogar ou disputar a bola com seu adversário, a infração de impedimento será marcada, pois ocorreu antes da falta (depois do envolvimento em jogo ativo).

REGRA 12 – FALTAS E INCORREÇÕES

  • As infrações verbais (gestuais) são punidas com tiro livre indireto (TLI);
  • Se uma vantagem for concedida depois de uma infração punível com CV ou segundo CA e esse jogador, em seguida cometer outra falta, deve ser reiniciado de acordo com essa nova falta;
  • Um jogador que impede um ataque promissor em sua própria área penal não deve ser punido com CA, se a falta for cometida tentar jogar a bola (disputa);
  • Ademais, se a falta cometida na própria área penal ao impedir uma clara oportunidade de gol, deve ser aplicado um CA, se falta for cometida tentando jogar a bola (disputa);
  • As celebrações de gol que causem problema de segurança devem ser punidas com CA;
  • O fato de um jogador se mover em sentido diagonal para passar pelo último defensor ou pelo goleiro não descaracteriza, somente por isso, uma clara oportunidade de gol;
  • O integrante da equipe que entrar no campo de jogo sem autorização do árbitro e impedir uma clara oportunidade de gol deve ser expulso;
  • Infração fora do campo a favor/contra um jogador substituto ou contra um oficial da equipe será punida com tiro livre indireto (TLI) sobre a linha limite se a bola estiver em jogo;
  • Tiro livre direto por jogar ou chutar a bola/objeto no campo de jogo que interfira em alguém;
  • tiro livre direto na linha limite por jogar ou chutar a bola/objeto a uma pessoa fora de campo.

REGRA 13 – TIROS LIVRES

  • Se um atacante entrar (ou estiver) na área penal, antes da cobrança de um tiro livre da área penal a favor da defesa, não poderá jogar ou disputar a bola, ainda que saia da área, antes que bola seja tocada por outro jogador.

REGRA 14 – TIRO PENAL (PÊNALTI)

  • O executor do tiro penal deve ser claramente identificado;
  • Se o goleiro e o jogador cometem a infração ao mesmo tempo:

– Se não for marcado gol, o tiro deve ser repetido e ambos os jogadores devem ser advertidos com cartão amarelo (CA).

– Se for marcado o gol, o tiro será considerado como perdido e o jogador executor deverá ser advertido com cartão (CA).

REGRA 16 – O TIRO DE META

  •  Se antes da cobrança de um tiro de meta um atacante entrar (ou estiver) na área penal adversária, esse atacante não poderá jogar ou disputar a bola até que a bola seja tocada por outro jogador.

Fonte: CBF

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Amistoso entre Itália e Alemanha vai usar árbitro de vídeo

Em coletiva de imprensa realizada hoje na sede da associação alemã de futebol (DFB), representantes da FIFA e IFAB explicaram como vai funcionar o teste do árbitro de vídeo, conhecido pela sigla VAR, no amistoso entre Itália e Alemanha, a ser disputado amanhã em Milão.

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Representantes da arbitragem da CBF acompanham testes do vídeo replay nos Estados Unidos

O Refnews publicou dias atrás sobre os testes dos vídeo replay que a Fifa e a IFAB realizaram nos Estados Unidos, na Red Bull Arena em Nova Iorque, para o experimento do VAR, sigla para árbitro assistente de vídeo.

Representantes da CBF estiveram presentes na ocasião para conferir de perto a realização dos experimentos com o novo sistema. O presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Correa, e o instrutor técnico da Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF), Manoel Serapião estiveram in loco. O Brasil foi um dos pioneiros na solicitação à Fifa do uso deste tipo de tecnologia no futebol e está participando do programa experimental introduzido nas regras do jogo na última alteração que entrou em vigor em Junho deste ano.

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Quarta substituição é usada pela primeira vez oficialmente

vlapMichel Vlap, da Holanda, tornou-se no primeiro jogador a entrar em campo numa quarta substituição num jogo da UEFA, como parte de uma experiência no torneio Sub-19.

O recurso a uma quarta substituição num jogo da UEFA foi utilizada pela primeira vez quando Michel Vlap, da Holanda, saiu do banco no jogo qualificatório para o Campeonato Mundial Sub-20 da FIFA, contra a Alemanha, no Campeonato Europeu Sub-19 da UEFA. O árbitro da partida foi o espanhol Alejandro Hernandez.

A regra experimental foi aprovada pelo International Football Association Board (IFAB) na sua reunião de Março. O Comité Executivo da UEFA concordou em maio permitir o teste de uma quarta substituição na prorrogação nas fases finais do Sub-19 deste ano, além de outras competições das categorias de base.

Após os 90 minutos da partida no Hardtwaldstadion, em Sandhausen, tendo já efetuado as três substituições, Vlap entrou no lugar de Laros Duarte no intervalo do prorrogação. A Alemanha também usou-se desta  regra, aos 20 minutos da prorrogação, para colocar Emmanuel Iyoha no lugar de Jannes-Kilian Horn.

“É muito bom dispor de uma opção para utilizar no prorrogação”, disse o técnico alemão Guido Streichsbier. “Entendo que torna o jogo mais atraente e hoje o nosso quarto substituto quase decidiu o jogo [Iyoha viu o seu chute perto do final do jogo ser defendido]. É algo bom.”

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Fifa acompanhou o primeiro experimento ao vivo do árbitro de vídeo na história

24/07/2016 1 comentário
Chico Grajeda, árbitro da PRO nos EUA, esteve presente para ajudar nos testes.

Chico Grajeda, árbitro da PRO nos EUA, esteve presente para ajudar nos testes.

Na última quarta-feira (20/07), na Red Bull Arena – em New York nos Estados Unidos – um grupo de jovens atletas participaram de um jogo amistoso sob os olhares de um árbitro Fifa.

Apesar dos gols, o foco não era o resultado ou o desempenho tático das equipes. Pelo contrário, as equipes foram orientadas a criar situações de difícil decisão para o árbitro, e puderam jogar sem a marcação de impedimento, ou mesmo continuando com o jogo quando a bola saísse pelas linhas do campo.

O jogo foi organizado pela Ifab, organização que administra as regras do futebol, como um dos 5 testes do sistema de vídeo replay para auxiliar as decisões da arbitragem nas partidas de futebol.

Em março, o Ifab aprovou, em princípio, as regras para os experimentos do vídeo replay. Na mesma ocasião foi anunciado que 6 torneios nacionals haviam se voluntariado para participar dos experimentos, inclundo a MLS (EUA). Os outros torneios são da Alemanha, Austrália, Brasil, Portugal e Holanda.

Lukas Brud, secretário do Ifab, disse que o interesse nos testes cresceu para 20 competições de 15 diferentes países, embora não tenha comentado quais foram os países que se interessaram. David Elleray, ex-árbitro da Premier League da Inglaterra e agora diretor técnico da Ifab, mencionou que se tratam das maiores competições do mundo.

Os testes em curso emprega o uso dos chamados VAR, da sigla em inglês que quer dizer Árbitros Assistentes de Vídeo, que auxiliam os árbitros de campo nas decisões importantes. Porém, apenas um conjunto limitado de situações de jogo poderá ser analisado pelo VAR em uma cabine especial, e comunicar com o árbitro central por meio de um rádio transmissor para assisti-lo nas decisões.

Elleray deiixou claro que o vídeo replay será limitado para situações claras de gol, pênalti, cartão vermelho direto ou erro de identificação de jogadores em punições disciplinares.

– Não é para termos a certeza de que todas as decisões na partida foram corretas. É para garantir que as situações importantes não foram claramente erradas – disse o diretor técnico.

Os testes na Red Bull Arena produziram resultados diversos já esperados. Algumas situação foram levantadas e resolvidas em menos de 30 segundos, sem que o árbitro, Ismail Elfath, tenha deixado o campo de jogo.

O árbitro Ismail Elfath atua pela PRO na MLS.

O árbitro Ismail Elfath atua pela PRO na MLS.

Outras situações levaram mais tempo e até exigiram que o árbitro se dirigisse até a linha lateral para rever diversos ângulos do lance em um grande tablet com as imagens de vídeo. Em cada caso, o árbitro teve uma breve discussão com o VAR por meio do rádio comunicador, confirmando ou mudando sua decisão na partida.

No entanto, a decisão final sempre foi do árbitro. Apenas o árbitro pode iniciar um pedido formal de revisão do lance sob o protocolo atual, reiterou Elleray, e apenas o VAR pode recomendar uma decisão.

– O árbitro ainda pode dizer: “Não, eu vi tudo claramente, não precisamos revisar a jogada no vídeo” – complementou Elleray.

A regra não prevê o desafio por parte dos treinadores, a exemplo do que ocorre no Futebol Americano na NFL. Jogadores e treinadores que foram entrevistados na fase de pesquisa do novo experimento, foram contra o desafio, pois poderia ser usado pelas equipes para intencionalmente paralizar a partida e ganhar tempo com isso. Não existe um limite de tempo para a revisão dos lances.

Os fãs de futebol não devem esperar o uso do vídeo replay tão cedo nas partidas. O Ifab não autorizou o experimento em competições até 2017. Embora o vice-presidente de competições da MLS, Todd Durbin, tenha dito que eles tenham grande interesse em usar a tecnologia na liga nacional. A MLS tem usado seus próprios experimentos de vídeo há anos.

Apesar de apenas dois dias de testes na última semana, Elleray e os demais avaliadores viram progresso nos testes. A demora dos pedidos de revisão caiu e a comunicação entre os árbitros melhorou, segundo ele.

– A comunicação gestual dos árbitros foi clara, deixando todos cientes de algo estava sob revisão. Houve uma signicativa melhora, o que deve melhorar o treinamento, particularmente em estágios iniciais.

Brud comentou que a infraestrutura não é uma grande preocupação. Pessoas do Ifab e da Fifa visitaram a NFL e a NBA, que tem usado o vídeo replay por anos, para estudar seus sistemas e protocolos. Eles estão confiantes que a tecnologia pode ser adaptada para o futebol com o treinamento adequado.

– Ninguém irá se beneficiar se tentarmos apressar as coisas, embora muitos acreditam que o VAR significa apenas ter alguém sentado e olhando um monitor com replay dos lances e dizendo ao árbitro se a decisão foi certa ou não.

– Hoje os fãs no mundo todo tem acesso instantâneo a replays em alta definição e em diferentes ângulos. O único que precisa disso [o árbitro], não tem – finalizou Brud.

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