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Paulo César de Oliveira vira comentarista da TV Globo

O árbitro Paulo César de Oliveira anunciou nesta quinta-feira sua aposentadoria nos gramados. Mas o agora ex-juiz fará sua estreia como comentarista de futebol pela TV Globo, neste domingo.

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Paulo César de Oliveira vai participar da transmissão da partida entre Sport x Corinthians ao lado do ex-jogador e comentarista Walter Casagrande e do narrador Alex Escobar.

O jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro será exibido pela TV Globo para os Estados de São Paulo e Sergipe, além das cidades de Caruaru e Petrolina, em Pernambuco.

Nascido em Cruzeiro, no interior de São Paulo, Paulo César de Oliveira fez parte do quadro da FPF nos últimos 20 anos. Como árbitro, ele apitou decisões de Estaduais, partidas da Libertadores e alguns jogos internacionais.

Fonte: UOL Esporte

Árbitro Paulo César de Oliveira encerra sua trajetória nos gramados

paulocesaroliveira_reuChegou ao fim a trajetória de um dos principais árbitros dos últimos tempos do futebol brasileiro. Na tarde desta quinta-feira (22), Paulo César de Oliveira, 40, esteve na Federação Paulista de Futebol para anunciar o fim de sua carreira como árbitro. Em seu currículo, o profissional tem finais de Campeonatos Paulistas, jogos decisivos de Libertadores e Campeonato Brasileiro, além de partidas internacionais.

Natural de Cruzeiro, interior de São Paulo, Paulo César de Oliveira iniciou sua carreira no futebol amador em 1991, a convite de seu professor de Educação Física. No ano seguinte ingressou na liga local apitando o campeonato amador e o campeonato rural. Em 1994 Paulo César de Oliveira iniciou o curso de arbitragem na escola Flávio Iazzetti. “Completei, em 2014, 20 anos aqui na Federação Paulista, que eu sempre digo faz parte da minha vida, da minha família”, contou.

Satisfeito com sua carreira, o agora ex-árbitro destacou que realizou todos seus sonhos dentro de campo. “Foi uma trajetória vencedora, onde consegui galgar tudo aquilo que sonhava na minha carreira. Comecei em 1996 e cheguei ao quadro da primeira divisão, de forma definitiva, em 1997. Já em 1999 ingressei no quadro internacional. Passei todo esse tempo representando a arbitragem paulista como árbitro FIFA”, lembrou orgulhoso.

Dentre todas as partidas que apitou, Paulo César destacou o jogo mais especial de sua carreira. “Sou um abençoado, pois tive a oportunidade de trabalhar em muitas finais de campeonatos paulistas e em jogos de outros estados, até porque a arbitragem paulista é uma grande referência. Fiz final de Copa do Brasil, jogos decisivos de Campeonato Brasileiro e Libertadores, porém o jogo que mais me marcou foi o amistoso entre Brasil e Haiti, em um jogo da paz, onde tive o orgulho de apitar aquele jogo”, relembrou.

Cenário da arbitragem

Experiente, Oliveira comentou o atual momento da arbitragem paulista e nacional. “A arbitragem passa por um grande momento de renovação do quadro, pois se você por analisar perdemos ótimos árbitros em pouco tempo. Como exemplo, temos o Simon, o Leonardo Gaciba, que migrou para a função de comentarista, o Sálvio Espínola, que encerrou sua carreira, Wilson Seneme, que integra a comissão de árbitros da Conmebol e eu que estou parando nesse momento”, disse.

No entanto, Paulo César confia na nova geração de árbitros formados pela Escola Fávio Iazzetti. “A Federação Paulista de Futebol tem um grande quadro de árbitros e temos grandes nomes que vão manter a tradição da nossa arbitragem, como o Luis Flávio, Raphael Claus, Guilherme Ceretta e outros”, explicou.

Copa do Mundo

Já no cenário internacional, Paulo César de Oliveira acredita que a arbitragem do mundial tem tudo para ser melhor que nas últimas Copas. “Espero um trabalho muito bom, pois a FIFA vem monitorando o trabalho dos árbitros desde 2009 em todas as competições. O grande intuito é a proteção ao craque, aquele que sabe jogar, onde o Brasil tem vantagem, pois nossa seleção tem grandes jogadores. Além do Fair Play e o respeito à regra. Acredito que o nível tende a ser melhor que nas outras Copas”, finalizou.

Fonte: FPF

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No dia do árbitro, Márcio Rezende Freitas lembra histórias da carreira

Ex-árbitro mineiro critica postura das federações e da CBF e conta casos de erros, acertos, risco de morte e confrontos com jogadores.

Ninguém no mundo do futebol sofre mais que o árbitro. Enquanto jogadores e técnicos são idolatrados, os responsáveis pelo andamento das partidas são xingados, alvos das duas torcidas durante os 90 minutos de jogo. É praticamente impossível ver um árbitro de futebol ser elogiado pelas duas equipes após o apito final. Para piorar, a carreira chega ao fim quando completam 45 anos, já que esta é a idade limite permitida pela Fifa. Aposentados, colecionam histórias e mais histórias do mundo da bola, desde torneios mais simples de categorias amadoras até Copas do Mundo. Prova de tudo isso é Márcio Rezende Freitas, que, neste 11 de setembro, dia do árbitro, relembrou o início da carreira, as histórias vividas nos gramados, a politicagem que impede a regulamentação da profissão e a pressão sofrida nos campos. Além disso, fez um balanço de como está a profissão no Brasil.

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No futebol, a arbitragem não foi a primeira escolha do mineiro, de 52 anos, natural de Coronel Fabriciano. Márcio Rezende Freitas, como a grande maioria dos garotos brasileiros, queria ser jogador profissional. Para isso, tentou a sorte na base de clubes de Minas Gerais e de São Paulo. Zagueiro de estilo clássico, que lembrava o paraguaio Gamarra – como ele mesmo gosta de dizer –, o futuro árbitro começou a carreira no Acesita Esporte Clube, da cidade de Timóteo, interior de Minas. Depois, chegou aos juniores do Atlético-MG. Para jogar no Galo, teve que se mudar para Itaúna, a 100 quilômetros da capital mineira, pois o time havia montado um convênio com a universidade local. Lá, prestou vestibular. Depois, se formou em economia.

Márcio era o capitão e o cobrador oficial de faltas da equipe. Por problemas financeiros, o time acabou. Mas ele não ficou sem clube. Depois de vestir a camisa do Atlético-MG, passou pelo América-MG e pelo Votuporanguense, de São Paulo. Porém, uma lesão no tornozelo o impediu de continuar com o sonho de se tornar jogador profissional. Foi nesse momento que optou por fazer um curso de arbitragem, não para virar um profissional do apito, mas para ter mais informações sobre as regras do esporte.

– Nunca havia pensado em ser árbitro. Mas, quando parei de jogar futebol, no início da década de 1980, fiz um curso de arbitragem, mais por informação. Tinha jogado futebol minha vida inteira, mas não sabia nada de regra, o que era um absurdo. Isso acontece até hoje com os jogadores de futebol, o que é outro absurdo. Em 1981, fiz o curso, mais por informação. Mas só fui começar a apitar futebol mesmo em 1983.

No início, a arbitragem representava um complemento da renda que tinha como funcionário de um banco. Em 1983, depois do curso, Márcio Rezende foi inscrito no DFAC (Departamento de Futebol Amador da Capital), mesmo ano em que começou a atuar na várzea de Belo Horizonte. Ficou durante três anos no futebol amador. Nesse período, apitou “tudo o que se possa imaginar”, mas dois fatos foram marcantes: o primeiro jogo em que foi escalado e que nunca aconteceu, por causa de uma forte chuva, e a final de um torneio, em 1986, que foi o último jogo que o pai o viu apitar.

– Devo tudo o que consegui à várzea de Belo Horizonte. O primeiro jogo em que fui escalado foi no infantil, no domingo pela manhã, entre Santa Cruz e Ferroviária. Choveu tanto em Belo Horizonte, de sábado para domingo, que a trave caiu. Foi uma decepção, o primeiro jogo. Na época, achei que Deus havia me dado um sinal para não mexer com aquilo. Depois, vieram outros jogos. De 1983 a 1986, no amador, apitei tudo o que se possa imaginar.

O profissionalismo

A final do torneio amador de 1986 foi decisiva para o futuro de Márcio Rezende Freitas no futebol. Ao término do confronto, ele deu uma entrevista a uma emissora de rádio e declarou que seria árbitro do quadro da Fifa. Já tinha certeza de que queria aquilo. E os campos da várzea viraram os grandes estádios do Brasil e do mundo. As competições amadoras de Belo Horizonte se tornaram campeonatos estaduais, nacionais e internacionais. Desse período, se lembra de algumas situações perigosas.

A primeira foi em Honduras, em jogo válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. O clima para o confronto decisivo entre os donos da casa e o México estava tenso, pois Hugo Sánchez, jogador mexicano, havia dado uma declaração que ofendeu o povo de Honduras. Depois da partida, os torcedores queriam bater nos jogadores e no trio de arbitragem.

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Márcio na época que ainda atuava como árbitro internacional.

– Vejo muito árbitro falar que não, mas você tem que se informar, tem que ler os jornais da cidade, tem que saber de tudo o que acontece. Não dá para ficar alheio. E o Hugo Sánchez havia dito que Honduras era um chiqueiro e questionado como a Fifa permitia um jogo naquele lugar. Em campo, Hugo Sánchez pegava na bola, e todo mundo em cima dele. Ele dizia: “Resende, hay que me proteger”. Eu dizia: “Proteger? Li o jornal e vi o que você disse. Se vira, pede para sair”. Mas era um craque, fez dois gols.

O segundo caso foi em Medelín, na Colômbia. Após expulsar Aristizábal, ídolo do time colombiano, a torcida se revoltou. Só foi possível deixar o gramado com a presença de um veículo blindado do exército colombiano. Assim que chegou ao hotel, pegou um táxi e foi para o aeroporto da cidade. Porém, no meio do caminho, o veículo apresentou problemas e ficou no meio da estrada. Foi o momento em que mais temeu pela vida, já que poderia sofrer algum tipo de represália por ter expulsado o ídolo do Nacional.

– Logo no começo, Aristizábal quis me testar. Eu era menino, tinha 32 para 33 anos. Ele se jogou na área. Dei um amarelo para ele. Tudo o que se pode imaginar de palavrões ele falou comigo. Eu era novo, mas não era burro. Com 55 mil pessoas, se eu o expulsasse naquela hora, com 7 minutos de jogo, estaria morto. Disse a ele: “Você já está expulso, mas quem vai decidir a hora que você vai sair do campo sou eu”. Eles tomaram um gol, partiram para cima e empataram o jogo. No segundo tempo, se jogou na área de novo. Partiu para cima de mim, falou até que era o chefe do cartel e que iria me matar. Só levantei o vermelho.

O profissionalismo trouxe, também, o momento mais marcante da carreira: a Copa do Mundo de 1998, na França. Ele também esteve presente na edição anterior, nos Estados Unidos, mas apenas como stand by. Também foi ao Mundial de 2006, mas como assessor do quadro de árbitros da Fifa. A Copa de 1998 foi especial, não só porque ele atuou, mas por poder estar no jogo que marcou a estreia dos donos da casa da competição.

– Me marcou muito, porque me deu uma tremedeira antes do jogo, coisa que nunca tive. Tremia antes da partida. O pessoal cantava a Marselhesa, e só me vinha a imagem do campo da Ferroviária. Ventava muito na cidade, um vento de quase 70 quilômetros por hora. O vento carregava o som do apito e, às vezes, ninguém ouvia. Tive que correr mais, estar mais próximo. Isso marcou muito, porque fiz uma boa arbitragem.

Naquele jogo, estava Zinedine Zidane, camisa 10 e gênio da França. Porém, para ele, Zidane não foi o jogador mais habilidoso que viu atuar. Na opinião do ex-árbitro, Zico foi melhor.

– O jogador mais habilidoso que vi jogar e que, infelizmente, não apitei nenhum jogo dele, foi Zico. Fiz jogos do Júnior, que foi um craque também, mas Zico era fenomenal. O cara jogava muito, muito mesmo. Zico me marcou muito.

Pressão e cobrança constantes

Quando acertam, escutam que não fizeram mais que a obrigação e são pouco lembrados pelo êxito. Quando erram, passam um bom tempo criticados e cobrados, seja por torcedores ou pela imprensa especializada. Para Márcio Rezende, não há problema em ser criticado. Se houve o erro, a crítica é válida. O problema está na forma como a crítica é feita. Ele lembrou-se do caso ocorrido no Campeonato Brasileiro de 2005, quando, no jogo entre Corinthians e Internacional, no Pacaembu, não marcou um pênalti em Tinga e ainda expulsou o jogador do time gaúcho por entender que ele havia simulado a falta. Para ele, em alguns casos, sempre existe uma coisa a mais na crítica.

– O que dói, às vezes, é a contundência com que as pessoas te atacam, sem te conhecer. O objetivo é não errar. Mas a contundência das pessoas que não gostam de você, na hora que têm a chance, e é no seu erro que têm essa chance, é asquerosa. A crítica tem que existir. Se errou, tem que ser criticado, mas a contundência é muito grande. Você vê que há uma coisa a mais que a crítica.

A vida depois do apito

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Atualmente Márcio é comentarista de arbitragem da Rede Globo em MG.

Aos 45 anos, Márcio Rezende Freitas pendurou o apito. Não por vontade própria, mas por determinação da Fifa. E ele concorda que a idade certa para deixar os gramados é essa. O árbitro pode até começar mais cedo, mas 45 anos é o limite para o profissional.

Com as lembranças do passado, Márcio está certo de que a infraestrutura segue como o principal problema enfrentado pelos árbitros. Atualmente, o investimento é maior do que aquele da época em que atuava, mas ainda falta muita coisa para melhorar.

– O árbitro é quase um homem feito por ele mesmo. Na minha época, principalmente, não havia nada. O que os árbitros têm hoje é infinitamente maior do que tínhamos na época, porque não tínhamos nada. Mas eu, como tinha uma visão progressista, já tinha personal trainer contratado. Eu pagava. Me dedicava, tirava parte do meu dia para treinar. Estava às 6h na academia, três vezes por semana. Sempre investi na carreira, com curso de línguas e outras coisas. As federações não querem assumir, a CBF não que assumir, ninguém quer assumir, porque é um ônus, e todo mundo só quer bônus. A arbitragem, enquanto não mexer no cerne da questão, ou seja, dar uma qualidade profissional, buscar uma regulamentação, com boa remuneração, com condições e horas de treinamento, não vai mudar. Se o jogador faz um jogo no domingo, na segunda, faz um regenerativo. O árbitro não tem tempo. Chega ao aeroporto e tem que ir para o trabalho dele, porque tem de trabalhar. Na terça, já recebe a escala e vai apitar na quarta. É jogo em cima de jogo, e não há preparação. Ninguém se preocupa com isso.

Na época em que apitava, foi presidente da Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) por dois mandatos. Nessa época, foi elaborado um projeto para garantir maior infraestrutura aos árbitros brasileiros.

paulocesaroliveira_reu– Briguei com todo mundo. Briguei com a CBF, com o presidente da comissão de árbitros. O projeto já foi aprovado no Senado. Agora, está na Câmara, e já houve uma reunião para discussão da regulamentação desse projeto. Mas já tem 15 anos que isso se arrasta. Não vai ser fácil. Não creio que isso vingue por agora, mas a luta é longa. É um projeto que existe, que foi escrito, desenhado e entregue. Fui a Brasília várias vezes para discutir com deputados e senadores, mas é difícil, porque a própria bancada que ali está não deixa caminhar.

Na opinião de Márcio Rezende, a arbitragem brasileira é razoável. Poderia ser melhor, mas a CBF não tem interesse em investir na área. O problema não é financeiro, trata-se de uma questão política.

– Há um investimento, que não é suficiente, mas já há um investimento, uma preocupação. A CBF tem muito dinheiro para muita coisa, mas não tem dinheiro para a arbitragem. Sempre teve isso. Menos para alocar o recurso necessário naquilo que é para qualificar, capacitar e treinar os árbitros.

Sobre os grandes talentos da arbitragem brasileira, Márcio Rezende é enfático.

O Paulo César de Oliveira é um dos melhores que estão aí. É muito bom árbitro, um cara duro, sério. Um cara rigoroso, que não tem medo, que não se preocupa em ser politicamente correto. A CBF deveria fazer uma parceria com as federações, investir, mas o dinheiro tem que sair carimbado, porque, se não sair, ele some no percurso. Se não fizer isso, daqui dez anos, vamos discutir a mesma coisa.

Fonte: Globo Esporte

Paulo Cesar de Oliveira perde ação contra Scolari e ainda tem que pagar R$ 3.000

13/05/2013 1 comentário

O árbitro Paulo Cesar de Oliveira perdeu o processo por danos morais que movia na Justiça contra o técnico Luiz Felipe Scolari desde maio de 2011. Oliveira reclamava uma indenização de R$ 30 mil pelo fato do treinador ter dito que o juiz estava “premeditado” a prejudicar o Palmeiras em partida da semifinal do Campeonato Paulista de 2011 contra o Corinthians, em maio daquele ano.

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À época, Felipão era o técnico da equipe alviverde, que foi eliminada em disputa de pênaltis após um empate de 1 a 1. Depois da partida, o técnico declarou que Paulo Cesar estava “premeditado” a prejudicar o seu time, principalmente depois de o “Jornal da Tarde” revelar o nome do árbitro como escolhido para apitar a semifinal antes mesmo do sorteio feito pela Federação Paulista de Futebol.

Por causa das declarações de Scolari, Paulo Cesar de Oliveira resolveu processar o treinador, requerendo sua condenação a indenizá-lo em R$ 30 mil pelos danos morais sofridos e também solicitando uma retratação pública “em entrevista perante órgão de imprensa nacional”.

Na última sexta-feira, porém, o juiz Edward Wickfield publicou sentença negando as demandas de Oliveira, e ainda condenando o árbitro a pagar os honorários advocatícios do defensor de Scolari, estipulados em R$ 3.000 (10% do valor da causa). Cabe recurso.

De acordo com o juiz de direito, o meio futebolístico é “ambiente de forte rivalidade, emoções exaltadas e destemperos verbais. Todavia, desde que não se convertam em violência (física ou verbal) ou crime contra a honra, devem ser toleradas pelos diretamente envolvidos”.

Além disso, segundo a decisão judicial, a crítica feita por Felipão em relação à escolha de Oliveira como árbitro da partida “foi voltada à Federação Paulista de Futebol e de Árbitros e à forte influência que o Corinthians tem nessas entidades”.

Por fim, Edward Wickfield arremata sua sentença com um “puxão de orelha” em Paulo Cesar de Oliveira: “O autor, como experiente e conhecido árbitro de futebol, deve, no exercício de sua atividade, superar sem maiores desconfortos as naturais manifestações contrárias à sua atuação, posto que está em posição rotineira de desagrado de um dos lados, mormente os componentes do inconformado time perdedor e sua torcida”.

Decisões divergentes

Se, na Justiça comum, Scolari não recebeu qualquer punição por suas palavras, o mesmo não aconteceu na Justiça desportiva. Pouco mais de duas semanas após a partida, ocorrida no dia 1º de maio de 2011, o técnico foi punido com seis jogos de suspensão no torneio estadual de 2012 e mais uma multa de R$ 40 mil.

Felipão foi punido por infração aos artigos 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em conduta contrária à disciplina ou à ética, e 243-F (ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto).

O mesmo jogo rendeu punição a outros dois atletas do Palmeiras. O goleiro Deola pegou gancho de duas partidas por usar sua conta no Twitter para disparar críticas ao árbitro. “Parabéns para a Federação Paulista pela honestidade e a imparcialidade demonstrada e representada, hoje, pela figura do senhor Paulo Cesar de Oliveira”, escreveu ironicamente o goleiro na ocasião.

Já o zagueiro Danilo pegou uma partida de suspensão por infração ao artigo 254. Na ocasião, ele cometeu uma falta considerada violenta no atacante Liedson.

Fonte: UOL

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Paulo Cesar de Oliveira selecionado para Sulamericano Sub-17

pco_poaO árbitro paulista Paulo César de Oliveira e o carioca Péricles Bassols Cortez foram convocados pela Conmebol para arbitrar mais uma competição de âmbito internacional, o Sulamericano Sub-17 de seleções, a ser realizado na Argentina. Ao todo foram convocados 14 árbitros e 10 árbitros assistentes.

Confira a lista de convocados:

Árbitros

Silvio Trucco – Argentina
Germán Delfino – Argentina
José Jordán – Bolívia
Péricles Cortez – Brasil
Paulo César de Oliveira – Brasil
Carlos Ulloa – Chile
Julio Bascuñen – Chile
Adrian Vélez – Colômbia
Roddy Zambrano – Equador
Ulises Mereles – Paraguai
Diego Haro – Peru
Fernando Falce – Uruguai
José Argote – Venezuela
Marlon Escalante – Venezuela

Assistentes

Gustavo Rossi – Argentina
Wilson Arellano – Bolívia
Fabrício Vilarinho da Silva – Brasil
Raul Orellana – Chile
Alexander Guzman – Colômbia
Luis Vera Mantuano – Equador
Juan Zorilla – Paraguai
Braulio Cornejo – Peru
Gabriel Popovits – Uruguai
Luis Murillo – Venezuela

Árbitros na ativa que mais atuaram na Série A do Brasileiro

Segundo o levantamento feito pelo Departamento de Arbitragem da CBF, o paulista Paulo Cesar Oliveira é arbitro em atividade que mais atuou em partidas da Série A do Campeonato Brasileiro. Oliveira entrou em campo em 259 partidas. Héber Roberto Lopes vem na segunda posição com 258 participações, seguido por Evandro Rogério Roman (PR) apitou 171 partidas, ambos paranaeneses.

Na última rodada do Brasileirão 2012, Héber apita no clássico Grenal e igualará a marca de Paulo César de Oliveira.

PARTICIPAÇÕES NA SÉRIE A
1 – PAULO CESAR OLIVEIRA (SP) 259
2 – HEBER ROBERTO LOPES (PR) 258
3 – EVANDRO ROGÉRIO ROMAN (PR) 171
4 – WILSON LUIZ SENEME (SP) 163
5 – ALICIO PENA JUNIOR (MG) 157
6 – MARCELO DE LIMA HENRIQUE (RJ) 98
7 – LEANDRO PEDRO VUADEN (RS) 95
8 – PAULO H. DE GODOY BEZERRA (SC) 79
9 – SANDRO MEIRA RICCI (DF) 76
10 – WILTON PEREIRA SAMPAIO (DF) 69
11 – RICARDO MARQUES RIBEIRO (MG) 66
12 – ELMO ALVES RESENDE CUNHA (GO) 57
13 – JAILSON MACÊDO FREITAS (BA) 53
14 – FRANCISCO CARLOS DO NASCIMENTO (AL) 49
15 – PÉRICLES BASSOLS PEGADO CORTEZ (RJ) 49
16 – LUIZ FLÁVIO DE OLIVEIRA (SP) 42
17 – NIELSON NOGUEIRA DIAS (PE) 39
18 – ANDRÉ LUIZ DE FREITAS CASTRO (GO) 37
19 – FABRÍCIO NEVES CORRÊA (RS) 33
20 – MÁRCIO CHAGAS DA SILVA (RS) 33
21 – CLÁUDIO LUCIANO MERCANTE JÚNIOR (PE) 32
22 – CÉLIO AMORIM (SC) 26
23 – GUILHERME CERETTA DE LIMA (SP) 25
24 – PABLO DOS SANTOS ALVES (ES) 25
25 – WAGNER REWAY (MT) 25
26 – ARILSON BISPO DA ANUNCIAÇÃO (BA) 24
27 – FELIPE GOMES DA SILVA (RJ) 19
28 – RODRIGO NUNES DE SA (RJ) 15
29 – FRANCISCO DE ASSIS ALMEIDA FILHO (CE) 13
30 – RAPHAEL CLAUS (SP) 11
31 – RODRIGO BRAGHETTO (SP) 11
32 – WAGNER DOS SANTOS MAGALHAES (RJ) 11
34 – JEAN PIERRE GONÇALVES LIMA (RS) 10
35 – MARCELO APARECIDO RIBEIRO DE SOUZA (SP) 10
36 – ANTÔNIO F. CARVALHO SCHNEIDER (RJ) 9
37 – EDIVALDO ELIAS DA SILVA (PR) 9
38 – ANDERSON DARONCO (RS) 8
39 – EMERSON DE ALMEIDA FERREIRA (MG) 8
40 – WAGNER DOS SANTOS ROSA (RJ) 7
41 – DEWSON FERNANDO F. DA SILVA (PA) 6
42 – EMERSON LUIZ SOBRAL (PE) 5
43 – FLAVIO RODRIGUES GUERRA (SP) 5
44 – MARCOS ANDRE GOMES DA PENHA (ES) 5
45 – ANTÔNIO DENIVAL DE MORAIS (PR) 4
46 – ROGÉRIO LIMA DA ROCHA (SE) 4
47 – RONAN MARQUES DA ROSA (SC) 4
48 – GRAZIANNI MACIEL ROCHA (RJ) 3
49 – MANOEL NUNES LOPO GARRIDO (BA) 3
50 – RENATO CARDOSO DA CONCEIÇÃO (MG) 3
51 – RODRIGO GUARIZO FERREIRA DO AMARAL (SP) 3
52 – ANTÔNIO ROGÉRIO BATISTA DO PRADO (SP) 2
53 – ARNOLDO VASCONCELO FIGARELA (RO) 1
54 – CHARLES H CAVALCANTE FERREIRA (AL) 1
55 – DEVARLY LIRA DO ROSÁRIO (ES) 1
56 – DIEGO POMBO LOPEZ (BA) 1
57 – JEFFERSON SCHMIDT (SC) 1
58 – JOSÉ ACÁCIO DA ROCHA (SC) 1
59 – LEANDRO BIZZIO MARINHO (SP) 1
60 – MARCOS MATEUS PEREIRA (MS) 1
61 – RODRIGO BATISTA RAPOSO (DF) 1

Fonte: Anaf

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Árbitros brasileiros nas Eliminatórias da Copa 2014

Na próximo dia 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, serão realizadas duas partidas válidas pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo 2014, e dois quartetos de arbitragem estão escalados para as partidas.

O confronto Colombia x Uruguai, em Barranquilla,  será apitado por Heber Roberto Lopes (PR), que contará com Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) como assistentes. O quarto árbitro será Paulo Cesar Oliveira (SP). Completam a escala o argentino Juan Carlos Loustau, como inspetor, e o peruano Javier Quintana Arraiza, como comissário.

As seleções de Argentina e Paraguai enfrentam-se em Córdoba. O confronto será apitado por Wilson Luiz Seneme (SP). Os assistentes serão Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Alessandro Alvaro Rocha Matos (BA). Sandro Meira Ricci (DF/PE) será o quarto árbitro. Completam a escala Gaston Edmundo Castro Makuc, do Chile, como inspetor e Roger Bello Parada, da Bolívia, como comissário.

O comunicado foi divulgado na última quinta-feira (2 de agosto), pelo chefe das Eliminatórias da Copa do Mundo da FIFA e dos Torneios Olímpicos, Gordon Savic.

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