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Museu do Futebol promove debate sobre a tecnologia do VAR no Brasil

O árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês) foi novidade na Copa do Mundo da Rússia, onde a ferramenta conferiu índice de 99,3% de acerto, segundo dados divulgados pela Fifa. No Brasil, o VAR começou a ser utilizado nas quartas de final da Copa do Brasil durante a última semana e no próximo dia 10 de agosto, sexta-feira, o Museu do Futebol, em São Paulo, promoverá um debate gratuito a partir das 19h (de Brasília) sobre o uso da tecnologia no futebol brasileiro, com a presença de especialistas no assunto.

O principal objetivo do VAR é acabar com possíveis dúvidas em lances considerados polêmicos dentro do gramado. A versão utilizada em solo brasileiro, no entanto, causa uma série de dúvidas, já que aqui existe uma série de mudanças em relação à ferramenta utilizada na Rússia, como o número de câmeras e a geração de imagens, que usará sinais de duas emissoras de televisão.

É justamente por esse motivo que a instituição programou o evento, que será realizado no auditório, com nomes como Manoel Serapião Filho, instrutor de árbitros e idealizados do VAR; Sandro Meira Ricci, árbitro que trabalhou nas duas últimas Copas (2014 e 2018), inclusive tendo participado da equipe da Fifa para o uso da tecnologia no Mundial da Rússia; Raphael Claus, árbitro Fifa por São Paulo; Fernanda Colombo, ex-auxiliar de arbitragem e escritora; e Roberto Perassi, ex-árbitro, instrutor de árbitros da Fifa e da Conmebol e diretor de desenvolvimento de arbitragem na Federação Paulista de Futebol.

Com mediação do ex-árbitro Daniel Destro, objetiva-se discutir as mudanças do modelo, se haverá impacto no mercado de trabalho, as primeiras impressões do VAR em território nacional, quais os aspectos que podem ser melhorados, o custo da ferramenta (R$ 50 mil por partida), entre outros.

Debate: E agora, VAR? O que o árbitro de vídeo pode mudar no futebol brasileiro

Data: 10 de agosto de 2018 (sexta-feira)

Horário: 19h (de Brasília)

Local: Auditório do Museu do Futebol (Praça Charles Miller, S/N, São Paulo – SP)

Participação gratuita

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ANAF cria medalha de honra ao mérito

15/06/2011 1 comentário

A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF) criou a medalha de honra ao mérito, destinada aos árbitros que realizarem finais de campeonatos nacionais e encerrarem suas carreiras a partir deste ano. “É um reconhecimento ao trabalho realizado nos momentos culminantes das principais competições brasileiras”, afirma Marco Antonio Martins.

O presidente da entidade também destaca a honraria a quem contribuiu diversos anos para o engrandecimento da arbitragem no país. “Não poderíamos esquecer dos companheiros que dedicaram-se a esta tarefa difícil e ardorosa que é ser árbitro ou auxiliar. Por isso a ANAF destina a medalha de honra ao mérito para estes profissionais cujas carreiras terminem de 2011 em diante”, reconhece.

As primeiras medalhas foram entregues aos árbritos da final da Copa do Brasil realizada em Curitiba no último dia 8 de junho. A diretoria da ANAF esteve presente no estádio Couto Pereira e fez a entrega das referidas medalhas ao quinteto de arbitragem, observadores e ao delegado da partida.

Foram agraciados:

Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos e Emerson Augusto de Carvalho
4º Árbitro: Wilson Luiz Seneme
5º Árbitro: Carlos Berkenbrock
Delegados especiais: Luiz Cunha Martins e Manoel Serapião Filho
Delegado da partida: Antônio Emilano Lesskiu

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FIFA e Conmebol organizam curso


Os instrutores da Fifa: Aristeu Leonardo Tavares, Valter José dos Reis e Manoel Serapião, estão no Paraguai participando de um curso organizado pela entidade máxima do futebol. O Argentino Horácio Elizondo, que apitou a final da copa do mundo de 2006 na Alemanha, é um dos coordenadores desse encontro. Além de Horácio, Carlos Alarcon também é um dos responsáveis pelas atividades em terras Paraguaias.

O Coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro e instrutor da Fifa Aristeu Leonardo, com exclusividade direto do Paraguai, explicou ao Voz do Apito, qual é o objetivo desse curso:

– O evento tem como objetivo, padronizar as observações dos árbitros em toda América do Sul. Nós, convocados pela Fifa, devemos servir como multiplicadores no Brasil, para que todas as Federações, sigam com o novo formulário e haja uma socialização do que, aqui estamos vivenciando, com os observadores locais. Além disso, o curso serve também, para nos preparar para sermos os observadores (assessores) de arbitragem dos árbitros, que irão ao Brasil, nos torneios da Conmebol e das eliminatórias. O curso tem duração de três dias com aulas em dois períodos.

A disputa entre os árbitros aqui no Brasil, anda acirrada. Não se sabe ao certo quem será o escolhido, pois segundo fontes, nada está decidido. Portanto, façam suas apostas!

Fonte: Voz do Apito
Link: http://www.vozdoapito.com.br/paraguay.php

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Debate sobre arbitragem no Footecon

A temporada do futebol Brasileiro ainda não acabou. O Footecon, Fórum Internacional de Futebol, começou no dia de ontem (07/12) e termina hoje. O evento acontece no Rio de Janeiro, no Centro de Convenções do Copacabana Palace. Um encontro 100% profissional, que conta com a expertise e coordenação de Carlos Alberto Parreira.


O Fórum já se consagrou como o mais importante encontro da indústria nacional do futebol, reunindo anualmente seus principais profissionais, dirigentes esportivos, autoridades governamentais, mídia especializada, investidores e patrocinadores para palestras e debates dedicados ao esporte e sua gestão.

O foco em negócios no mundo do futebol continua, assim como a exposição das inovações para melhor rendimento, em gestão do esportiva e na formação de profissionais para o setor. No lugar dos stands, como em edições anteriores, entram os lounges de exposição. E o grande assunto entre os expositores parece mesmo ser a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A grade de programação é extensa e conta com palestras dos mais diversos temas do futebol, com convidados do quilate de Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira, Muricy Ramalho, maior campeão dos pontos corridos do Brasileirão, o atacante Ronaldo do Corinthians, dentre outros.


Um dos temas tratados nas palestras do Fórum é a arbitragem, que tem como seu organizador e mediador, o ex-árbitro e comentarista de arbitragem Arnaldo Cézar Coelho.

Hoje, a palestra central sobre arbitragem contou com participantes ilustres como Sérgio Correia da Silva, presidente da Comissão de Árbitros da CBF (CONAF), Manoel Serapião Filho, ex-árbitro FIFA e membro da CONAF, Carlos Eugênio Simon, árbitro recém aposentado e Carlos Amarilla, árbitro FIFA do Paraguai. O debate foi transmitido ao vivo e na íntegra pelo canal SporTV.

Carlos Amarilla e Arnaldo Cézar Coelho

O mundialista Carlos Amarilla contou sobre sua carreira e disse ser de uma família de árbitros. Seu pai era árbitro e seus irmãos mais novos também são. Amarilla disse que seu pai o incentivou no início e logo aos 19 anos se tornou árbitro profissional no Paraguai e aos 25 anos de idade atingiu o escudo de árbitro FIFA, no mesmo ano em que o brasileiro Carlos Simon conquistou o seu escudo.

Amarilla ainda contou sobre suas inúmeras participações em competições continentais como Libertadores, Copa América, Sulamericano e também e mundiais sub-17 e sub-20, além da Copa do Mundo de 2006 na Alemanha. O hermano ainda contou sobre o fato de não ter participado da Copa de 2010 na África do Sul, pois um de seus assistentes reprovou no teste físico e, segundo o regulamento da FIFA, quando um dos componentes do trio mundialista reprova, nenhum dos integrantes pode ir à Copa do Mundo. Mas, ainda com 40 anos, sonha em estar na Copa de 2014 no Brasil.

Carlos Simon também falou de sua carreira e destacou o fato curioso de ter iniciado em uma final, aos 18 anos no seu colégio em Porto Alegre, e ter encerrado também em outra final, no último dia 05/12, na decisão do título do Fluminense, contra o Guarani de Campinas.

Simon destacou a evolução da arbitragem no mundo e o trabalho que a FIFA vem fazendo. Ele ainda contou um fato inusitado na Copa de 2002, quando foi, juntamente com o assistente Jorge Paulo Gomes, fazer o jogo decisivo entre Itália e México. Simon conheceu seu segundo assistente, vindo da Malásia, apenas horas antes da partida. E comentou seu plano de trabalho com ele: “você só vai marcar lateral, amigo”. Felizmente tudo deu certo naquele jogo.

O presidente da CONAF, Sérgio Correia da Silva, falou um pouco do trabalho que a CBF e a Comissão de Arbitragem vem fazendo e mostrou números e gráficos estatísticos da evolução da arbitragem nacional.

Manoel Serapião Filho falou de sua visita à FIFA para acompanhar o novo trabalho com os árbitros assistentes que ficarão atrás do gol e como ele deverá ser implementado aqui no Brasil, destacando que São Paulo e Rio de Janeiro vão começar os testes oficiais já em 2011.

O debate foi aberto a perguntas dos conferencistas e contou com a ilustre participação de Carlos Alberto Parreira e Renê Simões com perguntas bem pertinentes. Parreira questionou se os árbitros dariam pênalti após uma indicação do novo árbitro assistente adicional, mesmo sem ter visto o lance ou ter convicação. Simon e Amarilla comentaram que há todo um trabalho por trás do planejamento da partida e que existem casos específicos onde a intervenção do novo assistente será decisiva.

O ex-árbitro FIFA, Emídio Marques de Mesquita, também presenta na platéia, questionou Sérgio Correia sobre os números de faltas e cartões que são bem altos no Brasil. Sérgio comparou os números do Brasil com Inglaterra e a última Copa do Mundo e disse que não há tanta diferença, e que no passado, havia muito mais faltas nas partidas.

Para encerrar o debate, o assunto foi a tecnologia no futebol. Todos concordam em um ponto, a tecnologia está aí e é inevitável a sua adoção. Muitas experiências tem sido feitas e logo elas devem fazer parte do espetáculo. Porém, os participantes esclarecem que o uso da tecnologia deve se restringir apenas a lances ou situações de fato, sem margem para interpretações, como gols duvidosos, a exemplo de Inglaterra e Alemanha na última Copa, ou mesmo o gol de mão de Henri entre França e Irlanda nas eliminatórias da Europa. A interpretação ainda fica a cargo do árbitro, sem interferência externa. O uso do video, como recurso tecnológico, parece mesmo ser descartado da ideia. Simon ainda reforçou a necessidade da profissionalização dos árbitros, com melhores condições para seu desenvolvimento técnico e pessoal.

Este encontro foi muito útil e mostra o fortalecimento e a importância de se discutir e melhorar a arbitragem nacional e mundial, não apenas no aspecto técnico, mas principalmente no humando, tecnológico e profissional.

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