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Lorraine Watson se torna a primeira árbitra na liga escocesa masculina

No último final de semana a alemã Bibiana Steinhaus (38) se tornou a primeira mulher a atuar como árbitra principal em uma competição de alto nível da Europa na partida entre Herta Berlim e Werder Bremen. Uma grande conquista das mulheres no Velho Continente e no mundo.

Seguindo essa nova era onde as mulheres estão mostrando suas competências e ganhado mais espaço, mesmo em lugares que antes eram quase que confinados aos homens, uma nova oportunidade foi dada na Escócia. Lorraine Watson, de 32 anos, comandou a vitória de 1 a 0 do Edimburgo City sobre o Berwick Rangers, no Ainslie Park, válida pela Segunda Liga Escocesa (League Two), o que equivale à quarta divisão do país. Foi a primeira mulher a apitar uma partida deste nível no país. Ela espera que sua estreia ajude outras mulheres a conquistar eu espaço.

– Os objetivos agora são maiores que antes. Quanto mais acontecer, mais natural se tornará. E isso pode virar exemplo para os jovens que estão chegando e querem alcançar níveis mais altos – disse Watson.

A estreante havia sido escalada como quarta-árbitra em 4 partidas da Euro Feminina 2017 em julho.

Watson disse que os jogadores a respeitaram como qualquer outro árbitro que tivesse apitando a partida e não houve problemas.

– Me trataram normalmente, como qualquer outro árbitro. Reclamaram comigo como fariam com qualquer outro árbitro homem.

– Tudo se trata das decisões feitas em campo. Não importa seu gênero, se a torcida ou os times não ficarem satisfeitos com as decisões, eles vão pegar no seu pé. Infelizmente, se você é uma mulher, eles geralmente vão levar isso em conta e usarão isso como argumento. Se acertar ninguém vai nem te notar.

Não foi do dia pra noite

Há quatro anos atrás Watson havia bandeirado uma partida do Rangers no estádio Ibrox, apitou no Campeonato Sub-19 Europeu Feminino e na Liga Feminina local, o que a levou à categoria de árbitros em desenvolvimento para a categoria 1 do seu país.

– Todos os árbitros iniciam na categoria 7, são observados em seus jogos e progridem na carreira. Agora estou na categoria de desenvolvimento. Já atuo há 15 anos na arbitragem, então não foi do dia pra noite, foi um longo aprendizado. Espero ter mais jogos na Segunda Liga ainda este ano, ser avaliada e quem sabe chegar na categoria 1. Isso pode me abrir as portas para a primeira divisão.

Brasil teve uma mulher na Primeira Divisão há 14 anos

Embora a Europa seja o grande berço cultural do planeta e mostre um avanço social em geral maior que outras regiões, foi no Brasil que uma mulher atingiu o topo da carreira na arbitragem há muitos anos atrás.

Silvia Regina de Oliveira, ex-árbitra FIFA, chegou na primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2003, estreando com um trio feminino na partida entre Guarani e São Paulo, assistida por Ana Paula de Oliveira e Aline Lambert. Dia histórico. Apitou importantes partidas e permaneceu neste nível até 2005, incluindo um clássico entre São Paulo e Corintians com o estádio do Morumbi lotado. Um feito nunca mais alcançado por outra mulher no país. Silvia ainda participou de uma Olímpiada e hoje atua como instrutura de arbitragem da FIFA e faz parte do Departamento de Árbitros da Federação Paulista de Futebol.

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Bibiana Steinhaus é a primeira mulher a apitar nos principais campeonatos europeus

10/09/2017 1 comentário

A policial alemã Bibiana Steinhaus de 38 anos se tornou neste domingo a primeira mulher a apitar um jogo de futebol da primeira divisão de um dos maiores campeonatos europeus, ao dirigir a partida entre o Hertha Berlim contra o Werder Bremen, pela terceira rodada do campeonato alemão.

Após 10 anos de carreira na segunda divisão do seu país e ter sido designada para atuar nos mais importantes jogos do futebol feminino mundial, finalmente Bibiana foi selecionada para integrar o elenco de 24 árbitros da Bundesliga.

Embora outras mulheres tenham atuado em alto nível como árbitras assistentes em competições da França, Itália e Inglaterra, essa é a primeira vez que uma mulher chega a este nível comandando uma partida como árbitra principal. Um êxito em tanto.

A secretária-geral da FIFA, Fatma Samoura, escreveu em seu perfil no Facebook: “é uma mensagem forte para o resto do mundo”.

Em entrevista dada por Bibiana dias antes da partida, ela comentou:

– Nunca fiz isto com um objetivo de emancipação. Fiz simplesmente aquilo que amo. Mas se sou um exemplo para muitas jovens mulheres, ou mesmo uma pioneira no avanço na igualdade de direitos, fico satisfeita, evidentemente.

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Silvia Regina relembra quarteto feminino no Brasileiro Série A

Beatriz Pinnheiro,
Especial para o site da FPF

Há 14 anos, ainda era novidade ver mulheres na arbitragem do futebol, e foi exatamente por isso que o jogo entre Guarani e São Paulo, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, entrou para a história. Naquele 29 de junho de 2003, Silvia Regina, Ana Paula Oliveira, Aline Lambert e Paula Teófilo de la Vega formaram o primeiro quarteto feminino na arbitragem em uma partida válida pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Hoje, Silvia Regina integra a Escola de Árbitros da FPF, e recorda a partida em questão, revelando que a princípio não sentiu a dimensão de tudo o que aquele ineditismo representava. “Na época, para mim, foi apenas mais um jogo em uma sequência que eu já vinha cumprindo. Eu já estava bem madura para trabalhar naquela partida e resolver o que tinha que ser resolvido naquele jogo especificamente”, contou.

Mesmo assim, não houve como escapar da repercussão imediata do fato, que acabou entrando para a história do futebol. “Eu me lembro bem de uma manchete no dia seguinte, que dizia: ‘O Brinco de Ouro das Princesas’. A repercussão foi muito grande, lembro que a gente foi em programas esportivos depois, e tudo aconteceu em um momento muito bom. Depois daquilo, fiz muitos outros jogos de Série A do Campeonato Brasileiro”, acrescentou.

Se 14 anos depois, a presença feminina já avançou alguns passos no futebol – seja na arbitragem em jogos de alto nível, jogando ou nas arquibancadas, a mulher ainda provoca surpresa quando assume posições de destaque no esporte. Silvia Regina, que depois do pioneirismo na Série A ainda se tornou a primeira árbitra em jogos da Conmebol, acredita que tais reações demonstram que ainda há muito caminho a ser percorrido.

“A repercussão sempre existe quando as mulheres trabalham, como algo que parece extraordinário, o que não deixa de ser uma forma de discriminação. Quando a treinadora da seleção feminina foi chamada, todo mundo ficou impressionado por ser uma mulher. E isso acontece tanto nos acertos quanto nos equívocos, quando a mulher acerta há os comentários ‘Nossa, acertou! E é mulher!’”, analisa.

Não foi apenas a presença das mulheres que mudou de lá para cá, mas, segundo Silvia Regina, o cenário do futebol moderno é muito mais desafiador para quem quer se aventurar na carreira de árbitro do que na época em que ela mesma iniciou. Especificamente no caso das mulheres, além das exigências físicas, é preciso enfrentar maior resistência no meio.

“Com as mulheres conquistando mais espaço, os homens têm mais resistência e, queira ou não, o futebol ainda é um reduto da grande maioria de homens”, declarou, dando pistas para possíveis soluções.

“O caminho é continuar trabalhando de forma natural, ir e realizar sua profissão sem querer afrontar ninguém, trabalhando e mostrando para as pessoas, principalmente as mulheres interessadas, que a arbitragem é apenas mais uma profissão que, como em qualquer outra, é preciso talento para realizar”, finalizou.

Em campo, Fábio Simplício marcou aos 43 minutos do primeiro tempo na vitória do São Paulo por 1 a 0.

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Árbitra é agredida no amador no México

A entidade mexicana que representa os árbitros profissionais, chamada La AMA (Associação Mexicana de Árbitros), publicou em seu Twitter uma nota de repúdio sobre a agressão cometida contra uma árbitra em um jogo amador naquele país.

A árbitra Rosa Ángela García, que pertence ao quadro de árbitros amadores, teve ferimentos na cabeça causando sangramente, conforme a foto publicada pela AMA. Ainda não se tem mais informações sobre o que motivou este ato violento e inaceitável, nem como tudo aconteceu.

Esperamos que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis sejam punidos nas esferas desportiva e criminal.

Campeonato Alemão terá mulher como árbitra principal

Bibiana Steinhaus, de 38 anos, é policial, já apitou partidas de segunda divisão e teve problemas com Guardiola em 2014, quando era quarta árbitra.

O Campeonato Alemão terá uma grande novidade em seu quadro de arbitragem para a temporada 2017/18. Pela primeira vez na história, uma mulher ser árbitra principal da primeira divisão do país. Bibiana Steinhaus, de 38 anos, vinha trabalhando como quarta árbitra e chegou a apitar partidas de divisões inferiores e da Copa da Alemanha. A Federação Alemã de Futebol confirmou sua promoção nesta sexta-feira.

– Esse sempre foi meu sonho. O fato de que este sonho agora se tornará realidade, é claro, me enche de uma alegria muito grande – disse Bibiana em declaração ao site oficial da Federação Alemã de Futebol.

A árbitra alemã é policial de profissão, mas faz parte do quadro de arbitragem da Federação Alemã de Futebol desde 1999. Em 2003, apitou a decisão da Copa da Alemanha feminina. Em 2005, se tornou árbitra oficial da FIFA e em 2007 começou a apitar jogos de futebol masculino. Ela carrega a experiência de ter atuado em partidas do Mundial feminino e também das Olimpíadas.

Bibiana Steinhaus já se envolveu em algumas polêmicas no futebol alemão, sem nunca perder sua postura firme. Em 2014, em uma partida da Copa da Alemanha entre Bayern de Munique e Borussia Monchengladbach, Pep Guardiola foi bastante rude ao reclamar do tempo de acréscimo. Primeiro, apertou sua mão com força, e depois colocou a mão no ombro da árbitra para fazer novas ponderações.

Em outra situação, em 2015, ela foi desrespeitada pelo meia Kerem Demirbay, do Fortuna Düsseldorf, após expulsá-lo em uma partida da segunda divisão. O jogador saiu de campo dizendo que “futebol é coisa de homem” e acabou punido pelo clube, que o obrigou a apitar uma partida de futebol feminino. Demirbay se desculpou com a árbitra e o público após o ocorrido.

Fonte: Globo Esporte

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Assistente Nadine Bastos encerra carreira e recebe homenagem

Após dez anos se dedicando à arbitragem brasileira, Nadine Câmara Bastos (FIFA-SC) anunciou o encerramento de sua carreira como árbitra assistente. A última partida da catarinense foi o amistoso da Seleção Brasileira Feminina contra a Bolívia, no último domingo (9), na Arena da Amazônia.

Uma das homenagens da noite partiu da árbitra Débora Correia (FIFA-PE), que foi até Nadine nos acréscimos finais do amistoso e passou o apito para que a assistente encerrasse o jogo. Surpresa, Nadine não conteve a emoção.

– Estou chorando a semana inteira e hoje (domingo) só aumentou (risos). Eu não acreditei nesse momento. É indescritível. Vou sentir muita falta de estar no campo, mas uma homenagem dessa eu não vou esquecer jamais e fico muito feliz por todo esse carinho – disse a assistente, que também recebeu das mãos da treinadora Emily Lima uma camisa autografada pela Seleção Feminina.

Mesmo longe dos campos, Nadine garante que irá seguir trabalhando em prol do futebol femininio.

– Eu acredito que as mulheres têm muito a se dedicar no futebol e têm um caminho muito bonito pela frente. Quero continuar incentivando o futebol feminino, assim como a arbitragem feminina. Nós somos capazes de ir muito longe – encerrou.

Fonte: CBF

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Depois de 25 anos, uma mulher apitou um clássico em Pernambuco

Antes de Deborah Cecília, Maria Edilene foi a última a apitar um clássico.

O clássico do último domingo (26/03) teve uma cena pouco vista na arbitragem pernambucana nos últimos 25 anos. Deborah Cecília, árbitra da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e do quadro especial da FIFA, comandou o Clássico das Multidões. Antes dela, a última mulher a conseguir tal feito foi Maria Edilene, em 1992, quando apitou outro clássico entre Sport e Santa Cruz.

Deborah já arbitrou 9 partidas neste ano. Seis do Estadual, uma da Copa Verde, uma do Brasileirão Feminino e uma da Copa do Nordeste. Segundo a FPF, a árbitra apresentou qualidade técnica, emocional e física, motivos que levaram a sua escolha.

“Eu me sinto muito honrada e feliz pela oportunidade de estar realizando um sonho de apitar um clássico no meu Estado. Eu não esperava que seria agora, mas ao mesmo tempo estou preparada para esse jogo”, disse a árbitra ao site da Federação.

A escolha de uma mulher para apitar o clássico foi bastante elogiada por Vinícius Eutrópio, treinador do Santa Cruz. O comandante coral classificou a opção como uma luta pelos direitos iguais entre homens e mulheres, além de ressaltar as qualidades apresentadas por Deborah Cecília.

“Eu vejo com satisfação (a opção por Deborah). Todos nós hoje em dia lutamos sempre por direitos iguais, sem preconceitos em todos os sentidos. Gênero, classe social, idade, cor ou questões financeiras. Tem que encarar de uma forma normal e torcer muito para que ela vá bem. Acredito que os jogadores acabam na verdade hoje, antigamente não, mas hoje acabam respeitando mais. E com certeza uma pessoa que chega para apitar um clássico do sexo feminino está muito preparada, porque ela venceu muitos obstáculos. Ela deve ter consciência da sua capacidade”, disse Eutrópio.

Concentração

Desde a sexta-feira Deborah ficou em período de concentração. Passou por avaliação com psicólogo e assistente social na FPF, algo comum em dias que antecedem as partidas. Procurando manter o foco no clássico de hoje, ela também foi vetada de dar entrevistas após ter sido designada para comandar o Clássico das Multidões na Ilha.

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