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Mulheres não apitam Série A do Brasileirão desde 2005

09/01/2015 1 comentário
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Sílvia Regina de Oliveira

Em outubro de 2005, o Paysandu venceu o Fortaleza por 2 x 1, pela Série A do Campeonato Brasileiro. O que realmente importa desse jogo é a ficha técnica. Está lá: “Arbitragem de Sílvia Regina de Oliveira”. Essa foi a última vez que uma mulher esteve com o apito em uma partida da elite nacional. Lá se vão nove anos de ausência feminina no centro da arbitragem — elas são frequentemente vistas do lado de fora do campo, como árbitras assistentes.

As razões para essa ausência são várias, na avaliação das próprias árbitras. Desde 2006, quando a Fifa alterou a avaliação física, as chances diminuíram.

Há oito anos, as mulheres precisam passar pela mesma avaliação dos homens. As seguidas reprovações levam ao desânimo. Assim, elas muitas vezes preferem concentrar as forças na carreira de assistente. E ainda há o machismo, mesmo que não seja unanimidade entre as mulheres.

No Campeonato Brasileiro de 2013, elas apareceram em 78 dos 380 jogos disputados, nas funções de assistente, assessora e quinta árbitra. Em 2014  participação foi até menor. Até a 14ª rodada, cinco partidas tiveram ajuda delas — em 2013, haviam sido 14 participações no mesmo período. O espaço parece ficar cada vez menor.

Das sete profissionais identificadas como árbitras no quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apenas uma atingiu o índice masculino. Mas ela não cumpre o requisito de experiência de dois anos na principal divisão do estado.

Sílvia Regina ainda trabalha na Série A, mas como assessora. Experiente no assunto, reconhece a diminuição dessas aparições, mas rechaça haver falta de oportunidade. “É necessário ter características de atleta aliadas ao bom perfil para conduzir um jogo”, explica. Sílvia também presta serviços para a Federação Paulista de Futebol (FPF), onde há bom espaço para as mulheres. “As meninas reconhecem que as oportunidades são muitas, e as portas estão abertas para quem cumpre as diretrizes que o futebol moderno exige”, jura.

Regildenia de Holanda Moura tentou completar o teste físico para apitar a Série A em 2014. Não conseguiu. Além da dificuldade física, ela teve outro problema. “O psicológico pesou”, reconhece.

Na avaliação das assistentes com as quais o Correio conversou, é justo exigir das mulheres o teste físico masculino. No entendimento delas, os direitos e deveres se equiparam. “Esse teste ficou mais próximo da realidade do jogo”, admite Regildenia. “Sempre achei que deveria ser assim”, corrobora Sílvia Regina.

O pensamento delas é compartilhado pelo presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, para quem uma mulher não seria capaz de acompanhar uma partida masculina da Série A somente com o índice feminino no teste físico. “Em minha opinião, pelas exigências físicas do futebol moderno, não.”

Ausência vai se prolongar

As assistentes de hoje não se animam muito quando falam sobre o futuro. Pode ser que o Brasil tenha de esperar outros anos para ver uma mulher apitar um jogo da primeira divisão nacional. Considerado “desumano” por Regildenia de Holanda Moura, o teste físico continuará a ser uma barreira.

– “Sinceramente, não tenho nenhuma esperança, nenhuma expectativa de que vejamos uma mulher no apito daqui a alguns anos”, lamenta.

Essa prolongada ausência desestimulou Larissa Gabrielly. A assistente de 22 anos fez o curso de arbitragem em 2009 e, desde então, trabalhou em diversos jogos, inclusive internacionais. Ela foi auxiliar no Torneio Internacional Feminino, no Mané Garrincha, em dezembro passado. A dificuldade enfrentada pelas mulheres a levou a se concentrar no trabalho com a bandeira.

– “Por mais que falem que não tem machismo, tem sim. A mulher é mais atenta que o homem”, provoca. “Há 0% de machismo”, rebate Sílvia Regina, ex-árbitra que presta serviços a CBF e FPF.

Fernanda Colombo

Fernanda Colombo

Protagonista do último caso de ataque masculino, Fernanda Colombo, da Federação Catarinense, não cita o preconceito dos homens ao falar sobre a falta de arbitragem feminina na primeira divisão brasileira. Fernanda considera o teste físico uma das razões da quase década de ausência, mas surpreende ao citar o motivo principal. “A falta de incentivo e da própria iniciativa das mulheres em quererem apitar fazem diferença”, considera.

A projeção feita por Fernanda é a única a destoar. Mesmo depois de sofrer uma agressão verbal por um diretor do Cruzeiro após o clássico com o Atlético-MG, a catarinense acredita em uma mudança. “Com certeza é possível. Tudo indica que isso vai acontecer”, imagina. Falta definir como.

Na Playboy

Em maio, Fernanda assinalou impedimento inexistente no clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, pela Série A do Brasileiro, e virou assunto nacional. “Se ela é bonitinha, que vá posar na Playboy”, disse, à época, Alexandre Mattos, diretor de Futebol do Cruzeiro.

Fonte: Superesportes

Foto do dia: Programa de Assistência à Arbitragem no Chile

Carlos Chandia (Chile), Dr. Carlos Alarcón (Conmebol), Silvia Regina (Brasil), Oscar Ruiz (Colômbia) e Carlos Eugênio Simon (Brasil).

Carlos Chandia (Chile), Dr. Carlos Alarcón (Conmebol), Silvia Regina (Brasil), Oscar Ruiz (Colômbia) e Carlos Eugênio Simon (Brasil).

Silvia Regina é primeira mulher assessora de árbitros da Conmebol

Por mais uma vez em sua carreira, a atual diretora da Escola de Árbitros Flávio Iazzeti, Silvia Regina de Oliveira, inaugura um novo caminho para arbitragem feminina. Silvia será a assessora de árbitros no jogo entre Santos e Internacional de Porto Alegre, pela Copa Libertadores, que será disputado no dia 7 do próximo mês. Pela primeira vez em um jogo masculino da Conmebol, tal função será ocupada por uma representante mulher.

Honrada com a decisão, a diretora revela o significado dessa vitória tanto no nível pessoal, como no profissional. “É mais um trabalho em prol da arbitragem. Mas também é mais um desafio, mais uma conquista e mais um pioneirismo”, declarou Silvia, que já protagonizou várias outras vitórias do gênero no esporte — entre elas, o fato de ter sido a primeira mulher a apitar um jogo do Campeonato Brasileiro da Série A e também a primeira diretora de uma escola de árbitros no Brasil.

Mais que isso, Silvia explica a importância da função que desempenhará para o progresso da arbitragem no futebol. “O assessor fica com a responsabilidade de fazer um relatório sobre a atuação do árbitro na partida, identificando os pontos bons e os ruins. A posterior análise desse relatório, pela equipe de instrutores de arbitragem, possibilita a evolução do árbitro em questão e, consequentemente, da arbitragem em geral”, garante a diretora.

A partida ente Santos e Internacional está marcada para o dia 7 de março, às 19h45, em Santos.

Fonte: FPF
Link: http://www.futebolpaulista.com.br/noticias/%C3%9Altimas/2012/02/28/Silvia+Regina+%C3%A9+primeira+mulher+assessora+de+%C3%A1rbitros+da+Conmebol

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Pelotão de elite paulista faz pré-temporada

Os árbitros pré-selecionados para integrar o pelotão de elite, com vistas para o Paulistão 2012, já estão treinando em ritmo de pré-temporada desde Outubro. Os nomes dos escolhidos para o próximo ano ainda não foi divulgado, mas os trabalhos não param e são bem árduos e todos estão muito motivodos.

Vejam as fotos de alguns árbitros durante a prepação, que está sendo realizada nas dependências do Nacional em São Paulo.

Em pé: Paulo César de Oliveira, Marcelo Aparecido, Aurélio Santana, Leonardo Ferreira, Welton Wonrath, Wilson Seneme, Silvia Regina (instrutora). Agachados: Marcelo Rogério, Márcio Roberto, Luis Flávio Oliveira e Vinicius.

Árbitros assistentes.

Árbitros da FPF.

Árbitros assistentes.

Curso de alto nível para árbitras em Assunção

A Comissão de Árbitros da Conmebol realizará um Curso Teórico-Prático de Alto Nível para Árbitras, entre os dias 31 de agostos e 3 de Setembro, na cidade de Assunção no Paraguai. No mesmo também serão realizados testes físicos FIFA para as participantes.

O curso será patrocinado pela Confederação Sulamericana de Futebol e conta com o apoio do Programa de Desenvolvimento da Arbitragem da FIFA (RAP). O mesmo será dirigido pelas instrutoras Silvia Regina de Oliveira (Brasil – diretora da escola de árbitros da FPF/SP) e Ana Pérez (Peru), com a assistência dos intrutoras do RAP.

Lista das árbitras que assistirão ao seminário:

ARGENTINA
Estela Álvarez de Oliveira (Árbitra)
Salomé Di Iorio (Árbitra)
Maria Laura Fortunato (Árbitra Asistente)

BOLÍVIA
Cándida Colque (Árbitra)
Sirley Cornejo Arana Árbitra)
Liliana Bejarano (Árbitra Asistente)

BRASIL
Simone Xavier de Paula e Silva (Árbitra)
Ana Karina Marques Alves (Árbitra)
Francielli Da Costa Bento (Árbitra)
Eveliny Pereira Da Silva (Árbitra)
María Eliza Barboza (Arbitra Asistente)

CHILE
Carolina Gonzalez Urrutia (Árbitra)
María Belén Carvajal Peña (Árbitra)
Loreto Andrea Toloza (Árbitra Asistente)

COLÔMBIA
Yeimi Martinez Valverde Árbitra)
Viviana Muñoz (Árbitra)
Luz Amalia Ruiz (Árbitra Asistente)

EQUADOR
Juana Delgado (Árbitra)
Betty Tobar Lozada (Árbitra)
Mónica Amboya (Árbitra Asistente)

PARAGUAI
Norma Beatriz Gonzalez (Árbitra)
Cynthia Franco Meza (Árbitra)
Rossana Salinas (Árbitra Asistente)

PERÚ
Silvia Reyes Juarez (Árbitra)
Melany Bermejo Guerra (Árbitra)
Gabriela Moreno (Árbitra Asistente)

URUGUAI
Gabriela Bandeira (Árbitra)
María Alejandra Trucidos (Árbitra)
Claudia Inés Umpierrez (Árbitra)
Luciana E. Mascaraña (Árbitra Asistente)

VENEZUELA
Yercinia Correa Cuadrado (Árbitra)
Yanina Mujica Camacaro (Árbitra)
Isley Delgado (Árbitra Asistente)

Escola de árbitros paulista inicia mais um curso para formar novos talentos

Com 57 anos de existência, a Escola de Árbitros Flávio Iazzetti da Federação Paulista de Futebol inicia nesta segunda-feira, o curso preparatório para quem procura ingressar nesta carreira. Sílvia Regina de Oliveira, Roberto Perassi e Márcio Brandão serão os instrutores técnicos, com participações em pontos determinantes, de nomes como os de Cleber Wellington Abade e Vicente Romano Neto, além de convidados: Paulo Cesar de Oliveira, Carlos Eugênio Simon e Sálvio Spínola Fagundes Filho.

Aula inaugural do curso aconteceu no Salão Nobre da Federação Paulista de Futebol, que ficou lotado

Com 300 candidatos inscritos, 120 foram selecionados e terão a formação de um ano e meio, grade curricular extensa, exemplificando a regra do jogo e a parte prática.

O curso se dividirá em três módulos divididos por semestre onde o aluno irá aprender as regras do jogo, parte física, além de cumprir todo o teste aplicado pela FIFA e as suas diretrizes.

A diretora da Escola de Árbitros, Sílvia Regina mostrou-se empolgada com o início do curso. “É o primeiro como diretora que pego desde a abertura até o encerramento e espero formar o meu primeiro árbitro FIFA. Quero que os alunos tenham consciência do que é ser um árbitro de futebol, isso é o mais importante. Às vezes as pessoas fazem o curso e acham que irão apitar no Morumbi ou Pacaembu depois que se formarem. Quero que olhem a importância em ser árbitro também no sub 11, sub 15 e campeonatos femininos”, declarou a ex-árbitra.

Segundo pesquisa realizada na Escola de Árbitros a maioria dos inscritos já atuaram em jogos amadores de seus bairros ou cidades e por isso possuem alguma experiência na área, o que deve facilitar no entendimento das aulas.

Sobre a procura do público feminino, a instrutora do curso acredita que seja maior que no ano passado. “Elas se interessaram bastante, espero que a gente forme também árbitras que queiram apitar o jogo efetivamente”, afirmou Sílvia Regina.

Mayra é jovem, faz faculdade de esportes e viu na arbitragem uma possibilidade de seguir carreiraPara a aluna Mayra de Moura, de apenas 21 anos a paixão pelo esporte falou alto na hora de escolher uma área ligada ao futebol. “Tomei um rumo diferente de algumas amigas que é a parte de arbitragem e como faço faculdade de esportes me interessei pelo curso”, contou a postulante a ser árbitra futuramente.

Já Wendel Soares, de 26 anos, o curso é uma grande oportunidade em fincar seu nome no cenário do apito. “A expectativa é grande em fazer um curso legal e poder atuar. Realmente todo brasileiro sonha em ser jogador de futebol, mas compatível com isso, desenvolvi interesse pela arbitragem, tive vontade e curiosidade e tenho que aproveitar esta chance”, afirmou Soares.

Roberto Perassi, um dos instrutores, destacou a importância de ser um árbitro reconhecido e renomado. “Basicamente constitui em um futuro interessante para a arbitragem não só em São Paulo, como no Brasil e na América. Quando iniciamos o curso a visão é de futuro, de gente que venha desenvolver o seu trabalho e que atinja os maiores patamares possíveis”, analisou Perassi.

Segundo ele não existe nada melhor que ver um aluno que ele ministrou aulas se destacando no cenário. “A emoção é gigantesca, porque temos muitos árbitros que passaram por aqui e chegaram a níveis internacionais, por isso espero que agora não seja diferente e no futuro estes jovens cheguem ao estrelato”, contou Perassi.

Autor: Alessandro Yara Rossi
Fonte: Federação Paulista de Futebol
Link: http://www.futebolpaulista.com.br/info_texto.php?cod=49921

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Copa do Mundo feminina não terá nenhuma árbitra do Brasil

Ex-árbitras lamentam ausencia de brasileiras na lista das 51 selecionadas, divulgada nesta segunda-feira pela FIFA

A Fifa divulgou nesta segunda-feira a lista das 51 selecionadas para trabalhar na arbitragem da Copa do Mundo de futebol feminino. Não há nenhuma brasileira entre as selecionadas. Na última edição do Mundial, em 2007, a árbitra Sílvia Regina esteve na China.

Aposentada, Silvia trabalhou como monitora do processo de seleção. “A Fifa sempre buscou a excelência e fez um trabalho minucioso de garimpagem até chegar ao quadro final. Assim como é feito com os homens para a Copa do Mundo, as meninas passam por vários testes e o melhor momento de cada uma é que acaba determinando quem vai ser designada”, afirma.

Duas juízas, a argentina Estela Mary Olivera e a peruana Silvia Elizabeth Juarez, e quatro auxiliares sul-americanas estarão na Alemanha em junho na Copa do Mundo. Cleidy Nunes Ribeiro, de Santa Catarina, e Maria Eliza Barbosa, de São Paulo, foram indicadas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas acabaram não sendo selecionadas pela FIFA.

“É lamentável. Até vejo que temos uma dificuldade entre as árbitras, até porque as escolhidas são muito boas. Mas entendo que nossas assistentes estão à altura das que foram escolhidas”, afirmou a ex-auxiliar Ana Paula Oliveira, que não chegou a trabalhar em um Mundial, mas esteve nas Olimpíadas de 2004.

Maria Betina Odone, do Uruguai, Yoly Esperanza Colmenares, da Venezuela, Marlene Leyton, do Peru e Maria Eugenia Rocco, da Argentina, serão as assistentes da América do Sul. “Talvez tenha pesado o idioma, o fato delas todas falarem espanhol”, diz Ana Paula.

Quatro brasileiras estão no quadro de árbitros da FIFA: Francielli da Costa, de Minas Gerais, Ana Karina Marques, de Pernambuco e Simone Xavier, do Rio de Janeiro. Nenhuma delas, entretanto, não foi selecionada pela entidade para o Mundial.

Testes físicos e inglês
A Comissão de Árbitros da FIFA elaborou uma lista inicial de 500 árbitras para depois fazer um corte prévio e reduzir este número para 110 no fim de 2010.

Para compor a seleção definitiva, a entidade submeteu as aspirantes às provas regulares para comprovar a forma e as técnicas no campo, além do desempenho do inglês, idioma oficial da arbitragem.

A FIFA anunciou que submeterá todas as escolhidas a um último exame de forma física em Frankfurt, aproximadamente uma semana antes da partida inaugural do mundial, no dia em 26 de junho, no Estádio Olímpico de Berlim.

Fonte: ig
Link: http://esporte.ig.com.br/futebol/copa+do+mundo+feminina+nao+tera+nenhuma+arbitra+do+brasil/n1300083328535.html

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