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Grupo inglês quer permitir uso de câmeras pelos árbitros para evitar agressões

A Football Association (FA), da Inglaterra, recentemente divulgou o número de 111 casos comprovados de agressão a árbitros na última temporada. É uma média de 3 casos por semanas, sem contar os casos não comprovados ou não relatados.

Existe uma grande preocupação naquele país com o número crescente de agressões aos árbitros, inclusive a garotos menores de 18 anos que estão iniciando na carreira. A FA tem atuado de modo a coibir a violência diminuindo a pena mínima de suspensão em casos de agressão contra alguém da equipe de árbitros, embora isso não parece ter surtido o efeito esperado. Em um caso recente ocorrido em outubro deste anos, um árbitro agredido e hospitalizado, sendo vítima de uma cabeçada aplicada por um jogador que perdeu a cabeça na partida.

A Ref Support, uma entidade pró-árbitros, tomou a frente nessa discussão pedindo por mudanças para proteger a classe do apito. Com o intuito de proteger os árbitros de futuros casos de agressão, a entidade tem trabalhado para pedir mudanças nas regras do jogo para permitir que os juízes possam portar consigo uma câmera portátil presa ao corpo (chamada de bodycam). A ideia é que o dispositivo possa não apenas gravar imagens dos fatos, mas também coibir atitudes agressivas ou abusivas contra os árbitros ou mesmo outros participantes. Pais, treinadores, gestores e jogadores querem que a experiência da prática do futebol seja mais prazerosa, privilegiando o jogo bonito. E todos eles estão dispostos a erradicar a violência dos gramados.

Ryan Hampson, um jovem árbitro de Manchester, está engajado em fazer as mudanças acontecerem e criou uma petição online na internet para pedir apoio das pessoas para levar a discussão até o parlamento inglês para que seja feito um lobby com a FA a fim de conseguir aprovar as mudanças nas regras e permitir o uso da bodycam. O próprio Ryan disse já ter sido vítima de todo tipo de agressão no campo.

– “Já levei cabeçada, cuspiram em mim e até um soco me deram, só para dizer apenas algumas agressões que já sofri” – contou o jovem que diz depositar todas as suas esperanças na FA para que ajude a acabar com a violência.

Um problema recorrente naquele país, que também faz parte da realidade brasileira, é que muitos dos casos de agressão reportados para os organizadores das competições nem sempre são investigados ou punidos como deveriam, dando uma sensação de impunidade ou pouco caso com a seriedade dos fatos. Outro ponto que contruibui para a continuidade desses abusos é que poucos árbitros relatam as agressões ou então omitem informações relevantes. A FA disse estar empenhada em melhorar o panorama e vai renovar a comunicação da sua campanha “Respeito”. A sub-sede de Manchester disse que vai dar mais apoio a seus árbitros e promete visitar o árbitro agredido nas primeiras 24 horas do incidente e reportar o caso para a polícia.

O site da BBC News publicou um vídeo da entrevista (em inglês) com Ryan contando sobre esta iniciativa.

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Bandeirinhas têm celulares furtados em jogo no RJ

26/09/2017 1 comentário

Duelo pela quarta divisão tem WO de mandante em estádio com apenas um vaso sanitário (sem tampa) e quase nada de gramado.

Imagine a cena: o trio de arbitragem vai a campo para comandar uma partida da quarta divisão do Rio de Janeiro. No gramado que mais parece um terrão, o time mandante não dá as caras, e o juiz sacramenta o WO. Quando voltam ao vestiário, a surpresa: os celulares dos bandeirinhas foram furtados.

Bem poderia ser roteiro de filme, mas não. Aconteceu no folclórico estádio Joaquim Flores, em Nilópolis (município da Baixada Fluminense), que tantas vezes já foi tema de outras polêmicas (campo com linhas tortas, fezes e ameaça de morte de jogador “amigo de bandidos”).

Polêmica em 2013 sobre marcação do campo.

O Heliópolis, mandante do jogo, não compareceu, mas vendeu ingressos: cem bilhetes que renderam R$ 750. Uma loucura. O Paraíba do Sul, time visitante, foi a campo, mas não viu a cor da bola. Uma situação bizarra.

Os assistentes – Rafael Vieira e Rafael Almeida – registraram Boletim de Ocorrência relatando o furto dos celulares.

“Ao retornar ao vestiário de árbitros, onde tínhamos deixado nossos pertences, na sede do clube Nova Cidade …….. demos falta de nossos celulares, apesar do vestiário não ter porta, o controle e saída deste vestiário ficou na responsabilidade do presidente do clube Nova Cidade, que ao ser perguntado se as chaves ficariam conosco disse que precisava esperar o time mandante da partida”, relataram no BO.

Confira abaixo o relatório do delegado da partida: um vaso sanitário sem tampa para todos, linhas tortas e gramado falho em todo o campo.

Abaixo, o boletim de ocorrência:

Este era o estado da linha lateral do campo relatado pelo árbitro em uma partida em 2013 no mesmo local. Naquela ocasião, um jogador da equipe da casa agrediu o árbitro Edson Alves de Carvalho com um soco após ter sido expluso. Não contente, o jogador ainda ameaçou de morte o árbitro, dizendo conhecer bandidos da região. Tenso!

Fonte: Globo Esporte

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Árbitra é agredida no amador no México

A entidade mexicana que representa os árbitros profissionais, chamada La AMA (Associação Mexicana de Árbitros), publicou em seu Twitter uma nota de repúdio sobre a agressão cometida contra uma árbitra em um jogo amador naquele país.

A árbitra Rosa Ángela García, que pertence ao quadro de árbitros amadores, teve ferimentos na cabeça causando sangramente, conforme a foto publicada pela AMA. Ainda não se tem mais informações sobre o que motivou este ato violento e inaceitável, nem como tudo aconteceu.

Esperamos que os fatos sejam devidamente apurados e os responsáveis sejam punidos nas esferas desportiva e criminal.

Árbitro saca revólver após levar soco no amador em MG

Caso aconteceu na manhã de domingo durante partida no estádio Starling Soares, em Passos (MG); após confusão, jogador saiu correndo e pulou alambrado.

Um árbitro que apitava uma partida de um campeonato amador no Estádio Starling Soares, em Passos (MG), sacou uma arma para um jogador que o agrediu na manhã deste domingo (25). Segundo informações de testemunhas, a confusão aconteceu durante a partida entre Oriente e Industrial, válida pelo Campeonato Regional Amador.

Conforme os relatos de testemunhas, quando a partida estava em 30 minutos do 2º tempo, um pênalti foi marcado contra o Industrial, da cidade de Itaú de Minas (MG). Exaltados, os jogadores foram reclamar e uma confusão começou. Nisso, um dos jogadores teria dado um soco no árbitro. Logo depois, o árbitro foi até o banco de reservas e pegou a arma e um par de algemas de uma bolsa. Armado, ele voltou para o gramado. Ainda conforme testemunhas, o jogador saiu correndo e pulou o alambrado do estádio.

Em contato com a produção da EPTV Sul de Minas, o árbitro Camilo Eustáquio, que também é policial civil, disse que agiu cumprindo a lei, já que houve um crime de lesão corporal e ele como policial pode dar voz de prisão. Ele também informou que acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal. O técnico da equipe de Itaú de Minas também teria registrado um boletim de ocorrência por abuso de autoridade.

Após a confusão, a partida foi suspensa. O GloboEsporte.com tentou contato com a Liga Passense de Esportes, que promove o campeonato, mas até a publicação desta reportagem, nenhum representante havia atendido as ligações.

Fonte: Globo Esporte

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Jogador francês de Rugby é banido após agredir árbitro

A federação francesa decidiu pela punição a Hedi Ouedjdi que deixou o árbitro Benjamin Casty inconsciente após uma agressão em uma partida.

O jogador francês de rugby Hedi Ouedjdi foi banido do esporte após agredir o árbitro Benjamin Casty durante uma partida entre o St Esteve, seu time, e o Toulouse pela semifinal da copa da França. Após ser excluído da partida por Casty, Oudedjdi perdeu o controle, agrediu o árbitro e ainda trocou socos com um dos atletas do outro time que o questionou.

– O jogador não só comprometeu a integridade física do árbitro Benjamin Casty, mas também manchou a imagem de um esporte que não é acostumado a atos tão repulsivos. A federaçã está determinada a não perdoar nenhum jogador, líder ou torcedor que não mostre respeito às decisões da equipe de arbitragem, cargo que tem sua dificuldade provada a cada final de semana – justificou o porta-voz da federação francesa.

Os problemas de Ouedjdi não devem acabar com o banimento. O árbitro irá acionar o atleta na justiça por conta da agressão. Apesar de muito físico, o rugby é conhecido por ser um esporte em que o atletas respeitam as decisões do árbitro e, diferentemente do futebol, raramente questionam os juízes.

Fonte: Globo Esporte

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Árbitro encerra partida após brigas e invasão em clássico do DF

Jogadores de Gama e Brasiliense iniciam confusão aos 40 minutos do segundo tempo, briga se estende para as arquibancadas e partida é encerrada com placar de 1 a 1.

Líder e vice-líder do Candangão, Brasiliense e Gama vinham travando um duelo intenso em campo na tarde deste domingo, com de costume nos encontros dos dois times, protagonistas do principal clássico do futebol do Distrito Federal. Porém, a rivalidade passou dos limites na reta final da partida. Aos 40 minutos do segundo tempo, um desentendimento entre o atacante Nunes, do Jacaré, e o lateral-direito Dudu Gago, do Gama, acabou se transformando em briga entre jogadores e membros das comissões técnicas dos dois lados. A confusão rapidamente se estendeu para as arquibancadas, torcedores dos dois times invadiram o gramado e entraram em confronto, que só terminou já fora do estádio. Episódio lamentável, que manchou a rodada mais aguardada da fase de classificação. Com o campo tomado por policiais e muito gás de pimenta, o árbitro Almir Camargo optou por encerrar a partida cinco minutos antes do fim do tempo regulamentar, quando o placar estava empatado em 1 a 1.

A partida já vinha sendo marcada por alguns lances ríspidos em campo, mas, até então, nada fora do normal. Intensidade típicas da rivalidade entre os dois times. A cinco minutos do fim do jogo, com o placar empatado em 1 a 1, o atacante Nunes, do Brasiliense, e o lateral-direito Dudu Gago, do Gama, que já vinham se estranhando desde o primeiro tempo, se envolveram em mais uma jogada dura. Outros jogadores que estavam próximo do lance correram para tirar satisfação e a confusão se transformou em briga generalizada.

A polícia militar entrou em ação para tentar conter as trocas de socos e pontapés entre jogadores e integrantes das comissões técnicas dos dois times. Foi então que alguns torcedores começaram a pular os alambrados e invadir o campo. Quando um representante do Gama arrancou uma faixa da torcida do Brasiliense da grade atrás do gol, os ânimos se exaltaram de vez e houve muita pancadaria, principalmente entre os membros das organizadas dos dois times.

Levou cerca de 10 minutos para a polícia conseguir acalmar a situação em campo. A maior parte dos torcedores que não tinham se envolvido na briga já tinha deixado o estádio, além do campo ter ficado tomado por gás de pimenta. Os dois times foram para os vestiários e o árbitro Almir Camargo deu o jogo como encerrado com o placar em 1 a 1.

Fora do estádio, a polícia continuou tendo trabalho. Parte da torcida organizada do Gama continuou tentando chegar até onde estavam os torcedores do Brasiliense, provocando mais correria e confronto com as forças de segurança.

Jogadores criticam arbitragem e se desculpam

Um dos mais experientes do elenco do Brasiliense, o atacante Reinaldo, ex-Flamengo e São Paulo, que marcou o gol do Jacaré na partida, lamentou bastante o ocorrido. Segundo o camisa 11, todos os envolvidos no jogo têm responsabilidades na confusão. Ele também criticou a arbitragem que, segundo o atacante, não soube conduzir a partida.

– Acho que a culpa é de todo mundo. Primeiramente, tem que partir do árbitro. Ele que é a autoridade em campo. Acho que se soubesse que o jogo ia para a violência, já tinha que ter colocado para fora quem quer que fosse, do Gama ou do Brasiliense. Os jogadores dos dois times também têm culpa, sem dúvida nenhuma. Ficamos muito tristes com esse fato de hoje. A gente torce para que ninguém tenha saído machucado, mas é algo que nos deixa muito tristes. A culpa é de todos, jogadores, arbitragem, e também daqueles torcedores que vêm só para brigar – disse Reinaldo.

O capitão do Gama, o zagueiro Pedrão, reforçou as reclamações da arbitragem.

– É uma mancha no clássico. Mas vai manchar sempre enquanto não tiver um árbitro com pulso para um jogo desses. Ele já tinha apitado outro jogo com confusão – afirmou Pedrão.

Policial fica ferido, mas ninguém é preso

Apesar da cenas de violência presenciadas por quem esteve no estádio, ninguém foi detido. Um policial militar ficou ferido, com um corte no rosto, mas foi socorrido ao hospital e está fora de perigo. Nenhum torcedor deu entrada nos hospitais com ferimentos, mas a equipe de brigadistas que atuou no estádio informou que foram feitos cerca de 30 atendimentos de pessoas que sofreram ataques de hipertensão e mal estar provocados pela correria e as bombas de gás estouradas no campo.

Comandante do efetivo de 180 policiais militares que trabalharam no jogo, o capitão Anderson Pierre acredita que atuação das forças de segurança, a princípio, foi correta. No entanto, será analisado durante a semana se houve alguma falha. O militar ainda lamentou o fato de a confusão ter começado entre os próprios jogadores.

– A operação foi feita dentro da normalidade, mas ainda vamos apurar se houve alguma falha. Senti que talvez possam ter faltados os policiais “pinças” (infiltrados posicionados perto das torcidas para evitar invasão de campo). Infelizmente, começou com o comportamento dos jogadores. Espero que façam valer o Estatuto do Torcedor, que prevê punição para qualquer agressão em campo. Espero que os responsáveis sejam punidos – disse o capitão Pierre.

A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) informou por meio de nota que irá aguardar a súmula do árbitro, além do relato do delegado da partida, para juntamente com o Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal (TJD-DF) analisar os fatos e punir os responsáveis.

Bola fica em segundo plano

Gama e Brasiliense vinham fazendo um bom duelo até a partida ser ofuscada pela confusão. Intenso e com boas oportunidades de gol de ambos os lados, o jogo teve um primeiro tempo um pouco mais amarrado, influenciado também pelo sol escaldante que castigou os dois times. Ainda assim, não faltaram oportunidades de gol nos primeiros 45 minutos: Reinaldo e Souza levaram perigo pelo lado do Brasiliense, enquanto Felipe Assis desperdiçou pelo Gama.

Na volta do intervalo, com a sombra já tomando conta de toda a área do campo, o jogo ficou mais acelerado e o primeiro gol saiu logo aos quatro minutos. Em cobrança de falta da entrada da área, Baiano rolou para Roberto Pitio bater firme no canto direito do goleiro do Brasiliense: 1 a 0 para o Gama.

O Jacaré não se intimidou e foi com tudo para cima dos donos da casa logo na sequência. A recompensa veio aos oito minutos, quando Souza cobrou escanteio e a bola sobrou nos pés de Reinaldo, sozinho, na segunda trave, para empatar: 1 a 1.

Após os gols, a partida continuou aberta, com boas oportunidades dos dois lados. Luquinhas deu trabalho para a defesa do Gama, enquanto Baiano, por pouco, não marcou o segundo do Periquito em cobrança de falta. Conforme o fim ia se aproximando, a tensão entre os jogadores também cresceu, até que começou a confusão a cinco minutos do encerramento.

Próximos jogos

Os dois times agora terão um período de descanso e só voltam a atuar no outro fim de semana.

No sábado, dia 18, o Brasiliense recebe o Brasília, no Abadião, às 16h.

No domingo, dia 19, será a vez de o Gama ir até Paracatu, enfrentar os donos da casa, também às 16h (horários de Brasília).

Fonte: Globo Esporte

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Como o tráfico de drogas influenciou a arbitragem na Copa Libertadores

06/12/2016 1 comentário

Clube que hoje é respeitado no mundo todo pela sua demonstração de humanidade e apoio incondicional às vitimas da tragédia da Chapecoense, o Atlético Nacional já teve episódio manchado por influência do crime organizado.

No ano de 1990, auge da atuação do Cartel de Medelim (Colômbia), comandando pelo narco traficante Pablo Escobar, uma das maneiras que o crime organizado encontrou de lavar dinheiro e de ganhar carisma da população local foi patrocinando equipes de futebol pelo país, como o Independiente de Medellín e o próprio Atlético Nacional.

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Durante a disputa da Copa Libertadores da América no ano de 1990, uma grande suspeita pairou sob a partida da equipe Atlético Nacional contra o Vasco da Gama, vencida pelos colombianos por 3 a 2. O árbitro uruguaio Daniel Cardellino confessou que recebeu ameaças de morte, além de uma oferta de 20 mil dólares para ajudar o Atlético Nacional a vencer a partida de volta das quarta-de-final. Era a famosa tática do “chumbo ou dinheiro” praticada pelos barões das drogas a fim de coagir as pessoas à base do medo, violência e suborno.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, em 2014, Eurico Miranda, presidente do Vasco, afirmou que “havia caras com metralhadora no vestiário, tinha cartel de Medellín no meio”.

Após a denúncia, a Conmebol decidiu que a partida deveria ser jogada novamente, porém em solo neutro, para evitar influência no resultado. O jogo foi disputado no Chile e os colombianos voltaram a vencer os cariocas pelo placar de 1 a 0.

O árbitro argentino Juan Bava contou uma história similar em um dos empates em 1989. Ele recebeu uma oferta de um milhão de dólares para favorecer o Atlético Nacional enquanto tinha uma arma apontada para sua cabeça.

Em novembro de 1989, o assistente Álvaro Ortega foi morto a tiros em Medelim. Semanas antes de sua morte, Ortega havia anulado um gol do Independiente de Medelín em um jogo decisivo contra o América de Cáli. A federação local foi pressionada pela Fifa e pela Conmebol e decidiu suspender o Campeonato Colombiano daquele ano, que terminou sem um campeão.

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