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Posts Tagged ‘Marcelo Rogério’

Do apito ao pastel

Era uma tarde de calor na cidade de Santos. Na casa de sua noiva, ele estava deitado na rede pensando em tudo que havia passado em 19 anos de profissão. Aposentado à força, por ordem da uma federação que cravou em 45 a idade máxima para ele e seus colegas trabalharem. Foi quando deu um estalo: “Já sei, vou abrir uma pastelaria”. O homem que fez do balanço da rede um divã improvisado é Marcelo Rogério, ex-juiz de futebol. Agora, comerciante na cidade de São Paulo. Mais de 2 mil pastéis vendidos por mês.

Marcelo sempre soube que seria impossível trabalhar apenas como árbitro. No melhor cenário que viveu, apitando jogos da Série A do Campeonato Paulista, ganhava R$ 2.500 por jogo. Com os impostos e a taxa do sindicato, sobravam R$ 1.700 em sua carteira. Mas nenhuma garantia de que a quantia se repetiria na semana seguinte. Era preciso esperar o sorteio das bolinhas e rezar para que o seu nome fosse escolhido. Diante de uma remuneração tão variável, já tinha investido em outros dois negócios: um chaveiro, seu primeiro ganha pão, e um hostel, que abriga estudantes universitários e estrangeiros que acabam de chegar em São Paulo.

Em abril, o ‘Pastel do Juiz’ foi inaugurado no bairro da Vila Mariana, em um imóvel alugado colado aos outros empreendimentos de Marcelo. “Investi R$ 40 mil e já recuperei o valor. Pretendo até abrir outras unidades pela cidade”, revela. Otimismo justificado na ponta do lápis. O ex-juiz vende, em média, 100 pastéis por dia, ao preço de R$ 6 reais cada. E ainda oferece por lá o tradicional caldo de cana, água de coco, sucos e refrigerantes.

A rotina de viagens e concentração em hotéis à espera das partidas não existe mais. Agora, Marcelo passa a manhã no chaveiro e, na hora de pico, parte para a pastelaria, onde trabalham mais três funcionários. Lá, atende clientes e conversa pacientemente com pessoas que o reconhecem e desejam saber curiosidades sobre a sua jornada no futebol. “A visibilidade que o gramado me deu ajuda a atrair um público maior para a pastelaria”, afirma. E juiz pode revelar seu time após pendurar o apito? “Sou palmeirense, mas não me considero mais torcedor. A gente perde um pouco do encanto depois de frequentar os bastidores”, explica.

Marcelo Rogério é apenas um entre tantos juízes que encerram a carreira buscando novas fontes de renda. “Jamais viveria só de arbitragem. Seria uma vida inteira esperando a bolinha com meu nome sair”, aponta. Apesar do foco nos negócios, Marcelo ainda presta serviços de analista para a CBF e a Federação Paulista.

Prosperando com seu comércio, Marcelo Rogério aponta também outro efeito positivo após a mudança: a vida amorosa. “As namoradas que tive não aguentavam a correria da profissão. Perdi muitos relacionamentos por causa do apito”, lembra. Veridiana, a noiva, agradece.

Com 14 sabores disponíveis e uniformes espalhados pelas paredes, o “Pastel do Juiz” funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, na Rua Santa Cruz, número 211. A clientela cresce, mas, diferente da pressão que vinha das arquibancadas, a exigência é bem mais fácil de atender: bastam alguns minutos para fritar os pastéis de carne e queijo – sempre os preferidos – e encerrar mais uma partida.

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Sheik se choca com árbitro adicional e ambos se lesionam

O atacante do Corinthians, Emerson Sheik, se chocou com o árbitro assistente adicional Marcelo Rogério no fim da partida contra o São Caetano, neste último sábado, o que causou um corte profundo no rosto do jogador. Ele levou três pontos no local, que ficou bastante inchado.

O árbitro adicional que trabalhou atrás de um dos gols, também se machucou. Ele foi examinado pelo médico do Corinthians, Guilherme Runco, e teve diagnosticada uma lesão na coxa e foi encaminhado a um hospital e pode ter de ficar sem atuar por até um mês.

O fato aconteceu nos minutos finais da partida. Emerson avançou pela direita, perdeu a bola e não conseguiu parar, atingindo e derrubando o árbitro. Veja o lance:

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