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Silvia Regina relembra quarteto feminino no Brasileiro Série A

Beatriz Pinnheiro,
Especial para o site da FPF

Há 14 anos, ainda era novidade ver mulheres na arbitragem do futebol, e foi exatamente por isso que o jogo entre Guarani e São Paulo, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, entrou para a história. Naquele 29 de junho de 2003, Silvia Regina, Ana Paula Oliveira, Aline Lambert e Paula Teófilo de la Vega formaram o primeiro quarteto feminino na arbitragem em uma partida válida pela Série A do Campeonato Brasileiro.

Hoje, Silvia Regina integra a Escola de Árbitros da FPF, e recorda a partida em questão, revelando que a princípio não sentiu a dimensão de tudo o que aquele ineditismo representava. “Na época, para mim, foi apenas mais um jogo em uma sequência que eu já vinha cumprindo. Eu já estava bem madura para trabalhar naquela partida e resolver o que tinha que ser resolvido naquele jogo especificamente”, contou.

Mesmo assim, não houve como escapar da repercussão imediata do fato, que acabou entrando para a história do futebol. “Eu me lembro bem de uma manchete no dia seguinte, que dizia: ‘O Brinco de Ouro das Princesas’. A repercussão foi muito grande, lembro que a gente foi em programas esportivos depois, e tudo aconteceu em um momento muito bom. Depois daquilo, fiz muitos outros jogos de Série A do Campeonato Brasileiro”, acrescentou.

Se 14 anos depois, a presença feminina já avançou alguns passos no futebol – seja na arbitragem em jogos de alto nível, jogando ou nas arquibancadas, a mulher ainda provoca surpresa quando assume posições de destaque no esporte. Silvia Regina, que depois do pioneirismo na Série A ainda se tornou a primeira árbitra em jogos da Conmebol, acredita que tais reações demonstram que ainda há muito caminho a ser percorrido.

“A repercussão sempre existe quando as mulheres trabalham, como algo que parece extraordinário, o que não deixa de ser uma forma de discriminação. Quando a treinadora da seleção feminina foi chamada, todo mundo ficou impressionado por ser uma mulher. E isso acontece tanto nos acertos quanto nos equívocos, quando a mulher acerta há os comentários ‘Nossa, acertou! E é mulher!’”, analisa.

Não foi apenas a presença das mulheres que mudou de lá para cá, mas, segundo Silvia Regina, o cenário do futebol moderno é muito mais desafiador para quem quer se aventurar na carreira de árbitro do que na época em que ela mesma iniciou. Especificamente no caso das mulheres, além das exigências físicas, é preciso enfrentar maior resistência no meio.

“Com as mulheres conquistando mais espaço, os homens têm mais resistência e, queira ou não, o futebol ainda é um reduto da grande maioria de homens”, declarou, dando pistas para possíveis soluções.

“O caminho é continuar trabalhando de forma natural, ir e realizar sua profissão sem querer afrontar ninguém, trabalhando e mostrando para as pessoas, principalmente as mulheres interessadas, que a arbitragem é apenas mais uma profissão que, como em qualquer outra, é preciso talento para realizar”, finalizou.

Em campo, Fábio Simplício marcou aos 43 minutos do primeiro tempo na vitória do São Paulo por 1 a 0.

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Árbitra é agredida no amador no México

A entidade mexicana que representa os árbitros profissionais, chamada La AMA (Associação Mexicana de Árbitros), publicou em seu Twitter uma nota de repúdio sobre a agressão cometida contra uma árbitra em um jogo amador naquele país.

A árbitra Rosa Ángela García, que pertence ao quadro de árbitros amadores, teve ferimentos na cabeça causando sangramente, conforme a foto publicada pela AMA. Ainda não se tem mais informações sobre o que motivou este ato violento e inaceitável, nem como tudo aconteceu.

Esperamos que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis sejam punidos nas esferas desportiva e criminal.

Campeonato Alemão terá mulher como árbitra principal

Bibiana Steinhaus, de 38 anos, é policial, já apitou partidas de segunda divisão e teve problemas com Guardiola em 2014, quando era quarta árbitra.

O Campeonato Alemão terá uma grande novidade em seu quadro de arbitragem para a temporada 2017/18. Pela primeira vez na história, uma mulher ser árbitra principal da primeira divisão do país. Bibiana Steinhaus, de 38 anos, vinha trabalhando como quarta árbitra e chegou a apitar partidas de divisões inferiores e da Copa da Alemanha. A Federação Alemã de Futebol confirmou sua promoção nesta sexta-feira.

– Esse sempre foi meu sonho. O fato de que este sonho agora se tornará realidade, é claro, me enche de uma alegria muito grande – disse Bibiana em declaração ao site oficial da Federação Alemã de Futebol.

A árbitra alemã é policial de profissão, mas faz parte do quadro de arbitragem da Federação Alemã de Futebol desde 1999. Em 2003, apitou a decisão da Copa da Alemanha feminina. Em 2005, se tornou árbitra oficial da FIFA e em 2007 começou a apitar jogos de futebol masculino. Ela carrega a experiência de ter atuado em partidas do Mundial feminino e também das Olimpíadas.

Bibiana Steinhaus já se envolveu em algumas polêmicas no futebol alemão, sem nunca perder sua postura firme. Em 2014, em uma partida da Copa da Alemanha entre Bayern de Munique e Borussia Monchengladbach, Pep Guardiola foi bastante rude ao reclamar do tempo de acréscimo. Primeiro, apertou sua mão com força, e depois colocou a mão no ombro da árbitra para fazer novas ponderações.

Em outra situação, em 2015, ela foi desrespeitada pelo meia Kerem Demirbay, do Fortuna Düsseldorf, após expulsá-lo em uma partida da segunda divisão. O jogador saiu de campo dizendo que “futebol é coisa de homem” e acabou punido pelo clube, que o obrigou a apitar uma partida de futebol feminino. Demirbay se desculpou com a árbitra e o público após o ocorrido.

Fonte: Globo Esporte

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Assistente Nadine Bastos encerra carreira e recebe homenagem

Após dez anos se dedicando à arbitragem brasileira, Nadine Câmara Bastos (FIFA-SC) anunciou o encerramento de sua carreira como árbitra assistente. A última partida da catarinense foi o amistoso da Seleção Brasileira Feminina contra a Bolívia, no último domingo (9), na Arena da Amazônia.

Uma das homenagens da noite partiu da árbitra Débora Correia (FIFA-PE), que foi até Nadine nos acréscimos finais do amistoso e passou o apito para que a assistente encerrasse o jogo. Surpresa, Nadine não conteve a emoção.

– Estou chorando a semana inteira e hoje (domingo) só aumentou (risos). Eu não acreditei nesse momento. É indescritível. Vou sentir muita falta de estar no campo, mas uma homenagem dessa eu não vou esquecer jamais e fico muito feliz por todo esse carinho – disse a assistente, que também recebeu das mãos da treinadora Emily Lima uma camisa autografada pela Seleção Feminina.

Mesmo longe dos campos, Nadine garante que irá seguir trabalhando em prol do futebol femininio.

– Eu acredito que as mulheres têm muito a se dedicar no futebol e têm um caminho muito bonito pela frente. Quero continuar incentivando o futebol feminino, assim como a arbitragem feminina. Nós somos capazes de ir muito longe – encerrou.

Fonte: CBF

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Depois de 25 anos, uma mulher apitou um clássico em Pernambuco

Antes de Deborah Cecília, Maria Edilene foi a última a apitar um clássico.

O clássico do último domingo (26/03) teve uma cena pouco vista na arbitragem pernambucana nos últimos 25 anos. Deborah Cecília, árbitra da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e do quadro especial da FIFA, comandou o Clássico das Multidões. Antes dela, a última mulher a conseguir tal feito foi Maria Edilene, em 1992, quando apitou outro clássico entre Sport e Santa Cruz.

Deborah já arbitrou 9 partidas neste ano. Seis do Estadual, uma da Copa Verde, uma do Brasileirão Feminino e uma da Copa do Nordeste. Segundo a FPF, a árbitra apresentou qualidade técnica, emocional e física, motivos que levaram a sua escolha.

“Eu me sinto muito honrada e feliz pela oportunidade de estar realizando um sonho de apitar um clássico no meu Estado. Eu não esperava que seria agora, mas ao mesmo tempo estou preparada para esse jogo”, disse a árbitra ao site da Federação.

A escolha de uma mulher para apitar o clássico foi bastante elogiada por Vinícius Eutrópio, treinador do Santa Cruz. O comandante coral classificou a opção como uma luta pelos direitos iguais entre homens e mulheres, além de ressaltar as qualidades apresentadas por Deborah Cecília.

“Eu vejo com satisfação (a opção por Deborah). Todos nós hoje em dia lutamos sempre por direitos iguais, sem preconceitos em todos os sentidos. Gênero, classe social, idade, cor ou questões financeiras. Tem que encarar de uma forma normal e torcer muito para que ela vá bem. Acredito que os jogadores acabam na verdade hoje, antigamente não, mas hoje acabam respeitando mais. E com certeza uma pessoa que chega para apitar um clássico do sexo feminino está muito preparada, porque ela venceu muitos obstáculos. Ela deve ter consciência da sua capacidade”, disse Eutrópio.

Concentração

Desde a sexta-feira Deborah ficou em período de concentração. Passou por avaliação com psicólogo e assistente social na FPF, algo comum em dias que antecedem as partidas. Procurando manter o foco no clássico de hoje, ela também foi vetada de dar entrevistas após ter sido designada para comandar o Clássico das Multidões na Ilha.

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Lugar de mulher é também na arbitragem

Mineiras driblam preconceito e se destacam no cenário nacional, mas elas ainda querem chegar mais longe na profissão.

mulheres-mineiras

Francielly Fernanda, Riane Clementino, Jessica Silva e Andreza Siqueira apitaram a final da Taça das Favelas Minas.

As mulheres estão cada vez mais presentes na arbitragem brasileira. E as mineiras têm mostrado serviço e se destacado no cenário nacional. O Estado, junto com Santa Catarina, é o segundo que mais possui representantes no quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): são sete. São Paulo lidera com 11. O número de Minas é maior quando consideradas todas as inscritas na Federação Mineira de Futebol (FMF), totalizando 13, com uma delas também fazendo parte do quadro da Fifa.

As “donas do apito” na terra do pão de queijo querem mais: chegar ao quadro da Fifa, trabalhar em grandes competições, como a Copa do Mundo de Futebol Feminino, e se consolidar, de vez, nos jogos do masculino, trabalhando nas principais partidas da elite.

O sonho parece um pouco distante e difícil de ser alcançado. No entanto, para essas bandeiras e árbitras parece não haver limites. Elas já passaram por problemas de aceitação, falta de estrutura, violência e preconceito para chegar ao patamar em que estão.

A assistente mais gabaritada na Federação Mineira é Helen Aparecida Araújo. Ela é aspirante Fifa e a única do quadro a estar presente na elite do futebol mineiro. Ela já bandeirou em dois jogos do Estadual: Atlético e América-TO, no Independência, e Cruzeiro e Tricordiano, no Mineirão. O caminho para chegar aonde está hoje não foi fácil.

“A gente escuta muitas brincadeiras (preconceituosas), mas não me sinto atingida. Da mesma forma que xingam as mulheres, xingam os homens de outras coisas. O grande calcanhar de aquiles é ter que passar no teste masculino, que é complicado. Há poucas mulheres atuando por causa disso. Tem que ter muita dedicação e gostar muito”, afirma.

Vaga na elite

A também assistente Grazielle Maia Santos é do quadro da CBF. Sem ainda ter sido aprovada no teste masculino, ela viaja Brasil afora bandeirando Brasileiro e Copa do Brasil femininos, categorias de base estaduais e nacionais, além do Módulo II do Mineiro. O sonho de se tornar uma bandeira da elite do futebol é acompanhado pela realidade do crescimento da arbitragem feminina.

“Tenho muita vontade de passar no teste masculino e trabalhar no Brasileiro da Série A e no Módulo I. É o objetivo de toda menina na arbitragem. Atualmente, a arbitragem feminina está numa crescente, estamos trabalhando muito pra chegar a um patamar de excelência”, declara.

Bozzano projeta em 2020 ter uma árbitra no Mineiro.

Bozzano projeta em 2020 ter uma árbitra no Mineiro.

‘Meu trabalho está sendo reconhecido’, afirma árbitra-revelação

A árbitra Francielly Fernanda de Castro está no começo de sua carreira. Considerada uma revelação da arbitragem, ela apita desde os 15 anos. Aos 19, e com dois anos de Federação Mineira, a jovem conta com orgulho sobre os jogos que já apitou, com destaque para o jogo-treino profissional masculino entre Atlético e Coimbra, na Cidade do Galo.

“Comecei a apitar com 15 anos. Fico feliz (por ser vista como revelação). Isso mostra que meu trabalho está sendo reconhecido e que um dia vai ser recompensado. Hoje, todo o quadro feminino da Federação tem um suporte excelente da Comissão de Arbitragem. Temos uma aspirante Fifa, várias assistentes CBF, e isso mostra o tanto que a arbitragem feminina de Minas está crescendo”, analisa.

Por conta da violência e do preconceito, Francielly já pensou em desistir, mas a paixão pelo apito e a vontade de seguir em frente em busca de seus sonhos falaram mais alto.

“Antes de ir para Federação, eu fui agredida em uma partida masculina no adulto, tomei um soco no rosto. E sempre tem o preconceito. Voltei a apitar um mês depois. Dá vontade de desistir, pois fica aquele medo de ter que escutar as piadinhas e de apanhar de novo. Mas, graças a Deus, não desisti. Fiquei chateada e com vontade de parar, mas isso serviu pra continuar com mais força em busca daquilo que eu quero, que é entrar no quadro internacional da Fifa, apitar uma Copa do Mundo feminina e atuar em grandes jogos do masculino no Brasil todo”, anseia.

Elite masculina só em três anos

Enquanto as bandeiras vêm consolidando-se no futebol masculino, as árbitras mineiras ainda terão um longo caminho a percorrer. Segundo Giuliano Bozzano, chefe da arbitragem da FMF, a projeção é que uma mulher só será dona do apito em uma partida do Campeonato Mineiro masculino do Módulo I em 2020.

“Ainda não temos uma árbitra preparada. Elas estão ainda em categorias inferiores. Alcançando o índice físico masculino, que é um pouco mais rigoroso, elas terão a oportunidade de atuar no Módulo I. Eu acredito e espero que em dois ou três anos, lá em 2020, possamos estrear uma árbitra no Módulo I”, cogita.

Fonte: O Tempo

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Arbitragem feminina para a estreia do Operário na Copa Verde 2017

rejaneA carioca Rejane Caetano da Silva é quem vai comandar a arbitragem do jogo de estreia do Operário de Campo Grande na Copa Verde 2017, contra o Luziania, de Goiás, no próximo domingo, dia 5, às 15 horas, no Estádio Morenão.

No jogo entre Operário e Luziânia pela primeira rodada da competição regional, em Campo Grande, Rejane terá nas laterais do campo as assistentes Vaneide Vieira de Góis, do Sergipe, e Sandra Maria Dawies, do Paraná. O único homem da equipe de arbitragem na partida estará no papel de quarto árbitro, o sul-mato-grossense Thiago de Alencar Gonzaga.

Aspirante ao quadro da FIFA, Rejane Caetano da Silva é considerada uma revelação da arbitragem de futebol no Brasil. Em dezembro, ela participou de curso teórico-prático da Comissão de Árbitros da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), em Montevidéo, e antes, no mês de setembro, já havia participado de curso da Fifa para Árbitros de Elite promovido pela Escola Nacional de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Rejane Caetano da Silva é casada com o também árbitro, o carioca André Rodrigo Rocha, contratado da Federação Tocantinense de Futebol.

Fonte: Campo Grande News

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