Ex-árbitra paulista é referência em intercâmbio nos Estados Unidos após carreira nos gramados

Ser árbitro de futebol nunca foi uma tarefa fácil. Tampouco desprazerosa. A paixão pelo esporte é o grande combustível desses abnegados profissionais, que dão seu suor e trabalham duro para apitar partidas mundo afora, das grandes partidas nos maios estádios e clássicos do planeta, até os campinhos de terra e sem o glamour da elite profissional.

O blog Refnews conta hoje uma breve história de uma profissional da arbitragem paulista que autou em competições do estado e nacionalmente, pela pura vocação pelo ofício do apito e da bandeira.

A árbitra assistente Graziele Maria Crizol nasceu no ABC paulista e fincou lá suas raízes. Porém, não se limitou a transitar apenas naquela região. Sua curiosidade a levou a muitos lugares por ai, e a arbitragem foi o meio que proporcionou a ela experiência de viver o amor pelo futebol e a oportunidade de trabalhar com o que mais gostava.

Grazi, como é conhecida no meio futebolístico, iniciou sua carreira na arbitragem em 2004, quando cursou a formação de árbitros na escola de arbitragem da Federação Paulista de Futebol. No ano seguinte, como todos os demais recém-formandos, ela começou a trabalhar em jogos oficiais das categorias de base e das competições femininas do estado de São Paulo, atuando como árbitra assistente, a famosa bandeirinha.

Naquela época, brilhavam no cenário nacional nomes como o do árbitra Silvia Regina de Oliveira e da assistente Ana Paula de olivira. Apesar do sobrenome, elas não tem nenhum parentesco em comum. Silvia apitava competições da elite nacional e chegou a comandar clássicos no Campeonato Brasileiro e no Campeonato Paulista e até alcançou o topo quando recebeu o escudo da FIFA e participou de competições internacionais, incluindo os Jogos Olímpicos.

Por serem residentes do ABC, Silvia e Grazi eram bem próximas. Grazi também se espelhava na amiga e a tinha como mentora para ajudar no seu desenvolvimento de carreira. Além do fato de que Grazi sempre foi uma pessoa alegre, divertida e comunicativa, a tornou querida e simpática no meio esportivo.

Por toda essa desenvoltura e por suas qualidades profissionais, que a ajudaram a ter uma carreira promissora na bandeira, Grazi conquistou rapidamente certo reconhecimento e fama na carreira. A paulista, que atuou pela FPF/SP e pela CBF, foi tema de diversas reportagens e matérias de jornal, televisão e da grande mídia na internet. Seja por suas qualidades dentro do campo de jogo, por sua simpatia e até pela beleza feminina que possui. Além disso, o fato de ser uma mulher inserida no meio do futebol sempre despertou certa curiosidade nas pessoas. Ao lado de uma legião de outras árbitras e assistentes que atuaram em sua época ou antes, ela ajudou a quebrar barreiras e preconceitos, dando mais espaços às mulheres de hoje no esporte.

Com a fama vieram os convites para Grazi participar de diversos jogos festivos e de empresas pelo país. A bandeirinha virou a grande atração nos gramados, junto com empresários e jogadores e ex-jogadores famosos. Em 2011, o site da Folha.com/BOL publicou uma reportagem a seu respeito.

Mas nem tudo são flores em sua carreira. A exigência física que é imposta aos árbitros e assistentes, seja pela dinâmica atual do futebol ou pelas cobranças que esses profissionais têm para se manter em forma, causou problemas de ordem física em Grazi. Seu joelho sofreu e ela sentiu o trauma causado pelo esforço que um profissional de alto rendimento é submetido. Por conta de dores e limitações adquiridas, ela teve de se afastar dos gramados e se submeter a um tratamento fisioterápico. Mesmo assim, sua carreira não foi mais a mesma. Ela ainda conseguiu continuar atuando nos jogos festivos, mas não em nível profissional mais.

Como uma virada em sua vida, Grazi acabou se mudando para os Estados Unidos em 2015 para estudar inglês na cidade de Los Angeles. Ela se apaixonou pelo lugar e resolveu que seguiria sua vida por lá. Não diferente de sua obstinação profissional nos gramados, Grazi logo chamou a atenção dos gestores da escola Language Systems, onde ela estudava e foi convidada a ficar e trabalhar lá.

Dizem que, uma vez árbitro de futebol, nunca deixa de ser árbitro. E imbuída dessa paixão, Grazi persistiu e fio atrás de atuar na função de assistente, mas agoram em gramados yankee. Ela conseguiu uma aproximação com as ligas de futebol da Califórnia e atuou em diversos jogos pela região. Hoje em dia, no entanto, ela não atua mais no futebol e se dedica ao seu trabalho na escola de inglês na qual trabalha na função de marketing e representante. A escola tem alunos de várias partes do mundo, porém, 47% deles vêm do Brasil. E a habilidade profissional de Grazi é a grande responsável por esse número fantástico.

Parece que agora Grazi vive em seu Eldorado. Ela achou de vez o seu lugar preferido no mundo, embora sempre leve consigo no coração a saudade de Santo André, onde nasceu, e de sua família e amigos. De vez estabelecida em Los Angeles, a ex-bandeirinha não pretende voltar ao Brasil para viver.

– O Brasil é meu país que amo, minha origem, mas agora só volto para passar férias e rever pessoas queridas – comentou Grazi.

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Jogador confessa que marcou gol irregular e árbitro invalida o tento

Autor de gol, lateral confessa a juiz que bola rasgou a rede e entrou por fora: “Consciência falou”.

Líder do Campeonato Piauiense, o 4 de Julho perdeu pela primeira vez no estadual, o 3 a 1 para o lanterna Piauí, no estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina. No revés, um lance curioso no segundo tempo da partida. O lateral-esquerdo Neguinho Paraíba finalizou, e a bola entrou para o gol. O próprio jogador e o banco do Colorado comemoraram o que seria o empate. Contudo, a bola furou a rede e entrou pelo lado de fora.

Neguinho chegou até vibrar, mas disse que conversou com o árbitro da partida Antônio Francisco Cordeiro após o lance e revelou que a bola tinha passado por fora. O juiz foi conferir se realmente a rede foi rasgada. E deu um nó no material para a sequência da partida.

– Vai que cola (sobre a comemoração) – comentou Neguinho Paraíba.

Completando:

– Mas a consciência falou, falei para o árbitro que a bola não entrou. Agora é não deixar a peteca cair. A bola foi por fora, infelizmente. Peguei o chute na veia, mas não pegou tanto na veia, assim como foi na rodada passada. Não vou dizer que a bola entrou, não sou menino, juvenil, dizer que foi gol. Vamos trabalhar nessa semana para pegar o Parnahyba em casa – comentou o jogador.

Fonte: Globo Esporte

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O exemplo de apoio e liderança de um árbitro

Na cerimônia protocolar antes do início da partida entre Monterrey e Lobos, válida pela rodada 5 do Campeonato Mexicano, um garotinho portador de síndrome de down ficou incumbido da heroica missão de ler uma mensagem de paz aos espectadores e fãs de futebol.

Ao se aproximar da arbitragem e dos capitães das equipes no centro do campo, o menino acabou ficando um pouco confuso e perguntou o que deveria fazer. O árbitro do jogo, Eduardo Galván Basulto, com grande espírito humano, deu total apoio ao jovem e tentou tranquilizá-lo para que ele pudesse ler o texto do pedaço de papel ao microfone.

Ao começar a leitura, o público todo aplaudiu a ação do árbitro e a bravura do garoto. Linda atitude.

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Criatividade de árbitro paulista vira um bom negócio

O árbitro paulista Thiago Mattos sempre gostou de fazer trabalhos artesanais desde a sua infância, quando já arrumava bicicletas e outros artigos. Sua habilidade manual acabou virando um hobby e uma paixão, mas agora é também um negócio novo.

No ano passado, Mattos foi aos Estados Unidos apitar em uma famosa competição internacional para crianças e adolescentes, que recebe árbitros de todos os lugares do mundo. Pela ocasião ele teve a ideia de confeccionar alguns chaveiros com o tema da arbitragem para trocar como souvenir com árbitros e atletas de outros países, como forma de colecionar recordações dessa experiência. Sua ideia fez sucesso por lá e ele pode trocar diversos itens durante a competição.

Quando retornou ao Brasil, motivado pelo resultado inesperado, Mattos começou a produzir outros artigos e a oferecer a colegas árbitros mais próximos. Além dos chaveiros, ele também criou moedas e cartões com estilos personalizados, bem diferentes dos que se encontram normalmente nas lojas de artigos esportivos. E para sua surpresa, sua ideia também deu certo e os pedidos começaram a aparecer de todos os lados.

O novo empreendedor não parou por aí com as boas ideias e passou a criar outras novidades, como placas e troféus para homenagear árbitros e assistentes. Até árbitros famosos e de renome nacional já encomendaram seu trabalho.

Agora promovido ao quadro de árbitros da CBF, Thiago se divide entre treinamentos, viagens, jogos, a profissão de instrutor físico e o artesanato.

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Clássico Mineiro teve árbitro lesionado substituido

28/01/2019 1 comentário

No primeiro grande clássico mineiro da temporada 2019, entre Atlético-MG e Cruzeiro, o árbitro da partida, Wanderson Alves, sofreu uma lesão na coxa e recebeu atendimento médico em campo.

Por conta disso, a partida ficou paralisada por cerca de 3 minutos no segundo tempo. Mesmo assim o árbitro não teve condições de continuar apitando, apesar dos cuidados do médico do Cruzeiro.

Em seu lugar, o quarto árbitro Ronei Cândido assumiu o apito, porém não estava totalmente preparado para comandar o jogo, pois calçava um tênis no lugar de uma chuteira mais apropriada. O clássico terminou em 1 a 1.

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Juiz anula gol de goleiro nos acréscimos e é agredido com chute atrás

O domingo do goleiro do Manlleu, time da divisão regional da Catalunha, foi do céu ao inferno em minutos. Ivan deixou a área e foi para o ataque num escanteio nos acréscimo do segundo tempo, quando a equipe perdia em casa por 1 a 0 para o San Cugat. A bola sobrou alta e ele chegou antes do goleiro adversário empurrando para as redes.

Enquanto Ivan corria para a lateral do campo comemorando com os companheiros de Manlleu, o elenco do San Cugat cercou o juiz reclamando que a finalização foi com a mão, o que de fato ocorreu. O lance foi anulado e o goleiro ajoelhou na frente do árbitro pedindo que a falta não fosse anotada.

O árbitro ignorou os apelos, virou as costas e começou a caminhar. Neste momento, Ivan ajeitou o corpo e emendou um chuta nas nádegas do juiz. Ele foi ao chão e um atleta do Manlleu correu para ajudá-lo. Jogadores dos dois times trataram de afastar Ivan do local.

O Manlleu publicou uma nota em seu Twitter prometendo tomar providências e dizendo que a agressão é reprovada pelo clube. 

“Nós condenamos o incidente infeliz que aconteceu hoje em casa contra San Cugat, um fato que é totalmente alheio aos valores da AEC Manlleu. As medidas necessárias serão implementadas e tomadas”.

Fonte: UOL Esporte

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Árbitra fará história na NFL

Quando Gerry Austin, ex-árbitro e supervisor da NFL, recebeu a ligação de um antigo colega de trabalho sobre uma pessoa que estava se destacando na arbitragem do futebol americano escolar, não hesitou em perguntar: “Qual é o nome dele?”. A resposta que recebeu, porém, foi motivo de choque. “O nome dele é Sarah”.

Isso aconteceu em 2007, quando Sarah Thomas completava 10 anos de arbitragem na modalidade escolar (high school) e esperava por uma chance pouco provável no futebol americano universitário. Até então, não havia nenhuma mulher que tivesse conseguido esse feito. Não à toa, Thomas pensou seriamente em desistir e voltar para casa para cuidar dos filhos. Mas aí veio a chance na NCAA, a liga universitária do futebol americano nos Estados Unidos. Depois, em 2015, ela rompeu todas as barreiras que ainda lhe tentavam impor se tornando a primeira mulher a ser contratada oficialmente pela NFL como árbitra.

Em 2019, Thomas subiu mais um degrau rumo ao topo: no próximo domingo, ela será a primeira árbitra a apitar um jogo de playoffs da NFL – a semifinal da AFC entre Los Angeles Chargers e New England Patriots.

É claro que, para ela, guardada a devida proporção da importância do jogo, será apenas mais um dia fazendo aquilo que já faz há pelo menos 22 anos, desde que apitou pela primeira vez uma partida de futebol americano. Sarah Thomas faz questão de repetir sempre que gosta de ser vista apenas como “mais uma” entre os bons árbitros. Mas enquanto ela continuar sendo a única, sua história precisará ser contada para que outras se inspirem a chegar lá.

Até porque não é todo dia que uma exímia jogadora de basquete universitário se torna uma árbitra de ponta do futebol americano.

Das quadras para o campo

Sarah Thomas sempre teve gosto pelo esporte e jogou softball e basquete durante a infância em Mississipi. Nos Estados Unidos, o esporte está muito atrelado à educação, e foi assim que Thomas chegou à University of Mobile para estudar Comunicação com uma bolsa concedida para que ela fosse atleta da faculdade. No basquete, jogou três temporadas e terminou sua “carreira universitária” com 779 pontos, 441 rebotes, 108 assistências, estatísticas que a colocaram como a quinta melhor jogadora da história daquela universidade.

Mas foi em outro esporte que Thomas encontrou paixão e sustento. E tudo começou por uma ligação para um dos seus irmãos. “Nós estávamos no telefone e ele me disse que estava a caminho de um curso para árbitros. Na hora, perguntei: mulheres podem fazer isso? E ele disse que achava que sim. Então eu fui também”, contou ela ao site americano SBNation.

“Quando entrei na sala, o homem que estava dando aula apenas parou de falar. Eu perguntei se era ali que eu poderia me tornar uma árbitra de futebol. ‘Acredito que sim’, foi o que ele respondeu, ainda meio chocado”, conta, aos risos.

Ela aprendeu rápido. Mergulhou nos estudos, nas regras e na preparação e ficou 10 anos atuando em jogos de equipes escolares (high school, o equivalente ao nosso Ensino Médio), para conseguir aprovação para atuar no futebol americano universitário – que também tem uma importância gigantesca nos Estados Unidos.

Foram mais oito anos de experiência ali até que ela se tornasse a primeira mulher a conseguir um contrato “full time” com a NFL para atuar em toda a temporada do futebol americano – isso veio em setembro de 2015, na partida entre Kansas City Chiefs e the Houston Texans. Agora, três anos depois, terá a responsabilidade de apitar uma partida de playoff decisiva que irá tirar Patriots ou Chargers da final da AFC.

Conselho

O primeiro conselho que recebeu de Gerry Austin logo que passou a atuar no nível universitário causou estranheza para Thomas. “Ele me disse para não usar maquiagem”, revelou em entrevista à ESPN, há três anos. A árbitra não gostou do que ouviu e disse que o supervisor (que teve uma carreira renomada como um dos principais nomes da arbitragem da NFL) estava “passando dos limites”. Hoje, Thomas admite entender o significado dessa recomendação – apesar de ainda não concordar muito com ela.

“Você quer ser conhecida como arbitragem, não como arbitragem feminina. Isso a colocaria numa categoria diferente. Não queremos nada que possa despertar isso. Quero que, quando um técnico olha para mim, ele veja apenas um representante da arbitragem, e não um representante da arbitragem feminina”, observou.

Sarah Thomas não abdicou da maquiagem, mas o cabelo ela mantém preso e “escondido” sob o boné tradicionalmente usado pelos árbitros do futebol americano. Ela também acabou “obrigando” a NFL a pensar em uniformes de tamanhos femininos para uma mulher poder atuar na arbitragem.

Apesar do sucesso nos gramados da NFL, Thomas segue na sua profissão de representante de vendas da indústria farmacêutica e divide com o marido as responsabilidades de criar os três filhos do casal: Bridley, de 15 anos, Brady de 12, e Bailey de 3.

“Minha vida tem sido cheia de viagens nos últimos anos, mas minha família está acostumada. Eu não poderia fazer nada disso sem o apoio do meu marido e da minha família e amigos. Tento equilibrar da maneira que dá. Você aprende a priorizar e delegar, a dizer não quando realmente não dá, e a focar nas coisas que você pode controlar”, resumiu.

Após mais de duas décadas atuando no futebol americano, Thomas afirma nunca ter se deixado levar por qualquer forma de preconceito na profissão. “Nunca deixei que meu gênero fosse um motivo para as pessoas agirem de uma forma diferente. Se eles têm esse sentimento ou preconceito com relação a mim, isso é um problema deles, não meu”.

Na forma de pisar o gramado caminhar para a sua posição, Sarah Thomas já demonstra o que a levou até ali: a confiança na sua capacidade e a determinação para seguir trabalhando. “Você entra no campo mostrando sua confiança, e a partir daí a atmosfera muda. Os jogadores podem sentir isso de longe”.

“O reconhecimento não é algo que se pode buscar, mas é algo que se você trabalhar duro, virá. Não deixe de acreditar em você”, finalizou.

Fonte: Dibradoras

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