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Árbitra brasileira está escalada para final do Mundial Feminino Sub-17

Tatiane Sacilotti

Tatiane Sacilotti

Hoje acontecem os jogos finais do Mundial Feminino Sub-17 de futebol realizado em Omã, capital da Jordânia. Estarão em disputa os jogos para definir a equipe terceira colocada e a grande final da competição para consagrar a equipe campeã do torneio.

Duas brasileiras foram convocadas para participar da competição, ambas pertencentes ao quadro de árbitras da Federação Paulista de Futebol. A árbitra Regildênia de Moura Holanda (baiana de nascimento) e a assistente Tatiane Sacilotti. Curiosamente as duas fizeram o curso de arbitragem da FPF no ano de 2014. Regildênia, porém, é a mais antiga no quadro da Fifa. Por outro lado, Tatiane vem atuando na primeira divisão de São Paulo há alguns anos, incluindo algumas finais estaduais.

As duas estiveram em um treinamento realizado pela Fifa em Miami no mês abril deste ano e confirmaram sua participação no mundial após intensivos treinamentos.

Regildênia atuou em 3 partidas durante o torneio: México 5 x 0 Nova Zelândia (reserva); Alemanha 1 x 1 Canadá (árbitra); Espanha 1 x 1 México (reserva).

Tatiane atuou em 2 partidas durante o torneio: Alemanha 1 x 1 Canadá (assistente 1); Espanha 1 x 1 México (assistente 1).

As duas partidas finais contam com a participação de árbitras representantes de vários países e de todos os 5 continentes do planeta.

O destaque fica para a presença de uma brasileira na grande final, feito inédito. Tatiane será a árbitra assistente reserva desta importante partida.

Disputa do Terceiro Lugar

Kate Jacewicz apita a final.

Kate Jacewicz apita a final.

Venezuela X Espanha
Árbitra: Ledya Tafesse (ETIÓPIA)
Assistente 1: Kylie McMullan (ESCÓCIA)
Assistente 2: Lucia Abruzzese (ITÁLIA)
Árbitra Reserva: Ekaterina Koroleva (EUA)
Assistente Reserva: Leslie Vasquez (CHILE)

Grande Final

Coréia do Norte X Japão
Árbitra: Kate Jacewicz (AUSTRÁLIA)
Assistente 1: Renae Coghill (AUSTRÁLIA)
Assistente 2: Uvena Fernandes (INDIA)
Árbitra Reserva: Anastasia Pustovoitova (RÚSSIA)
Assistente Reserva: Tatiane Sacilotti (BRASIL)

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Brasileiras estreiaram no Mundial Feminino Sub-17

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A árbitra Regildenia Holanda e a árbitra-assistente Tatiane Camargo são as representantes da arbitragem brasileira na Copa do Mundo Feminina Sub-17, que acontece na Jordânia. A dupla estreou na competição comandando o confronto entre Alemanha e Canadá no último dia 3 de outubro. A partida terminou empatada em 1 a 1.

Regildenia é árbitra FIFA desde 2012. Já Tatiane ingressou no seleto quadro neste ano. No mês de setembro, as duas árbitras participaram do Curso Rap-FIFA para árbitros de Elite promovido pela Escola Nacional da Arbitragem do Futebol da CBF, realizado em Águas de Lindoia, no interior de São Paulo. Na ocasião, elas comentaram sobre a expectativa da participação. Confira:

Fonte: CBF

Árbitras do Brasil convocadas para Mundial Sub-17 Feminino na Jordânia

jordaniaO mundial feminino de futebol sub-17 da Fifa – que ocorre a cada 2 anos – será disputado na Jordânia na edição de 2016 com início no dia 30 de Setembro e a final marcada para o dia 21 de Outubro em Amã. Ao todo serão disputadas 32 partidas, envolvendo seleções de 16 paises de todos os continentes do globo. O Brasil participará da competição e estreia contra a Nigéria dia 1 de Outubro.

A Fifa convocou o time de arbitragem responsável por comandar as partidas e chamou 2 árbitras brasileiras para integrar o grupo: a “paulista” Regildenia Holanda de Moura (baiana de nascimento, mas atua por São Paulo), e a árbitra assistente Tatiana Sacilotti, também de São Paulo.

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Bandeirinha elogiada pela CBF vende panquecas

24/11/2014 1 comentário

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A vida de bandeirinha não é fácil. Não há salário fixo e as escalas não são constantes. “Tem mês que faço cinco jogos, tem mês que são apenas dois, então é preciso ter uma outra fonte de renda”, diz Tatiane Sacilotti, de 29 anos, uma das duas paulistas que pertence ao quadro de árbitros da CBF.

Para melhorar a renda, não bastava dar aulas de hidroginástica em uma clínica de fisioterapia. Resolveu então juntar o útil ao agradável e, juntamente com a mãe Antonieta, montou a Casa das Panquecas. Que é a sua própria casa. “É um serviço de entrega. Nós temos 29 sabores, entre salgados e doces”, conta.

A paixão por comida é explicada, segundo Tatiana, pela ascendência italiana. “A gente gosta muito de comer e de fazer, então é gostoso demais. Eu e a mãe preparamos na hora, não tem nada de congelado e meu irmão e meu padrasto entregam”.

A ideia veio de uma conversa com Sara, a pastora da igreja que Tatiane frequenta na cidade de Cachoeira. “Antes, eu tinha o ‘espetinho da bandeirinha’, mas não deu certo porque era um estabelecimento comercial e eu tinha de ficar lá. Agora, não. É só receber o telefonema, fazer e entregar. Está dando certo porque é uma opção nova, em cidade pequena sempre tem lanche ou pizza, nós somos uma novidade”. Frango com catupiry e bacon, banana com canela e morango com chocolate são as mais pedidas.

Tatiane é uma das duas bandeirinhas paulistas – junto com Maisa Teles – que consegue passar nos testes físicos da CBF. Outras seis foram reprovadas.

Para isso, submete-se a uma rotina diária de muitos treinos físicos. Eles foram passados por Rogério Zanardo, árbitro e preparador físico. Tatiane trabalha diariamente, na companhia de Wladimir Nunes, amigo e colega de trabalho. “Ele me puxa muito, não deixa que eu desanime. Treinar com homem exige mais e faz com que eu melhore sempre”, diz.

Na pista, ela corre oito quilômetros diariamente. São muito piques de 100, 150, 200 ou 300 metros. Mais do que é exigido no teste. “A gente puxa mesmo, vai além do que é pedido para não se surpreender no dia da avaliação. Minha sorte é que o Zanardo é amigo e fez esse plano de trabalho sem cobrar nada. Além da pista, também faço muita ginástica na academia”

O teste físico masculino tem seis tiros de 40 metros. Cada um precisa ser feito em 6,2 segundos. Em seguida, são 20 tiros de 150 metros, com tempo de 30 segundos. A recuperação entre um tiro e outro é de 45 segundos. É o que se chama de recuperação ativa, pois o árbitro vai caminhando até o local de um novo tiro.

Para as mulheres, as distâncias são as mesmas, mas há mais flexibilidade nos tempo. Para 40 metros, pode-se gastar 6,6 segundos, para 150 metros, 35 segundos, com uma recuperação ativa de 50 segundos.

“Na Federação Paulista, aceitamos mulheres desde que passem pelo teste feminino. Não fazemos questão do masculino, que é muito puxado”, diz Marcos Marinho, responsável pela arbitragem. “Preferimos aprimorar a parte técnica. Nossas auxiliares são ótimas e poderiam apitar para a CBF, sem dúvida”.

Antonio Pereira da Silva, responsável pela arbitragem da CBF, é adepto do teste único. “O jogo é o mesmo, não interessa se é homem ou mulher, todos precisam ter o mesmo nível físico. Gosto da atuação das auxiliares. Estão muito bem”.

Tatiane prefere não falar em justiça. “Olha, eu não penso nisso. Sei que tem um teste, que tem um desafio e eu corro atrás. Não vou ficar pensando se é justo ou não. É um sonho que tenho de infância e que estou alcançando”.

Quando disse à mãe que gostaria de ganhar a vida apontando impedimentos, Tatiane se surpreendeu com a resposta. “Ela me apoiou na hora. Nem acreditei, acontece que a minha mãe nem gosta de futebol. Mas assiste todos os meus jogos. Ela exige silêncio na sala e fica roendo as unhas. Fica brava quando dizem que eu errei, mas ela não sabe se estava certo ou errado. O apoio dela foi muito bom”.

Foi em 2003, após ver um jogo entre Guarani e São Paulo, que Tatiane descobriu qual seria sua profissão. “Naquele jogo, estavam trabalhando a Silvia Regina, a Ana Paula de Oliveira e a Aline Lambert. Para mim, foi amor à primeira vista”.

Tatiane tem 1,60m e não tem medo de cara feia. Nem se for de Alessandro, ex-lateral do Corinthians, por exemplo. “Ele reclamou muito de uma marcação minha. Eu pedi para ele se acalmar e coloquei a mão no peito dele. Então, ele me deu um tapa, mas foi de leve, nem relatei para o árbitro.”

Quando anulou um gol do São Paulo contra o Santos, a torcida organizada divulgou seu perfil no facebook pedindo que fosse ofendida. E ela foi. “Eu li, me xingaram de vaca, piranha e um monte de coisa mais. Eu deixo para lá, sei que estava certa”.

Ao conseguir acesso ao quadro da CBF, Tatiane passou a receber R$ 1.100 por jogo na Série A, R$ 850 na B, R$ 375 na C e R$ 275 na D.

Fonte: Esporte UOL

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Festa Paulista premia os melhores trios de arbitragem

17/05/2011 1 comentário

Na noite de ontem foi realizada festa de premiação dos melhores do Campeonato Paulista 2011

Após 4 meses de disputa, chegou ao fim mais um Campeonato Paulista, organizado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), que na noite de ontem realizou uma festa de gala para premiar os melhores da Primeira Divisão Estadual.

O Santos Futebol Clube foi o campeão após uma incontestável vitória por 2 a 1 sobre o arquirrival Corinthians. O clube praiano faturou um prêmio no valor de 2,5 milhões de reais, enquanto o vice faturou 600 mil reais. O Oeste de Itápolis levou 250 mil por ter se sagrado campeão do Troféu do Interior e mais 100 mil pela sua colocação na fase classificatória.

Em conjunto com o jornal Diário de São Paulo, a entidade elegeu a seleção dos melhores jogadores do campeonato, que ficou assim:

Goleiro: Rogério Ceni (São Paulo);
Zagueiros: Chicão (Corinthians) e Edu Dracena (Santos);
Laterais: Cicinho (Palmeiras) e Léo (Santos);
Meio-campistas: Ralf (Corinthians), Elano (Santos) e Lucas (São Paulo);
Atacantes: Kleber (Palmeiras), Neymar (Santos) e Liedson (Corinthians);
Técnico: Felipão;
Craque do Campeonato: Neymar (Santos);
Revelação: Lucas (São Paulo);
Goleiro menos vazado: Deola (Palmeiras);
Artilheiros: Elano (Santos) e Liedson (Corinthians);
Craque do Interior: Fábio Santos (Oeste).

A premiação iniciou-se com os árbitros, onde os três trios vencedores foram anunciados. Em terceiro, que faturou R$ 50 mil, foi Guilherme Ceretta de Lima e seus assistentes Gustavo Rodrigues de Oliveira e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo; enquanto o segundo colocado que ficou com R$ 100 mil foi Luis Flávio de Oliveira e os assistentes Alex Alexandrino e Vicente Romano Neto.

Segundo melhor trio - Vicente Luis Flávio e Alex Alexandrino, ao lado do presidente da CEAF, Cel. Marcos Marinho

Terceiro melhor trio - Gustavo, Ceretta e Tatiane, com a diretora da escola de árbitros, Silvia Regina de Oliveira

O prêmio principal da arbitragem, que pagou R$ 200 mil ficou com o jovem Raphael Claus e os assistentes Mauro André de Freitas e Marco Antônio de Andrade Motta Junior.

Melhor trio do paulistão 2011 - Mario André, Raphael Claus e Marco Antônio, ao lado do presidente da FPF Marco Polo Del Nero

Ao todo, o Campeonato Paulista de 2011 distribuiu R$ 4,1 milhões em premiações.

As Árbitras do Paulistão 2011

Árbitras do Paulistão lidam com cusparada, ameaça de cartola e assédio da Playboy. Além de dedicadas, as árbitras do Campeonato Paulista também são vaidosas.

Maria Eliza é assistente do quadro da FIFA

Maria Elisa não entra em campo sem maquiagem. Tatiane não esquece o gel do cabelo e Regildênia limpa as chuteiras até com água mineral. Mais que a vaidade, essas mulheres têm em comum uma profissão bem masculina e, em campo, precisam esquecer o lado ‘mulherzinha’ para se impor como árbitra de futebol.

Além de conciliar duas profissões, elas convivem com as adversidades do jogo: xingamentos constantes da torcida, cobrança da imprensa diante de erros e situações mais complicadas como cusparadas e ameaças de dirigentes.

Árbitra assistente há dez anos, Maria Elisa Correia aprendeu a conviver com os percalços e ainda foi alçada ao posto de musa. A assistente foi convidada para posar nua na Playboy, em 2008, após a mais famosa das colegas, Ana Paula de Oliveira, trilhar o caminho e sair na capa da revista. Mas Maria Elisa manteve o foco no trabalho e não aceitou o convite, apesar de admitir ter ficado lisonjeada.

“Um dia te colocam como musa, um dia não vão colocar. Eu já achava que poderia acontecer por causa da Ana Paula, mas nem pensei em estudar a proposta. Não é minha linha de trabalho. Fiquei envaidecida, é bom te acharem bonita, mas não me iludo com isso”, disse ela, que reconhece a vaidade e não dispensa salto alto e maquiagem no dia-a-dia.

Maria Elisa concilia a carreira com a de professora de Educação Física em Ituverava, no interior de São Paulo. A bandeira tem chancela da Fifa e está acostumada à pressão dos clássicos paulistas. É com perfeccionismo que procura crescer. Ela grava todos os seus jogos para observar posteriormente e se orgulha das poucas falhas na carreira.

Tatiane Saciloti é uma das assistentes estreantes no paulistão 2011

Porém, já foi vítima da linha tênue que separa acertos e erros. Na final do Paulista de 2010 entre Santos e Santo André, Maria Elisa assinalou impedimento num gol legal do time do ABC. “Eu errei, me cobro muito, mas bola pra frente. Em dez anos de carreira, talvez tenha três erros de que as pessoas se lembram. Por ser um meio masculino, acho que dão mais ênfase aos erros das mulheres”, ponderou.

Tatiane Saciloti ainda vai entender essa pressão. Em 2011, fará sua estreia na Série A1 do Paulistão como assistente, mas já com a bagagem adquirida ao longo dos sete anos que passou nas divisões inferiores.

Na Série A2, em uma partida do Velo Clube, ela teve de sair de campo com a camisa toda molhada por causa das cusparadas da torcida, mas manteve a concentração e terminou o jogo normalmente. O momento mais tenso da carreira, no entanto, foi ser ameaçada pelo dirigente de um clube do interior, que chutou a porta do vestiário após a partida e ameaçou: “você não sai daqui viva”.

Apesar de ter apenas 24 anos, ela fala com naturalidade e admite que interferir no resultado é o pavor de qualquer árbitro, além de jamais rever um lance no intervalo e de, muitas vezes, faltar convicção nas marcações de impedimento. “Bate a dúvida, mas não dá para pensar em nada. Tenho que decidir e pronto. Em três segundos”.

Quem fatalmente irá passar por esse tipo de polêmica no Paulistão-2011 é Regildênia de Holanda Moura. A central trabalhará como árbitra adicional atrás do gol na nova função criada para ajudar em lances polêmicos na grande área.

Mas ela não se intimida, ao contrário, gosta do desafio. Prova disso é que está entre as três únicas árbitras centrais do quadro da Federação Paulista de Futebol para apitar o estadual. Para se impor diante dos homens, ela deixa o alegre jeito nordestino de lado e incorpora a cara sisuda.

Regildênia estreou como árbitra adicional na primeira divisão

“Acho que as mulheres preferem bandeirar porque se intimidam no centro do campo. Não vou me achar a menininha do jogo, não fico melindrada. O cara vai testar e preciso ser forte. Mas é gostoso quebrar tabus, vencer algo mais difícil. Parece droga, veneno na veia”, afirmou.

Regildênia escolheu ser central justamente por causa de um homem, o ex-marido, que a aconselhou dizendo que era mandona e autoritária demais. Ela leva a profissão tão a sério que decidiu não ter filhos, tampouco outra atividade.

Agora, terá um ganho financeiro importante, já que um árbitro central da Série A1 ganha cerca de R$2 mil por jogo, enquanto o assistente recebe R$1 mil. Na Série A2, os valores caem praticamente pela metade e diminuem proporcionalmente de acordo com as divisões. Compensação para quem tem a dificil tarefa de aliar a vaidade feminina à firmeza para conter atletas, torcedores e dirigentes raivosos.

Fonte: UOL Esporte
Link: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/01/18/arbitras-do-paulistao-lidam-com-cusparada-ameaca-de-cartola-e-assedio-da-playboy.jhtm

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